Avalanche Tricolor: Aerosmith é nosso

 


Flamengo 1 x 1 Grêmio
Brasileiro – Olímpico Monumental

 

 

Boa parte do público que cantava um dos maiores clássicos do Aerosmith enlouqueceu quando viu o Manto Tricolor ser embalado de forma estonteante pelo vocalista Steven Tyler, no palco armado na Fiergs, em Porto Alegre, na sexta-feira. Trian Kept A-Rollin explodia nos ouvidos da plateia formada por quase 15 mil pessoas quando uma nova onda de gritos surgiu dos muitos gremistas que se encontravam no espetáculo.

 

Tyler talvez não tivesse ideia da importância do gesto dele, mas ao erguer a camisa que lhe foi jogada na passarela enaltecia o símbolo de uma das mais bonitas histórias do futebol. E se mostrava sintonizado com o gosto de astros mundiais como Bob Dylan que décadas atrás se encantou ao ouvir o hino do Grêmio que lhe foi apresentado pelo amigo, fã, jornalista e historiador Eduardo Bueno. Alucinado como sempre, Peninha convence qualquer dos seus interlocutores que o encantamento pela sonoridade da letra de Lupicínio Rodrigues fez Dylan compor algumas de suas mais belas músicas. Se duvidar, relembre Blowing In The Wind.

 

O delírio do público com a camisa tricolor no ponto mais alto do show do Aerosmith também provou que a Fiergs tinha maioria gremista, refletindo o que as pesquisas comprovam: temos a maior torcida do Rio Grande – também nos espetáculo de música. Torcida que no sábado à noite não chegou a embalar com o ritmo do futebol apresentado no Maracanã, mas que está consciente do potencial de seu time.

 

Bem verdade que foi o ‘veterano’ Rodrigo (30 anos) quem fez o nosso gol de empate, mas ao fim da partida, com um grupo ainda esfacelado pelas últimas batalhas, vimos mais uma vez uma garotada promissora. Dos 14 jogadores que entraram em campo, seis integram a nova geração: Adílson (23), Roberson (21), Maylson (21), Bruno Colaço (20), Bergson (19) e Fernando (18). Meninos que nasceram em uma época que os torna incapaz de entender a importância do Aerosmith para o hard rock, mas que sabem como poucos o orgulho de vestir este Manto.

Paixão uniu música e games

 

Marcelo Martins sempre gostou de videogame e mesmo casado não abre mão de se divertir diante do monitor. Desde o início do ano tem uma ótima desculpa para continuar “brincando”: montou uma empresa com mais três colegas na qual produzirá música para videogames. Com ele, estão Daniel Maudonnet, André Tavares e Patrick Andrews que apostam no crescimento deste mercado no Brasil, além da possibilidade de passarem a trabalhar com desenvolvedores no exterior.

Nesse sábado, conversei com Marcelo no CBN São Paulo. Você confere a entrevista aqui e nos links a seguir ouve algumas das trilhas compostas pelo quarteto.

Música_videogame_1

Música_videogame_2

Conte Sua História de São paulo: Uma voz e tanto

 

pc_ma_hv229_rt03- Adilson Pereira Lobo

Foi no caminho para o Hospital das Clínicas, a bordo do bonde, que Adilson Pereira Lobo encontrou sua primeira plateia. Menino ainda, adorava cantar “Lampião de Gás”, de Inezita Barroso, e chamava atenção do motorneiro e dos passageiros. A viagem era em virtude do tratamento que teve de se submeter para tratar a paralisia infantil, em um esforço recompensado pela evolução que teve apesar da restrição para caminhar. Boa parte desta trajetória foi acompanhado pela mãe, “uma guerreira” como descreve no depoimento gravado pelo Museu da Pessoa para o Conte Sua História de São Paulo. Ela teve de cuidar dele sozinha, desde os quatro anos de idade, pois o pai havia morrido.

Nascido no bairro do Belenzinho, hoje mora em Guarulhos, mas foi em São Paulo que desenvolveu suas habilidades. É mestre em linguística, professor de inglês, faz dublagem e tem a música como hobby – e você poderá conferir na gravação que foi ao ar no CBN São Paulo o talento que conserva.

Ouça o depoimento de Adilson Pereira Lobo, no Conte Sua História de São Paulo, sonorizado pelo Cláudio Antônio

Você pode participar, também, do Conte Sua História de São Paulo. Marque uma entrevista pelo telefone 2144-7150 ou no site do Museu da Pessoa.

Conte Sua História de SP: Aula de piano

 

Maria Martins ouvinte CBN SPTocar piano, para muitos de nós, já seria uma aventura, começar a tocá-lo aos 60 anos, é raridade. E a autora deste feito foi a costureira Maria Martins de Lima, nascida em Concórdia (SC) e conquistada por São Paulo. No depoimento gravado ao Museu da Pessoa para o Conte Sua História de São Paulo, fala de sonhos realizados na capital, onde desembarcou para trabalhar como empregada doméstica, em 1969. Ela descreve as primeiras sensações ao chegar na capital paulista e fala desta incrível experiência musical.

Ouça o depoimento de Marina Martins de Lima, com sonorização de Cláudio Antônio

Seja personagem do Conte Sua História de São Paulo como a Marina Martins de Lima. Agende uma entrevista pelo telefone 011 2144-7150 ou acesse o site do Museu da Pessoa. O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, logo após às 10 e meia da manhã.

Samba de raiz na festa do CBN SP 456

 

O projeto “Samba do Baú” será uma das atrações musicais do CBN SP 456 anos em homenagem a cidade de São Paulo. Boa oportunidade para conhecer o trabalho de jovens que se reuniram há cinco anos na zona leste para preservar  um estilo de música que perdia espaço no cenário cultural: o samba de raiz.

No Pátio do Colégio, o grupo vai completo e disposto a mostrar que a música que consagrou sambistas com o talento de Geraldo Filme segue viva na capital paulista. Pra saber mais do Samba do Bau assista ao vídeo neste post, no qual intepretam Silêncio no Bixiga ou acesse o site do projeto.

O CBN SP 456 anos será ness segunda-feira, 25 de janeiro, a partir das 9 e meia da manhã, no Pátio do Colégio, centro de São Paulo.

Heródoto, o Sunday Maionese e a Loka

 

Relíquias de um tempo que não volta mais (ainda bem). Era 1974 e quem brilhava nos palcos universitários era um professor com voz de galã de televisão que anos depois iria embalar as notícias do Brasil e do mundo. Mas isto foi muitos anos depois, porque naquelas tardes de sábado, o “maestro” da festa ainda tinha cabelos em cores naturais e sobrancelhas acentuadas como revela este vídeo do Festival Interno do Colégio Objetivo. No encontro musical, acompanhado com excitação pelas moçoilas, a participação especial era de Adoniran Barbosa, sendo possível identificar ainda Hermeto Pascoal, Rita Lee, Rogério Duprat, Guarabira, Sergio (guitarrista do Terço), Netinho (Incríveis), entre outros que faziam parte do corpo de jurados. Na apresentação … bem, na apresentação ouça a voz, olhe bem fundo naqueles olhos escuros e descubra você mesmo.

Um sonho realizado

Por Abigail Costa
De Roma

Conheci Eros Ramazzzotti no começo de 2.000. Quem fez o meio de campo foi minha irmã. Passávamos férias em família e ela me presenteou com um CD do Eros. Ouvi as músicas várias vezes. Me encantei com aquela voz anasalada e romântica.

Comecei a me interessar pelas palavras. As letras das músicas dele tem palavras mais modernas, incluíam gírias, dialetos italianos. Fui parar numa scuola italiana.

Já na primeira aula fiquei encantada. Na hora de me apresentar, dizer por que o interesse pela língua, falei tudo em italiano – engraçado como pegava uma palavra de uma letra daqui outra dali, e falei … O resultado foi surpreendente para mim, ninguém acreditava que estava tendo a minha primeira aula. Falaram que o meu acento italiano tem um “Q” de romano.

Romano ? Eros Ramazzotti nasceu em Roma, sei disso, já tinha lido na autobiografia “Eros Lo Giuro” (Armando Mondadori Editore). Aliás, pobre de escrita e conteúdo. Ma vá bene, nessuno é perfetto !

Se lançava um CD, corria a comprar. Numa dessas viagens a Roma, fiz a limpa na seção da letra E. Achei CDs, DVDs antigos, e me coloquei a ouvir.

Qualquer pessoa que entrasse no meu carro, logo eu perguntava:

– Conhece Eros ?

A maioria, não !

– Quer ouvir ?

Nem sempre o interesse era o mesmo que eu tinha e tenho. Tudo bem, pensava, também não gosto do Sting !

Em casa compramos dois cachorros para as crianças. O labrador cor de mel tem pinta de Deus Grego, então cabe à ele o nome EROS. Para o menorzinho, o shitsu com pelo achocolatado, sobrou RAMAZZOTTI, com direito a apelido: Rama!

Pois bem, cachorro em casa, DVDs em casa, CDs por todo canto, faltava o show. Não que Eros – o cantor – não tivesse aparecido por aqui. Deve ter vindo umas três vezes depois que fiquei sabendo da existência dele. A verdade é: nem fiquei sabendo da apresentação, em São Paulo!

Que espécie de fã você é ? – perguntavam os outros. Até que … de novo minha irmã me alertou: – O cara vai cantar aqui em Roma!

Convite feito, convite aceito. Foi uma das melhores experiências da minha vida. Não era só pelo lugar. Não era só pela voz ou pela música. Não era só porque Eros Ramazzotti estava ali. Claro que vê-lo há poucos metros foi demais !

Era por mim. Por um sonho. Um sonho sonhado de olhos abertos, na plateia do Palalottomatica di Roma.

Abigail Costa é jornalista e escreve no Blog do Mílton Jung sobre seus desejos e sentimentos.

Casagrande bate um bolão no rock, na Globo

Casagrande

Bom da bola, Walter Casagrande mostra seu talento, também, quando o assunto é música. Sabe tanto que foi o personagem escolhido para abrir a série Sábados de Rock, que estréia amanhã, no Jornal Hoje. O assunto do ex-jogador é a influência do blues, a importância de Chuck Berry e das bandas brasileiras no rock and roll.

Serão sete reportagens apresentadas por personalidades diferentes com a historia de um período ou estilo do rock, uma adaptação da produção Seven Ages of Rock, da BBC.

Curiosidade: o toque de celular do Casagrande é música do Sex Pistol. O cara manja.

A morte de Michael Jackson

Por Janaina Barros
Noite Paulistana

Autógrafo de Michael Jackson

De repente. De repente uma manchete estampava as páginas dos principais veículos de comunicação do mundo todo na noite desta quinta-feira: “Michael Jackson está morto”. As informações desencontradas de uma parada cardíaca e da internação de Michael Jackson em um hospital de Los Angeles entravam em nossas casas pelos programas de TV sem nos permitir um raciocínio lógico, nos paralisando e adiantando uma despedida que já estava marcada para o mês de julho com uma série de 50 shows em Londres. Eu, assim como muitos, fiquei sem reação diante do noticiário tentando digerir a informação inesperada. Nós sabíamos e era evidente a fragilidade estampada no rosto de Michael Jackson, mas a ideia da sua morte precoce não passava nem perto dos meus mais loucos devaneios. Ouvi vários depoimentos hoje e tenho mesmo a sensação de que não vimos tudo que o ídolo tinha para nos mostrar. Parecia claro que teríamos notícias de Michael com 70, 80, 100 anos. Coincidência ou não, já faz alguns dias que um cd ocupa a mesinha de centro da minha sala. “Motown 50 – yesterday, today, forever”, o cd que comemora os 50 anos da gravadora que lançou Michael Jackson e os irmãos dele, o grupo Jackson Five. A gravadora criou um estilo. O som da Motown era feito por artistas negros e representantes da soul music. Entre os astros destacam-se Diana Ross, The Supremes, Marvin Gaye e Stevie Wonder. Todos presentes neste álbum. Eu estava curtindo o disco triplo com os 50 maiores sucessos de todos os tempos da gravadora escolhidos pelo público. A notícia da morte de Michael Jackson antecipou minha conversa com vocês sobre esta obra-prima.

As primeiras músicas do cd1 são emblemáticas e nos proporcionam uma viagem pelas preciosidades da carreira do rei do pop, na época em que ele era um garotinho e roubava a cena do grupo formado por seus irmãos. Um pedacinho de gente que já demonstrava uma energia contagiante que revelaria ao mundo os passos iniciais de um futuro gênio. Polêmico, extravagante, excêntrico, por vezes esquisito e até bizarro. O ídolo marcou época. Chamava atenção a graça, o timbre cristalino do garotinho que ainda ensaiava seus primeiros passos de dança. “I Want You Back”, “I’ll Be There”, “Ben”, “ABC” representam o começo de um legado que influenciaria músicos de todo o mundo. Uma pequena parte do trabalho de Michael Jackson, a construção de sua majestade, da trajetória que lhe renderia o título de rei do pop, de uma das personalidades mais importantes do século XX, de ícone da cultura pop, do maior ídolo de todos os tempos. Há certas pessoas que parecem eternas aos nossos olhos e, por isso mesmo, é difícil acreditar que a cortina se fecha e é chegada a hora do aplauso final. Conversaremos mais sobre a carreira do genial Michael Jackson. Por enquanto, fica a nossa lembrança e homenagem ao astro inovador, ao criador revolucionário, ao exemplo de um artista completo.