A semana da moda em Paris

 


Por Dora Estevam

 

De olhos bordados, boca cheia de bolinhas e casamento gay. Assim se cumpriu a semana de alta costura de Paris. A agenda de apresentação das coleções de alta costura primavera-verão 2013 foi de 20 a 24 de janeiro. Além dos estilistas franceses, também compareceram designers de moda italiana: Christian Dior, Giambattista Valli, Giorgio Armani Prive, Jean Paul Gaultier, Atelier Versace e Valentino.

 

A moda na passarela, a intensa vida nos bastidores e os convidados muito especiais deixaram a semana completa, na capital francesa. Acompanhei muitas entrevistas dos estilistas das marcas e de toda gente que faz parte do show, como a maquiadora Path McGrath que explicou o make feito nas meninas da Dior.

 

As bocas de Dior ficaram incríveis combinadas com os cabelos bem curtinhos. Gostei também dos cabelos lisos e reais repartidos ao meio do desfile de Giambattista Valli. É bem o meu estilo, adoro. Os materiais usados no desfile da Iris Van Herpen são inéditos – “uma super experiência”, diz ela. A atriz Jessica Alba esteve lá, achou o desfile muito bonito, moderno e sexy.

 

Veja tudo isso no teaser dos desfiles preparado pela Vogue Paris:

 

 

A maquiagem é algo incrível na passarela. Veja algumas fotos dos trabalhos destes profissionais super criativos. Haja imaginação.

 

 

A Chanel também chamou muito a atenção do público. Nas fotos que separei, acompanhe as meninas sendo preparadas pelos maquiadores. Para algumas, os gadgets são inseparáveis.

 

 

Eu sempre gosto de mostrar como as pessoas se vestem para ir a estes eventos. Veja convidadas da marca Giorgio Armani Privé. Note a elegância das roupas.

 

 

Para finalizar, fotos do fim do desfile da Chanel, no qual Karl Lagerfeld, diretor criativo da grife, apresentou vestidos brancos e ousou ao sugerir um casamento lésbico, acompanhadas de um garotinho, o pequeno Hudson, afilhado de Karl.

 

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung, aos sábados.

 

A semana de moda masculina de Milão

 

Por Dora Estevam

 

Apesar de estarmos no meio da semana de moda de Paris, quero que você veja algumas tendências apresentadas na semana anterior, a de Milão. Os italianos apresentaram uma coleção mais próxima da realidade, mostraram que sabem fazer roupas masculinas. Ternos bem cortados, alfaiataria perfeita, sweaters coloridos e calças mais largas. Acompanhe os comentários dos editores que se sentaram nas primeiras filas dos desfiles e foram entrevistados pelo querido Tim Blanks da Style.com.

 

Gucci

 

 

Prada

 

 

Dolce & Gabbana

 

 

Street style, shooting dos editores

 

Vou mostrar para vocês algumas fotos dos editores que foram cobrir a semana. Veja como eles se vestiram para a cobertura.Esteja atento às roupas das meninas. Influência masculina total.

 

 

Paris

 

E segue até domingo, dia 20, a semana de moda de Paris, vejam estas fotos do primeiro dia dos desfiles, que começou na quarta-feira, dia 16.

 

 

E então, quais as suas impressões com relação a moda italiana e parisiense?

 

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, no Blog do Mílton Jung, aos sábados.

Moda masculina conceitual

 

Por Dora Estevam

 

Até que ponto a moda conceitual pode ser levada a sério? Devemos achar bonito e aceitar os padrões da sillueta e dos figurinos propostos? São questões que desamparadas de imagem podem ser respondidas com muitos adjetivos positivos, mas, quando acompanhadas, a situação pode mudar. O que você diria se vir um homem pelas ruas da cidade ou em um escritório vestindo roupa feminina com cortes clássicos, excelente alfaiataria, cores sóbrias e acompanhadas de uma linda bota com babados na borda?

 

Chega de indagações, vou apresentar para você uma seleção de fotos do desfile do estilista JW Anderson, que ocorreu na London Fashion Week, a semana de moda que lançou a coleção inverno 2013-14, e quero que você tire as suas próprias conclusões. Intitulada de Matemática do Amor, Anderson praticamente subverteu as fronteiras entre a moda masculina e a feminina – agora quem usa a roupa da menina é o menino.

 

A coleção apresentada tem todas as características da moda feminina: babados nos shorts e blusas até o pescoço, tipicamente femininos, deram o tom decorativo a coleção. Os jornalistas de moda costumam dizer que Anderson não é apenas um dos designers mais emocionantes da moda, é, também, muito interessante e inteligente, criativo e inovador.

Outro estilista que optou por deixar a coleção afeminada foi o Christopher Kane. Tudo começou com uma camiseta que ele fez na coleção feminina com a estampa do Franskstein. Ele percebeu que os meninos estavam roubando as camisetas delas, daí decidiu desenvolver uma só para eles nesta coleção de inverno 2013-14. Na coleção tem também calça skinny, malhas com estampas de leopardo e grandes casacos peludos e fofinhos. Veja algumas criações nas fotos abaixo.

A estilista Vivienne Westwood também mostrou a coleção para eles. Os tradicionais xadrezes com pegada streetwear, detalhe para as sobreposições que ela faz nas produções.

Entre sacos empilhados de lixo, Meadham Kirchhoff mostrou a coleção para os homens na semana de moda londrina. Aqui, a subversão aparece nos meninos com sandálias e meias, pérolas e listras.

Se a ideia é se divertir com a moda então dê adeus aquele sweater cinza chato. Deu a louca nos irmãos Sid Bryan, Joe Bates e Mc Creery Cozette e eles mergulharam as malhas no mundo divertido dos desenhos. Eles adoram o mundo dos desenhos e a influência é sempre a música e a arte.

Por mim ficaria horas aqui mostrando as novidades do mundo da moda masculina, porém tenho que parar em algum momento se não o editor me mata, mas, para não dizer que tudo é subversivo e que a moda não é para quem entende de moda, vou postar algumas referências menos carregadas de energia conceito…se é que você me entende.

 

A coleção de Ford veio enraizada no início dos anos sessenta. O estilista elaborou uma coleção priorizando a silueta que veio mais fina mas não apertada. Paletós, camisas, coletes e belos sapatos.

Tá, mais um pouquinho e eu acabo. Um vídeo do desfile de Alexander McQueen, pode ser? Vamos lá, aperte o play e assista comigo.

 



Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda no Blog do Mílton Jung, aos sábados

Para acompanhar, joias e acessórios

 

Por Dora Estevam

 

As joias estão cada dia mais sofisticadas. De grife ou não, encantam e seduzem as mulheres, que adornadas se enchem de beleza e entusiasmo. A moda, mesmo minimalista, não fica sem os tais acessórios. Lisos ou cravejados, joias verdadeiras ou imitações, das bijus baratas às bijus caras, todos têm seu encanto.

 

Os editoriais de revistas exageram pois sabem que causam um desejo significativo nas mulheres, o desejo de possuir. Eles realmente enfeitam. Há as mulheres que preferem poucos, há as que gostam e usam muitos ao mesmo tempo. Nas fotos de street style também podemos ver como as pessoas usam os acessórios, neste caso homens e mulheres.

 

O fato é que sem os acessórios a roupa não fica completa. Pelo menos o kit básico tem que ter brinco, colar, anel e pulseira.

 

Em termos de referências os spikes deram o ritmo rocker à moda, eles vieram cravejados em couro e impulsionaram a moda dos acessórios. Coloridos ou não várias marcas continuam apostando neles. Vejam estes modelos de braceletes em prata, lindíssimos.

Mas nem só de spikes vive a moda dos acessórios, vejam estes modelos criados pela designer Marie-Helène de Taillac, com penas em ouro.  Ela se inspirou na Índia para desenvolver as peças. Habilidade de artesã.

No universo das joias tudo vira material de inspiração. Há a necessidade de se expressar, os designers encontram paixão nos detalhes, uma verdadeira fantasia alquimista. Para a designer Delfina Delettrdz este é um mundo irônico, surreal, e onírico. Dá só uma espiada nas peças da moça.

Se você esta achando complexo isso tudo, veja estas fotos de editoriais nos quais os objetos pontiagudos e as pedras se encontram trazendo um aspecto exageradmente divino.

Note nas pessoas como tudo flui quando usados nas ruas. São inúmeros sapatos, bolsas, brincos, bolsinhas de mão, óculos. O verdadeiro mundo dos acessórios.

Depois da febre dos aneis de falange, dos aneis de três dedos, dos brincos ear cuff, uma peça grande, que envolve boa parte da orelha e dos maxicolares, qual será, na sua opinião, o acessório de 2013?

 

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung, aos sábados.

O desfile mais sexy do ano

 

Por Dora Estevam

 

Para alegrar este fim de ano, que tal algumas pitadas do desfile mais sexy do mundo, o Victoria’s Secret Fashion Show 2012? Algumas TVs brasileiras exibiram o evento, mas, se você não teve a chance de ver, podemos conferir juntos alguns trechos. Alessandra Ambrosio, Adriana Lima, Miranda Kerr, Doutzen Kroes, Candice Swanepoel, Erin Heatherton e Lily Aldridge, todas lindíssimas e muito sexys. O desfile foi gravado em sete de novembro, em Nova Iorque, Estados Unidos. Nesta edição participaram os cantores Rihanna, Bruno Mars e Justin Biener.

 

 

O evento é quase que um carnaval, eles preparam o ano inteiro, mês a mês, pensam nos temas, nas modelos, nas músicas, em tudo. Vejam este clipe com trechos dos bastidores e na sequência a apresentação de Bruno Mars.

 

 

Fever Bieber! Foram duas apresentações. É só apertar o play:

 

 

 

Gostaram da escolha?

 

Este é o último post do ano, agradeço a todos os que nos acompanharam nesta jornada e espero vocês em 2013. Desejo muita saúde, alegria, amor e que os seus sonhos sejam realizados.

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

João Camargo, o glamour da alfaiataria masculina

 

Por Dora Estevam

 

Na tarde de sexta-feira, Lucas, jogador do São Paulo, foi parar no ateliê do alfaiate João Camargo. Vendido para o Paris Saint-Germain por R$108 milhões, onde se apresenta no mês que vem, o meia-atacante dá sinais de quem pretende mostrar aos franceses que a elegância dele não se resume ao belos dribles em campo.

 

 

Craque da alfaiataria, João Camargo é um dos poucos que ainda exercem esta profissão, em extinção por falta de mão-de-obra, mesmo. Leva-se muito tempo para aprender as técnicas do ofício. Mas esta é uma outra conversa que abordaremos nas próximas conversas.

 

Recentemente, estive com Camargo em um evento para noivos, quando conversamos sobre as proporções e referências da moda masculina. Falamos, principalmente, dos ternos que revelam elegância e sofisticação, além de demonstrarem virilidade em quem os veste. Para tanto, é preciso seguir algumas regras. Tudo tem que estar em harmonia com o biotipo e a postura do homem: sapato, gravata, paletó e calça acompanhados do colete, uma belíssima camisa com o colarinho igualmente impecável. Quem resiste aos elogios?

 

No Brasil, a cultura dos sem-gravata pegou por conta da imagem descontraída que o homem transmite em uma entrevista, na agêcia de trabalho, ou em casos informais mesmo. Os candidatos, nas ultimas eleições, aderiram ao estilo para falar mais de perto com os eleitores. Mas, na hora “h”, na hora do casamento, de um outro compromisso formal, a elegância pede – e pede com exageros – o traje completo. Que o digam os muitos banqueiros que vestem as criações da alfaiataria do Camargo. E o próprio Lucas que, fira dos gramados, terá de encarar muitos eventos formais na elegante Paris.

 

O interessante do atendimento do Camargo é que, além da excelência em cortes e modelagens, o alfaiate presta consultoria aos noivos. Por exemplo, ensina ou renova a postura que valorizará a roupa e o corpo no momento da foto. Deve-se ter cuidado até para abraçar os convidados. Uma dica é desabotoar o paletó.

 

 

Acompanhe trechos da minha conversa com João Camargo:

 

O homem e o alfaiate

 

Alfaiate é uma figura que ficou esquecida no mundo dos homens por um bom tempo, e quando isto aconteceu eles perderam a referência de moda. Hoje, o homem está se cuidando mais, vai ao cabeleireiro, faz regime, quer eliminar a barriga saliente, entre outras medidas que revelam a vaidade masculina. Para ajudá-lo, a consultoria pretende que o noivo leve os ensinamentos para além do casamento. Ao confeccionar o terno, assim como ocorre com a roupa das mulheres, Camargo leva em consideração a silhueta, e propõe ajustes de calça e cintura alta

 

Etiqueta e postura

 

Uma boa postura vale tanto para aprender a desabotoar o paletó na hora de dar um abraço, quanto para posar para as fotos.

 

Cores dos ternos

 

Camargo ressaltou a importância das cores dos ternos dos noivos, a primeira escolha é sempre o preto, depois o cinza e, por último, marinho. Há quem prefira os mais claros, até mesmo o branco. Para Camargo, esta escolha deixa a noiva em segundo plano. Ninguém vai lembrar do vestido dele. É melhor pensar bem antes de tomar esta decisão.

 

Gravatas e colarinhos

 

Foram muitas as dúvidas, principalmente sobre as gravatas: qual modelo está na moda? Qual devo usar: a fininha ou a mais larga? Para o alfaiate tudo vai depender do biótipo da pessoa. Como você acha que ficaria um homem alto e forte com uma gravata fininha? Não dá.  Tem de haver equilíbrio ao vestir.

 

Desfile

 

Nas passarelas dos desfiles do Camargo, além dos belíssimos e elegantes ternos, tem sempre modelos, celebridades do momento, que arrancam suspiros da platéia. Neste que gravei um trecho, esteve o  modelo e ex-BBB Jonas Sulzbach . Vamos conferir alguns momentos por aqui.

 

 

Alguém tem alguma dúvida de que o jogador Lucas chegará elegantemente vestido com um terno com silhuetas e tecidos impecáveis, no Paris Saint-Germain?

 

 

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung, aos sábados.

A moda na República Federativa do Brasil

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Os nossos Estados Federados, há tempos em combate agressivo na disputa pelas montadoras de automóveis e caminhões, seguiram no mesmo ritmo na questão das cidades sede da COPA 14. Surpreendentemente se uniram agora no caso do petróleo. Partiram para assaltar as riquezas futuras do Rio e do Espírito Santo. Chegamos então ao limite. A competição passa a ser usurpação.

 

Em resposta, o Rio de Janeiro, através de seu governador Sergio Cabral, informou que o estado não poderia realizar a COPA nem a Olimpíada sem o capital do petróleo. Insensatez que o prefeito Eduardo Paes assimilou. E, após apresentar o velódromo e o autódromo da cidade do Rio para demolição, ao receber um terreno para a futura construção do novo autódromo, atacou São Paulo, advertindo que tiraria dos paulistanos a F1 e a levaria para os cariocas. Fala bélica e inoportuna.

 

Mas, voltando ao universo competitivo padrão, percebe-se que os Estados deveriam ter mais foco e menos abrangência, competindo, mas apostando no talento e na cultura regional para apresentar produtos e serviços diferenciados ao mercado nacional. Evitando assim a oferta exagerada do mesmo, que não fortalece, enfraquece. Na literatura, na música, no cinema, no esporte, na gastronomia, enfim nas múltiplas possibilidades, será mais eficiente escolher setores peculiares ao Estado do que apostar a esmo.

 

Uma moda que a própria atividade industrial e comercial da Moda também se defrontou. Caminha agora para o equacionamento deste canibalismo. A Moda como indústria tem tido muitas cidades competindo para se tornar polo de criação e comercialização. Justamente numa fase de transição, onde um processo de concentração de empresas se intensificou ao mesmo tempo em que grande número de novos players internacionais aporta no país.

 

Ao encerrar o ciclo de lançamentos com a feira mineira, que também apresentou diminuição de marcas e de público, como já tinha ocorrido em São Paulo e no Rio, desponta uma tendência positiva. É a provável segmentação de estilos e produtos, de acordo com o potencial natural de cada cidade.

 

São Paulo, historicamente com a moda mais urbana e atualmente mais autoral, fica com o SPFW e a porta de entrada das grandes operações internacionais de moda.

 

O Rio, imbatível na modinha, hoje “fast fashion”, dominará a moda praia e a moda descartável, levando ao mundo o alegre espírito carioca através do Fashion Rio.

 

Belo Horizonte, através do Minas Trend Preview, dominará na moda festa e nos tricôs.

 

Tudo indica que desta forma os talentos da indústria de moda de cada região estarão fortalecidos e contribuirão para a maior racionalidade das marcas, dos compradores e da imprensa. Uma moda que deveria ser copiada por todos. Inclusive os de fora da moda.

 

O Brasil agradece. A todos, e aos Estados Federados.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos, e escreve às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung

Maquiagem, um luxo acessível

 

Por Dora Estevam

 

 

Uma das coisas que a mulher mais gosta é maquiagem. Fazer maquiagem sozinha, então, melhor ainda. Truques e toques, quem não quer saber? Existem milhares de vídeos na internet ensinado os passos para se fazer uma boa maquiagem. Em se tratando de produtos, vários, dos caros aos mais baratos, todos são irressistíveis. Em termos de funcionalidade, produtos que nem imaginamos, existem, e, hoje, estão disponíveis nas melhores casa do ramo.

 

Exemplos ?

 

Esfoliante para os lábios. Você passa o esfoliante, limpa e depois hidrata, deixando os lábios prontos para receber o batom.

 

Primer para os olhos: serve para fixar a maquiagem dos olhos.

 

Tem o primer da pele, também: prepara a pele para receber a base e os produtos.

 

O curvex: espalha os cílios para receber o rímel.

 

Aprendi tudo isso em um workshop com a talentosa maquiadora Bel Lücher, do salão de Marcos Proença e do Beauty Bar des Jardins, ambos em São Paulo. E aproveito para mostrar uma listinha básica de produtos que ela passou, os quais você precisa ter na sua necessaire. Em seguida, logo abaixo. um vídeo com os detalhes da palestra. Vamos lá!?

 

Para fazer sua própria maquiagem é preciso:

 

Para a pele:
– Limpeza com tônico ou demaquilante sem álcool e sem óleo (dica da Bel: com algodão macio)
– Base com filtro solar
– Primer (olhos e pele) – preparador de pele para receber o make – concentrar na zona T do rosto.

 

Para os olhos:

 

– Kit de sombras (escolha de acordo com a programação)
– Rímel (a prova d’agua ou sem)
– Curvex (para quem já sabe usar)
– Pincéis para depositar e esfumar

 

Blush e batom (as cores ficam a seu critério)

 

Opcional: cílios postiços se você tem vontade; é bem legal a ideia.

 

 

Básico do básico. Fácil não acham? Eu mesma já arrisquei alguns traços, vejam as minhas caras e bocas nestas fotos:

 

 

Use as referências da moda pra montar a sua caixinha de produtos favoritos, vejam estas fotos de desfiles, elas inspiram na hora da produção:

 

 

Estas referências são boas até mesmo para você saber que pode, sim, ser feita uma maquiagem em casa e ficar bonita. Como diz a Bel, errou, limpa, faz de novo. Se você gosta de determinada maquiagem tente fazer momentos antes de sair para não se afobar (eu fico meio afobada com as novidades). Nos olhos, por exemplo, a dica é sempre ir depositando a sombra aos poucos, principalmente no caso do esfumado preto. Não carregue de uma vez a sombra escura, vá fazendo ao poucos até chegar na cor ideal. A dica da pele também foi muito boa: ela faz uma preparação inicial, depois faz o olho, limpa o excesso com cotonetes e demaquilantes e só aí termina com uma boa base e corretivos. Tem também o iluminador que serve para dar um toque especial no canto lateral dos olhos, mas isso se for complicado deixa pra lá.

 

É isso, caso apareça alguma dúvida me avise, escreva aqui nos comentários e a Bel Lücher irá responder com o maior carinho.

 

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda no Blog do Mílton Jung, aos sábados

José Marton, o arquiteto da moda brasileira

 

Por Dora Estevam

 

 

José Marton é arquiteto, designer e cenógrafo brasileiro, renomado no mundo das artes. Você já deve ter visto obras e ambientes deste artista inconfundível. Na arquitetura de varejo, fez projetos para as lojas da Luiggi Bertolli, Cori, Barbara Strauss, Lool, VR, Eudora, entre tantas outras. Informação que o fará lembrar dele, sempre que for a um shopping. Na cenografia já executou cenários para o Fantástico, SPFW e Instituto Italiano, apenas para lembrar alguns dos muitos trabalhos. Em moda, tem suas ideias desfilando em passarelas para marcas conhecidas como Animale, Cantão, Cris Barros, Blue Man, Colcci, Fórum e Alexandre Herchcovitch. Além de todas estas atividades, Marton também é um colecionador de obras de arte incrível. Neste bate papo, ele nos conta como enfrentar os desafios de cada cliente, entre outras curiosidades da profissão.

 

Como tudo começou?

 

O escritório foi fundado em 2004 e de uma forma muito tímida. A partir daí, fui buscando conhecimento no desenvolvimento do negócio e de profissionais – mesclo arquitetos que tenham experiência em varejo, designers, artistas, light designers. Hoje nosso foco é a arquitetura de varejo. Um diferencial da Marton + Marton é a forma com a qual apresentamos o projeto para o cliente, fazemos maquetes artísticas muito próximas do projeto real e conseguimos encantá-los.

 

Como surgiu a ideia de ser arquiteto?

 

Eu acredito que nascemos arquitetos. Passei minha infância arquitetando coisas. Eu criava meus brinquedos e entrava em casas em construção para saber como funcionava uma obra desde o alicerce até o acabamento, sempre subvertendo a ordem para encontrar a arte.

 

Com relação aos projetos executados mudaria alguma coisa neles?

 

Parte dos projetos a gente sempre atualiza. Mas um bom briefing e uma boa pesquisa é muito importante antes de fazer ou mudar algum deles.

 

De todos os seus projetos existe algum que é uma paixão, que mereça um mérito especial?

 

Tenho 3 cases de sucesso, cada um com um objetivo diferente. Um projeto que foi bastante desafiador e que me fez aprender muito foi o da Luigi Bertolli. Foi nessa loja que consegui entender como um projeto precisa ser flexível e ao mesmo tempo passar a identidade da marca. Um bastante assertivo foi o da Barbara Stauss. Trabalhamos o reposicionamento da marca por meio de uma extensa pesquisa atrelada ao planejamento estratégico. E tem também a Eudora, no qual exercitamos criar uma marca do zero.

 

 

São muitas lojas criadas por você, como funciona o processo de identificação da marca com o designer?

 

Quando criamos um projeto o que buscamos é a identidade da marca, ou seja a Marton+Marton é uma ferramenta para a marca atingir o objetivo. A minha essência que permeia todas as lojas, é apenas um toque de brasilidade, que pode estar aparente ou de uma maneira mais subjetiva.

 

Como você trabalha a sustentabilidade no processo de criação?

 

Sustentabilidade virou um jargão, muito se fala e pouco se faz. Buscamos fazer projetos mais duradouros, que sejam flexíveis, fazendo com que não sejam necessários muitos descartes e reformas a cada estação do ano. Há uma preocupação em minimizar impactos da construção civil, nos apropriando de matérias-primas que tenham vida longa. Outra coisa bastante importante é a iluminação, por isso procuro mesclar lâmpadas frias com lâmpadas quentes, para que no decorrer do ano haja uma economia de eletricidade.

 

Nas viagens você busca inspiração, o que mais lhe atrai?

Eu procuro observar como as marcas se comportam em cada país, já que são povos e culturas diferentes. Busco me inspirar na essência de cada marca para criar algo completamente novo aqui.

 

Quais são suas principais fontes de referência?

 

Londres pela liberdade e pela singularidade, e Nova Iorque pela agilidade. Os americanos são especialistas em varejo, tanto que as grandes pesquisas sobre o tema surgiram lá. Às vezes, andando pelas ruas dessas duas cidades, vejo a ingenuidade de pequenas lojinhas, que em seus projetos trazem soluções incríveis, que uma empresa grande não se permite ousar.

 

A moda busca referências nas décadas passadas, funciona assim também na Marton?

 

Não buscamos o passado, mas sim um ponto no presente e o olhar no futuro. A loja precisa expressar a identidade da marca e, se estiver de acordo com o projeto, ter algumas referências de décadas passadas, sem cair no erro de nascer datada.

 

Nos cenários de moda, quais as principais preocupações na hora do desenvolvimento?

 

Sempre me baseio em algumas premissas. O tema – passar a essência do desfile. O comportamento do cenário com o público, nas fotos e nos vídeos – é importante que o cenógrafo consiga passar nesses poucos minutos a essência do desfile e deixe registrado boas imagens para que a grife consiga trabalhar nos próximos seis meses. E a iluminação que é importante e determinante

 

O que é moda na arte hoje?

 

Existe uma modinha na arte, que é a da “gambiarra”, da coisa mal feita, mal acabada … Esse é um modismo que me incomoda.

Para conhecer um pouco mais do trabalho de José Marton visite o site da Marton+Marton

 

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, no Blog do Mílton Jung, aos sábados.

Marcos Proença: cabelos lisos e em várias versões são a tendência

 

Por Dora Estevam

 

 

Quem assistiu ao Domingão do Faustão, domingo passado, viu a atriz Adriana Esteves com cabelos cortados e ao seu lado o responsável pelo belo trabalho, Marcos Proença, consagrado cabeleireiro das atrizes, socialites e tops nacionais e internacionais. Na última semana, Proença também foi responsável por pelo menos 30 cabelos de mulheres que passaram pelo salão dele para se arrumar para o casamento da it blogueira Lalá Rudge. Um dos desafios foi não repetir um só corte ou penteado. Saiu do salão super tarde e mesmo assim ainda foi prestigiar o casamento da amiga, no qual, com a permissão dela, fez várias fotos dos convidados deste que foi um dos casamentos mais chiques da cidade. Para ter uma ideia de como foi a badalação no dia, veja as imagens deste vídeo feitas pela blogueira e amiga de Proença, Mica Rocha.

 

 

Esta semana, considerada fashion em SP, por conta dos eventos que aproveitaram o SPFW para fazerem lançamentos na mesma data, o salão de Proença recebeu várias visitas. Estiveram lá, por exemplo, as tops blogueiras Chiara Ferragni do The Blond e Jessica Stein, do @Tuulavintage.

 

Eu, que não sou famosa, morrendo de curiosidade, tive o prazer de ser atendida pessoalmente por ele. O que eu posso dizer é que Proença é extremamente profissional e er humano incrível, fiquei apaixonada. Ele conquista pelas tesouras e pelas palavras, voz baixa e eternamente agradecido, consegue aliar doçura e profissionalismo. Chamou-me atenção a religiosidade. Com frequência, agradece a Deus por todas as conquistas.

 

No salão cheio, Proença consegue fazer as cabeças, andar de um lado para o outro, visitar cada cliente em suas bancadas, dar beijinhos nas clientes de passagens, sem cair na tentação de bater papo furado. É simples assim. E a cada momento de reencontro as perguntas são voltadas aos serviços do salão: “Ficou lindo, quem fez”? supervisionando os trabalhos sutilmente.

 

 

Marcos Proença montou o salão dos sonhos, totalmente ambientado em uma casa no Jardim Paulistano, com arquitetura e decoração de Ester Giobbi, um projeto eco-friendly, totalmente desenvolvido para economizar água e energia. Com seis mil clientes ativas, pode imaginar a despesa.

 

Com tudo isso, ele ainda atendeu ao meu pedido e respondeu algumas perguntas com relação ao futuro da beleza, já que acabamos de ver as tendências para o inverno 2013, apresentadas esta semana no SPFW.

 

Quais são as tendências para o outono-inverno 2013?

 

Proença: O que podemos observar nos desfiles internacionais e mais recentemente na semana de moda de São Paulo, são os cabelos lisos, chapados. Ele pode aparecer em várias versões, com volume, rabo de cavalo, composto com trança, mas sempre muito liso.

 

Os estilistas determinam como vai ser a aparência das mulheres em cada temporada?


 

Proença: Acho que tudo é uma junção, o que se vê na passarela, o que acontece no mundo atual, tudo é uma mescla de tendências da moda, beleza, rua…

 


Quanto tempo pode durar um estilo de penteado?

 

Proença: Geralmente eles duram por toda uma temporada, no decorrer dos meses eles sofrem alterações e às vezes ganham estilos diferentes.

 

Quais são os produtos que não podem faltar para a preparação de um cabelo?

 

Proença: Gosto sempre de usar o Volumax da Paul Mitchel.

 

Como você se reinventa e qual foi o momento mais importante da sua carreira?


 

Proença: Procuro estar sempre atualizado de tudo que acontece no mundo. Acho que é uma forma de sempre se reinventar, de estar atento a tudo. Todos os momentos são muito importantes na minha carreira, desde o inicio, quando fiz meu primeiro make na minha tia inspirado na novela Locomotiva, até o momento que abri meu próprio salão, um sonho realizado.

 

Há um estilo que deva ser seguido?


 

Proença: Acho que toda mulher tem que sempre apostar no estilo que fica bem para ela. Acompanhar as tendências é importante, mas deve aplicá-las em sua vida de acordo com a sua personalidade.

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda no Blog do Mílton Jung, aos sábados