Mundo Corporativo: crie um futuro diferente para sua empresa

 

“Estratégia é você surpreender os outros criando um futuro diferente para a sua empresa, posicionando-a de forma diferente no mercado. Isso impõe você pensar de forma inovadora e criativa. Usar a imaginação e não só a análise e a razão. Essa foi a razão que me levou a buscar como é que eu estimulo as pessoas a criarem o futuro e não ficarem analisando o passado ou trabalhando em cima de uma planilha Excel como se aquilo fosse solucionar o problema da empresa.” As dicas são de Moisés Fry Sznifer, professor dos programas de mestrado e doutorado da FGV e professor visitante da UC Berkeley, nos Estados Unidos, entrevistado do programa Mundo Corporativo, da CBN. Sznifer fala sobre o comportamento dos novos CEOs que devem saber trabalhar com as emoções, com as suas e de seus comandados. Ele deixa também um recado para você que reclama de ter um chefe que não sorri: ele não vai durar muito tempo.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN.

Travestir na Oi e rebolar no Walmart

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

 

A Oi foi condenada a pagar R$ 14 mil de indenização a um funcionário que se sentiu humilhado pela obrigação de se vestir de mulher em evento da empresa. A ação de 2009 foi julgada em 31 de outubro pelo TST, quando o relator, ministro Emanoel Pereira, afirmou que é dever do empregador: “primar pela adoção de regras que incentivem o empregado de forma positiva, com premiações, jamais de forma negativa ou depreciativa, expondo o trabalhador a situações vexatórias, como no caso, onde o autor foi obrigado a se vestir de mulher”.

 

Em fevereiro de 2011 a Walmart teve que pagar R$ 140 mil a um ex-diretor que se sentiu humilhado por ter que rebolar na hora do grito de guerra criado por Sam Walton, fundador da rede. A sentença do Juiz de Barueri consta: “o ato do Walmart é medieval. Mudos e calados, os funcionários, tratados como bonecos e servos da gleba, devem se submeter a todo tipo de ordens e caprichos de seu dono”.

 

As sentenças, embasadas sob o aspecto jurídico e, também, diante do conhecimento técnico referente à teoria administrativa e psicológica da motivação, expõem duas grandes corporações como praticantes de métodos anteriores ao século XX.

 

Elton Mayo, de Harvard, em 1927, contratado pelo National Research Council e pela Western Electric Company de Chicago, no bairro de Hawthorn, realizou experiência que originou a Escola de Relações Humanas. Um grupo foi submetido a diferenças de conforto. Independentemente de melhora ou piora, a produtividade sempre aumentou. A participação na pesquisa motivou. Surgia então o “homem social” diante do “homem econômico” da Escola de Administração Científica de Taylor. A partir daí vieram várias teorias como a hierarquia das necessidades de Maslow, a teoria de Herzberg com os fatores higiênicos e motivacionais, McGregor com a teoria X e Y, dividindo o homem em negativo e positivo, Herbert Simon e a Teoria Comportamentalista assinalando que para a eficiência não basta a satisfação no trabalho e a Escola Cognitivista de Jean Piaget onde o homem e o mundo interagem e se desenvolvem. E o homem passou de econômico, social, organizacional, para funcional. Nenhum destes e nenhuma das teorias de motivação receitariam travestir ou rebolar.

 

Há, entretanto controvérsias.

 

No Walmart, a cultura implantada por Sam nas bizarrices públicas, inclusive a sua aparição em Wall Street dançando a hula (na foto), levam alguns observadores a atribuir estas esquisitices ao sucesso mundial alcançado. Não acredito, pois o que Sam Walton possuía verdadeiramente de forma exponencial era uma visão estratégica genial aliada a um imenso espírito empreendedor. A Walmart é hoje a maior do varejo mundial faturando US$ 450 bilhões e a terceira do ranking geral. Gritos de guerra e bullying nos palcos da empresa e nas aberturas das jornadas devem servir apenas para afastar alguns novos talentos que não estão dispostos a estas práticas.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos, e escreve às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung

 

Mundo Corporativo: quais são os ativos intangíveis da sua empresa

 

“A marca, evidentemente, é o ativo intangível mais conhecido, mais comentado. A marca, na verdade, não existe como ativo porque a marca existe na mente do consumidor. Cada consumidor vê a marca de uma maneira diferente … então elas são ativos porque pertencem a uma determinada empresa e porque se comunicam adequadamente com determinados segmentos da população que gostam dessas marcas “. A afirmação é de José Roberto Martins, presidente da Global Brands Consultoria, empresa especializada em gestão de marcas e avaliação de ativos intangíveis. Nesta entrevista ao programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Martins apresenta algumas práticas para avaliar ativos intangíveis de uma empresa. Ele é autor do livro Capital Intangível, editado pela Intregare.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br ou pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN

 

Mundo Corporativo: o impacto do mundo digital com Gil Giardelli

 

Que admirável novo mundo é este em que estamos vivendo, em que pessoas de todas as idades, empresas de todos os tamanhos e instituições seculares sentem-se completamente perdidas em meio a uma nova ordem mundial?

 

Estamos imersos em um oceano de dados e conhecimentos, de novos aparelhos e novidades tecnológicas que nunca estiveram tão disponíveis. A todo momento, surgem tecnologias revolucionárias, robôs, celulares, TVs com nomes complexos, engenhocas esquisitas, sites e sistemas que fazem tudo mudar radial e repentinamente.

 

Todos estão conectados a todos o tempo todo, e isso nos deixa, ao mesmo, extasiados e angustiados.O excesso de informação nos deixa inquietos e agitados. Que vertigem sentimos quando acordamos de manhã e percebemos que, a cada minuto, estamos mais atrasados… Estamos em uma verdadeira locomotiva digital, em um veículo inteligente, criativo, que carega todos para um lugar em que as ruas não têm nomes.

 

Ficamos entusiasmados com tantas novas possibilidades, mas profundamente ansiosos por pensar que temos de absorver uma montanha de informações, reaprender a fazer velhas coisas de novos jeitos, entender conceitos recém-nascidos todos os dias, e tudo isso sem saber direito o que fazer com tanta coisa. Ufa, isso tudo cansa!

 

Como estes cenários descritos no texto de abertura do livro “Você é o que você compartilha” impactam seu negócio e sua empresa ? Este é um dos assuntos da entrevista com Gil Giardelli, especialista no universo digital e convidado do programa Mundo Corporativo, que você assiste, ao vivo, a partir das 11 horas, nesta quarta-feira (7.11), no site da rádio CBN. Para participar, deixe sua pergunta neste espaço ou mande suas dúvidas para o e-mail mundocorporativo@cbn.com.br ou o Twitter @jornaldacbn, usando a hastag #MundoCorporativo. Para conhecer melhor o trabalho dele entre no site de Gil Giardelli.

Mundo Corporativo: técnicas para turbinar suas vendas

 

“Os clientes não compram produtos, compram o que o produto faz por ele” e esta é uma das ideis que o vendedoder deve levar em consideração no momento em que estiver planejando a negociação. A explicação é do consultor César Frazão, entrevistado do Mundo Corporativo, da rádio CBN que lançou o livro “Como ficar muito rico com vendas – Como turbinar seus resultados e multiplicar suas oportunidades de negócio”. Para Frazão três fatores são importantes para se melhorar os resultados: otimismo, competência e criatividade.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar no site da CBN às quartas-feiras, 11 horas, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa vai ao aos sábados, no Jornal da CBN

Mundo Corporativo: os erros mais comuns que levam você ao fracasso

 

Assumir a culpa de todos os erros ou sempre por a culpa nos outros? Ter objetivos errados ou não ter objetivo nenhum ? Afinal, quais são os erros mais comuns que levam ao fracasso na carreira ou nos negócios ? Sobre este assunto nós entrevistamos o consultor de empresas e CEO do Grupo Triunfo, no programa Mundo Corporativo da rádio CBN, Scher Soares. Dentre as muitas estratégias que impedem o profissional de alcançar o sucesso, Soares chama atenção para a necessidade de se agir com equilíbrio, conhecimento e segurança nas tomadas de decisão: “frases prontas como ‘onde é que eu errei’, ‘eu sempre faço isso errado’, ‘eu não levo jeito para isso’ acabam tendo um efeito psicológico devastador dentro de nós mesmos, afetam a nossa auto-estima e quando afetam nossa auto-estima afetam a nossa auto-confiança e se afetam a nossa auto-confiança nos deixam inseguros e se nos deixam inseguros, nos tornam frágeis em determinadas posições”. Na entrevista, Scher Soares também conta detalhes sobre a participação dele no processo de transição cultural dentro do grupo Telefonica.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da CBN, com participação pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN

Mundo Corporativo: os empresários no divã

 

Empresários e donos de negócios vivem um cenário de pressão e cobrança por decisões e podem pagar muito caro por isso, desde problemas nas relações familiares até a falência da empresa. O terapeuta Luiz Fernando Garcia, entrevistado no Mundo Corporativo da rádio CBN, aponta alguns dos problemas mais comuns no atendimento a executivos: impulsividade por aquisições, dificuldade em lidar com dinheiro e alto nível de ansiedade. Especialista em psicodinâmica em gestão e negócio, Luiz Fernando lançou o livro “Empresários no Divã – como Freud, Jung e Lacan podem ajudar sua empresa a deslanchar”, pela editora Gente. Na entrevista, o terapeuta sugere como soluções para parte dos dramas vividos no comando dos negócios melhorar o nível de comunicação com os demais profissionais, ser amigo do dinheiro, pois há uma tendência de se negar problemas financeiros, e, finalmente, entender que “descanso é descanso”. Para saber mais, assista ao vídeo com a entrevista completa de Luiz Fernando Garcia.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo Twitter @jornaldacbn e pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: como ser um líder educador

 

“É muito comum ver gestor administrando o passado, o líder educador pega o erro e alinha para o futuro”. No programa Mundo Corporativo na CBN, o consultor de empresas Marcelo Galvão fala como este novo líder pode combinar desempenho de pessoas e resultados das organizações, sem espantar sua equipe. Marcelo lançou o livro “Gestão de Desempenho – o Poder do Líder Educador” (Navegar Editora) no qual fornece informações para os profissionais que precisam desenvolver seus subordinados, formar sucessores e alinhar comportamentos na empresa. Na entrevista, ele apresenta uma série de erros que devem ser evitados pelos profissionais que estão no comando de equipes de trabalho tais como não dar feedback, bloquear a criatividade da equipe e se colocar no papel de vítima.

 


O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site CBN.com.br, sendo reproduzido, aos sábados, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: O motor da Volvo é o capital humano

 

Por mais que se tenha um novo veículo com todos os avanços possíveis e tecnologia a bordo os fabricantes não podem abrir mão do capital humano, sendo necessário investir em uma cultura de excelência no ambiente de trabalho. A ideia é defendida pelo vice-presidente de Recursos Humanos da Volvo do Brasil, Carlos Morassutti, que conta a sua experiência em mais de 20 anos de empresa, nesta entrevista ao Mundo Corporativo, da rádio CBN. O executivo descreve a estratégia desenvolvida pela montadora para ter o engajamento de seus funcionários nas metas propostas e destaca a importância de se entender os colaboradores em todas as suas dimensões, levando em consideração suas necessidades pessoais e familiares. Recentemente, Morassutti lançou o livro “O Lado Humano do Sucesso – como a Volvo do Brasil se tornou uma empresa de classe mundial e uma das melhores do país para trabalhar” (Editora Alaúde), no qual define sucesso da seguinte forma: “Você pode usar qualquer métrica para medir o grau do seu sucesso. Alguns medem pelo tamanho da sua casa ou pelo valor do seu patrimônio. No entanto, a verdadeira medida do seu sucesso não é dada por algo que você possa gastar. É dada pela forma como seu filho o descreve quando conversa com um amigo”.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Você pode participar de debates sobre os temas tratados no programa no fórum Mundo Corporativo da CBN, no Linkedin

Franquias, a técnica e a emoção

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Graças ao crescimento do setor de franquias no Brasil, em grande parte devido ao fato da compatibilidade entre a cultura aspiracional do brasileiro aliada ao seu espírito empreendedor, temos hoje um vasto arsenal de informações técnicas do sistema de franquias.

 

Dentro deste conhecimento geral embasado no acúmulo de experiências de sucesso e insucesso, o processo da escolha é um dos aspectos mais relevantes.

 

Da revista Exame, dentre outros tantos exemplos, podemos extrair um resumo bem elaborado dos procedimentos a seguir para uma boa decisão da franquia a adquirir. Eis seis passos para fazer uma boa escolha:

 

1. Conheça o setor de franquia
2. Avalie-se
3. Elimine opções
4. Calcule o capital
5. Cheque a região
6. Investigue o franqueador

 

Acompanhando há 30 anos o desempenho do setor de franquias, posso ressaltar que no processo de escolha as técnicas e as informações acumuladas têm municiado de forma suficiente os candidatos à franquia. Destacaria apenas a importância de não confundir empreendedor com consumidor, pois uma coisa é gostar de pão de queijo e outra é cumprir a rotina de lojista, acompanhando os processos de atendimento, compras, finanças, etc. embora tal conjunção quando possível é quase certeza de sucesso.

 

Assim como o franqueado embora empreendedor, precisa seguir padrões e tem pouco espaço para criação. O capital também deve ser tratado com a importância necessária, evitando financiamentos e considerando capital de giro próprio suficiente para manter saudável o fluxo de caixa. Por fim, ter sempre em mente que os Ps do marketing mix devem ser checados, ou seja, Pessoas, Produto, Ponto, Propaganda e Promoção.
Entretanto, é a emoção que poderá fazer a diferença entre o trivial e o sensacional.

 

Selecionar uma marca para ser franqueado ultrapassa a técnica, que é necessária, mas não é suficiente. Quando as marcas passam a pertencer aos consumidores e o intangível determina seu valor de mercado, fica claro que os números ajudam, mas não resolvem. É imprescindível o empreendedor de “espírito animal”. E, mais uma vez Keynes desponta: “A decisão de investir depende em larga medida da confiança do empresário – uma questão de psicologia, e não de prospecção matemática. A condição ideal para o investimento ocorre quando o cálculo racional se complementa e se sustenta pelo espírito animal, de modo que o pensamento sobre o fracasso é posto de lado, como um homem saudável coloca de lado a expectativa da morte”. E complementa: “O espírito animal associa-se a um instinto de otimismo espontâneo, uma propensão natural para a ação, em vez da inação. Essa tendência inata para a atividade é que faz a engrenagem da economia e dos empregos girar”. 

 

Livros, artigos, entrevistas e palestras sobre franquias tem esquecido Keynes. Fica aqui a lembrança.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos, e escreve às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung