Na CASA COR, uma lição de varejo

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

APENAS UM OLHO

 

Há uma semana na CASA COR, Carlos Ferreirinha, expert em Luxo, e José Marton, autoridade em arte, design e arquitetura, se propuseram a falar sobre Arquitetura de Varejo. E foram além. Como ir além exige o Varejo contemporâneo.

 

É um comércio de US$ 23 trilhões em que apenas 9% estão sendo abocanhados pelo e-commerce, mas com efeito multiplicador. Pela velocidade, pela potencialidade e, principalmente, por se identificar sobremaneira com um novo estilo de comportamento de vida.

 

Para o Varejo, a sobrevivência diante das mudanças atuais deverá passar pela adaptação através de um processo de absorção das transformações das comunidades. São comunidades étnicas, pró-saúde, de estilo de vida e de valores.

 

Caberá à Arquitetura o papel de comunicar diretamente aos consumidores os novos valores estabelecidos. Nesse contexto, a velocidade é importante, pois já temos marcas operando dentro desses novos parâmetros.

 

As fotos exibidas por Ferreirinha são o melhor exemplo para esse entendimento:

 

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Destaques para a loja da Burberry que oferece a plenitude de todos os recursos para uma experiência de compra real e virtual:

 

BURBERRY

 

A Starbucks, em Tóquio, ressalta a disponibilidade do escritório para os clientes:

 

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A Bento Store, de Carlos Ferreirinha apresenta uma inovação de produto, serviço e arquitetura surpreendente. Vende marmitas e afins:

 

BENTO

 

A Loja Casa Cor, por J.Marton, oferece produtos para casa e uso pessoal com assinatura. Designers afamados ou principiantes expõem e vendem:

 

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Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Avalanche Tricolor: Moderno, talvez; Imortal, sempre

 

Grêmio 4 x 1 Santa Cruz
Gaúcho – Olímpico Monumental

 

 

Se a melhor defesa é o ataque, o melhor ataque esteve na defesa na partida de sábado à noite, pelo Campeonato Gaúcho, a primeira em que a vitória se construiu com folga, mesmo que tenhamos saído em desvantagem no placar. Naldo fez dois de cabeça, o de empate e o terceiro, que nos ajudou a respirar aliviado; Douglas Grolli, não com a cabeça, mas com o pé e bem ajeitado, marcou o gol da virada – o mesmo Grolli, aliás, que havia garantido os três pontos no jogo anterior com o gol nos acréscimos. Na partida de ontem, Kleber completou a goleada.

 

Por alguns momentos lembrei da fala de Caio Júnior pouco antes de começar o Campeonato Gaúcho na qual prometeu que o Grêmio jogaria futebol moderno. Contra o Santa Cruz, havia jogadores de defesa no ataque e atacantes marcando o adversário – nem por isso Kleber e Marcelo Moreno deixaram de incomodar o goleiro; havia, também, movimentação intensa na turma do meio campo com especial destaque para os volantes, Fernando e Gilberto Silva, este dando mais segurança ao time e aquele, qualidade no passe. Muita coisa ainda nos falta, jogadores inclusive, mas havia um esboço de time interessante para assistirmos no programa de sábado à noite.

 

Digo-lhe com convicção de que estou pouco me importando se o que teremos em campo tem a ver com a modernidade desejada por Caio, o que eu quero é a volta da Imortalidade.

De armadilha do mundo moderno


Por Maria Lucia Solla

Ouça “De Armadilha do mundo moderno” na voz da autora

De armadilha do mundo moderno

armadilha do mundo moderno

o que é o que é
o tal do mundo moderno
armadilha sei o que é
e dela corro
se preciso o caminho de volta percorro

armadilha prende
de um jeito que a gente não entende
pega você distraído
olhando para fora e bobeou
acaba destruído

me pergunto daqui pergunto de lá
ansiosa para entender
fui com francisco falar

do saber dele
do que ele sabe eu sei um cisco

mas não me intimido e com meu parco cisco
papeio horas sem fim
com o amigo francisco

disse eu a ele sobre a vida moderna
no seu conceito ainda me enredo
o que era moderno um dia
é antigo velho e bolorento cada dia mais cedo
e isso me põe medo

a modernidade você percebe
tem prazo curto de validade
mas mesmo assim
transforma em velho e inútil
tudo aquilo que a antecede

vem vestida de criação
mas o que faz na verdade
é pura destruição sim senhor
aniquila sem dó nem piedade
a modernidade anterior

nada sutil se insinua
arrebanha você e eu
e a gente se rende, sorrindo contente
se sentindo então mais gente

e enfim no pensa daqui pensa de lá
sabe onde é que fomos chegar
direto e sem pestanejar
no moderno celular

foi a conclusão a que chegamos
um vilão da vida moderna
que encontramos

faz-se dele
Deus portátil
o investimos de divino
divino de drive-through
volátil

da nossa ansiedade por controlar
e controlar
por ele alheios nos deixamos dominar

digo ainda para você
e digo também para mim
que se não dermos um basta
triste será o fim

então incito homem mulher e criança
joguemos pois no lago
a certeza levando o celular do lado
e riremos todos o riso da leveza da bonança

deixemos a pressa ir
e com ela o que a vida moderna
tenta à força definir

então você e eu
flutuando na paz do silêncio do celular
vamos cantar abraçar e beijar
que tal

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, recebe mensagens, não no celular, mas aqui no Blog do Mílton Jung