A Moda veste a sustentabilidade

Foto: Pixabay

 

Em março, presenciamos no MIS SP –  Museu da Imagem e do Som, a Rede Brasil do Pacto Global lançar uma nova estratégia de atuação, no ano em que comemora seu 20º aniversário e a ONU, 75 anos. O Plano com métricas e estratégias para as 900 empresas signatárias do Pacto Global estará sendo realizado em parceria com a Consultoria Falconi.

Viviane Martins, Presidente da Falconi Consultoria de Resultados, ressaltou que as empresas brasileiras têm enfrentado duas questões fundamentais em relação aos ODS.  

ODS Objetivos de desenvolvimento sustentável é um conjunto de metas socioambientais definidas pela ONU, composto de 17 objetivos e 169 metas. Os ODS são aplicados por países e empresas para políticas e projetos ambientais e de sustentabilidade. 

As duas questões apontadas por Viviane referem-se a Governança e Gestão.

A Governança por não entenderem que os ODS não são uma questão de Marketing, mas de perenidade da empresa.

A Gestão ao precisar compreender que os ODS não são coisas de um departamento, precisam estar penetrados em toda a companhia.  

Aqui, observação nossa, podemos evocar o alerta de Kotler quando diz que o Marketing não deve se restringir ao departamento, mas se estender a toda a empresa.

Em reportagem de Rodrigo Caetano da revista Exame, vemos que o Brasil apresenta mau resultado em 10 objetivos inclusive “acabar com a fome e a pobreza”. Carlo Pereira, Diretor da Rede Brasil Pacto Global, sinaliza que em 30% dos ODS estamos abaixo da América Latina.

Como participantes do Pacto Global no Grupo de Excelência do CRA SP, temos efetivado ações  para divulgar os ODS , e  quinta-feira, 29 de outubro, das 15hs ás 17hs teremos um evento focando a Sustentabilidade.

Para assistir ao encontro “A MODA vestindo a SUSTENTABILIDADE” acesse o link

O objetivo do evento é demonstrar como significativas empresas da MODA estão desenvolvendo ações para diminuir os desperdícios e as poluições geradas pelo setor. A MODA é o segundo maior poluidor do planeta, ultrapassando aviões e navios. É também importante segmento econômico e social, por ser um setor intensivo de mão de obra cuja cadeia produtiva mundial gera 2,4 trilhões de dólares anuais. 

Uma equação que pode ser resolvida com consciência e engajamento.

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.     

Toda a cidade de São Paulo ganha com a luta dos moradores do Butantã pela preservação do bairro

Por Carlos Magno Gibrail

Bairro do Butantã Foto: Wikepedia

 

O distrito do Butantã é efetivamente privilegiado, tanto no aspecto da natureza quanto na questão da mobilização dos moradores. As inúmeras entidades existentes, constituídas para defender o patrimônio do bairro, estão conscientes das riquezas naturais e históricas. Afinal, numa área de 55km2 existem 520 praças e 8 grandes parques, onde vivem 650 mil pessoas.

Atualmente a região apresenta acentuado adensamento com a construção de habitações próximas a Linha Amarela do Metrô, mantendo atentas as sociedades do bairro.

O Parque da Fonte, uma área que fica próxima ao Morro do Querosene, entre a Rodovia Raposo Tavares e a Av. Corifeu de Azevedo Marques, tem recebido toda a atenção dos moradores com o objetivo de preservar o local. 

A Prefeitura pretende municipalizar o terreno, e através da Secretaria do Verde e Meio Ambiente enfrenta uma disputa judicial, e aguarda decisão da justiça sobre imissão de posse da área destinada ao Parque da Fonte. Ao mesmo tempo invasores clandestinos, que já começaram a se infiltrar, e construtoras que desejam construir dezenas de prédios, também querem usufruir da área.

O terreno do Parque já foi declarado de Utilidade Pública pela Prefeitura. Em seguida houve o tombamento da Fonte.

O impasse está entre a Prefeitura e os proprietários na definição do preço, na medida em que os R$ 5 milhões originais segundo a Prefeitura se transformaram em R$ 2 milhões pelas dívidas então existentes.

Detalhe importante é que esta área é classificada pelo Zoneamento como ZEPAM, ou seja, área de preservação ambiental.

Tudo indica que a definição deste processo iniciado em 2011 deverá ocorrer proximamente. Se não pela tradicional lentidão nas tramitações judiciais, talvez pela movimentação dos invasores clandestinos e das construtoras. 

Daí que a Veja SP, no dia 7 de outubro, em artigo assinado por seu redator chefe, Raul Lores, publicou reportagem sobre os moradores do Butantã que estão querendo mais um parque:

“Cobrança por mais um parque no Butantã: os privilegiados querem mais”

A matéria é surpreendente. A saber:

– Ao querer demonstrar que o bairro é pouco populoso, se serve de dados errados. Ou seja, o distrito de Butantã tem 11.818 habitantes por km2, e não 4.320. O cálculo correto é: 650.000hab/55km2, em vez de 54.000hab/12,5km2

– Não cabe aos moradores distribuir verbas da Prefeitura, cabe sim a eles preservar o meio ambiente e lutar pela melhor qualidade de vida, e se o Butantã tem áreas verdes é porque soube mantê-las. 

– Quanto mais houver áreas verdes melhor para a cidade como um todo, embora a cada Zoneamento as áreas atacadas pelos agentes imobiliários são justamente as remanescentes. Veja o que está acontecendo na Av. Morumbi transformada em ZCOR3. 

– É impossível transportar recursos naturais de um bairro para outro, além do que é imprescindível preservar os existentes, se possível dando acesso a toda população. Por exemplo: todos da cidade podem visitar o Instituto Butantã ou a Cidade Universitária (ao menos deveriam). 

– Atacar, duvidar e debochar de hipóteses históricas da região é de mau gosto, principalmente para quem estudou arquitetura e urbanismo e já viveu em Pequim, Nova York, Washington. 

Vale a pena visitar o Butantã, antes que preconceitos ocorram; há também a Casa de Vidro, Casa da Fazenda, Fundação Oscar Americano, Palácio dos Bandeirantes, Estádio do Morumbi, do arquiteto Artigas, etc.

Se o leitor tiver interesse em acompanhar a vida no Butantã, veja o Jornal do Butantã, de quem recorri para as informações deste artigo. Reforçando com uma conversa com o redator chefe Wilson Doninni.

N.E: Ouça a reportagem sobre o Distrito do Butantã da série “Giro pelas 32”, parceria da rádio CBN e do site 32xSP

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.