Um nome para a marca

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Já escolheu o nome da sua marca?

 

A recente publicação do Top of Mind 2017 trouxe oportunamente o tema das marcas para a grande mídia. Destaca-se a teoria e prática dos nomes para as marcas, na busca das melhores maneiras de encontrar a fórmula do sucesso. E a marca é um dos componentes para que os produtos ou serviços ofertados ao mercado tenham resultado favorável.

 

A marca OMO, Top of Top de todos os Top of Mind, é um bom exemplo.

 

Omo é uma abreviação de Old Mother Owl (Velha Mãe Coruja) assimilando sua sabedoria e colocando os seus olhos em cada uma das letras “O”. É um nome curto, sonoro e agradável.

 

O Planejamento Estratégico que irá definir os parâmetros de um novo negócio terá que estudar o nome a ser dado ao produto e/ou serviço planejado. E esta é a última etapa do processo, pois a marca a ser escolhida terá que se relacionar com os fatores técnicos e emocionais envolvidos.

 

Na Folha de domingo, Jaime Troiano e a filha de Al Ries, Laura Ries, expõem pertinentes aspectos da formação de critérios para o batismo de uma marca.

 

Troiano relata que a marca a ser escolhida deve obedecer aos seguintes pontos:

Escolher a Mensagem certa
Ouvir outras opiniões
Escolha atemporal
Busca do inusitado
Alcance global
Sem genéricos
Pronúncia simples
Boa sonoridade
Licença poética
Correção de rota

 

Laura Ries sugere que os nomes de marca devam:

 

Combinar palavras existentes
Mostrar a categoria a que pertencem
Ser atraente
Fácil de lembrar
Eliminar neologismos
Nome próprio bonito
Mudança recomendável até o segundo ano de existência

 

Neste contexto, cabe ressaltar que esses postulados, embora básicos, não devem ser tomados como definitivos. Donde elencamos as seguintes considerações:

 

Questionar os padrões.
Considerar a especificidade do negócio: na moda e na arte o nome próprio é o mais usado e o recomendado.
O nome próprio não necessariamente precisa ser adaptado: exemplo é Alexandre Herchcovitch.
O nome pode ser feio e significar coisa feia e ter sucesso: PAKALOLO, maconha.

 

Podemos, portanto, inferir que o nome ideal é aquele em que se identifica a categoria e o benefício a ser ofertado.

 

Nesta mesma edição da FOLHA, o jornalista Fernando de Barros cita “Já tá chegando”, “Multicoisas”, “Mania de churrasco”. Aos quais acrescentaria: “Zero Cal”, “Seda Xampu” e “Maria Bonita”.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

De pessoa e palavra

 

Por Maria Lucia Solla

 

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Pensando na palavra, seus significados, cor, textura, sonoridade, gingado, malemolência, me dou conta de que nós somos palavras.

 

começamos com um sim
terminamos com um não
você olha pra mim
acelera meu coração…

 

Começamos sendo um nome, um xis peso e tal medida, e terminamos pesados e medidos na nossa despedida.

 

Hoje entendo melhor uma das frases preferidas do meu pai. Dizia que ‘nosso nome é nosso único bem’. Achava exagero seu, mas ele já sabia do que somos feitos, quando eu nem sabia falar.

 

me revelo
você se revela
nos unimos
separamos
sempre apoiados nela

 

Ando triste de tanto ver nossa Língua Portuguesa abusada por quem deveria ensinar o que não fala, a falar, e o que não escreve, a escrever.

 

Por falar nisso, você sabe como surgiu o termo você?
Vem de Vossa Mercê, que fatiado virou voismicê; daí para o apelido foi um escorregão, e virou ocê, até voltar a você. Só que que gora virou cê – Ce vai? ‘Vô! – c vai – vo.

 

E assim vai a vida.

 

(Inspirado no meu trabalho de hoje, com um delicioso grupo de Costa Rica. Um beijo para eles)

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Escreve no Blog do Mílton Jung