Assista ao slideshow com imagens do Natal de São Paulo produzidas pelo ouvinte-internauta Luis F. Gallo
Assista ao slideshow com imagens do Natal de São Paulo produzidas pelo ouvinte-internauta Luis F. Gallo
Por Adamo Bazani
Empresa que administra e opera o corredor das zonas sul e leste da capital, cruzando o ABC Paulista, coloca na rua três ônibus com enfeites natalinos e motoristas vestidos de Papai Noel.
“Para mim, toda a criança é uma bênção, quando elas sorriem, é a expressão maior desta dádiva de Deus”. É com esse espírito, demonstrado pelo motorista Isaías Martins Barbosa, 47 anos, que trabalham os condutores da empresa Metra – Sistema Metropolitano de Transporte Ltda, que todos os anos se vestem de Papai Noel para dirigir os ônibus enfeitados pela companhia.
Há seis anos, a Metra decora ônibus para o Natal. Mas neste 2009, a comemoração foi especial. De um veículo passaram para três: dois Caio Millennium II adesivados e um Urbanus Pluss, com luzes, que deixam mais natalina e alegre a rotina dos passageiros do corredor que liga São Mateus (na zona Leste de São Paulo) a Jabaquara (na zona Sul) pelas cidades de Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, com extensão para Mauá (no ABC Paulista) e a região da Berrini (zona Sul da Capital).
Além de Isaías, há mais cinco Papais Noéis e uma Mamãe Noel, a motorista Kátia Paula Almeida Viera, que fazem uma festa com a criançada distribuindo balas e sorrisos.
“Mas não é só criança que se anima não. Tem adulto que fica maravilhado. Parece que o espírito de Natal faz a criança que existe nos passageiros nascer de novo. Tem marmanjão que pede balinha pra mim. E eu dou, pra sorrir, nesta época vale tudo” – conta Isaías.
Trabalhando no setor de transportes desde 1977, quando começou como cobrador da Viação Safira, de São Caetano do Sul, o motorista Noel Isaías tem larga experiência no ramo. Foi motorista das empresas Alpina, Humaitá, Campestre, Santa Paula e São Bento Turismo. Dos muitos fatos que marcaram a carreira dele, nenhum se compara a dirigir como Papai Noel.
A Metra faz um recrutamento interno para os motoristas interessados em participar da festa de Natal. A procura é grande. E há dois anos, Isaías participa.
“A experiência é diferente de tudo. Parece simples, se vestir de Papai Noel e dirigir um ônibus enfeitado. Mas na prática, é fascinante. Adoro crianças e quando elas brincam e sorriem quando recebem uma bala, é como se eu ganhasse na loteria. Os passageiros também veem o motorista de maneira diferente, eles reagem com felicidade, olham com alegria. Coisa que se o motorista tiver com o uniforme normal de trabalho, não acontece.”
Isaías diz que dirigir vestido de Papai Noel lhe permitiu ver o passageiro de outra maneira e lembra a primeira vez em que pode brincar com as crianças mesmo em um trabalho no qual é exigido rapidez nas ações, dedicação e atenção total, pois envolve a segurança de milhares de pessoas todos os dias. Garante que o espírito natalino é capaz de espantar qualquer mal, mesmo em um ônibus lotado de passageiros apressados e estressados.
Por Maria Lucia Solla
Ouça “De Feliz Natal” na voz da autora e sonoriado por ela, também
Olá,
Natal é conceito; portanto contraditório, arbitrário, plural. Tem fase que aceito, tem fase que não. Nunca sei como a Festa e eu vamos nos relacionar, até o momento em que a rolha do champanhe se liberta do gargalo da garrafa, ou que sozinha em casa sinto sono e vou dormir. Meu humor não depende do formato da Festa; é o contrário. Coração em Festa dá de mil em champanhe francês.
E é na carona desse pensamento que desejo, do fundo do coração, que este Natal, do formato que tiver o conceito para você, seja reconhecido como mais uma oportunidade de reavaliação da rota da tua vida. Que seja reconhecido como marco; não um marco chato, dogmático, nova era de araque; não um marco de surto consumista e de presente cada vez mais caro, no sentido de custar muito e não de ser realmente caro.
Que seja um marco de reconhecimento; de reencontro de você com você. Um momento de se olhar, antes de olhar no espelho para se arrumar para a Festa, vendo além dos cabelos de menos e das rugas de mais. De um olhar que desvenda mistérios que, prisioneiros dos teus sonhos, estão loucos para se revelarem e serem vividos.
Um olhar que permita que você se veja de verdade. Que reconheça a luz divina que emana de você. Que te faça reconhecer a tua responsabilidade em cada respirar da Vida. Que te faça olhar em volta e reconhecer as marcas e pegadas impressas na Vida, por você.
Desejo a você e desejo a mim.
Desejo aos meus leitores, aos amigos e amores do passado, do presente e do futuro, aos filhos e netos, de ontem, de hoje, de amanhã. Aos que me antecederam na árvore brotada das raízes das famílias que me trouxeram até aqui para que eu também exercesse a oportunidade de manifestar a Vida Divina através da minha pequena centelha de vida humana.
Junto com os meus desejos, quero explicitar a minha gratidão a todos os seres que cruzaram, cruzam e cruzarão os meus caminhos. É o brilho de cada olhar cruzando o meu que me faz perceber a Vida.
Feliz Natal.
Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Todos os domingos cruza na nossa vida através dos textos publicados no Blog do Mílton Jung
Sérgio Bragatte
Ouvinte-internauta
Ouça o texto “O tempo e o Natal” sonorizado por Cláudio Antonio
Outro dia cheguei a seguinte conclusão: sou um velho. Sou um velho carcomido pelo tempo.
Esta conclusão se deveu em razão de que ainda gosto, e preservo o sentimento de gostar, daquilo que está em desuso hoje: escrever sobre o NATAL.
Distante das agruras de adulto, lembro-me criança, quando ansiava acontecimentos mágicos de modo a mudar a dura realidade de menino da periferia sem escola, sem quadras de futebol, sem água encanada, sem luz, sem asfalto, etc, só a violência era abundante.
Lembro das brincadeiras, onde encarnávamos os super heróis, ora éramos o super-homem, ora éramos o homem-aranha, o homem de ferro, zorro, cisco-kid e assim por diante, sempre sonhávamos o que faríamos com super poderes.
Lembro-me dos amigos crianças, das travessuras, dos maus feitos, das peças pregadas nos mais velhos, dos trabalhos esporádicos, para se conseguir uns trocados, das brigas.
No entanto, sempre foi o NATAL que afugentava os medos da infância pobre e permitiam sonhar e superar aqueles problemas, que imaginávamos serem insuperáveis.
Conta-nos a Bíblia que, tempos atrás, sobre uma cidade do oriente, chamada Belém, reluziu uma estrela quando nasceu um menino chamado Jesus. Vindos da Babilônia, três reis magos, três amigos, a seguiram até chegar a um curral, onde, em uma manjedoura presentearam um menino.
Foi o reencontro da criança com a amizade.
Nessa simbologia, concluímos que é a amizade que nos conduz àquela criança.
Sem dúvida, o Natal impregna a alma de estranha de nostalgia.
Paralelamente ao nefasto consumismo, é o caráter religioso da festa me deixa com saudades de Deus, com saudades de quando estávamos mais perto Dele: quando, exatamente, éramos crianças.
Daí o sentimento de querer acordar na manhã de 25 de dezembro e encontrar, nos sapatos, um símbolo de afeto, o afago à criança que dorme dentro de mim.
“Ora (direis) ouvir estrelas!”, canta o poeta.
São Paulo ao final do século é uma metrópole sem comparação. Temos situações antagônicas sem respostas. Temos o maior centro médico da América latina, ao mesmo tempo em que falta esgoto na periferia.
Temos toda oferta de todo tipo de tecnologia, ao mesmo tempo em que centenas de molhares de pessoas vivem na rua ou moram em favelas.
Produzimos tecnologia de engendrar vida em provetas e possuir olhos eletrônicos que penetram a intimidade da matéria e do universo, sem, no entanto erradicar a fome, a desigualdade e a injustiça.
Nossa cidade nos oferece tudo, exceto o que mais carecemos: um sentido para a vida.
Em São Paulo estamos perdidos numa vida adulta. Por vezes nossos sonhos desaparecem.
Lembro que quando pequeno ficava horas parado diante de uma árvore de natal, que se repetia ano após ano, vendo um luminoso colorido que piscava incessantemente.
Ainda hoje ao ver o piscar de luzes sinto-me remetido àquela infância dos super heróis; como se afagasse a criança dentro de mim, como me conduzisse por um leito seguro até o encontro do salvador.
“E agora, José?”
Agora, cabe a nós mudar o Natal e nós próprios. Procurar a estrela em nossas inquietações mais profundas. Descobrir a presença de ambos os Meninos em nosso coração.
E, como nos conta a Bíblia, ousar renascer em gestos de carinho e justiça, solidariedade e alegria.
Fazer-se presente lá onde reina a ausência: de afeto, de saúde, de liberdade, de direitos.
Dobrar os joelhos junto da manjedoura que abriga tantos excluídos, imagens vivas do Menino de Belém.
Viver o NATAL, não este o do consumo desenfreado, mas aquele das luzes piscando, que marcou o “tempo” de nossa infância, quando tudo podíamos e nada podia contra a gente, afinal éramos os super-heróis.
Que sejamos todos felizes e tenhamos um bom NATAL.
O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, às 10 e meia da manhã, no CBN SP. Envie seu texto ou arquivo de áudio para contesuahistoria@cbn.com.br
Apresentado como o maior Papai Noel inflável do Brasil, esta figura se destaca na praça Ciro Pontes, na Mooca, com seus 30 metros de altura. Não é difícil de encontrá-lo por ali dado o exagero do tamanho, mas para ficar mais simples ainda, a praça está na esquina da rua dos Trilhos e avenida Paes de Barros, duas conhecidas vias da região. A foto e as informações são uma colaboração do vice-diretor Superintendente da Associação Comercial de São Paulo – distrital Mooca -, Júlio César Olivieri.
Por Adamo Bazani
Depois de cinco anos trabalhando como Papai Noel ‘independente’, motorista Fumassa ganha apoio da empresa de ônibus e distribui brinquedo para crianças a bordo de um Comil Svelto com decoração de Natal.
Havia um brilho especial nos olhos do motorista Edílson de Oliveira Santos, de 41 anos, quando olhava para o ônibus com enfeites natalinos e luzes de várias cores. Foi com este olhar que se iniciou a entrevista com Fumassa (com dois Ss, como faz questão de enfatizar), que está há 22 anos no transporte coletivo, tendo começado na Viação Padroeira do Brasil, de Santo André. Como motorista, tem oito anos, seis dos quais dedicados a transportar alegria aos passageiros e comunidades atendidas pelas linhas onde trabalha, durante o Natal.
Fumassa conta que, sem muito apoio da Viação Padroeira, na época, colocava um gorrinho de Papai Noel e distribuia balas a crianças, e também adultos entusiastas, ao longo do caminho. “Dar uma bala a uma criança é como dar uma medalha para ela”. Com o tempo, ficou mais difícil manter o trabalho solitário. Um ex-gerente da empresa até o havia proibido de realizá-lo, o que quase levou o motorista a depressão.
Acabou recompensado.
A Viação Vaz, que ganhou que forma o Consórcio União Santo André e começou a operar linhas que eram servidas pela Viação Padroeira, comprou a ideia e enfeitou um ônibus com luzes e imagens natalinas, além de fornecer quilos e quilos de balas, colocar músicas de Natal dentro do ônibus e deixá-lo dirigir vestido de Papai Noel. “Eu me sinto realizado com isso, foi o melhor presente que Deus pode me dar. Acho o Natal uma data especial, pra mim, o passageiro é um amigo, adoro crianças e ter a oportunidade de levar a alegria do Natal durante meu trabalho não tem preço”.
O amor pelo Natal e por distribuir alegria e balas para crianças é tão grande que Fumassa trabalha neste mês mais horas que sua escala, enquanto está vestido com as roupas do bom velhinho. Seu horário normal é das 4 da manhã à uma e 40 da tarde, mas nesta época, por livre e espontânea vontade, trabalha das cinco e meia da manhã às nove da noite.
“Não é só criança que gosta do ônibus enfeitado de Natal ou de um motorista com gorrinho de Papai Noel. Vejo em muitos adultos nascer de novo a pureza da infância. Uma cena que me marca muito foi a gratidão de uma mãe, que tinha passado um ano de dificuldades, mas quando me viu disse que eu a tinha feito esquecer estas dificuldades. E é esse o meu objetivo e o que sempre digo: Não importa como foi o ano inteiro, viva o Natal, porque é nele que nos preparamos para o próximo ano”. – emociona-se Fumassa.
O motorista tem uma facilidade para fazer amizades com passageiros, que lhe rendeam histórias inesquecíveis, como o aniversário de Marcelo, um jovem atendido pelo Projeto Crer, deficiente mental. De tanto levá-lo para o Projeto, na linha em que trabalha, Fumassa fez amizade com a família. O aniversário do jovem sempre foi algo muito valorizado por ele mesmo. Tanto é que três meses antes de seu aniversário, Marcelo já anunciava para todo mundo. No ano passado, com o apoio da empresa, organizou uma festa de aniversário dentro do ônibus, com direito a bolo, bexiga, “parabéns a você” e refrigerante.
“Também já teve caso de eu saber que algumas passageiras estavam grávidas antes mesmo do marido. Mas eu não era o pai hein … Sentou no banquinho da frente, virou confessionário. Pelo menos um bom dia, o passageiro tem de me dar”.
Mais festa pela frente
O sócio diretor da Viação Vaz, Thiago Vaz, 23 anos, diz que Fumassa desde março já falava na possibilidade de comemorar o Natal com os passageiros, mas neste ano, a empresa quis dar um presente diferente para ele, enfeitando o ônibus. “Percorri a linha com o Fumassa e realmente é emocionante. De tão bem recebida a ideia pela comunidade, tiramos o carro da escala. Ele vai rodar em dias alternados em todas as linhas da empresa e tem permissão de parar fora do ponto para atender as crianças que acenam. É fantástica também a receptividade dos adultos”.
O projeto também é uma forma de aproximar a empresa com a comunidade, principalmente nos bairro mais carentes e violentos atendidos pela Viação Vaz. No incício, houve dificuldades para a instalação elétrica. “Mas o Adeildo, eletricista da empresa, foi um mestre. Tivemos de comprar transformadores elétricos, a exigência do desempenho da bateria do ônibus é maior, mas vale a pena.” A intenção agora é enfeitar o veículo também na Páscoa, Dias da Mães, dos Namorados e para a Copa do Mundo.
“Pensei em enfeitar seis ônibus: um para cada título mundial que temos e outro já comemorando o Hexa. A novidade é que vamos ‘adesivar’ os ônibus, com imagens referentes as datas. Estraga a pintura, é verdade, na hora de tirar os adesivos, mas vale a pena, com o retorno da imagem da empresa junto a comunidade”, conta o sócio-diretor da Viação.
Thiago também conta que nas poucas viagens que fez ao lado de Fumassa, já foi possível colecionar fatos interessantes, como a mãe que vai comprar um presente para a filha para o motorista entregá-lo, a alegria dos passageiros idosos, que também querem bala e até um fato que considera engraçado. “Uma vez entrou um passageiro e disse: ‘Coitado desse motorista, olha o que a empresa faz com ele, obrigando-o a trabalhar com essas roupas quentes.’ Mal sabia ele que esse é o sonho do motorista.”
O ônibus, um Comil Svelto com porta do meio para pessoa com deficiência, Mercedes Benz OF 1418, tem enfeites dento e fora. Com luzes agradáveis, sem serem fortes demais, mas que chamam a atenção. No interior, serpentinas, um Papai Noel, bolinhas e uma árvore de Natal. A noite, o veículo fica mais bonito de se ver e pode ser conferido trafegando pelas principais ruas de Santo André, já que todas as linhas da Viação Vaz passam pelo centro da cidade.
Mais bonito que o veículo, no entanto, é o entusiasmo de Fumassa. Ele é de uma família simples, que passou por várias dificuldades. Aos 16 anos de idade, o pai morreu, ainda novo. Fumassa tinha de ajudar a mãe para manter a casa. E o Natal sempre teve um significado especial. “Era simples, mas nos reuníamos à mesa e festejávamos a alegria da vida, a alegria até mesmo de passar por dificuldades e vencer. Hoje me sinto realizado, alcancei um objetivo de vida. Agradeço a empresa por incentivar a ideia e, principalmente, pelo sorriso das crianças, que são meu combustível” – emociona-se mais uma vez o motorista
Adamo Bazani, é repórter da CBN, busólogo e que acredita em Papai Noel como Fumassa.
Veja mais fotos do Bus Natal no álbum do CBNSP no Flickr
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Erenice Bruno Pereira
Ouvinte-internauta
Ouça o texto “Os Amigos do Natal” sonorizado por Cláudio Antônio
Em dezembro de 1996, alguns amigos que se encontravam todos os dias num pequeno bar da região, na época conhecido por Bar do Albino, decidiram se divertir de maneira diferente. Compraram brinquedos e avisaram os vizinhos do Jardim São Bernardo, ali na zona sul, que levassem seus filhos na hora do almoço, do dia 23, para o bar. O Papai Noel estaria por lá distribuindo presentes.
Hora e data marcadas, a criançada se aproximou levada pelas mãos dos pais. O Valmir vestido de Papai Noel apareceu em cima da perua. Os meninos e meninas se aglomeraram em volta dele. Os amigos não imaginavam quanto emocionante seria aquele momento, que surgiu como se fosse apenas uma brincadeira.
Da lágrima de todos, nasceu os Amigos do Natal.
Nos primeiros anos, eles tiravam dinheiro do próprio bolso, e pediam mais um pouco aos comerciantes da vizinhança. Seguiam para a 25 de Março e saiam de lá cheios de brinquedos. Com mais crianças participando, mais presentes sendo distribuídos, tiveram de arrumar um espaço mais amplo. A saída foi transferir a festa para o Bar do Dogi, onde ocorre até os dias de hoje.
A cada ano, a frequência era maior. Havia cada vez mais Amigos do Natal. Alguns tiveram de ir embora, outros chegaram. A organização melhorou. E o dinheiro, encurtou. Não era mais suficiente para atender todas as crianças. Tiveram de mudar a forma de arrecadação. Realizaram vários eventos beneficentes, rifas, bingo, baile, churrasco com pagode. Tudo isso na mesma sede do bar que, nesta altura do campeonato, já era o Bar do Valmir – aquele lá da fantasia de Papai Noel.
Além das crianças que participam da festa no Bar do Valmir, os Amigos do Natal doam presentes a entidades de assistência. Primeiro a creche do Jardim São Bernardo e agora ao Refúgio de Cegonha, no bairro de Vargem Grande.
Em 2008, foram distribuídos 3 mil brinquedos e parece que o número de crianças não vai parar por aí. Hoje, são 17 os Amigos do Natal e um mundo de colaboradores que ajudam na organização dos eventos e na distribuição dos presentes.
Uma semana antes do Natal, as crianças do bairro já sabem, os carros com os Papais Nóeis – sim, agora não é apenas o Valmir que se veste nem dá para transportar tudo em uma só perua – percorrem as ruas chamando a garotada para a entrega dos brinquedos. São todos muito simples, mas doados com muito amor.
Se você quiser se transformar em mais um personagem desta história, nos ajude com mais brinquedos. As crianças agradecem. E o Papai Noel, também.
Se quiser ajudar os Amigos do Natal basta ligar para (011) 5973-5639
O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar sábado, às 10 e meia da manhã, no CBN São Paulo, Você participa enviando seu texto ou arquivo de áudio para contesuahistoria@cbn.com.br