“Cidade está preparada para chuva”, insiste secretário

 

Trânsito na av. Santo Amaro durante temporal em São Paulo (Foto: Armando Italo)

Trânsito na av. Santo Amaro durante temporal em São Paulo (Foto: Armando Italo)

A morte de pessoas, o alagamento de casas e carros, os enormes congestionamentos provocados pelo temporal de quinta-feira, em São Paulo, não foram suficientes para a prefeitura admitir que a cidade não tem infraestrutura para enfrentar esta situação. O secretário da Coordenação das Subprefeituras Ronaldo Camargo disse que as ações necessárias para impedir enchentes e deslizamentos na capital tem sido adotadas.

Em entrevista de pouco mais de 15 minutos, enquanto fazia vistoria em uma das áreas atingidas na capital paulista, Ronaldo Carmago não aceitou a ideia de que a falta de limpeza das bocas de lobo teria impedido o escoamento da água da chuva provocando enchentes em pontos que há muito tempo não passavam por este problema. Lembrou que a cidade tem investido em piscinões e realizado operações pontuais para combater as enchentes.

Chamou-me atenção de que ao menos três vezes, o secretário agradeceu à Deus pelos estragos não terem sido maiores nem o número de pessoas mortas.

Ouça as justificativas do secretário Ronaldo Camargo, das Subprefeituras

Da República de Canudos ao Parque da Serra do Mar

 

Devastação da Serra: JT de 1985 e Folha de SP de 2009

Devastação da Serra: JT de 1985 e Folha de SP de 2009

 

Por Carlos Magno Gibrail

Favela é o nome de origem de planta rasteira encontrada na mata de transição entre a caatinga e a região de serrado. Antonio Conselheiro instalou a República de Canudos onde existiam muitas favelas. O governo ameaçado e os empresários amedrontados com a perda de mão de obra providenciaram tropas de combate para acabar com a crescente progressão do líder nordestino. Os soldados estacionavam num morro repleto desta planta tornando conhecido como Morro da Favela.

Após a ultima batalha, uma das maiores carnificinas da História do Brasil, tão bem narrada por Euclides da Cunha, a enorme quantidade de ex-combatentes foi para o Rio de Janeiro em busca de moradia, o prometido pagamento. O governo não cumpriu e os locais aos pés dos morros começaram a serem ocupados num processo natural de subida, já que a direção ao centro urbano não era viável. Daí não demorou muito para chamar os ex-combatentes de favelados e os locais de favela.

Quarenta e nove anos depois (1940) a ocupação da Serra do Mar começou em acampamentos de operários que iniciaram a construção da via Anchieta. A população se adensou a cada nova estrada. Mais 42 anos (1989) a segunda pista da Imigrantes terminou e os trabalhadores repetiram a história, que ocorre em todas as estradas recentes, como no Rodoanel de São Paulo.

Às construtoras dever-se-ia cobrar a remoção dos trabalhadores. Cobrar e controlar, pois o ambientalista Condesmar Fernandes de Oliveira lembra que a Ecovias deveria, em 1989, investir 2% do valor da obra da Imigrantes na remoção dos trabalhadores e mais 2% na preservação do meio ambiente . Não cumpriu. Em valores da época, aproximadamente 28 milhões de reais.

Hoje, as grandes cidades brasileiras estão cercadas por favelas e o Parque Estadual da Serra do Mar, abriga 7.500 famílias e 30.000 pessoas, graças não só ao descaso das construtoras, ao descontrole do Estado como também aos políticos locais. “A cada trecho construído e a cada eleição temos um novo surto de introdução de moradores” é o que assinala Mario Mantovani, diretor da SOS Mata Atlântica, desanimado e assustado, pois o IPT já adverte seriamente a possibilidade de uma catástrofe de desmoronamento total, estradas e moradias.

A Prefeitura de Cubatão, uma das maiores responsáveis pela grave situação é míope em relação ao tema, o que é facilmente verificado numa visita ao seu site. E Cubatão é a área mais complexa de ocupação do Parque e do Programa de Recuperação Sócio Ambiental da Serra do Mar e Mosaicos da Mata Atlântica.

O Parque Estadual é a maior unidade de conservação de proteção integral da Mata Atlântica abrigando 373 espécies de aves, 111 de mamíferos, 144 de anfíbios e 46 de répteis, muitas delas ameaçadas de extinção, além de fornecer água e espaço para lazer.

O programa custou R$ 1 bilhão, dividido entre Banco Inter-americano de Desenvolvimento – BID (45%), governo estadual (45%) e governo federal (10%). Seu objetivo é restaurar e conservar as funções ambientais das áreas inadequadamente ocupadas da Serra do Mar. Segundo o coronel Elizeu Eclair Teixeira Borges, comandante da Polícia Militar e um dos principais coordenadores do programa, a primeira ação desenvolvida pelo governo foi “congelar” as ocupações, aumentando a fiscalização nos bairros e proibindo que qualquer reforma ou construção fosse feita sem autorização ambiental.

São 315.000 hectares que vão de Cubatão até Caraguatatuba, cuja parte nevrálgica o Cel. Eclair garante que, a partir de 2007 com 76 homens e 11 viaturas, não foi admitida mais nenhuma família às 7.500 existentes. Acredita que 70% da população irão para a nova área a ser entregue com casas de 49 a 60m2, a um preço de 30mil reais, já com subsidio de 50% do Estado a serem pagos em 25 anos, dando mensalidades em torno de 100 a 130 reais.

Bom negócio, não fosse discurso anterior de políticos que vinham prometendo gratuidade nas cessões das moradias, além de facilidades primitivas, como não pagar água, luz e esgoto.

É talvez a grande dificuldade da desfavelização, embora como lembre Sergio Abranches, sem o ordenamento do Estado qualquer aglomerado humano sempre estará a mercê do poder de bandidos, afinal a autoridade é necessária para compor e harmonizar as relações urbanas.

É hora de política e não de políticos.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda, às quartas-feiras escreve no Blog do Milton Jung e sabe que promessa não cumprida é o que mais floresce nas nossas matas

São Paulo testa asfalto anti-enchente

 

A cidade de São Paulo começou os testes com um asfalto que absorve a água da chuva e pode ajudar a combater as enchentes na cidade. Engenheiros que acompanham o trabalho afirmam que o piso usa material poroso e teria capacidade de “enxugar” até 1 litro de água em 26 segundos. Ao CBN SP, porém, o superintendente da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras da prefeitura Pedro Algodoal foi mais cauteloso. Não falou em número e apresentou algumas dificuldades para implantação do projeto.

O novo tipo de pavimento precisará, também, de um solo permeável para absorver a água sob o risco dela se acumular no asfalto. O exemplo que Algodoal usou para explicar o problema: o gramado absorve a água, mas dependendo a quantidade de chuva e qualidade da drenagem logo o alagamento se forma. Portanto, não bastará usar o piso é preciso mudar o solo, também.

O asfalto anti-enchente é mais caro, custaria em torno de R$ 230 por m2 contra os R$ 195 gastos com o asfalto comum usado na cidade. Será necessário, também, adaptar as usinas da prefeitura e melhorar – e melhorar muito – a qualidade do serviço de pavimento. O projeto avaliado em R$ 400 mil, desenvolvido pela Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica, somente terá resolvidos mais concretos no ano que vem.

Como o óleo frito vai parar no tanque do carro

 

Semana passada, no “Ponto de Ônibus”, o Adamo Bazani contou a experiência da cidade paulista de Idaiatuba que abastece a frota do transporte de passageiros com biodiesel gerado do óleo de cozinha. Nesta segunda-feira, o CBN São Paulo conversou com o professor da Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp Antonio José Maciel um dos pesquisadores que tem trabalhado com esta tecnologia que passará a ser usada, também, na cidade de Fernandópolis.

Na entrevista, Antonio José Maciel explica como é feita a transformação e os vários benefícios oferecidos na transformação da gordura animal e do óleo de cozinha em biodiesel:

Ouça a entrevista do professor Antonio Jose Maciel

Ônibus roda com restos do óleo da batata frita

 

Por Adamo Bazani

Experiência em Indaiatuba, motor de ônibus é abastecido com biodiesel desenvolvido a partir do óleo de cozinha. O combustível também é usado em veículos na Europa.

Ônibus movido a óleo de cozinha

O que aquele fast food, nem sempre muito saudável tem a ver com o transporte de passageiros ? Além de o fato de muita gente ter de comer rápido na rua para não perder o ônibus, pouca coisa. Dentre as poucas, porém, uma delas tem objetivo bastante nobre: preservar o meio ambiente.

Depois de três anos de pesquisas, uma parceria entre a Unicamp (Universidade de Campinas) e a prefeitura de Indaiatuba-SP transformou em combustível a sobra do óleo de cozinha. A iniciativa faz com que se tenha uma nova opção para substituir os veículos movidos a diesel como, também, protege o córrego Barnabé. O afluente do Rio Jundiaí recebe boa parte do óleo descartado pelas cozinhas residenciais e industriais.

De acordo com os estudos da Unicamp, um litro de óleo de cozinha lançado no rio pode contaminar cerca de 1 milhão de litros de água.

Todo processo para transformar o óleo da batatinha, do hambúrguer ou do pastel da feira em fonte de energia para os ônibus, começa em postos de coleta, onde os moradores depositam o óleo e em doações de restaurantes de Jundiaí.

O óleo de cozinha recolhido vai para um galpão e passa por um processo chamado de transesterificação, que nada mais é que transformar o óleo em biodiesel. Nesta etapa, o óleo é filtrado, limpo, depois misturado a álcool e solventes, purificado mais uma vez e pronto, já pode mover um ônibus.

Motor brasileiro movio a óleo de cozinhaOs técnicos da Unicamp garantem que o desempenho do ônibus é o mesmo que o alcançado com o diesel comum e não há necessidade de mistura, ou seja, é possível abastecer o ônibus 100 % com o biodiesel feito de óleo de cozinha. Não precisa sequer mudanças drásticas no motor do ônibus. Além do meio ambiente, os cofres públicos agradecem, pois a economia com a redução do uso do diesel cobre os custos para produção de biosiesel, calculam os técnicos.

Indaiatuba é uma das pioneiras no Brasil neste processo, tendo alcançado resultados práticos. E o mundo já volta os olhos para o óleo – sem trocadilho.

Em Bristol, na Inglaterra, o Bus Chipper, prepara serviços de transportes comerciais. O veículo de porte convencional roda as ruas da cidade e os técnicos dizem que o veículo não cheira a fritura, pois o combustível é limpo antes de ser produzido. Eles avaliam o desempenho quanto a velocidade e consumo dos veículos e se for positivo a prefeitura financiará mais unidades.

“Ônibus fast food” devem percorrer o mundo. Ativistas ambientais europeus também desenvolveram um micro-ônibus movido a óleo de cozinha. Mas a ambição deles é maior: percorrer o mundo com o veículo. O micro-ônibus funciona após o óleo passar pelo processo de transesterificação, aos mesmos moldes de Indaiatuba.

A expedição “Biotruck” é liderada pelo ativista Andy Pág e partiu de Londres no dia 19 de setembro, percorrendo vários países europeus. O grupo quer chegar a América após parte do trajeto ser feita num navio. A ideia é provar a resistência de um veículo ecologicamente correto. As adaptações foram realizadas num micro-ônibus Mercedes Benz. Até agora não foram detectados problemas graves de funcionamento no ônibus que é totalmente ecológico, já que até seu sistema elétrico é abastecido por captadores de energia solar.

Para acompanhar a expedição você pode acessar o site oficial da Biotruck.

Adamo Bazani é jornalista da CBN, busólogo e não dispensa uma batata frita, ainda mais agora que o óleo da fritura pode mover ônibus. Ele escreve toda terça no Blog do Milton Jung

Empresa de ônibus abastece 100% da frota com biodiesel

 

Por Adamo Bazani

Viação Vaz, no ABC Paulista, se antecipa a lei e investe em combustível mais limpo para transportar passageiros em Santo André

Ônibus a biodiesel

O uso de diesel mais limpo na frota de ônibus das cidades da Região Metropolitana de São Paulo será obrigatório a partir de janeiro de 2010, mas algumas empresas decidiram se antecipar ao acordo proposto pelo Ministério Público Federal e assinado pelo Ministério do Meio Ambiente, Ibama, Petrobrás, Anfavea, Governo do Estado de São Paulo e Cetesb, em outubro do ano passado. É o caso da da Viação Vaz que circula em Santo André, no ABC Paulista.

Um novo cronograma foi elaborado depois do descumprimento da resolução 315 do Conama – Conselho Nacional do Meio Ambiente – que previa a produção e utilização de diesel com menos partículas de enxofre e maior concentração de combustíveis alternativos. As cidades de São Paulo e Rio passaram a abastecer a frota de ônibus com este combustível em janeiro. Em maio foi a vez das regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza e Recife. Em agosto, Curitiba. E no início do ano que vem, além das cidades do entorno de São Paulo, serão obrigados a usar o diesel S 50 as cidades de Belo Horizonte, Salvador e Porto Alegre.

O S50 é um diesel produzido com 50 partes de enxofre por milhão e substitui o combustível ainda produzido e usado em boa parte do país que tem 500 partículas do poluente.

De acordo com o diretor da Viação Vaz, Gustavo Augusto Vaz, toda a frota, inclusive os carros mais antigos já rodam com biodiesel. “Firmamos uma parceria com a BR Distribuidora e a frota 100% operada com biodiesel mostra que hoje parte dos empresários sabe que, para continuar operando, tendo lucro e servindo bem a população, cumprindo seu papel de transportar, ele deve olhar em volta: para o impacto que sua atividade traz ao meio ambiente e colaborar também. Este ano renovamos 25% de nossa frota, pois ônibus novo também é melhor para o meio ambiente”.

A empresa comprou mais cinco ônibus preparados para rodar com o diesel que segue os padrões exigidos na Europa, bem mais rigorosos do que o brasileiro. Além disso, os novos carros seguem os padrões de acessibilidade universal. A Viação vaz foi a primeira de Santo André a ter veículos com acesso para passageiros com deficiência.

Os novos modelos com elevadores para cadeirantes, balaústres com relevo para deficiente visual e bancos especiais para idosos, pessoas com mobilidade reduzida e obesos já estão em operação: são cinco Comil Svelto Midi de nova linha (micrão), com motor Mercedes Benz OF 1418.

“Creio que pensar no meio ambiente, além de obrigatoriedade, será uma tendência do setor”, conclui Gustavo

Adamo Bazani, jornalista da CBN e busólogo. Toda terça-feira escreve no Blog do Mílton Jung.

Onu quer saber o que você faz pelo meio ambiente

 

A Organização das Nações Unidas promove campanha na qual convida você a enviar uma foto ou um vídeo que mostre o que está fazendo pelo meio ambiente. A intenção é que a sua atitude inspire outras pessoas a cuidar do planeta. As imagens tem de ser tiradas e gravadas em telefone celular, acompanhado por um texto explicativo de até 100 palavras.

O material pode ser enviado até o 1o. de junho de 2010 para o site da ONU Verde. E a escolha será feita por um comitê que destacará 10 fotos que traduzam os temas da campanha e integrarão uma exposição. Os cinco vídeos selecionados serão veiculados pela MTV Brasil no dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho.

Um número que pode salvar o planeta: 350

 

Crianças nas Filipinas formam o 350 em defesa da Terra

Crianças nas Filipinas formam o 350 em defesa da Terra

Neste sábado, 24, milhares de pessoas em torno do mundo farão parte do Dia Internacional da Ação do Clima, enviando uma mensagem clara aos líderes mundiais: não é mais possível adiar as medidas de combate as mudanças climáticas. A intenção é pressioná-los a assumirem compromisso com soluções para a questão do aquecimento global durante o encontro em Copenhagen, Dinamarca, em dezembro. E um número em especial tem de estar diante de qualquer que seja a decisão: 350.

De acordo com cientistas, 350 partes por milhão é o limite máximo de segurança para a concentração de dióxido de carbono na atmosfera. Há dois anos, após observarem a velocidade do derretimento do gelo no Ártico e sinais assustadores de alterações climáticas, pesquisadores entenderam que o planeta estava em risco de catástrofe natural e humana se as concentrações de CO2 na atmosfera se mantivessem acima das 350 partes por milhão.

O desafio é gigantesco e exigirá mudanças drásticas de comportamento que devem ser decididos no encontro de dezembro. Por isso, é fundamental a pressão cidadã sobre os líderes globais e seus representantes. A coalisão 350.org imagina que haverá mais de 4 mil eventos em 170 países, neste sábado.

Uma das tarefas dos participantes é produzir uma foto com o número 350 e enviá-la pelo site 350.org que se vai construir durante todo o evento gigantesco painel eletrônico no Times Square, em Nova Iorque. Todo o material fotográfico será distribuído para repórteres que cobrirem o evento com a intenção de provocar reações também da mídia.

Veja aqui as atividades propostas para moradores da cidade de São Paulo.

Inspeção veicular “tirou” 195 mil carros de São Paulo

 

A inspeção veicular em São Paulo teria resultado em um ganho ambiental equivalente a retirada de circulação de 195 mil veículos, segundo dados da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, divulgado nesta quarta-feira. A informação faz parte de nota que comenta a decisão do Conama que tornou obrigatório o serviço em todas as cidades brasileiras. A ideia sempre foi defendida pela prefeitura de São Paulo através dos secretário do Verde Eduardo Jorge.

Confesso que ainda não havia me deparado com dados que mostrassem a eficiência do programa implantado há dois anos na capital paulista. Nesta quinta-feira, vamos tentar esclarecer um pouco mais estes números para entender que metodologia foi usada pela que a prefeitura bancasse esta informação.

Por enquanto, deixo registrado aqui a nota divulgada pela prefeitura e a opinião sobre a inspeção veicular obrigatória:

A Prefeitura de São Paulo, através da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, acompanhou o processo que levou à aprovação, pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), da extensão do Programa de Inspeção Veicular com abrangência nacional. A experiência de São Paulo foi base para a aprovação da nova resolução, fixando os novos parâmetros para a inspeção nacional.

Se em 2009, com a frota inspecionada o controle resultou em um ganho ambiental equivalente a retirada de circulação de 195.000 veículos, com os novos limites o ganho ambiental será ainda maior.

O Programa de Inspeção Veicular Ambiental da Cidade de São Paulo realizou desde seu início 1.123.117 inspeções, com uma média de 7 mil inspeções diárias. O Programa foi sendo implantado gradualmente: iniciou-se em 2008 tendo como frota alvo os veículos a diesel registrados na cidade; em 2009 ampliou a frota, incluindo todas as motos e parte dos automóveis e, em 2010, atingirá toda a frota registrada na cidade, como já havia sido divulgado na portaria 126/2009.

A adesão ao programa registra índices por final de placa de 80%, no caso dos automóveis de passeio, e este percentual chega a 100% após a data limite; 23% no caso das motos, chegando a 37% após a data limite; 35% no caso do diesel leve, chegando a 50% após a data limite; 60% no caso dos ônibus, chegando a 75% após a data limite. O calendário 2009 para caminhões foi iniciado em julho deste ano para final de placa 1 e 2, cujo prazo limite expirou em setembro. 30,97% da frota realizou inspeção até a data limite.

Foram realizadas até o momento 24 blitze de trânsito com a Polícia Militar, específicas para a inspeção veicular, nas quais foram abordados 558 veículos e autuados 127 veículos. As blitze continuam diariamente.

Nos dois primeiros anos, a Inspeção teve caráter educativo, para que os paulistanos se adaptassem com a nova rotina. Quem não realizar a inspeção tem seu licenciamento bloqueado e está sujeito a multa de R$ 550,00.

E por falar em mudança do clima

 

Neve em Connecticut

“Nunca vi neve antes do Hallowen”, disse entre espanto e consternação a atendente de um pequeno comércio na cidade de Ridgefield, no estado americano de Connecticut, na tarde de quinta-feira. O fenômento se repetiu nesta sexta-feira, pegando de surpresa muitos dos moradores da localidade. Verdade que a moça não é tão velha assim, mas o fato dela jamais ter visto nevar tão cedo, talvez seja apenas mais um sinal de que clima não é mais aquele.

Vá ao álbum do Flickr e veja mais fotos da neve desta semana, em Connecticut