Diário de uma viajante mascarada

 

london-bridge-5032543_960_720

Tower Bridge, Londres Foto: Pixabay

 

Eu a vi pela tela do celular. Ainda estava no saguão do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Nem mesmo as duas máscaras que vestia —- sim, eram duas —- ou a boina que cobria a cabeça e segurava parte dos longos e crespos cabelos que estavam trançados para diminuir a área de contágio me impediram de enxergar o sorriso que a acompanha por onde vai. E ela já foi a muitos lugares neste mundo. Sempre em busca de conhecimento e amigos. Nunca lhes faltaram — um ou outro —- e sempre que colocada à prova, ela demonstrou habilidade em conquistá-los.

 

Quando conversamos estava a algumas horas de embarcar  para Londres de onde havia retornado no início desta pandemia, assim que as aulas se encerraram. Com o ano letivo prestes a começar daqui um mês, preferiu voltar no primeiro voo disponível —- o risco de ter a viagem cancelada aumenta a medida que cresce o número de casos da Covid-19, no Brasil.

 

Saiu daqui com um pedido do tio e cumpriu o combinado assim que chegou à Inglaterra: descrever a experiência da travessia de um continente ao outro, em tempos de ….. (perdão, mas me nego a cair nesse lugar-comum) …. você sabe que tempos são esse, certo?

 

O relato que você, caro e raro leitor deste blog, vai ler a partir de agora é baseado na história que ouvi da minha viajante mascarada.

 

Em Guarulhos, deu de cara com cartazes pedindo o uso de máscaras e álcool em gel. Para os poucos passageiros e acompanhantes que circulavam pelos corredores largos do saguão do aeroporto, o distanciamento social era involuntário. O principal aeroporto brasileiro está superdimensionado para o cenário atual da aviação. Com capacidade para até 40 pousos e decolagens por hora, naquela noite havia apenas quatro voos programados.

 

A encrenca estaria por vir, a medida que as filas se fazem necessárias para parte do atendimento. A primeira foi no setor de check-in, obrigatório nas viagens internacionais. Foi ali que começou o exercício aeróbico que consistia em prender a respiração quanto mais próximas as pessoas tivessem e respirar aliviada sempre que havia respeito às marcações de piso e distanciamento.

 

Para despachar as malas, um sufoco. O aperto de pessoas e bagagens era constrangedor. Para atrapalhar, muitos não tinham preenchido o formulário exigido pelo Reino Unido no qual é obrigatório declarar por onde esteve e informar seus contatos. Os esquecidos ao menos tinham a facilidade de acessar o formulário on-line e salvar as informações no celular.

 

O distanciamento voltou a ser respeitado no controle de segurança e passaportes. Sabe como é que é, né! Tem segurança, tem lei, a gente respeita nem que seja na marra. Mesmo com a distância, o acesso foi rápido, provavelmente porque o aeroporto estava vazio. Respirar com tranquilidade ajudou na longa caminhada até o portão de embarque.

 

Foi a companhia aérea chamar os passageiros e aquela sensação de asfixia voltou. Seja pela ansiedade seja pela desatenção —- ou seria por falta de seguranças observando? —-, o distanciamento foi esquecido. Todos queriam entrar logo no avião e devem ter pensando que, sem cartão de embarque, o vírus não teria lugar no voo.

 

Ainda bem que nossa viajante pode soltar o ar logo em seguida, na passarela que dá acesso ao avião: sem que ninguém precisasse pedir por favor, os passageiros voltaram a se distanciar um dos outros, mesmo aqueles que estavam acompanhados. Vai entender essa gente!

 

O voo não estava lotado, talvez com 70 a 80% de sua capacidade. Os assentos, na medida do possível, foram alocados de forma a deixar um passageiro distante do outro. Era possível, porém, perceber que algumas pessoas que não estavam viajando juntas, sentaram lado a lado. A tripulação lembrou a todos de usarem máscaras, permitindo a retirada apenas para comer e beber.

 

Nossa viajante que partiu do Brasil com duas máscaras, com duas máscaras ficou até chegar a Londres. Preferiu uma dieta forçada, sem pão nem água, por mais de 11 horas e meia, a arriscar qualquer contágio. Assim que o avião aterrissou em solo britânico, talvez a mudança mais significativa e civilizada das jornadas aéreas: o desembarque foi realizado por fileiras, impedindo aquela aglomeração do corredor, com gente se esticando para pegar malas, mochilas e bugigangas nos bagageiros acima das poltronas.

 

O que não mudou foi a correria para ver quem chega antes na fila da imigração que sempre termina com os corredores parados na mesma fila da imigração. Os passageiros eram lembrados da obrigatoriedade do uso de máscara — obedecida por todos — e havia placas solicitando o distanciamento entre as pessoas — cumprido por poucos. Mesmo com os guichês abertos e o número de vôos bem abaixo do normal, além do exercício de respiração —- prende e solta, conforme o vizinho da fila se aprochegava —- foi necessário, exercitar a paciência porque o tempo de espera foi longo, como nos velhos tempos.

 

Entre um sufoco e outro, ainda com as duas máscaras e receio do que viria pela frente, minha viajante pôs o pé para fora do aeroporto, sorriu mais uma vez e constatou: “ao contrário do que dizem, o céu estava azul em Londres!”.

 

Obrigado por compartilhar essa experiência, Valentina! E jamais permita que as máscaras que usamos na vida tirem o sorriso do seu rosto, minha sobrinha. Com ele, mesmo à distância, sempre teremos a esperança de enxergar um horizonte mais azul — até no céu de Londres.

Londres terá apartamentos de luxo com a assinatura Mercedes-Benz

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

2D663C1100000578-3272465-image-m-37_1444832445331

 

A montadora alemã Mercedes-Benz em parceria com a Fraser Hospitality Group anunciou o lançamento de apartamentos inspirados na marca que é uma das mais tradicionais e luxuosas do mercado de automóveis. O projeto “Mercedes-Benz Living, London” estará disponível já a partir do próximo mês, na capital inglesa. Algumas fontes calculam que a diária ficará em torno de R$ 2,4 mil.

 

Os ambientes são totalmente equipados e oferecem espaço ideal para empresários que vivem longe de casa por um longo período. Localizados na região de Kensington, área nobre de Londres, os apartamentos medem por volta de 100 metros quadrados e incluem área de estar e jantar com proporções generosas, cozinha super completa e dois quartos. Tudo concebido com design de ponta e assinatura da Mercedes-Benz. Para tornar o ambiente ainda mais agradável,a parte de áudio leva a assinatura da Burmester.

 

Os projetistas conseguiram transferir o conceito da Mercedes para luxuosos apartamentos – como é possível perceber nas imagens que ilustram este artigo.

 

2D663DBE00000578-3272465-image-a-39_1444832583454

 

Não é a primeira vez que uma marca de automóveis de luxo se associa a empreendimentos de imóveis ou hospitalidade. A montadora inglesa Jaguar, por exemplo, tem suítes com sua assinatura no St Regis Hotel, em Nova York.

 

Com o mundo globalizado, pessoas vivem e trabalham em cidades desconhecidas onde estão a procura de uma “casa longe de casa”, que ofereça a sensação de segurança e acolhimento – luxo, também, sem dúvida. Esses parecem ser os principais diferenciais do empreendimento: o sensorial aliado ao luxo material. Design, boa localização, bom gosto, modernidade… tudo aliado ao bem estar de quem deseja qualidade de vida no seu cotidiano.

 

Depois de Londres, a Mercedes-Benz planeja levar seu novo empreendimento para Cingapura que, de acordo com pesquisa anual da revista britânica Monocle, especializada em estilo de vida, foi considerada uma das 25 melhores cidades do mundo para se viver.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em “arketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Páscoa em Londres: Harrods oferece experiência única com Ovos Fabergé

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

fabergc3a9-at-harrods-digital-egg-scoop-0305151

 

A Páscoa está logo ali e, enquanto muitas marcas e empresas atraem seus clientes pelo chocolate em si, a loja britânica Harrods, ícone do luxo inglês no mundo, surpreende seus clientes com seu bom gosto e sofisticação. Em sua vitrine, o destaque são os Ovos Fabergé em sua vitrine, sobre os quais já conversamos neste espaço.

 

Puro luxo digital. A marca de jóias finas é destaque de uma vitrine interativa da Harrods (com vista da Brompton Road), tendo como destaque um ovo 3D interativo. Os visitantes escolhem o seu Fabergé favorito em um iPad, dentro da loja, e conferem como ele fica a partir de projeção na vitrine, em 3D, provocando um efeito incrível.

 

Fabergé+Egg+Charm+Cluster

 

A Harrods será ainda palco de uma caça ao ovo de Páscoa com uma pequena diferença: o prêmio será um pingente de ovo Fabergé. Para entrar, os visitantes devem caçar os seis ovos Fabergé gigantes que foram escondidos em diferentes andares da loja, e registrar suas descobertas através de um aplicativo de celular.

 

Pura experiência no ponto de venda. Experiência que, neste caso, foi muito além da interatividade e tecnologia. Com a brincadeira tradicional da caça aos ovos, proporciona sensação memorável para as crianças e, não tenho dúvida, para marmanjos e senhoras.

 

A excelência em produtos e serviços tornou-se “commodity” no segmento do luxo, portanto cabe às empresas agirem, como age a Harrods, de forma a encantar o cliente através de experiências sensoriais.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Selfridges amplia boutiques para homens de luxo, em Londres

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

Que luxo e a Inglaterra combinam, a gente já sabe. Londres é a prova disso, com suas boutiques de grifes prestigiosas, lojas de departamento, restaurantes com estrelas Michelin, opções culturais e históricas. Agora, a rede de lojas de departamento britânica Selfridges ampliou seu leque de opções de marcas de moda masculina com a inclusão de novas boutiques no interior de sua loja na capital inglesa. As boutiques recém-abertas tem o objetivo de criar espaço amplo e exclusivo destinado ao público masculino dessa unidade. Recentemente, muitos varejistas e marcas de vestuário começam a se concentrar mais na segmentação, enfatizando ações e espaços reservados ao consumidor do sexo masculino.

 

Em sua loja londrina, a Selfridges incluiu em seu portfólio marcas internacionais renomadas como Givenchy, Dries Van Noten, Lanvin e Rick Owens, somando a um espaço que já possuía marcas desejadas como Brunello Cucinelli, Ralph Lauren, Paul Smith, Ted Baker e outras. A rede mostra viver um momento de crença no homem, pois sua unidade de Manchester, na Inglaterra, também foi ampliada e recebeu investimento de 3 milhões de libras para o segmento masculino, projeto em que incluiu a expansão de seu espaço, bem como a inclusão de marcas como Tom Ford, Bottega Veneta e Dan Ward. A rede investe não apenas em novas marcas como também cria espaços exclusivos que proporcionam ao cliente experiências e contato direto com suas marcas de desejo, além, é claro, a possibilidade de vivenciar tudo que uma loja de departamentos de luxo como a Selfridges oferece.

 


Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Louboutin leva sua bolsas para Harvey Nichols

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

Christian Louboutin, uma das marcas mais prestigiosas e reconhecidas por seus icônicos sapatos de luxo, abriu sua primeira concessão para a venda de bolsas e artigos de couro na Harvey Nichols, rede de lojas de departamento de luxo, em Londres. O corner está localizado no piso principal da loja de Knightsbridge e foi projetado em colaboração com Will Russell, do escritório de arquitetura Pentagram.

 

A boutique segue o mesmo refinamento e estilo de decoração usados nas lojas próprias de Louboutin ao redor do mundo e de outros corners em multimarcas como a irlandesa Brown Thomas e a canadense Holt Renfrew. Suas prateleiras são revestidas com couro branco e foram pintadas de vermelho na parte inferior, sendo uma referência sutil às famosas solas vermelhas de Louboutin.

 

A escolha do local para abertura do primeiro ponto para comercializar suas peças de bolsas e artigos de couro em uma loja de departamentos surgiu a partir da história de uma longa parceria entre a marca e a rede Harvey Nichols, que foi a primeira loja no Reino Unido a oferecer Christian Louboutin quando lançado em 1995 e abriu a primeira concessão ali para vendas de sapatos em 2007. Harvey Nichols, vale lembrar, é umas das lojas mais tradicionais do Reino Unido e Irlanda, e reúne marcas renomadas como Emilio Pucci, Fendi, Hermès, MaxMara, Missoni e outras.

 

A estratégia de Louboutin mostra como é possível expandir a marca de forma seletiva, tanto na escolha dos produtos selecionados como principalmente pelo local, pois a distribuição é um dos pontos-chave na gestão de marca de luxo. Ao lado de outras grifes prestigiosas e localizada em uma loja de departamentos tradicional, certamente sua estratégia será bem sucedida.

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Anéis Fabergé embarcam nos táxis londrinos

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

A frota de táxis de Londres, um dos ícones da capital inglesa, recebe novas cores neste Outono. Cores luxuosas e opulentas, aliás, de peças de joias de luxo da renomada grife Fabergé. Anéis da exclusiva coleção Emotion ilustrarão alguns táxis da cidade, que estarão em circulação nos próximos 12 meses em torno das áreas de Knightsbridge, região onde fica a loja Harrods e West End, funcionando como táxis normais.

 

Os anéis podem ser adquiridos em lojas da Fabergé em Londres, Nova York, Genebra e Kiev, bem como em outros pontos de varejo de luxo internacionais. O preço? Em torno de USD 38.100, podendo chegar a USD 40 mil. Alguns itens da coleção também podem ser encontrados na boutique online da Fabergé.

 

 

A grife Fabergé, fundada em 1842, é famosa por sua criação de ovos com pedras preciosas e se tornou a joalheria oficial do império russo. Os Ovos Fabergé eram obras-primas da joalheria entre os seculos XIX e XX produzidas para os czares da Rússia. Encomendados e oferecidos na Páscoa entre os membros da família imperial, os ovos acomodavam surpresas e miniaturas, e eram cuidadosamente elaborados com uma combinação de esmalte, pedras preciosas e metais. Desejados por colecionadores em todo o mundo, eles são ainda alvo de admiração pela sua perfeição e considerados expoentes da arte joalheira.

Ver jóias Fabergé estampadas em táxis londrinos parece algo, no mínimo, inusitado. Afinal, estamos falando de uma marca que tem prestígio, tradição e exclusividade em seu DNA, além de ser ícone do império russo. Não há dúvidas de que Londres é uma das cidades onde mais se respira moda, luxo e sofisticação, mas ver peças Fabergé expostas dessa forma poderá, a longo prazo, contribuir negativamente para a imagem da marca. Esta estratégia não é a primeira ação mais “agressiva” da marca, uma vez que há alguns anos vem disponibilizando suas peças valiosas e exclusivas através de sua loja online.

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Atualmente cursa MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Moda masculina conceitual

 

Por Dora Estevam

 

Até que ponto a moda conceitual pode ser levada a sério? Devemos achar bonito e aceitar os padrões da sillueta e dos figurinos propostos? São questões que desamparadas de imagem podem ser respondidas com muitos adjetivos positivos, mas, quando acompanhadas, a situação pode mudar. O que você diria se vir um homem pelas ruas da cidade ou em um escritório vestindo roupa feminina com cortes clássicos, excelente alfaiataria, cores sóbrias e acompanhadas de uma linda bota com babados na borda?

 

Chega de indagações, vou apresentar para você uma seleção de fotos do desfile do estilista JW Anderson, que ocorreu na London Fashion Week, a semana de moda que lançou a coleção inverno 2013-14, e quero que você tire as suas próprias conclusões. Intitulada de Matemática do Amor, Anderson praticamente subverteu as fronteiras entre a moda masculina e a feminina – agora quem usa a roupa da menina é o menino.

 

A coleção apresentada tem todas as características da moda feminina: babados nos shorts e blusas até o pescoço, tipicamente femininos, deram o tom decorativo a coleção. Os jornalistas de moda costumam dizer que Anderson não é apenas um dos designers mais emocionantes da moda, é, também, muito interessante e inteligente, criativo e inovador.

Outro estilista que optou por deixar a coleção afeminada foi o Christopher Kane. Tudo começou com uma camiseta que ele fez na coleção feminina com a estampa do Franskstein. Ele percebeu que os meninos estavam roubando as camisetas delas, daí decidiu desenvolver uma só para eles nesta coleção de inverno 2013-14. Na coleção tem também calça skinny, malhas com estampas de leopardo e grandes casacos peludos e fofinhos. Veja algumas criações nas fotos abaixo.

A estilista Vivienne Westwood também mostrou a coleção para eles. Os tradicionais xadrezes com pegada streetwear, detalhe para as sobreposições que ela faz nas produções.

Entre sacos empilhados de lixo, Meadham Kirchhoff mostrou a coleção para os homens na semana de moda londrina. Aqui, a subversão aparece nos meninos com sandálias e meias, pérolas e listras.

Se a ideia é se divertir com a moda então dê adeus aquele sweater cinza chato. Deu a louca nos irmãos Sid Bryan, Joe Bates e Mc Creery Cozette e eles mergulharam as malhas no mundo divertido dos desenhos. Eles adoram o mundo dos desenhos e a influência é sempre a música e a arte.

Por mim ficaria horas aqui mostrando as novidades do mundo da moda masculina, porém tenho que parar em algum momento se não o editor me mata, mas, para não dizer que tudo é subversivo e que a moda não é para quem entende de moda, vou postar algumas referências menos carregadas de energia conceito…se é que você me entende.

 

A coleção de Ford veio enraizada no início dos anos sessenta. O estilista elaborou uma coleção priorizando a silueta que veio mais fina mas não apertada. Paletós, camisas, coletes e belos sapatos.

Tá, mais um pouquinho e eu acabo. Um vídeo do desfile de Alexander McQueen, pode ser? Vamos lá, aperte o play e assista comigo.

 



Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda no Blog do Mílton Jung, aos sábados

Boa notícia não dá audiência

 


Por Carlos Magno Gibrail

O Brasil conquistou seis medalhas de ouro, três de prata, duas de bronze e dez certificados de excelência no maior torneio de educação profissional e tecnológica do mundo. Ocorrido em Londres no mês de outubro. Tirou o segundo lugar, ficando na frente do Japão, da Suíça e demais países desenvolvidos. Atrás apenas da Coreia do Sul.

Esta notícia não foi estampada com o merecido destaque em nenhuma das mídias, que, coincidentemente, abrem as primeiras páginas para alardear os rankings de educação que tem colocado nosso país em constrangedoras posições.

A mesma imprensa que brada a necessidade do ensino técnico, não abriu espaço para informar que a dupla gaúcha Christian Alessi e Maicon Pasin, do Centro Tecnológico de Mecatrônica, do SENAI, em Caxias do Sul, ganhou o ouro em mecatrônica e foi o destaque da equipe brasileira, vice-campeã do 41º Worldskills, que reuniu 944 competidores de 51 países e receberam mais de 200 mil visitantes. Assim como deixou de informar que Willian Grassiote do SENAI de Taguatinga é o melhor profissional do mundo em mecânica de refrigeração. Jecivaldo de Oliveira é excelência na aplicação de revestimento em cerâmica, após três anos treinando dia após dia, sem feriado, sem fim de semana no SENAI DF. Guilherme Augusto Franco de Souza do SENAI Mooca SP, é ouro em desenho mecânico em CAD. Gabriel D’Espíndula do SENAI Paraná é o melhor do mundo em eletrônica industrial. Natã Barbosa é ouro em web design pelo SENAI de Joinville. Também de Joinville Leandro Duarte e André Peripolli programaram um robô móvel e ganharam certificado de excelência. Do SENAI do Rio, Rodrigo Ferreira da Silva, filho de segurança de joalheria, é o melhor do mundo na ocupação de joalheria.

À falta de informação temos o oposto quando, por exemplo, na CBN, ao lado de qualificados comentários de Lucia Hipólito, Miriam Leitão, Max Gehringer, Arnaldo Jabor, etc. comandados por Mílton Jung, há a intromissão de um repórter anunciando acidente fatal de algum anônimo no trânsito paulista. Como se a má-noticia, mesmo que sem pedigree, tenha que comparecer no cardápio jornalístico.

Há, entretanto uma boa notícia, pois a tecnologia através da pressão dos dois bilhões de internautas ou dos cinco bilhões de proprietários de celular no evoluído mundo atual, abrirá definitivamente a customização da editoria. Ou seja, vamos selecionar a pauta de interesse. Por segmento, e individualmente.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve, às quartas, no Blog do Mílton Jung

O “dois andares” muito antes de Jânio Quadros

 

O ônibus de dois andar que é parte do cenário de Londres, na Inglaterra, rodou em algumas cidades brasileiras e apesar de ter tido vida curta deixou sua marca na história do transporte de passageiros e ganhou o apelido de Fofão

Fofão, ônibus de dois andares

Por Adamo Bazani

Foi em São Paulo, trazido por Jânio Quadros, que os ônibus de dois andares ganharam as manchetes no Brasil e geraram enorme polêmica. Ao contrário do que a maioria imagina, porém, estes modelos não transportaram passageiros apenas na capital paulista. Foram usados em diversas cidades brasileiras, como Osasco na Região Metropolitana, com o mesmo resultado: uma decepção. Nem tanto pelos ônibus em si que tinham bom desenho, estabilidade e potência, mas pela falta de estrutura viária.

Fofão era o apelido desses ônibus batizados oficialmente de Thamco O.D.A – ônibus de dois andares. Eles começaram a rodar em Osasco na gestão do prefeito Francisco Rossi (1989-1993). As primeiras quatro unidades foram compradas pela CMTO- Companhia Municipal de Transportes de Osasco, em novembro de 1990, mesmo ano em que estavam sendo aposentados os 30 ônibus que operavam na capital.

A CMTO usava os Thamco ODA da mesma forma que a CMTC – Companhia Municipal de Transportes Coletivos – na cidade de São Paulo. Eles transportavam passageiros em linhas centrais que serviam os terminais e pontos de transferência. A altura destes veículos, porém, era incompatível com o circuito que faziam e os ônibus por onde passavam arrancavam galhos de árvores e fios elétricos, provocando a mesma polêmica da capital. Não demorou muito para serem aposentados.

Apesar disso, a sensação de ter um veículo como os londrinos for marcantes, relatam moradores que usaram os ônibus de dois andares. Havia pessoas que esperavam o ônibus no ponto só para passear no andar de cima. Desdenhavam a passagem de um modelo convencional apenas pela oportunidade de rodar no Fofão.

Apesar da vida curta, o modelo foi um clássico e deixou sua marca na história do transporte no Brasil. E mesmo que a ideia de utilizá-los em linhas normais tenha sido abandonada tão rapidamente, dois modelos Fofão ainda poder ser vistos em Osasco. Habitualmente, eles são usados no Projeto “Redescobrindo Nossa História” com um desenho que lembra mais os ônibus de turismo que rodam em Nova Iorque do que os de transporte de passageiros de Londres. Tem o teto cortado e oferecem uma visão melhor para as visitas a pontos turísticos da cidade como o Viaduto Metálico Reinaldo de Oliveira, av. dos Autonomistas e Parque Chico Mendes

O Fofão de Osasco é pintado de vermelho e ilustrado com imagens antigas da cidade e de pontos turísticos. Nem sempre foi assim. Apesar de Francisco Rossi, a exemplo de Jânio Quadros, ter tentado “londrinizar” o transporte na cidade, na época em que estava em operação nas linhas municipais o ônibus de dois andares era branco, padrão da empresa que operava o transporte em Osasco.

Apenas por curiosidade: a CMTO imitou diversos passos da CMTC, segundo profissionais do transporte de Osasco. Não apenas pela compra do Fofão. Assim como em São Paulo, a companhia inicialmente operava o sistema – isto ocorreu em 2006 – para depois ser apenas a gerenciadora. Na capital, a transformação ocorreu em 1993. Se é verdade ou não que a companhia de Osasco copiava a paulistana é coisa que demanda longa discussão, mas que a empresa se tornou economicamente inviável como operadora, a exemplo da CMTC, é um fato.

Continuar lendo

Foto-ouvinte: Carros velhos nem sempre anônimos

Kombi HeródotoEm São Paulo, existem 2 milhões de carros circulando irregularmente e em condições precárias. fato lembrado nesta semana pelo secretário municipal do Verde e Meio Ambiente Eduardo Jorge. A informação faz parte da justificativa da prefeitura para explicar porque apenas os carros fabricados a partir de 2003 estão obrigados a fazer a inspeção veicular ambiental. A maioria dos ilegais é mais antiga e, portanto, não passaria pelos centros de análise de poluentes na capital.

Chama atenção, também, para a necessidade de que se desenvolva estrutura de fiscalização capaz de identificar estes veículos que são um risco a vida e a saúde da população.

Há cacarecos que ao rodarem pelas vias de São Paulo escancaram a falta de controle à frota na capital. Poderiam, quem sabe, se transformar em peça de museu como ocorre com esta kombi, totalmente desmontada, que expõe suas vísceras, compondo instalação no terceiro andar do Tate Modern Gallery, em Londres, na Inglaterra.

Foi o ouvinte-internauta Antonio Athayde quem descobriu esta “obra de arte” na galeria britânica e lembrou não dos carros velhos e anônimos que andam em São Paulo: “ Veja na foto anexa o valor insuspeitado que tem a Kombi de nosso amigo Heródoto Barbeiro!”

A obra que vemos é de Joseph Beuys (1921 – 1986), batizada The Pack e datada de 1969