Eco-poema: 3 em 1

 

Inspirada na iniciativa da comentarista do Blog, Maria Lucia Solla, a ouvinte-internauta Suely Schraner, das mais ativas escritoras do Conte Sua História de São Paulo, soltou o verbo e enviou três eco-poemas que reproduzo em série, neste post:

Um consumo responsável salvaria nossa vida

Pra se ter muito mais pão
E viver melhor também
Recicle tudo que tem
Pode dar um trabalhão
Faça o seu coração
Dar o ponto de partida
Pra se ter bem mais guarida
Melhorando o ambiente
Um consumo responsável
Salvaria nossa vida

Gastar e fazer direito
Reciclar melhor também
Ao planeta querer bem
Por um mundo mais perfeito
Vivendo bem desse jeito
Nessa terra tão querida
Melhor ponto de partida
De tratar o ambiente
Um consumo responsável
Salvaria nossa vida

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Como será o carro do futuro ?

 

Motores mais econômicos, carros mais leves, mais compactos e com materiais menos agressivos ao meio ambiente fazem parte do desenho do carro do futuro. Couro, metal e plástico estão sendo substituídos por produtos oriundos do coco, por exemplo (veja a foto enviada por um ouvinte-internauta sobre o tema).

De acordo com o presidente da Sociedade da Engenharia da Mobilidade do Brasil, Besaliel Botelho, os veículos produzidos atualmente são 10 vezes menos poluentes do que aqueles colocados no mercado na última década. Para o engenheiro, o Brasil está na vanguarda do desenvolvimento de motores mais limpos e o maior exemplo é a criação do carro flex. Segundo ele, enquanto outros países tem a necessidade de investir muito dinheiro na eletrificação ou na tecnologia para veículos híbridos, o Brasil já tem uma solução para a redução do CO2, nos próximos 10 anos, com os motores a etanol e biodiesel.

Ouça a entrevista de Besaliel Botelho, presidente da Sociedade da Engenharia da Mobilidade do Brasil

Cidades podem ser tão perigosas quanto desmatamento

 

O ambiente urbano é responsável pela segunda onda em favor da mudança do clima, no Brasil, e em breve será o principal alvo dos ambientalistas, superando a questão do desmatamento da Amazônia. Esta foi a percepção que tive após conversar com o comentarista da CBN Osvaldo Stella, especialista em meio ambiente. Da emissão de gases de efeito estufa, no País, 60% são provenientes da derrubada de mata na região amazônica e boa parte do desmatamento tem sido provocada pela pecuária em áreas que deveriam estar sob proteção.

Nos centros urbanos, onde vive a maior parcela da população mundial, como São Paulo, o uso do automóvel e a falta de uma política de transporte inteligente e produtiva são os principais fatores a gerar mudanças climáticas, segundo Stella. Leis como as em vigor na capital paulista e a aprovada no Estado que determina metas arrojadas de redução na emissão de gases de efeito estufa são importantes mas tendem a se transformar em “letra morta” se não houver o compromisso do poder público e da sociedade. Ele lembra que o código ambiental brasileiro é dos mais avançados no mundo, mas, infelizmente, poucas das regras em vigor são levadas a sério.

Ouça a entrevista com Osvaldo Stella, na CBN

“Abaixo a tirania dos carros”

 


Profa. Elisabet Gomes do Nascimento
Ouvinte-internauta

Aí vai minha sugestão, para diminuir o aquecimento global: A cidade de São Paulo precisa atacar várias frentes para reduzir a poluição atmosférica, sonora e os congestionamentos, como por exemplo: Investir seriamente em trens de superfície, metrôs, corredores de ônibus, nesses coredores fixar os horários, reduzir o preço da tarifa de ônibus. Proibir estacionar carros em vias públicas, estimular a carona solidária no ambiente de trabalho e entre vizinhos, o uso de bicicleta como meio de transporte e o pedágio urbano, (qdo estivermos um transporte público decente),como foi adotado em Londres, por exemplo.

Investir em campanhas educativas para que as pessoas motorizadas e os motoristas de ônibus respeitem os ciclistas, que possuem os mesmos direitos que eles de utilizarem as vias públicas.
Precisamos desenvolver uma cultura de solidariedade e de convivência civilizada no espaço público. O habitante de São Paulo precisa se “tocar” de que a cidade é de todos e portanto, todos precisam colaborar.
Acredito que medidas como essas, vão estimular o cidadão á deixar o carro em casa e usar o transporte público.

Vamos humanizar as ruas e avenidas. Abaixo a Tirania dos automóveis nas cidades já!

Lei paulista não pode virar outdoor político, diz Greenpeace

 

São Paulo não pode fazer da lei estadual de mudança climática um “direito ambiental de outdoor”, que sirva apenas para políticos apresentarem em praça pública seus feitos sem que as medidas surtam efeito. É o alerta do Greenpeace que elogia a aprovação da legislação paulista que prevê corte de até 20% das emissões de gases estufa até 2010, mas critica o fato de o Governo do Estado não ter tido a preocupação de criar um fundo de recursos que apóie a adaptação do setor produtivo às novas regras. Para Sérgio Leitão, diretor de políticas públicas da organização, o fundo estava previsto inicialmente mas foi retirado da lei por imposição da Secretaria Estadual da Fazenda.

Aliás, se você ouvir a entrevista do secretário do Meio Ambiente Francisco Graziano, no post anterior, entenderá porque o Governo de São Paulo vai sugerir que o dinheiro arrecadado com a extração de petróleo no pré-sal tenha parcela destinada ao desenvolvimento de tecnologias renováveis, no Estado.

Ouça a entrevista com Sérgio Leitão, do Greenpeace