Mundo Corporativo: Breno Paquelet ensina estratégias para negociar melhorias nas condições de trabalho

 

“Para avaliar o seu possível aumento é preciso analisar três aspectos principais: primeiro, merecimento; segundo, viabilidade; e, terceiro, e aí sim, convencimento dos tomadores de decisão” Breno Paquelet, consultor de negociação.

Sabe aquele reajuste de salário que você tem certeza que merece, mas morre de medo de pedir ao seu chefe? É possível abordá-lo para tratar do assunto sem causar constrangimento. E, claro, esteja preparado para ouvir um não. Breno Paquelet, consultor de negociação, falou do tema em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo. Ele alertou para o fato de que mesmo em um caso de negativa de aumento, o profissional pode tirar alguma vantagem dessa conversa:

“Uma derrota ou um fim em si mesmo, ali na negociação, é quando um não é seco e você não consegue extrair nada dele. Se um não vem com o seu entendimento de um compromisso que você precisa assumir, resultados que você deveria demonstrar, você aprende muito mais e pode voltar para uma segunda conversa uma segunda rodada com um entendimento muito melhor que você precisa fazer para você viabilizar o seu aumento”.

Paquelet é autor do livro “Pare de ganhar mal —- manual de negociação para aumentar seu salário e sua qualidade de vida” (Editora Sextante). Ele ressalta que a negociação precisa levar em consideração não apenas um reajuste salarial, porque esse nem sempre é possível, mas a possibilidade de se obter algum outro benefício ou vantagem que impacte na melhoria das condições de trabalho, na infraestrutura oferecida pela empresa ou na qualidade de vida.

 

Uma das sugestões do consultor é que antes de iniciar o processo de negociação, o profissional analise sua performance, identifique suas fortalezas e fragilidades:

“Quanto mais honesta for a sua auto-análise, mais chances de a sua estratégia ser bem sucedida, se você negar os seus problemas, negar a realidade você terá uma visão totalmente distorcida do que pode obter e com certeza vai ser uma estratégia furada”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, às 11 horas da manhã, pelo Twitter (@CBNoficial) e na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo: Guilherme Dogo, Gabriela Varela, Rafael Furugen, Clara Marques e Débora Gonçalves.

O MERCOSUL é oportunidade

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Arte reproduzida do site Fecomercio SP
(Arte: TUTU)

 

Há uma semana, na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, houve evento da FECOMERCIO Internacional sobre o “Comércio intra-Mercosul”.  Correspondendo a 16% do volume total de nossas transações comerciais, e apresentando saldo positivo nas trocas, é inegável a importância do MERCOSUL para o Brasil. Sinalizando inclusive uma posição natural de liderança no grupo onde representa 80% do PIB.

 

O simpósio, dirigido por Rubens Medrano, presidente do Conselho de Relações Internacionais do MERCOSUL, em sintonia com o momento que antecede nova gestão política nacional, apropriadamente, levantou sugestões para intensificar as operações e acentuar os aspectos econômicos. Destacando as perspectivas e oportunidades.

 

Sebastian Bogado, Adido Comercial do Paraguai e Representante do Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai, palestrante no evento e nosso entrevistado, lembrou apropriadamente a “Ley de Maquila”, como exemplo de sucesso neste contexto de relações comerciais — cuja origem, datada dos anos 1960, através da ALALC Associação Latino Americana de Livre Comércio e, posteriormente, da ALADI Associação Latino Americana de Integração, na década de 80, com o objetivo de beneficiar os membros menos favorecidos do grupo (Paraguai, Uruguai e Bolívia), deu a prerrogativa a estes países de importarem insumos globais e exportarem após beneficiamento interno para os demais, sem taxas.

 

A ideia era desenvolver a economia desses pequenos países para que pudessem inclusive serem transformados em melhores mercados consumidores. Não funcionou. O Brasil, por exemplo, não cumpria com o prometido, e os produtos exportados não entravam. As negativas eram verbais para não deixar rastro que poderia possibilitar protestos internacionais.

 

Enfim, 30 anos depois, o presidente paraguaio Juan Carlos Wasmosy assinou a “Ley de Maquila”, que se viabilizou. Essa lei permite que empresas industriais e de serviços se instalem para produzir parcial ou totalmente produtos com vantagens operacionais, burocráticas e fiscais. A lei dá isenção fiscal à importação de bens de capital, tarifas reduzidas para importação de matérias primas, elimina o imposto de renda e estabelece taxação de 1% ao faturamento. Acrescente-se a isso um custo de mão de obra 30% menor com uma legislação trabalhista mais flexível e uma inflação controlada em 4,5%. O PIB cresce anualmente 4% em média e é o melhor desempenho do grupo.

 

A ameaça da Maquila apontada por alguns é precipitada — pelo tamanho do país e principalmente pelo efeito do desenvolvimento gerado aumentar o mercado de consumo.

 

A expectativa de Sebastian Bogado é das mais otimistas, pois mesmo na comparação com a China como mercado produtor, a proximidade, a língua, a qualificação da mão de obra e a permissão para constituir empresas totalmente brasileiras, leva ao território paraguaio vantagens competitivas relevantes. E os dois governos estarão sintonizados à direita.

 

Leia, também, “Um negócio da China no Paraguai”

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

 

*MERCOSUL

 

Países membros: Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai, (Venezuela) Países associados: Chile, Bolívia, Peru
Países observadores: Nova Zelândia, México

Mundo Corporativo: empresas e funcionários devem investir em negociação cooperativa, diz juiz do trabalho

 

 

As empresas e os funcionários poderiam se beneficiar muito se em lugar de partirem para discussões na Justiça, muitas vezes em uma situação de confronto, investissem na negociação. De acordo com o juiz do trabalho Rogério Neiva as empresas brasileiras têm hoje depositados e parados em contas judiciais cerca de R$ 71 bilhões, dinheiro que poderia estar rendendo mais em outras aplicações ou sendo investindo em projetos e serviços. Um desperdício, segundo ele, que seria evitado se houvesse mais empenho na negociação de conflitos.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Neiva diz como as empresas e funcionários podem se organizar para chegarem a acordos que atendam o interesse das duas partes — o que chama de “negociação cooperativa”. Também sugere que os profissionais aproveitem a oportunidade que existe no mercado de se transformarem em negociadores.

 

Neiva, que é autor do livro ‘Técnicas e Estratégias de Negociação Trabalhista (LTr), diz que saber ouvir é uma das características mais importantes para quem pretende se aprofundar na função de negociador:

 

“A primeira característica de um bom negociador é saber ouvir; e saber ouvir exige uma técnica de negociação que nós chamamos de escuta ativa: a pessoa tem de saber ouvir e sinalizar que está ouvindo. E quando o faz, ela está oferecendo ao seu interlocutor algo que é muito valioso que é a atenção; e com isso ele pode contribuir com o diálogo e ao mesmo tempo obter informações relevantes para a condução do processo de negociação”.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site ou na página da CBN no Facebook. O programa vai ao aos sábados no Jornal da CBN ou domingo, às 11 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: prepare-se para ter melhores resultados em uma negociação

 

 

“Se você entra só para disputar, só para ganha-perde, não tem como você criar valor porque o cérebro já entra naquele modo de batalha e vira uma disputa mesmo, ninguém está disposto a contribuir com nada para uma solução maior”. O alerta é do empresário Breno Paquelet que defende a ideia de se desenvolver processos que promovam a negociação colaborativa, na qual o esforço é para que as partes envolvidas possam apresentar suas propostas, ouvir as demandas do outro e juntos encontrarem pontos em comum que possam atender as expectativas. Paquelet foi entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e tem a colaboração de Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: persuasão é essencial para o sucesso das vendas, diz Laila Vanetti

 

 

“A base da persuasão está na construção da sua credibilidade e autoridade, que deve ocorrer de maneira paulatina, pouco a pouco e ao logo de toda sua vida”. Para a linguista Laila Vanetti, a persuasão é ferramenta essencial para o sucesso nas negociações com clientes e parceiros de negócio. Diz que a persuasão é que leva o outro a ação (e a compra). Vanetti recomenda que os profissionais se dediquem a desenvolver estratégias de comunicação, elaborando um discurso lógico e conectado às necessidades e características do seu interlocutor. Segundo ela, para uma comunicação de resultado é preciso que as pessoas percebam que “ali está a essência e a missão da sua vida”.

 

Laila Vanetti, especialista em argumentação, percussão e retórica, foi entrevistada pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, que vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboram com o programa Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Cinco relatos corporativos que você precisa contar aos colegas

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Do mundo corporativo tal qual na vida real podemos extrair interessantes episódios ilustrativos do comportamento humano e empresarial. A bibliografia nesse contexto é extensa, apresentada por significativos autores e obras das quais cito abaixo alguns casos:

 

1. O CLIENTE COMO META

 

A AVIS, locadora de autos, num momento de extrema dificuldade financeira, tinha excessiva reclamação do pessoal de vendas pelo sistema, que dificultava o atendimento no balcão. Decidiu, então, que os especialistas que criavam os processos fossem às lojas e executassem as vendas. No retorno deles houve acentuada melhoria no sistema e apenas uma baixa. Um dos técnicos, ao entrar o primeiro cliente, se escondeu debaixo do balcão.

 

2. O POSITIVO EXTRAIDO DO NEGATIVO

 

A mesma AVIS estava sempre sem filas, menos pelo novo sistema e muito mais pela concorrência da HERTZ, líder de mercado. A AVIS começou então a mostrar as filas na HERTZ e convidar os clientes a evitar a demora indo para as lojas AVIS. Deu certo.

 

3. A MAXIMIZAÇÃO É MAU NEGÓCIO

 

Em reunião da diretoria de uma grande corporação química, o Gerente de Crédito expôs com orgulho o resultado alcançado de 0% de inadimplência, número jamais atingido durante longos anos anteriores. Ao que o CEO retrucou: talvez por nunca ter alcançado essa marca a empresa tenha durado tanto, pois com crédito restrito ela certamente estaria perdendo clientes e posição no mercado.

 

4. A DURAÇÃO DA REUNIÃO É INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO CONHECIMENTO

 

O Prof. Parkinson idealizou uma reunião de aprovação de orçamento em que se discutiam investimentos desde reator atômico e galpão industrial até chá e café para reuniões festivas. Como apenas um presente tinha condições técnicas para o maior investimento e todos tinham para chá e café, os tempos gastos foram proporcionais ao conhecimento disponível na reunião. Poucos minutos para milhões de dólares e muitos para poucos dólares.

 

5. A SUPREMACIA DA PUBLICIDADE*

 

O Dr. Robert Cade, da Universidade da Flórida, na década de 1960, desenvolveu uma bebida para esportistas: o Gatorade. O “Florida Gators” testou-a e ficou conhecida como a equipe vencedora do segundo tempo por causa de sua resistência. Quando ganharam o Orange Bowl, o técnico perdedor disse: ”não tínhamos bebido Gatorade; isto fez diferença”. A “Sports Illustred” publicou. E o momento mágico se prolongou. O Gatorade passou a ser a bebida oficial da National Football League, da National Basketball Association, da Professional Golf Association, da NASCAR, etc., cujo porta voz durante anos foi Michael Jordan.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

PS: * Publicidade é a comunicação não paga, também chamada de RP Relações Públicas. A Propaganda é a comunicação paga.

Mundo Corporativo: Simone Simon diz como tornar mais fácil uma negociação

 

 

 

Uma boa negociação depende de confiança, respeito e ética, e para torná-la mais fácil é preciso planejamento. Tem de saber analisar quais são os seus interesses e, em seguida, entender quais são os interesses do outro, identificar os pontos de conflito e onde você pode ceder. Essas são algumas das sugestões de Simone Simon, especialista em negociação, entrevistada pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Simon é palestrante e autora do livro “Faça ser fácil – negocie e obtenha resultados extraordinários na vida, na carreira e nos negócios” (Editora Gente).

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site da CBN e na página no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados no Jornal da CBN. Colaboram com o Mundo Corporativo Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.