A sustentabilidade na moda

 

Por Dora Estevam

bolsinhas de palha
Cresce cada vez mais o interesse de pessoas pela Moda Sustentável.  São estilistas, fashionistas, colunistas e criadores todos em volta de um tema que parece tão estranho à primeira vista.

Estranho, pois quando se fala em moda a primeira ideia que vem a mente é gastar, consumir, comprar compulsivamente – em alguns casos, é claro. Ao incluir o sustentável à moda, faz-se o caminho inverso: economizar, usar o que tem em casa, reformar tudo o que foi possível ou comprar de segunda mão.

Para difundir esta questão no Brasil a consultora de moda e stylist Chiara Gadaleta Klajmic preparou curso para estudantes de moda, jornalistas e profissionais interessados na moda sustentável, que se realizará na Escola São Paulo, de 21 a 30 de setembro.

A intenção é abrir discussão sobre o mercado da moda, traçando um paralelo com o desenvolvimento sustentável. Da forma mais criativa e lúdica possível. Questões mais técnicas serão abordadas, também: relações internacionais –   com a China, mais especificamente; fast fashion; renovação de tecidos e relações humanas.

Chiara abraçou a ideia da moda sustentável e defende a causa através de ações divulgadas no blog Ser Sustentável com Estilo. Passeando por lá. pude ler temas incríveis, uma mistura de poder aquisitivo com economia e criatividade para não esbanjar dinheiro e conservar o meio ambiente.

Produção de Chiara Gadaleta

Produção de Chiara Gadaleta

Há quem pense que moda sustentável é fazer colcha de retalhos coloridos, bem caipira, ou colar com casca de árvore. Engana-se. Saiba que os trabalhos são muito mais requintados do que se imagina.

A estilista Serpui Marie, por exemplo, está no mercado de sapatos e acessórios há 20 anos. Destes, há 18 exporta suas criações e convive com as exigências do mercado internacional.

Serpui sempre trabalhou com produtos naturais, mesmo muito, mas muito antes do assunto virar interesse público. A estilista desenvolve modelos como chapéus e bolsas de palha, e é ai que entram os materiais naturais como palha de banana e de milho, e também tábua e buriti. Para tingir as palhas a tinta também é natural. Toda a produção está concentrada no Sul de Minas Gerais.

Outro estilista que ficou muito conhecido através da técnica do reaproveitamento é Geová Rodrigues. Foi tentar a carreira de artista plástico fora do Brasil (desde 1989) e descobriu o lixo das grifes instaladas na 7ª Avenida em Nova York, de marcas como Calvin Klein, Donna Karan e Anna Sui. Deste lixo de retalhos luxuosos, o estilista fez peças incríveis e exclusivas. Logo chamaram a atenção de revistas e celebridades famosas.

Outro site muito interessante para quem quer tornar a relação da sustentabilidade mais próxima é o da Fundação Ecotece. Lá tem tudo o que precisamos saber e entender para deixar o guarda-roupa mais eco-fashion.

Segundo a consultora Chiara, medidas como economizar energia, conter o desperdício de água e controlar o consumo vão fazer bem ao seu corpo, a sua mente e ao nosso planeta.

Pesquisando descobri muitos outros sites incríveis sobre o consumo de moda sustentável. Eu ficaria aqui rolando posts e posts de tanta coisa boa. Vale muito a pena dar uma olhada, tenha certeza que você vai se identificar com alguma ideia sobre o tema.

Agora, eu adoraria saber qual a sua dica sobre o assunto.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo no Blog do Mílton Jung

Um desastre com vista para a Guarapiranga

 

Guarapiranga, a represa

A represa de Guarapiranga é dos principais mananciais do estado de São Paulo e responsável pelo abastecimento de 3,8 milhões de pessoas. Uma área de beleza cobiçada que foi tomada de construções irregulares nas últimas décadas. Calcula-se que a população que vive no seu entorno chegue a 800 mil pessoas, ocupação que cresceu em 40% entre os anos de 1991 e 2000.

Houve uma série de medidas para coibir estas invasões, a partir de regras municipais como o Plando Diretor Estratégico e estaduais, porém um decreto do prefeito Gilberto Kassab (DEM) volta ameaçar a região. O texto publicado no Diário Oficial permite a construção de habitação popular em Zonas de Preservação Permanente desde que haja liberação da prefeitura. De acordo com informação levantada pelo jornal O Estado de São Paulo o objetivo do governo municipal é facilitar a construção de prédios populares nas áreas próximas das represas de Guarapiranga e Billings, onde ocorre processo de reurbanização de 64 favelas.

O promotor de Justiça do Meio Ambiente da Capital José Eduardo Lutti disse no CBN SP que vai abrir inquérito para investigar o caso pois considerou a medida “um desastre administrativo”. Ele comentou que a prefeitura é incompetente para administrar o problema das invasões e, por isso, adota ações como esta que causará prejuízos ambientais ainda maiores na região.

Ouça a entrevista do promotor de Justiça do Meio Ambiente da Capital José Eduardo Lutti ao CBN SP e do especialista em direito ambiental Virgilio Alcides de Farias, do Movimento em Defesa da Vida da Região do Grande ABC

A prefeitura de São Paulo foi convidada a falar sobre o tema, mas não se pronunciou.

Aprovado novo trólebus com tecnologia nacional

 

Veículo mais leve e com tecnologia desenvolvida no país para evitar o impacto no meio ambiente passou por todos os testes e recebeu aval da SPTrans para rodar na cidade de São Paulo.

Trólebus mais leve e mais limpo


Por Adamo Bazani

Agora é definitivo! São Paulo vai contar de fato com um trólebus novo, que traz soluções inéditas e prova que o Brasil tem condições de fabricar veículos de transporte coletivo com tecnologia limpa. Nasexta-feira, 18 de junho, a SPTrans – São Paulo Transportes – bateu o martelo e aprovou o trólebus Ibrava/Tuttotrasport/Iluminatti/WEG, a partir de critérios relacionados as novas normas de operação, segurança e conforto.

“Para nós a ansiedade foi muito grande. Apesar de contratempos normais na elaboração de qualquer produto novo, as etapas de concepção até a finalização do trólebus ocorreram como esperávamos. Mas, olha, o coração acelerava a cada dia. É uma tecnologia nacional, uma solução totalmente brasileira, o que vale ser destacado. Foi como o nascimento do primeiro filho de um recém-casado” – declara satisfeito Edson Corbo, da Iluminatti, umas das empresas envolvidas na concepção do novo trólebus.

Ele explica que o veículo se comportou de maneira satisfatória em todos os testes efetivos da SPTrans – São Paulo Transportes, gerenciadora do sistema municipal de ônibus de São Paulo. As avaliações começaram pra valer no dia 8 de junho. Entre os dias 9 e 10 houve os testes dinâmicos, que são aqueles nos quais, com equipamentos de referências de dados e com o atento olhar de técnicos, toda a operação do ônibus é simulada. Paradas em pontos, passagens pelas vias, relação com a rede elétrica aérea, peso simulando o dos passageiros. Tudo foi analisado nos mínimos detalhes.

Houve um contratempo em relação ao raio de giro, que leva em conta o quanto as rodas giram em manobras e curvas, ponto que é previsto na NBR 15570, que leva em consideração itens sobre conforto, segurança e operação dos veículos de transporte público. Mas o problema foi logo resolvido.

“Entrávamos cedo na garagem da Himalaia Transportes S.A, saíamos tarde, às vezes não tinha sábado, domingo, feriado” – relembra Edson Corbo sobre o trabalho da equipe durante todo o projeto, construção e adaptação do veículos.

A Himalaia é a única empresa que opera os cerca de 200 trólebus de São Paulo, que prestam serviços principalmente na zona Leste. Antes de 2001, quando boa parte das redes foi desativada, São Paulo chegou a ter cerca de 450 ônibus elétricos, que são totalmente não-poluentes.

São várias as inovações do veículo recém aprovado, que recebeu o prefixo 4 1901. O sistema refrigerado a água deixa o trólebus até 400 quilos mais leve, o que proporciona maior capacidade de transporte de passageiros, menos custos e desgastes de operação e melhor rendimento e aproveitamento da energia elétrica.

Toda a operação do trólebus pode ser monitorada em tempo real na garagem, terminais e no próprio ônibus. O IHN – Interface Homem Máquina – dá ao motorista, por meio de uma tela de LCD no painel do ônibus, todo o controle de tração e funcionamento. Já o sistema Multiplex permite oferecer informações em tempo real sobre as inclinações e estado da carroceria, funcionamento dos componentes e forma de operação. Os parâmetros sobre a forma de operação permitem que o motorista corrija eventuais falhas na hora e traz à garagem uma noção do comportamento dos operadores, o que pode gerar novos procedimentos mais eficazes de como dirigir e manter o trólebus. Todos estes sistemas de informação e tração permitem a redução da fiação interna do veículo, o que significa, menos peso ainda e mais eficiência.

Com o sistema de corrente alternada, mais eficiente que o de corrente contínua, e que permite o uso de eixos de tração nacionais, o novo trólebus disponibiliza de monitoramento por câmeras, que servem para segurança e auxílio do motorista nas operações. Monitores de LCD vão informar os passageiros sobre itinerários, horários e dicas úteis. A iluminação do salão de passageiros e área do motorista e cobrador também é moderna. Tudo por LED.

Participaram do projeto diversas empresas:

– Iluminatti: integração de todos os sistemas com carroceria, chassi e outros componentes.
– Bosch: câmeras de Vigilância, monitoramento e telas de informação ao usuário
– Tuttotrasporti: Chassi
– Ibrava: carroceria (a única no mercado planejada exclusivamente para trólebus, os outros modelos nas ruas, já são consagrados como veículos a diesel e foram adaptados para o sistema elétrico)
– WEG: motor e sistema de tração
– Dilmethoz: Sistema Multiplex de gerenciamento e informação operacional e itinerário
– Gardinotec: que desenvolveu sistemas modernos e exclusivos de compressores e de parte do sistema de suspensão

O melhor de tudo isso: todas estas empresas desenvolveram produtos brasieiros.

“Isso é prova que a indústria e as operadoras têm capacidade de desenvolvimento e prestação de serviços de veículos com tecnologia limpa. Algo que nos orgulha muito. Essa capacidade nacional prova que o trólebus é economicamente viável”.

Além do rendimento energético de um trólebus (o que faz mesmo o veículo andar) ser muito maior que os veículos a diesel, a energia no trólebus é aproveitada em 90% para movimento, enquanto no ônibus convencional o diesel só é aproveitado em torno de 45%, (o resto vira calor), o ônibus elétrico é mais seguro, dura até 3 vezes mais e não polui nada.

O próximo passo é aproveitar o lixo e sua queima, com estações dotadas de filtros especiais, para gerar energia elétrica e fazer os trólebus funcionarem, barateando ainda mais os custos de operação.

“Sabemos que isso é totalmente viável” – garante Edson Corbo da Iluminatti.

Apesar da aprovação total por parte da SPTrans, ainda a gerenciadora não estipulou uma data para as operações comerciais.

Adamo Bazani, repórter da CBN, busólogo e escreve no Blog do Mílton Jung

Em três meses, ônibus a hidrogênio na cidade

 

Com projeto de U$ 16 bi, e testes com resultados positivos, ônibus não-poluentes vão rodar no corredor do ABD, anuncia EMTU

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Por Adamo Bazani

Depois do anúncio com muita pompa no ano passado, contando com a presença do então Governador de São Paulo, José Serra, o ônibus movido com célula combustível de hidrogênio caiu no esquecimento. O veículos estava em testes e a EMTU anunciou, finalmente, que o ônibus, com tecnologia desenvolvida e emissão zero de poluentes servirá a população em até 90 dia.

De acordo com a Empresa Metropolitano de Transportes Urbanos, que gerencia os transportes intermunicipais por ônibus nas regiões metropolitanas de São Paulo, Baixada Santista e Campinas, o veículo vai operar no corredor metropolitano ABD, ligando São Mateus, na zona leste, a Jabaquara, na zona sul da Capital, pelos municípios de Santo André, São Bernardo do Campo e Diadema, com extensão para a região da Berrini, na zona Sul de São Paulo, e para Mauá, no ABC Paulista.

O desenvolvimento do projeto deste ônibus custou U$ 16 milhões de dólares e teve a parceria de empresas privadas, governos federal e estadual e instituições internacionais. Os testes realizados com sacos de areia e galões de água no próprio corredor e, também, dentro da garagem da operadora Metra, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, surpreenderam positivamente a EMTU e a empresa.

O desempenho, segundo a EMTU, não ficou em nada atrás dos ônibus diesel e trólebus. Mas a grande novidade em relação aos testes foi a economia de combustível. A expectativa dos fabricantes era de que o ônibus percorresse 100 quilômetros usando 15 quilos de hidrogênio. O consumo médio foi de apenas 12 quilos para os mesmos 100 quilômetros percorridos, no corredor, que é de via segregada, com pavimento especial, considerado modelo mundial de transportes.

Mais ônibus a hidrogênio em São Paulo

A EMTU anunciou também que, em um ano, aproximadamente, serão comprados mais três ônibus a hidrogênio. O tempo de teste será bem menor e eles já devem rodar comercialmente dias após a aquisição. A gerência de planejamento da Empresa declarou que pretende comprar ônibus de 15 metros de comprimento, com três eixos, para serem abastecidos com o hidrogênio. Ainda não foi definida a carroceria, mas o chassi deve ser da TuttoTransport, o mesmo utilizado para o ônibus atual, Padron de 12 metros, com carroceria modelo Gran Viale, da Marcopolo, de Caxias do sul.

Além de planejar a compra de mais ônibus, a EMTU, em parceria com a Petrobrás, finaliza a construção de uma estação de geração e abastecimento para os ônibus. Esta estação está sendo construída dentro da garagem da Metra, em São Bernardo do Campo. Nela será feita a dissociação das moléculas de água em oxigênio e hidrogênio por um processo chamado eletrólise, um procedimento eletro químico que transforma o hidrogênio para a célula de combustível e libera oxigênio em forma de vapor d’água.

O ônibus a hidrogênio se trata nada mais nada menos que um veículo elétrico híbrido. O Hidrogênio é colocado nos tanques que ficam no teto do ônibus. Por meio de processos eletroquímicos, é transformado em eletricidade, que moverá o motor de tração do ônibus. A célula e o processo ainda são de materiais importados, mas carroceria, chassi e integração do conjunto são nacionais. O veículo também usa o princípio da frenagem regenerativa, no qual a energia é armazenada em situações nas quais o motor não precisa de força máxima para funcionar. Essa energia é utilizada depois em condições mais severas. Toda a energia extra é reservada num banco de baterias que pode mover o ônibus sem o hidrogênio.

Adamo Bazani, jornalista da rádio CBN e busólogo, escreve no Blog do Mílton Jung

Pré-sal e pós-ética

 

Por Carlos Magno Gibrail

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Enquanto a British Petroleum, maior do mundo em petróleo, não consegue estancar o desastre ecológico no pré-sal do Golfo do México, acarretando insuperável prejuízo ao meio-ambiente americano, Pedro Simon, sucedendo ao conterrâneo e colega de PMDB-RS Ibsen Pinheiro, surge na madrugada de Brasília para brecar os ganhos de Estados produtores de petróleo, gerando contundentes prejuízos ao Rio e Espírito Santo. Mirando lucros eleitoreiros locais a si e a seus pares. Burlando a ética e a Constituição e renegando o próprio passado.

A emenda de Simon, aprovada pelo Senado propõe a divisão igualitária dos royalties entre os 26 estados da federação, desconsiderando a região onde se extrai a matéria-prima. Para compensar os estados de origem transfere à União o ônus regulador do ressarcimento.

Fere o artigo 20 da Constituição que estabelece a compensação ao estado fornecedor e desafia a ordem jurídica, pois entra em contratos já estabelecidos e os desconsidera.

Se o presidente Lula vetar terá 24 governadores e respectivos prefeitos contra, se não vetar terá a aprovação destes, mas violará a Constituição.

A jornalista Lucia Hippolito, conforme pauta na CBN de sexta feira, considera que Pedro Simon “está bancando Tiradentes com a nossa cabeça” e crítica severamente o Governo Lula que colhe a tempestade que iniciou quando enviou ainda nesta legislatura ao Congresso tema tão complexo e cheio de alternativas, aos aproveitadores e oportunistas em véspera de eleições.

O jornalista e escritor Ruy Castro também pensa nessa linha, e em sua coluna na Folha de segunda-feira, ao referir-se à “casca de banana” que Simon quis jogar para Lula, advertiu: “Com essa jogada, Simon iguala-se em marotice e oportunismo aos políticos que já atacou e, com isso, despede-se dos que um dia o admiraram”.

Para que ícones como Pedro Simon não desfaleçam na saída, há que se criar um mecanismo de controle no sistema político, que venha a coibir votações e atos públicos que envolvam gastos e investimentos a serem executados na legislatura seguinte, em véspera de eleições.

Se for a “oportunidade que faz o ladrão”, por que não a “oportunidade que faz o cidadão”?

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve às quartas-feiras no Blog do Mílton Jung

Pauta #cbnsp: “Ficha Limpa vale pra este ano”

 

CBN SPO projeto Ficha Limpa, aprovado no Senado na quarta-feira, entra em vigor ainda na eleição deste ano, disse o advogado eleitoral Antônio Augusto Mayer dos Santos, colunista aqui no Blog do Mílton Jung. Na conversa que tivemos no CBN São Paulo, nesta manhã, Antônio Augusto chamou atenção para os questionamento jurídicos que podem atrapalhar a implantação a lei. Acompanhe a entrevista.

Telefone celular – A Anatel apresentou duas propostas para alterar os números de celulares da região metropolitana de São Paulo. A mudança é necessária porque as combinações de oito dígitos disponíveis para a telefonia móvel dentro da área com código 11 estão próximas de se esgotarem. Para participar da consulta, basta acessar o site http://www.anatel.gov.br. Saiba mais acompanhando a entrevista de Estella Guerrini, advogada do Instituto Brasileiro do Consumidor – IDEC.

Represa Billings –
Um área de 35 mil m2 da Represa Billings foi aterrada durante a construção do trecho sul do Rodoanel, em São Paulo. O local deveria ser recuperado após o término da obra, mas o Governo do Estado pretende agora transformá-lo em um parque. O Ministério público decidiu, assim, reabrir a investigação para identificar o impacto ambiental que a medida pode acarretar na região de manancial. A entrevista foi com o promotor Marcos Lúcio Barreto.


Esquina do Esporte –
O São Paulo se classificaria mesmo se Kleber não fosse expulso no início do jogo; e o Santos é insuperável, neste momento. No encontro de hoje, falaram das decisões na Libertadores e na Copa do Brasil Deva Pascovicci, Mário Marra e Marcelo Gomes.

Época SP – A exposição Corpos estará na OCA, no Ibirapuera, a partir de sexta-feira. Esta foi uma das dicas do Rodrigo Pereira.

Foto-ouvinte: Carro ecológico é isso aí

 

Carro Árvore

O proprietário deste carro, sabe-se lá o motivo, tomou uma iniciativa inusitada. Transformou a velha máquina em uma espécie de jardim suspenso, provando que mesmo um automóvel pode ser amigo da natureza – nem que para isso tenha de se jogar a chave fora e dar às plantas o lugar dos passageiros. O veículo está na rua padre João Gonçalves, no bairro da Vila Madalena, zona oeste de São Paulo e o flagrante foi feito pelo ouvinte-internauta Wagner Homem.

Passeio de trólebus celebra passado de olho no futuro

 

Em comemoração aos 61 anos do trólebus no Brasil, organizações não governamentais e empresa operadora levam a população a refletir sobre a necessidade de transportes mais limpos e apresentam obras de expansão de rede de trólebus

Organizadores do passeio de trólebus

Por Adamo Bazani

Um encontro do passado com o futuro. Foi essa a tônica do passeio em comemoração aos 61 anos de trólebus no corredor que liga São Mateus, na zona Leste de São Paulo, a Jabaquara, zona Sul, pelos municípios de Santo André, Mauá, Diadema e São Bernardo do Campo. O evento que reuniu entusiastas e especialistas no setor de transportes, neste sábado, dia 8 de maio, é fruto de uma parceria entre a Metra (Sistema Metropolitano de Transportes Ltda), que é a empresa operadora do sistema, e movimentos sociais em prol do desenvolvimento dos transportes e da ampliação da oferta de veículos com tecnologia limpa, como Movimento Respira São Paulo, Movimento Defesa do Trolebus e Portal Via Trolebus.

Além de ser relembrada a história dos trólebus, considerados os veículos mais adequados à realidade econômica brasileira para oferecer um transporte de qualidade e sem emissão de poluentes, foram apresentadas aos participantes as obras de ampliação da rede elétrica para a colocação de trólebus no trecho do corredor entre Piraporinha, no ABC Paulista, Diadema e Jabaquara, na zona Sul de São Paulo.

O gerente de projeto funcional da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanas, que atuou em diversos sistemas de transportes do Estado, Airton Camargo e Silva, afirmou que a eletrificação do corredor é uma antiga demanda da população que é servida pelo sistema do corredor ABD e que só não se realizou anteriormente por conta da descontinuidade administrativa.

“Na época do governador Franco Montoro, no início dos anos de 1980, o Metrô elaborou um grande projeto de ‘Rede Metropolitana de Trólebus”, que não previa apenas o corredor ABD, mas diversas ligações, que devido ao grande fluxo de veículos e de passageiros, se optou por serem servidas por veículos de tração elétrica para não haver degradação ambiental. O primeiro corredor a ser construído foi este do ABC Paulista. As obras começaram em 1985. Terminou o governo Montoro, o sucessor Orestes Quércia concluiu o corredor segregado em 1988, mas não eletrificou o trecho entre Piraporinha e Jabaquara. Acontece que as administrações seguintes também não se empenharam como poderiam. Só agora vemos as obras em andamento. Na verdade é um sonho antigo da população” – comenta Airton.

Problemas na contratação das construtoras também atrasaram as obras que já deveriam ter sido feitas há mais de 20 anos.

Nova estação de alimentação

Apesar do sonho ser antigo, a eletrificação do corredor será dotada de novidades em relação aos outros sistemas existentes no Brasil. É o que explica Jorge Françozo do Movimento Respira São Paulo: “O que há de moderno será instalado nesse trecho do corredor. As subestações de alimentação são mais novas e avançadas e virá ao Brasil um sistema que já deu certo na Europa. O trecho terá Rede Flexível. É um tipo de rede aérea cujos fios que fornecem energia para os trólebus são sustentados por pêndulos. Esses pêndulos minimizam os impactos causados por variações no solo, o que possibilita menos quedas de alavancas, menor desgaste de fios e, pelo fato de a rede se ajustar mais ao movimento do veículo, é possível uma condução mais simples, com maior velocidade e segurança, principalmente em curvas, e menor desgaste dos fios”. Ele também atribuiu a demora pela eletrificação do trecho à dificuldade dos políticos se decidirem em favor do meio ambiente. “Creio que até o final deste ano, as obras estejam concluídas”.

Pesquisa realizada no corredor confirma que os usuários preferem os trólebus aos ônibus convencionais, por serem menos poluentes, emitirem menos ruído e oferecerem mais conforto.

Tanto Jorge Françozo como Airton Camargo afirmam que a tração elétrica confere maior potência aos veículos, inclusive em trechos de maior exigência do ônibus, é mais econômica, pode durar até quatro vezes mais que equipamentos de outras fontes de energia, além de trazer uma qualificação ambiental da região que servem.

O passeio também foi marcado pela solidariedade. Cada um dos participantes doou um quilo de alimento não perecível. O material será repassado para a “Casa de Lucas”, unúcleo beneficente que ajuda crianças carentes, localizado em Santo André. Mensalmente a Metra doa para a entidade 2 toneladas de papel, boa parte dos bilhetes usados engolidos pelas catracas, para reciclagem.

Adamo Bazani, repórter da rádio CBN, busólogo e costuma escrever às terças-feiras no Blog do Mílton Jung, mas não perde uma viagem sequer na história do transporte de passageiros.