Fraude na merenda escolar é investigada pelo MP

A merenda escolar volta a ser alvo de denúncias de fraude pelo Ministério Público Estadual, de São Paulo, que investiga a participação de 10 empresas e o envolvimento de agentes públicos em 14 cidades, inclusive na capital paulista. Além de manipularem os preços, causando prejuízos aos cofres públicos, os fornecedores estariam distribuindo alimentos de baixa qualidade, segundo afirmou o promotor público Silvio Antônio Marques, em conversa com o repórter Ádamo Bazani, da CBN, e nosso colaborador no blog.

Apesar das investigações terem se iniciado no ano passado, após um estudo que a Fipe teria feito sobre as licitações na merenda escolar, Sílvio Marques afirma que a fraude estaria ocorrendo muito disso disto. Há suspeitas de que o cartel tenha atuado desde 2001 quando o serviço de merenda escolar começou a ser terceirizado pela prefeitura de São Paulo na administração Marta Suplicy (PT), processo que foi ampliado nas gestões de Serra e Kassab.

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) afirmou em entrevista coletiva, na manhã desta quinta-feira, que desconhece a existência de irregularidades, mas que a administração dele dará todo o apoio na investigação.  

O CBN SP procurou um especialista em finanças públicas para saber porque a merenda escolar, historicamente, é alvo de fraudes por empresas e órgãos públicos. O professor da faculdade de Educação da USP, Rubens Barbosa de Camargo, conversou com os ouvintes e, além de nos dar esta resposta, ainda mostrou algumas ferramentas de controle social que poderiam restringir a corrupção e o desvio de dinheiro público.

Ouça a entrevista com o professor da faculdade de Educação da USP, Rubens Barbosa de Camargo