Canto da Cátia: A terra que cai

 

Deslizamento em Osasco

A chuva forte, a terra deslizando, os barracos caindo e famílias mortas são cenas que ainda fazem parte do cenário brasileiro, onde as contruções irregulares e muitas vezes incentivadas por políticas públicas de habitação capengas e por homens públicos inconsequentes ainda persistem. Osasco, na região metropolitana de São Paulo, foi o último caso, mas outros mais estarão no noticiário nos próximos temporais aqui ou em qualquer região do Brasil. Durante toda a manhã, a repórter Cátia Toffoletto acompanhou o trabalho na busca dos corpos de três das crianças que estavam em um das casas que despencaram durante a terça, 09.09.


Acesse aqui outras imagens feitas pela Cátia, em Osasco, e fotos enviadas por ouvintes-internautas das consequências do temporal na capital paulista.

Canto da Cátia: Tempo ruim

 Árvore cai sobre casa

Das diversas árvores que caíram durante o temporal na madrugada uma atingiu a casa de família simples do bairro de Cachoeirinha, na zona norte de São Paulo. Apesar do atendimento recebido no local do acidente, uma mulher morreu. Outra que vivia com ela ficou ferida e teve de ser hospitalizada. A Cátia Toffoletto estele por lá e soube que duas crianças também viviam no barraco, mas teriam sido levadas para a casa do pai na noite anterior.

Trânsito: mortos, feridos e atropelados

A Lei Seca é apontada como uma das formas de se combater a violência no trânsito, mas a comparação com o modelo implantado em outros países deixa claro que o Brasil ainda precisa avançar muito. Enquanto na França são realizados 9 milhões de testes de bafômetro por ano, aqui no Brasil temos 300 mil.

Se por lá, as autoridades públicas precisam prestar contas a cada três meses sobre os números de mortes e vítimas em acidentes de trânsito e se justificar sempre que houver aumento, aqui no Brasil … bem, aqui no Brasil você sabe como as coisas são.

Hoje, 26.05, realizou-se o Seminário Internacional de Segurança e Proteção no Trânsito e nos Transportes. E o CBN São Paulo conversou com o representante da OMS, Organização Mundial da Saúde, doutor Marcos Musafir, sobre o efeito da violência que enfrentamos no dia a dia no trânsito dos centros urbanos e os caminhos para amenizar este cenário.

Durante a entrevista, levantamento feito pela Monica Poker, que acompanha o tráfego na capital paulista durante a manhã, apontou até às 10 horas, 19 acidentes – número abaixo da média. Houve neste período nove atropelamentos.

 Ouça a entrevista com o dr. Marcos Musafir (OMS)

E se hoje fosse seu último dia por aqui ?

Abigail Costa

A pergunta não espera nenhuma resposta melancólica: – Ah, meus filhos ! Ah, meu marido ! Ah, minha mulher ! Minha família !

Espera, sim, aquelas outras: O que eu fiz, o que eu não fiz, o que deixo por aqui. Como meus amigos se lembrarão de mim ?

Acredito que a lembrança será o que está sendo feito por você agora. Relações construídas e conservadas ao longo dos anos.
Momentos de entregas e recompensas.

O que foi feito sairá dos pequenos prazeres.
Do caminhar de mãos dadas com o eterno namorado. Do privilégio de fazer a lição de casa com o filho.

Uma bela viagem também vale, não pela primeira classe, não pelo cardápio francês. Mimos como esses fazem bem, agradam a alma, massageiam  o ego, relaxam o corpo. Mas por hora.

As imagens registradas pela máquina fotográfica marcam momentos.
Na nossa mente o que fica gravado e muito mais do que imagem, é sentimento.

Nossa, se hoje fosse o meu último dia!
Nem comprei isso, não visitei aquilo.
Mas se nesses tantos anos, você teve a felicidade de ter alguém, e mais ainda algumas pessoas queridas a sua volta, você teve tudo.

É assim: torcendo para que esse dia demoooooooore a chegar, mas vivendo como se ele fosse acontecer amanhã. Só para não perder a chance de ser feliz. Por mais um dia. Só mais um.

Abigail Costa é jornalista e, às quintas-feiras, está aqui no Blog do Milton Jung aproveitando, prazeirozamente, cada palavra escrita.