Aterro sanitário melhor; lixo, pior

A qualidade dos aterros sanitários no Estado de São Paulo melhorou, segundo Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Domiciliares 2009, divulgado nesta terça 26.05. O avanço pode ser constatado na comparação com o primeiro monitoramento feito em 1996 quando apenas 4 % dos locais destinados para depósito de lixo eram considerados adequados. Atualmente, 52% dos aterros receberam aprovação da Secretaria Estadual do Meio Ambiente.

Na capital paulista, os três aterros receberam nota alta, a partir de 8,9, mas a avaliação não leva em consideração o fato de que estes locais estão com sua capacidade esgotada. Uma realidade que muda pouco é a quantidade de lixo enviada aos aterros. Calcula-se que mais de 90% dos resíduos produzidos acabam nesses terrenos quando boa parte poderia ser reciclada ou reaproveitada.

Um dos aspectos apontados no Inventário é que de cada cinco aterros um não tem licença para operar, o que não quer dizer que não estejam em condições adequadas.

Ouça a entrevista com Aruntho Savastano Neto (Cetesb), coordenador do Inventário de Resíduos Sólidos

Honestidade não se acha no lixo

Por Denir Amâncio
ONG EducaSP

O gari honestoJosé Gomes da Costa, 35 anos, o “Sucesso”, trabalha como Gari e encontrou um cheque no valor de R$ 2.514,00 em um lixo na Rua Maria Paula, em frente à Câmara Municipal de São Paulo. “Sucesso”, alagoano de Arapiraca, pai de quatro filhos, ganha R$ 636,00 como varredor de rua.

Nesta terça-feira 19.05, foi o primeiro a chegar à Biblioteca dos Garis, Praça da Bandeira, Centro. Quer devolvê-lo para o dono. “Sucesso”, mesmo endividado, vive sorrindo, e está desesperado para arrumar uma namorada.

O recado dele: “Ninguém perde por ser honesto”.

Foto-ouvinte: Lixão da Dona Amélia

Caminho impedido

Um aterro clandestino é o que está se transformando a rua Dona Amélia Rufina, no bairro do Ipiranga, em São Paulo. De acordo com o ouvinte-internauta José Ricardo a situação se complica a cada dia com os pedestres já tendo sido expulsos do local pela falta de calçada e com os carros estrangulados pelo lixo. Como ações da prefeitura não foram suficientes para impedir este desrespeito, ele propõe a colocação de câmeras para flagrar as irregularidades, espécie de radar contra Sujismundo. Clique na foto e visite o álbum no Flickr com mais imagens do local.

Idec avalia o que fabricante faz com lixo eletrônico

Imagem da Galeria de Marcbraz no Flickr

Abra a gaveta de traquitana da sua casa e veja quantos aparelhos de telefone celular estão jogados lá dentro. Tem também baterias soltas, fonte de todo tipo, mouse estragado e teclado usado. Tem o que não cabe no armário, foi parar no canto de um quartinho qualquer, está amontoado na despensa, muitas vezes atravancando o caminho. Por ano, produzimos 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico em todo o mundo, e a maioria não tem a menor ideia do que fazer com os equipamentos que ficam defasados cada vez em menos tempo. Jogar nos aterros sanitários ou entregar para que o lixeiro resolva este problema não são soluções viáveis nem saudáveis.

As empresas de tecnologia tem responsabilidade sobre os produtos colocados no mercado e teriam obrigação de receber este material de volta, após usado. Para saber como se comportam, o Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – fez levantamento em 20 fabricantes de telefonia móvel, eletroeletrônico e informática. A análise da política de descarte e reciclagem foi feita com base em questionário – apenas metade respondeu – e em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor. Em seguida foram definidos critérios de pontuação e a avaliação foi feita em uma escala de 0 a 5.

Veja o conceito de cada uma das empresas no olhar do Idec:

Classificação segundo Idec

Foram desclassificados por não responderem o questionário Acer, Apple, BenQ, CCE, Lenovo, LG, Nokia, Panasonic, Semp Toshiba e Sony.

Da próxima vez que você for fazer a compra de um celular ou um computador, não deixe de perguntar para o vendedor qual a política de descarte ou reciclagem da empresa. Senão, melhor preparar o puxadinho na sua casa para encostar os equipamentos mais antigos.

A avaliação completa com o desempenho das empresas nas informações divulgadas pelo SAC você lê no site do Idec.

Foto-ouvinte: o Monte Mooca

Monte da Mooca

Você não encontrará este monte em guia de atrações turística nem em livros de geografia, mas ele existe no início da rua da Mooca, próximo da avenida do Estado, de acordo com o ouvinte-internauta Anderson Fernandes. “A cada dia a montanha de entulho aumenta, quisera meu salário seguisse o mesmo ritmo”, ironiza.

Agora o outro lado

“Com relação à foto enviada pelo ouvinte-internauta Anderson Fernandes nessa terça-feira (10), que mostra um ponto viciado de entulho na Rua da Mooca, próximo a Avenida do Estado, informamos que a Subprefeitura da Sé monitora frequentemente a região fazendo o recolhimento diário dos materiais depositados irregularmente no local. As equipes de limpeza já foram acionadas para realizar nova limpeza no lugar ainda nesta tarde.
Atenciosamente,
Secretaria das Subprefeituras”

Canto da Cátia: Sujeira na Lapa

Lixo na Lapa

Lixo em área verde e grama alta no passeio público foram encontrados pela repórter Cátia Toffoletto nesta manhã, no bairro da Lapa. A foto aí de cima foi feita na esquina das ruas Dalton e Racine e mostra o desrespeito do cidadão com sua cidade. O material está acumulado em local inapropriado. A grama alta que você vê nas fotos arquivadas no álbum do CBN São Paulo no Flickr (clique na imagem acima e faça uma visita as outras fotos) é resultado da falta de conservação da prefeitura.

Agora o outro lado

Resposta da Secretaria das Subprefeituras:

“Com relação à informação veiculada nesta quarta-feira (18) no Jornal da CBN e no CBN São Paulo referentes à presença de mato nas regiões de Freguesia do Ó e Lapa, informo que, por conta destas denúncias, equipes da Subprefeitura de Freguesia/Brasilândia realizarão nesta semana os serviços de poda e corte de mato na praça na Avenida General Edgar Facó, saída da Ponte do Piqueri. A Subprefeitura Lapa também irá providenciar corte de mato nos locais apontados pela rádio – ruas Dalton e Racine, canteiro central das avenidas Ermano Marchetti e Marquês de São Vicente e Praça Jácomo Zanella. Aproveito para informar que esta subprefeitura acabou de contratar mais seis equipes de poda, e irá dispor, a partir do dia 25 de fevereiro, de um total de dez grupos – com aproximadamente 60 funcionários – para cuidar de suas 320 áreas verdes. Ao todo, as subprefeituras contam com cerca de 700 responsáveis pela conservação de áreas verdes na cidade. No período de chuvas, de outubro a março, quando a grama cresce com mais rapidez, esse efetivo aumenta em 30% – ficando em torno de 900 pessoas. As subprefeituras que têm mais regiões arborizadas – Sé, Lapa, Vila Mariana, Pinheiros e Butantã – contam com cerca de oito equipes cada para a realização de poda e corte de grama.”