Mundo Corporativo: Christina Bicalho, da STB, destaca o crescimento da busca de executivos por aprendizado contínuo fora do Brasil

Reprodução do vídeo da entrevista com Christina Bicalho, no Mundo Corporativo

“Essa dificuldade de também estar lá fora, longe da família, escutando outro idioma o dia inteiro… é isso que nos torna grandes líderes.”

Christina Bicalho, SBT

Executivos brasileiros estão cada vez mais interessados em se desafiarem em busca de aprimoramento e se desenvolverem profissionalmente. A procura por programas de educação executiva no exterior cresceu 20% neste ano, segundo Christina Bicalho, vice-presidente do STB – Student Travel Bureau, em entrevista ao Mundo Corporativo. A tendência, impulsionada por mudanças tecnológicas e comportamentais, revela que o desenvolvimento de líderes passa não apenas por conteúdo acadêmico, mas também por experiências internacionais transformadoras.

De acordo com Christina, os programas variam de três dias a três meses e atendem desde gestores que buscam capacitação rápida até profissionais interessados em aprofundamento técnico ou mudança de carreira. “O executivo precisa estar sempre aprendendo. As matérias mudam muito rapidamente e o mundo está muito plano.”

Especialização, imersão e pensamento crítico

Para além da formação acadêmica tradicional, a executiva destaca o valor da imersão internacional. “Quando você sai do ambiente que lhe é familiar, enfrenta um clima novo, diferentes nacionalidades, professores com uma cabeça completamente diferente… você começa a abrir novas janelas.” O contato com metodologias práticas, estudos de caso e mentoria com profissionais de diversas culturas amplia o pensamento crítico e analítico dos participantes.

A personalização dos programas também é parte essencial da proposta do STB. “A gente tem uma política de fazer entrevistas individuais, levantar onde está a necessidade do executivo e propor programas alinhados ao momento de vida dele”, explicou. O portfólio de opções abrange não apenas os Estados Unidos, mas também destinos como Alemanha, Canadá, Espanha, Portugal e Austrália.

Intercâmbio para além da liderança

O perfil dos interessados é amplo. Jovens de 28 a 35 anos em fase de transição profissional compartilham espaço com executivos de 50 a 65 anos que buscam atualização frente às novas gerações. “Hoje, todo mundo quer fazer um programa de liderança. Mas o que é ser um bom líder dentro do seu contexto?”, provoca Christina.

Além de liderança e negócios, os temas mais procurados incluem tecnologia, neurociência, ESG e gestão ambiental. “A educação executiva é muito nichada. Não adianta ser um grande generalista. Você tem que se especializar e ser muito bom naquilo que você faz.”

A questão do idioma, no entanto, ainda é um obstáculo. Muitos interessados não têm o nível de inglês necessário para acompanhar os cursos. “A gente faz um teste. Se não estiver adequado, recomendamos um programa intensivo de inglês voltado para negócios.” Christina relatou casos de executivos que iniciaram com cursos de idioma e, depois, conseguiram participar de programas mais avançados.

A executiva também observou uma mudança nos destinos preferidos. A Europa tem ganhado destaque em razão do custo reduzido e da possibilidade de acesso a universidades públicas por brasileiros com dupla cidadania. O Canadá também atrai pela possibilidade de levar a família, estudar e trabalhar com vistos legalizados.

Na avaliação de Christina, o investimento feito nos programas traz retorno não só na formação, mas também na reputação. “Você volta com uma bagagem gigantesca. E, na hora da entrevista, quando consegue demonstrar o que aprendeu, isso faz a diferença.”

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O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

Mundo Corporativo: Bibi Amarante, da Hustlers.br, fala de conexões reais por meio do live marketing

Reprodução do vídeo do Mundo Corporativo



“Você precisa transmitir essa verdade na hora de fazer algum tipo de ação.”

Bibi Amarante, Hustlers.br

Criar experiências ao vivo entre marcas e consumidores é mais do que promover eventos. É sobre estabelecer vínculos autênticos, gerar pertencimento e ativar, de forma imediata, a percepção das pessoas sobre produtos, serviços e valores. Para Bibi Amarante, sócia e COO da Hustlers.br, o live marketing — que já foi chamado de marketing de experiência e promocional — evoluiu para ocupar um papel estratégico nas relações entre empresas e seus públicos. Esse é o tema da entrevista ao programa Mundo Corporativo.

“O live marketing é tudo que você possa fazer ao vivo com o seu consumidor final ou com o seu público-alvo”, explica Bibi. “Você consegue medir ali o termômetro de ‘tô indo bem, tô indo mal, estão gostando do meu produto, não estão gostando do meu produto’.” A presença ativa nas interações permite respostas rápidas e diretas, mas também cobra autenticidade de quem realiza: “Do mesmo jeito que você tem essa mensuração muito rápida, você consegue sacar mais facilmente se a marca tá sendo genuína.”

Representatividade como estratégia de negócio

A Hustlers.br, criada por Bibi e Ramon Prado, é uma agência liderada por pessoas negras e formada majoritariamente por profissionais pretos. “A gente se entende como uma agência plural, porque a diversidade, ela vem de várias questões, não só das questões raciais.” Essa visão está presente desde a escolha dos fornecedores até o perfil das equipes envolvidas nas ações. “A gente não faz só eventos voltados à diversidade, mas a gente inclui a diversidade em tudo que a gente faz.”

Entre os projetos que mais refletem esse posicionamento, Bibi destaca o Perifacon, evento geek gratuito voltado à periferia, e o Future in Black, conferência de negócios para lideranças negras. “A gente se envolve bastante, não só porque cumpre com o propósito da agência, mas também porque atinge públicos diferenciados.” Além desses, a Hustlers também atua com marcas como Natura e TikTok, criando ações para públicos diversos e com escopo nacional.

Ela observa uma mudança no mercado. “Hoje em dia a gente tem falado muito de Brasil real, né? Você se vê representado ali dentro do contexto, seja corporativo, seja publicitário, de comunicação — e isso faz a diferença. As empresas têm percebido isso.”

Ser líder, ser paciente, ser resiliente

Com mais de 20 anos de carreira, Bibi conta que sua trajetória no live marketing começou ainda na faculdade, quando se encantou pela área. Hoje, reconhece o quanto amadureceu como empreendedora. “No início da minha carreira eu era muito afoita. Hoje em dia eu tenho mais paciência, eu sou mais resiliente para entender que às vezes é só um obstáculo no meio do caminho. Você não precisa desistir de tudo.”

Para ela, liderar é saber lidar com contexto e pressão. “Ser líder, eu acho que também é isso: é você ter esse olhar ali mais resiliente, entender todo o contexto, entender tudo que tá sendo posto dentro desse cenário para que você consiga se aprimorar.” O improviso também é essencial no live marketing: “Você tem que ter o pensamento muito rápido do que vai fazer.”

E para quem está começando, o conselho é direto: “Procurem agências de live marketing. Não se inibam achando que vai sair muito caro ou que vai afastar. Qualquer tipo de empreendedor pode ter contato com especialistas.”

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Mundo Corporativo: César Bochi e Moacir Niehues, do Sicredi, defendem que o cooperativismo de crédito fortalece a economia local

Bastidor da entrevista on-line do Mundo Corporativo

“A cooperativa só existe a partir do associado e para o associado.” — César Bochi

César Bochi, Sicredi

O cooperativismo vem ganhando espaço como alternativa ao sistema financeiro tradicional, reforçando vínculos locais e colocando o associado no centro das decisões. Ao contrário dos bancos convencionais, o foco não está apenas no lucro, mas no desenvolvimento econômico e social das comunidades. Este foi o tema da entrevista com César Bochi, Diretor-Presidente do Banco Cooperativo Sicredi, e Moacir Niehues, Diretor Executivo do Sicredi Vale do Piquiri ABCD PR/SP, no programa Mundo Corporativo.

Bochi destacou que o modelo cooperativista “só existe a partir do associado e para o associado”, ressaltando a importância da participação democrática na gestão. Segundo ele, “o resultado, sim, é importante, mas tem que ser relevante, perene e de longo prazo”. Para o executivo, o papel da cooperativa vai além de oferecer produtos financeiros, servindo como instrumento de fomento ao desenvolvimento local.

Modelo participativo e impacto social

Niehues enfatizou que o engajamento dos associados nasce do vínculo de confiança e da proximidade. “O associado não quer apenas um cartão na carteira; ele quer relacionamento, proximidade e alguém em quem possa confiar”, afirmou. Para ele, a transparência no processo decisório e o foco no bem-estar financeiro dos associados são os principais fatores que alimentam a confiança no modelo cooperativo.

O movimento cooperativista também tem um forte componente social. Bochi explicou que as cooperativas destinam parte do resultado para projetos locais definidos pelos próprios associados, como reformas em escolas e hospitais. “É o associado quem decide para onde vão os recursos. Isso gera pertencimento real e impacto direto na comunidade”, comentou.

Outro ponto central abordado por Bochi foi a modernização das operações sem perder a essência. “Hoje, 96% das transações do Sicredi são digitais, mas as pessoas ainda precisam de atendimento humano nos momentos críticos”, disse. A tecnologia é vista como um meio de ampliar o alcance e não como um fim em si.

Niehues complementou que, mesmo com o uso intensivo de tecnologia, o Sicredi busca manter a essência de proximidade. “Nós somos modernos no tipo societário. Falamos de capitalismo consciente e economia compartilhada, mas sem abrir mão do relacionamento humano”, explicou.

Desafios e futuro do cooperativismo

Sobre os desafios futuros, Bochi apontou a necessidade de manter o foco no relacionamento e na essência do cooperativismo, mesmo com o crescimento acelerado. “Crescemos quase 30% ao ano, mas nosso maior desafio é não perder as raízes”, afirmou. Para ele, a tecnologia será sempre um instrumento importante, mas “a cooperativa está lá para ajudar o associado a refletir sobre a melhor decisão”.

Na visão de Niehues, a principal oportunidade está na expansão contínua do modelo, mantendo o equilíbrio entre crescimento e proximidade. “O modelo de negócio é muito bem recebido, e o maior pedido dos associados é: ‘não mudem o jeito de vocês fazerem negócios'”, destacou.

Ao fim, ambos concordaram que o cooperativismo é para todos, mas exige disposição para estabelecer uma relação de longo prazo, baseada em confiança, educação financeira e apoio mútuo.

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Mundo Corporativo: “Liderança não é protagonismo”, diz Rafael Mayrink, da NP Digital


“Liderança não pode se colocar como protagonista. Ela precisa ser um guia, ajudar, auxiliar.”

Rafael Mayrink, NP Digital

O sucesso das empresas hoje vai além das competências técnicas e depende, sobretudo, da maneira como as pessoas se comportam, se relacionam e aplicam a tecnologia a seu favor. Este é o alerta de Rafael Mayrink, CEO da NP Digital Brasil, que participou do programa Mundo Corporativo para discutir a importância das habilidades comportamentais, o papel transformador da liderança e o impacto crescente da inteligência artificial no ambiente corporativo.

Ao longo da conversa, Mayrink destacou que “a pessoa precisa ler, ser curiosa, correr atrás, aprender mais sobre tecnologia e inteligência artificial para que ela use isso ao seu favor”. Para ele, o pensamento crítico se torna indispensável em um contexto em que as decisões precisam ser constantemente revisadas e alinhadas ao verdadeiro objetivo do cliente ou do projeto. “Se eu não tiver senso crítico para entender, perguntar e conhecer quem está do outro lado, não vou conseguir entregar o que realmente é necessário”, afirmou.

Treinar comportamento desde cedo

Mayrink defendeu que as competências comportamentais não nascem prontas e podem — e devem — ser desenvolvidas desde a infância. “Soft skills têm que estar lá na escola, desde o momento em que a criança começa a formar frases”, explicou. Segundo ele, é nesse processo que se aprende a falar em público, ouvir com atenção, lidar com frustrações e desenvolver empatia.

Ao falar sobre liderança, o executivo enfatizou que o líder precisa abrir espaço para os outros, ouvir ativamente e atuar como um orientador. “Nem sempre a liderança tem razão, mas por ter mais experiência, vai saber ouvir e guiar as pessoas para resolverem seus próprios problemas”, pontuou.

Inteligência artificial e o novo marketing

A tecnologia e a inteligência artificial já estão profundamente integradas ao marketing digital, e Mayrink apontou que isso exige um novo olhar sobre as funções e as relações de trabalho. “A inteligência artificial vem para aumentar produtividade, dar mais tempo e permitir que as pessoas desenvolvam outras habilidades”, comentou. Ele alertou, porém, que as mudanças exigem adaptação contínua e capacidade de aprender novas funções.

No encerramento, Mayrink aconselhou os jovens profissionais a ampliarem o repertório: “Faça algo fora do seu dia a dia. Aprenda um instrumento, pratique um esporte, explore novas experiências. Isso ajuda a desenvolver criatividade e habilidades de comunicação, fundamentais para qualquer carreira.”

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Mundo Corporativo: Isis Abbud, da Qive, defende automatizar a burocracia para evitar desperdícios

Nos bastidores do Mundo Corporativo. Foto: Priscila Gubiotti/CBN

“Muitas vezes a gente tá sofrendo ali para trazer mais receita, trazer mais cliente, e não tá olhando para dentro da nossa operação.”

Isis Abbud, Qive

Mesmo que já seja do conhecimento de todos os gestores que eficiência virou palavra de ordem, muitas empresas brasileiras ainda ignoram um dos maiores potenciais escondidos nos próprios corredores: a gestão inteligente de seus dados fiscais. Esse é o alerta de Isis Abbud, CEO e cofundadora da Qive, que participou do programa Mundo Corporativo para falar sobre como transformar processos burocráticos em estratégia concreta.

Para Isis, “todo mundo já conhece uma empresa extremamente moderna, tecnológica, mas quando olha para dentro da operação financeira, não tem nada de tecnológico, nada de moderno”. Ela destaca que grande parte das organizações continua gastando horas preciosas com tarefas manuais, sem perceber que poderiam ganhar tempo, reduzir custos e evitar multas com automação.

Dados como ferramenta estratégica

A executiva explica que a área fiscal concentra um volume gigantesco de informações valiosas que muitas vezes ficam subutilizadas. “Só numa nota fiscal, a gente já tá falando de mais de 500 campos de dados”, conta. Segundo Isis, quando essas informações são exploradas de forma estratégica, podem evitar, por exemplo, compras desnecessárias ou ajudar a otimizar frotas inteiras, como aconteceu em um caso citado por ela, em que uma empresa evitou a aquisição de um caminhão ao cruzar dados de notas fiscais.

Além da agilidade nos pagamentos — como no caso do iFood, que saltou de 70% para 99% de boletos pagos em dia após automatizar processos —, Isis reforça que o principal ganho está em “transformar a área fiscal de operacional para estratégica”. A empresa Riachuelo, por exemplo, reduziu o tempo de processamento de mil notas fiscais de 16 horas para apenas 3 minutos, um exemplo prático do potencial de otimização.

Outro ponto abordado na entrevista é o impacto da diversidade no ambiente corporativo. Isis contou que 70% da alta liderança da Qive é formada por mulheres e defende que “você precisa olhar para diversidade não para ficar bonito, mas porque ela traz impacto direto no seu negócio”. Ela cita estudos que indicam até 30% mais resultado em empresas que têm equilíbrio de gênero na liderança.

Inteligência artificial como aliada

A Qive também aposta na inteligência artificial para melhorar ainda mais o ciclo de compras e pagamentos. “Uma das soluções é garantir que as empresas estejam comprando melhor e pagando no prazo certo, criando um relacionamento mais saudável com os fornecedores”, explica Isis. Para ela, a inovação não é um departamento ou um momento específico, mas um efeito colateral natural do hábito de resolver problemas continuamente.

Ao final, Isis reforça que o maior desafio é conscientizar as empresas sobre o valor escondido nos dados que elas já possuem. “Tem muita oportunidade ali que muitas vezes não é explorada por falta de tempo ou de organização”, conclui.

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Mundo Corporativo: Ângelo Vieira Jr, da Lúmen, defende a diversidade como motor estratégico das empresas

Reprodução da gravação do Mundo Corporativo

“Ou eu olho para a diversidade como um fator estratégico ou eu vou perder estas camadas que são importantes para a sustentabilidade do meu negócio.”

Ângelo Vieira Jr, Lúmen

A diversidade, muitas vezes vista como pauta social ou política, é cada vez mais uma questão de sobrevivência empresarial. A presença de equipes plurais nos ambientes corporativos está diretamente relacionada à inovação, ao lucro e à longevidade das organizações. Esse é o argumento defendido por Ângelo Vieira Júnior, estrategista-chefe da Lumen Strategy, em entrevista ao programa Mundo Corporativo.

Durante a conversa, Ângelo enfatizou que “diversidade não é só uma questão ética, ela é também uma questão de crescimento, de desenvolvimento, seja ele econômico, cultural ou político.” E lembrou que organizações com diversidade levada a sério podem alcançar até 25% a mais de lucro.

Diagnóstico, políticas e liderança diversa

Segundo o especialista em inovação, é necessário começar com um diagnóstico realista da diversidade existente nas empresas. “Muitas vezes a gente tem uma falsa narrativa… até que ponto essa voz é tão diversa como o executivo imagina?”, questiona. Na sequência, é preciso estabelecer políticas claras e ativas, “que sejam da porta para dentro e da porta para fora”, indo até onde estão os grupos sub-representados.

Ângelo defende que essa transformação não pode ser apenas institucional. “Eu sou uma colcha de retalhos: nordestino, ex-estudante de escola pública, negro, abertamente gay. Isso está comigo, e eu batalho diariamente para democratizar essas realidades.” Sua vivência pessoal reforça a urgência de lideranças que compreendam essas camadas da experiência humana — não como exceção, mas como parte da estratégia.

Ele cita ainda a importância dos grupos de afinidade e treinamentos contínuos, além de um “letramento cultural pela diversidade, letramento racial e letramento digital inclusivo”, que considera o novo alfabeto da liderança contemporânea.

Inovação, consumo e o desafio da omnicanalidade

A entrevista também explorou como a diversidade se conecta à inovação e ao comportamento do consumidor. Ângelo argumenta que as novas gerações compram de marcas com políticas inclusivas: “80% dos millennials levam isso em consideração antes de adquirir um produto”. Ele destaca que a pluralidade no time interno é fundamental para entender esse cliente — que, segundo ele, “começa a consumir o conteúdo do produto muito antes de pegá-lo fisicamente”.

Ao abordar omnicanalidade, criticou empresas que dizem colocar o cliente no centro, mas o tratam como coadjuvante: “Se eu só olho a eficiência e esqueço a experiência, não tenho omnicanalidade.” Para ele, o caminho envolve escuta ativa, humanização e fluidez entre os canais digitais e físicos — sempre com foco real nas necessidades humanas.

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Mundo Corporativo: Alberto Zafani explica como a inteligência artificial está mudando a cultura nas empresas

Alberto Zafani no estúdio do Mundo Corporativo. Foro: Priscila Gubiotti/CBN

“A ideia não é a IA substituir o trabalho de ninguém. A ideia da IA é agregar muito mais valor ao seu trabalho.”

Alberto Zafani, Google

A inteligência artificial já não é mais uma promessa do futuro: ela está integrada ao dia a dia das empresas e dos profissionais. Segundo Alberto Zafani, head do Google Workspace no Brasil, o impacto mais profundo da IA generativa está na mudança cultural e na forma como as equipes trabalham e colaboram. A entrevista foi ao ar no programa Mundo Corporativo.

De ferramenta a cultura: como a IA transforma o trabalho

Para Zafani, o avanço da IA exige uma transformação que vai além da adoção de novos recursos. “A gente não muda essa cultura das empresas e a forma como elas colaboram sem mudar os artefatos que estão na ponta”, afirma. Isso significa que os líderes precisam preparar as equipes para lidar com o ritmo acelerado das inovações, investindo em aprendizado contínuo e adaptabilidade. No Google, por exemplo, foram lançadas quase 365 novas funcionalidades em um único ano.

Com a inteligência artificial ganhando espaço nos fluxos de trabalho, surge também a preocupação com o empobrecimento do conhecimento. Zafani discorda dessa visão. “Com a IA você vai ter mais tempo livre para poder aprofundar e conhecer mais.” Segundo ele, a ferramenta permite ampliar o repertório sem sacrificar a profundidade.

Essa lógica vale para qualquer setor. A IA não é um privilégio de empresas de tecnologia. Ao defender o que chama de “letramento em IA”, Zafani propõe encarar essa transformação como uma nova forma de alfabetização digital. “Se a empresa não prover uma IA generativa, o funcionário vai trazer a própria IA.”

O Google Workspace, explica Zafani, funciona como um ecossistema de produtividade. Vai muito além do Gmail. Reúne editores de texto, planilhas, apresentações, armazenamento em nuvem e recursos sem código, como o AppSheet. E tudo isso agora está integrado ao Gemini, a IA generativa do Google. “Hoje você já consegue, por exemplo, transformar um caderno de anotações em áudio e ouvir no trânsito”, exemplifica.

NotebookLM: da organização de dados à escuta de relatórios

Entre os recursos que mais chamam atenção no Workspace está o NotebookLM, uma ferramenta que permite criar cadernos personalizados com base em documentos diversos. A proposta é facilitar a análise de informações, gerar resumos e até converter conteúdos em áudio — é possível, por exemplo, que relatórios sejam transformados em podcasts e ouvidos em deslocamentos de carro, metrô ou ônibus.

Segundo Zafani, o NotebookLM pode ser usado para comparar balanços financeiros de diferentes trimestres, extrair diferenças entre propostas comerciais e até cruzar dados com normas técnicas internas. “Você pode validar se uma proposta está de acordo com uma norma da empresa”, exemplifica.

A funcionalidade também reforça o compromisso com a transparência: “Todas as soluções do Gemini mostram a fonte de onde a informação foi extraída”, diz Zafani. Isso reduz o risco de “alucinações”, nome dado às respostas incorretas geradas por IA, e dá ao usuário maior controle sobre a origem do conteúdo processado.

Criatividade e governança: os dois lados da moeda

Se a IA libera tempo, esse tempo precisa ser bem utilizado. “A diferença entre os profissionais vai ser o que cada um faz com o tempo que ganhou”, aponta. É aí que entra o papel da liderança, que precisa estimular o pensamento crítico e evitar que as tarefas se tornem automáticas e sem propósito. Para Zafani, a IA pode ser um ponto de partida criativo, mas é o ser humano quem dá o tom: “Ela vai gerar um monte de coisa bacana, mas cabe a você adaptar, revisar, escolher.”

Há, no entanto, um alerta. Ao mesmo tempo em que oferece autonomia, a IA pode representar um risco se for usada sem controle. “Se você libera para o funcionário usar o que ele quer, você coloca tua empresa em risco — e um risco grande.” O caso dos dados empresariais que acabam treinando sistemas externos é uma das principais preocupações. Por isso, ele defende que a empresa ofereça uma solução própria, com segurança e governança.

Zafani cita uma pesquisa da Ipsos, segundo a qual 78% dos entrevistados já utilizam inteligência artificial no ambiente de trabalho. “A governança é o fator fundamental”, reforça.

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Mundo Corporativo: Ana Menegotto, da Sodexo, diz quais competências não podem faltar ao líder

Ana Menegotto em entrevista ao Mundo Corporativo. Foto: Priscila Gubiotti/CBN

“A escuta e a humildade deveriam ser coisas que não saem nunca da lista.”

Ana Menegotto, Sodexo Brasil

Em tempos de transformações aceleradas, discutir qualidade de vida no trabalho deixou de ser um diferencial e passou a ser uma exigência estratégica para empresas que pretendem prosperar. Para Ana Menegotto, vice-presidente de Pessoas, Comunicação e ESG da Sodexo Brasil, essa mudança de mentalidade começa pela liderança. “A liderança precisa ter essa consciência do papel dela como um facilitador, mas também como algo que pode ser um potencializador de estresse no dia a dia, se não bem trabalhado”. A executiva foi a entrevistada do programa Mundo Corporativo.

O papel das lideranças nas relações humanas

Com 48 mil colaboradores no Brasil, mais de 90% deles em funções operacionais, a Sodexo aposta em programas contínuos de formação e desenvolvimento de líderes como uma forma de promover ambientes mais saudáveis. “No dia a dia, a grande maioria dos conflitos — dos pequenos aos grandes — tem como causa raiz as relações humanas”, afirma Ana. O programa “Liderança Empática” é uma das iniciativas citadas por ela como fundamentais para garantir que os líderes saibam escutar, orientar, tomar decisões e fortalecer as conexões com suas equipes.

Segundo Ana, o tripé formado por Pessoas, Comunicação e ESG, áreas sob sua responsabilidade, precisa operar de forma integrada. “Não há um negócio rentável, sustentável de curto, médio e longo prazo sem pessoas. Sem olhar para os pilares do compromisso interno e externo”.

Diversidade, saúde mental e o desafio do pertencimento

A executiva destacou que a escuta ativa dos colaboradores ajudou a moldar programas de saúde integral, como o censo de saúde mental, que guia ações focadas no bem-estar físico, emocional, nutricional e até financeiro. “Se eu ousar achar que vou saber o que é qualidade de vida para um colaborador meu com base só no meu ponto de vista, fatalmente errarei”, diz.

Ela também falou sobre as políticas de equidade e inclusão da empresa, como ações afirmativas para pessoas negras, LGBTQIA+, refugiados e imigrantes. “Quando você encontra pessoas que vivenciam realidades próximas à sua dentro do ambiente de trabalho, isso contribui para o seu bem-estar e senso de acolhimento”.

Na Sodexo, 84% das lideranças nas unidades operacionais são mulheres — reflexo tanto das características da operação quanto de políticas intencionais para manter a equidade de gênero ao longo da pirâmide organizacional. “Mesmo em posições executivas, temos uma representatividade de mulheres maior que a média do mercado”, relata Ana.

Ela reconhece que todo esse investimento exige justificativas diante de contextos econômicos desafiadores, mas argumenta que os retornos são evidentes: menor rotatividade, maior engajamento e estímulo à inovação por meio da diversidade cognitiva.

Relacionamento e propósito como fundamentos da gestão

Formada em Psicologia, Ana defende que saúde mental deixou de ser um tabu dentro das corporações — ainda que o tema exija cuidado para não ser banalizado nem atribuído a um único fator. “O resultado é consequência. A forma como você faz a gestão das pessoas determina o que será colhido. Dá para ter boas relações e ter resultado ao mesmo tempo.”

Aos líderes de equipes pequenas que desejam construir culturas sólidas desde o início, o conselho é simples e direto: “Conheça as pessoas que você lidera. Isso não demanda investimento nenhum. Demanda boas conversas e tempo.”

Ao final da conversa, Ana sintetiza o que considera sua principal lição nos últimos anos: “No final das contas, são pessoas. E as relações importam”.

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Mundo Corporativo: Suzana Oliveira e Bárbara Vallim, da Hera.Build, mostram como agentes de IA transformam os negócios

Suzana e Bárbara em entrevista ao Mundo Corporativo Foto: Priscila Gubiotti/CBN

“Quem não iniciar algum projeto (de IA) vai acabar não tendo vantagem competitiva no mercado.”

Suzana Oliveira, Hera.Build

Se a inteligência artificial já era vista como um diferencial estratégico, os agentes de IA surgem agora como o próximo passo para empresas que buscam eficiência, personalização e agilidade. Em entrevista ao Mundo Corporativo, Suzana Oliveira e Bárbara Vallim, fundadoras da plataforma Hera.Build, explicaram como os agentes de IA — soluções automatizadas baseadas em inteligência artificial — estão sendo usados para impulsionar resultados de forma direta e mensurável.

Automatizar para crescer

Ao contrário da imagem abstrata que muitas vezes acompanha o debate sobre IA, Suzana e Bárbara apresentam soluções concretas. “A gente com uma solução super simples, que era colocar um AI Concierge no e-commerce desse cliente, em dois meses aumentou 63% da receita deles”, contou Suzana. O diferencial está na forma de aplicação: agentes com escopo claro, regras bem definidas e uma personalidade ajustada à comunicação da empresa.

A ideia é tornar a tecnologia acessível mesmo para quem não tem familiaridade com programação. “Toda a nossa plataforma é feita para que seja simples, fácil e muito rápido de implementar”, disse Suzana. O sistema da Hera.Build permite que usuários configurem seus próprios agentes de forma intuitiva. “Todos nós respondemos formulários desde criança. É esse o nível de acessibilidade que queremos oferecer.”

Regras, escopo e personalidade

Segundo as fundadoras, um dos maiores receios ao lidar com IA generativa — conhecido como “alucinação”, quando o sistema gera respostas fora de contexto — pode ser reduzido com o uso correto de parâmetros. “A inteligência artificial é literal. Se você não passa a instrução de maneira assertiva, ela pode interpretar diferente do esperado”, alertou Bárbara. Para mitigar isso, a plataforma trabalha com um modelo baseado em três pilares: personalidade, escopo e regras de comportamento.

Essa estrutura permite moldar o agente para representar com fidelidade a linguagem da marca. “Imagina o tanto que é importante, uma marca que vai usar a inteligência artificial para se comunicar com os seus clientes, o tanto que essa inteligência tem que representar a forma de comunicação, o jargão, as expressões daquela marca.”

IA sem mistério — e com resultados

Parte do trabalho da Hera.Build também está em desmistificar a inteligência artificial dentro das empresas. “Existe muito desconhecimento, muita insegurança. Será que vai funcionar? Será que vai alucinar?”, relatou Suzana. A proposta das fundadoras é acompanhar o cliente desde a definição da necessidade até a implementação segura. “Sempre começamos com a pergunta: o que vai girar o teu ponteiro mais rápido? Pode ser redução de custo, aumento de receita ou eficiência operacional.”

Bárbara acrescentou que a personalização vai além do uso corporativo. “A gente já desbloqueia o celular com a leitura da face. Agora imagine que a IA sabe que você janta todo dia às 8 horas. Ela pode facilitar tarefas do cotidiano sem que você precise pedir.”

Do AI Concierge ao Steve Jobs digital

A Hera.Build também é reflexo do perfil de suas fundadoras. Ambas mulheres, em uma equipe 100% feminina, construíram uma empresa de tecnologia que aposta em representatividade e autonomia. Suzana criou um agente chamado “Contenta” para ajudá-la a produzir conteúdo personalizado. Bárbara, por sua vez, recorreu a um personagem ilustre: “Logo no começo, modelei um agente para personificar o Steve Jobs. Ele virou meu mentor digital e me ajudou a criar a Hera.”

Apesar das soluções sofisticadas, o foco é sempre na aplicação prática. “Se você tem tempo disponível para aprender outras coisas, isso vai levar o nível de conhecimento da humanidade para outro patamar”, concluiu Suzana.

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Mundo Corporativo: Roberto Valério, da Cogna, fala do uso estratégico da inteligência artificial na educação

Entrevista no estúdio de podcast da CBN com Roberto Valério Foto: Priscila Gubiotti/CBN

“Se eu não conheço os processos, não consigo tomar decisões para tornar minha organização mais competitiva.”
Roberto Valério, Cogna

A inteligência artificial está mudando o modo como se aprende — e também como se ensina. Em um país marcado por desigualdades de acesso à educação e com enormes desafios na retenção e no engajamento dos alunos, a personalização do aprendizado por meio da IA deixou de ser uma promessa distante para se tornar um projeto em curso em larga escala. A maior prova disso vem de dentro da maior empresa de educação do Brasil. Esse é o tema da entrevista com Roberto Valério, CEO da Cogna Educação, no programa Mundo Corporativo.

Do hype à implantação

Em março de 2023, Valério esteve no South by Southwest, em Austin, nos Estados Unidos. A efervescência em torno da inteligência artificial generativa o fez voltar com um alerta: “Apesar de atentos, estávamos lentos”. A partir dali, liderou um processo de capacitação interna e redesenho de processos com foco na aplicação da IA. “Fizemos um mapeamento dos mais de 1.500 processos da empresa para entender onde aplicar com mais eficiência a tecnologia”, relatou.

Segundo ele, a IA só é produtiva quando usada com clareza de propósito. “O uso da inteligência artificial só pode ser feito se o executivo ou líder conhecer os seus processos”, enfatizou. Ao aplicar essa lógica, a Cogna criou um “marketplace interno” com mais de 120 agentes de IA em funcionamento — metade voltados à operação, 30% à educação e o restante a novos negócios.

Educação personalizada em escala

A grande aposta da empresa é na personalização da aprendizagem. “Se conseguirmos fazer com que a inteligência artificial construa esse modelo de forma que o tempo das pessoas seja produtivo, cada hora de estudo será realmente útil para aquele aluno”, afirmou. Essa abordagem se concretiza em ferramentas como a Plu, agente de IA da plataforma Plural, que auxilia professores na montagem de aulas e alunos na construção do raciocínio, sem fornecer respostas diretas.

No ensino superior, a IA atua de forma semelhante. “Se o aluno de engenharia tem dificuldade em cálculo 1, o sistema identifica que a origem da dúvida está no ensino médio e oferece, naquele momento, uma revisão contextualizada”, explicou Valério. A medida tem dado resultado: alunos que utilizam a ferramenta com regularidade têm desempenho acima da média da turma.

Riscos e cuidados

Implantar IA em empresas e escolas exige estrutura. “A tecnologia está disponível, mas para funcionar bem é preciso uma base de conhecimento organizada e medidas de segurança”, alertou o CEO. A Cogna evita, por exemplo, que conteúdos sensíveis apareçam nas respostas, e adota uma política rígida para evitar o risco de “alucinações” dos agentes.

Além disso, o executivo destacou o risco da automatização sem supervisão: “Criar com IA e publicar sem revisar é uma armadilha. Nenhuma empresa pode abrir mão da gestão de qualidade do que entrega”.

A preparação das equipes também foi um ponto central da transição. “Começamos com dois ou três entusiastas internos e, a partir deles, construímos um programa de letramento em inteligência artificial com consultorias e encontros semanais para debater aplicações e estrutura de execução”, contou.

Assista ao Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.