Avalanche Tricolor: humildade, resiliência e um gol de craque

 

Grêmio 1×0 Passo Fundo
Gaúcho – Arena Grêmio

 

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Ramiro comemora gol, em foto de Lucas Uebel/GrêmioFBPA

 

 

Ramiro chegou dentro de um pacote de compras que o Grêmio fez em viagem a Serra Gaúcha, nas férias de verão de 2012. Fazia parte de parceria entre o clube e o Juventude de Caxias do Sul. Com ele, vieram Paulinho, Alex Telles, Bressan e Follmann.

 

Dos colegas de viagem, Bressan segue ao lado dele, após ir e voltar. Está no banco e só sai de lá por acaso. Paulinho durou pouco e foi rodar pelo interior do Brasil. Alex Telles após bela temporada na lateral esquerda foi vendido para o exterior. E Follmam sobreviveu à tragédia da Chapecoense.

 

Resiliente, Ramiro foi titular, foi reserva, foi operado e foi descartado – não necessariamente nesta ordem. Jogou mais atrás como volante, quando preciso cobriu a lateral direita, passou a atuar um pouco mais à frente e agora se apresenta até para fazer gols.

 

Foi no ano passado, com a volta de Renato, que Ramiro ganhou nova chance entre os titulares. O Grêmio buscava ainda um substituto para Giuliano que havia saído no meio da temporada.

 

De repente, nas quartas de final da Copa do Brasil, contra o Palmeiras, uma bola foi lançada para a entrada da área, do lado direito, e ele de primeira, pelo alto e de forma certeira enfiou a bola no fundo do poço, marcando o gol que abriu caminho à classificação. Um lance definitivo para Ramiro.

 

Desde aquele gol, em setembro do ano passado, Ramiro superou as críticas, ganhou a admiração dos torcedores e passou a ter lugar certo no time.

 

Na vitória dessa tarde, na Arena, foi dele o gol que desmontou com a retranca do adversário. Ramiro já havia aparecido uma ou duas vezes com chance de marcar, surpreendendo os zagueiros (e alguns comentaristas). No fim do primeiro tempo, voltou a correr na diagonal em direção ao gol e, pelo alto, recebeu passe de Everton para completar de calcanhar.

 

Fosse qualquer outro jogador por aí, ouviríamos o grito de “golaço”, coisa de craque e outros salamaleques que costumam reservar para alguns. Mas foi Ramiro, guri ainda de 23 anos, que chegou do interior do Rio Grande do Sul, nasceu em Gramado, tem cara de humilde e jeito de batalhador. E parece que ele não se importa com isso.

 

Que continue assim, sendo apenas o nosso Ramiro, o Lutador!

Avalanche Tricolor: tio Ernesto visitou o vestiário do Grêmio

 

Passo Fundo 1×5 Grêmio
Gaúcho/ Vermelhão da Serra-Passo Fundo

 

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Festa gremista na foto de Lucas Uebel/Grêmio FBPA 

 

Em toda família tem gente rabugenta. Às vezes é um tio distante; em outras, um cunhado mal resolvido. A coisa complica mesmo quando o mau humorado dorme na mesma casa (o que não é o meu caso, registre-se) . Venha de onde vier, tem situações que chegam a ser cômicas de tanto que a figura reclama. Se perdeu o emprego, reclama (com razão). Se foi contratado, fala mal do chefe. Se tem feriado, vai cair a produtividade. Se tiver plantão, está muito cansado. Nada satisfaz o cara. 

 

Lembrei, ontem,de um velho tio, o Ernesto, que me fazia rir nos almoços de domingo. Foi durante a partida em Passo Fundo. Mal havia começado o jogo, fizemos um. Em seguida, dois, três, quatro, cinco… Até o gol adversário ajudamos a fazer. Wallace fez dois, enquanto Bobô, Lincoln e Pedro Rocha voltaram a fazer os seus, aproveitando muito bem as chances oferecidas.

 

Da defesa ao ataque, o time funcionou muito bem. Não apenas na movimentação, aproximação e marcação, mas também no talento individual com chutes bem colocados, sutilezas no passe e dribles desconcertantes.

 

Foi um show que estava muito acima da qualidade do palco oferecido, com todo respeito ao tradicional Vermelhão da Serra, em Passo Fundo.

 

Você deve estar querendo saber onde meu tio rabugento entra diante do espetáculo que assistimos, ontem à noite. Afinal, por que lembrei dele em momento tão exuberante do futebol gremista? Porque é nesta hora que a rabugice do tio Ernesto tinha seu valor.

 

Quando todos comemoravam bons resultados, o casamento da prima ou o nascimento da filho, tio Ernesto cerrava os olhos e tascava um “sei não … sei não!”, para em seguida  discorrer sobre as responsabilidades que aqueles atos nos remetiam: a dificuldade que é criar uma criança, o custo em se construir uma família ou seja lá qual fosse o senão por ele elencado.

 

O tio podia ser chato, mas de alguma maneira a chatice dele nos trazia de volta a realidade, controlava o oba-oba e nos levava a pensar sobre nossos atos e planejar como encarar as dificuldades que por ventura pudessem surgir na caminhada.

 

Entendeu agora?

 

Tio Ernesto, ao ver o Grêmio goleando e brilhando em Passo Fundo, diria depois do “sei não … sei não!”: é gol de mais para um jogo só, vai faltar para os próximos, já estão se achando e nem ganharam nada…

 

Pelas declarações dos jogadores e do técnico Roger, logo após a partida, o Tio Ernesto “baixou” no vestiário gremista e fez com que todos, apesar da justificada euforia, deixassem claro que estão com os pés bem postados no chão.

 

Melhor assim!

 

Avalanche Tricolor: torcendo contra o racismo

 

Grêmio 3 x 1 Passo Fundo
(São Luiz 2 x 2 Grêmio)
Campeonato Gaúcho

 

 

Escrevo antes mesmo de a partida deste domingo ter se iniciado, pois, convenhamos, se é para falar de jogo jogado, o que nos interessa, nesta maratona que encaramos, é a quinta-feira, dia 13 de março, quando teremos o New’s Old Boys como adversário, na Arena Grêmio. Independentemente dos resultados desses últimos jogos, inclusive o de sexta-feira, sobre o qual sequer dediquei uma Avalanche – apesar de todo o meu respeito aos jogadores que estiveram em campo – , temos é que repetir o desempenho que entusiasmou o torcedor, na próxima rodada da Libertadores. O Campeonato Gaúcho, por enquanto, está bem resolvido com nossa presença garantida na fase eliminatória. Antecipo-me na escrita mesmo porque o assunto ao qual quero me dedicar pouco tem a ver com a bola rolando e muito mais com que nós somos ou queremos ser.

 

Hoje cedo, na missa dominical, na paróquia da Imaculada Conceição, próxima de casa, encontrei o Pe. Jose Bertoloni, meu conterrâneo e torcedor do Grêmio. E posso lhe garantir que frequentar as missas de um padre gaúcho e gremista, aqui em São Paulo, não passa de coincidência (eu juro que é uma coincidência). Ele acabara de celebrar a cerimônia e, como sempre fazemos, trocamos algumas rápidas palavras de despedida. Ao contrário das vezes anteriores, porém, o recado do Pe Bertoloni não tinha o tom otimista que sempre emprega quando se refere ao nosso Grêmio. Ele me chamou atenção para a tristeza que sentia desde que soube, pela rádio CBN, do incidente racista que havia ocorrido em Bento Gonçalves, cidade em que nasceu e onde alguns dos seus parentes ainda moram. Imagino que você tenha ouvido falar dos insultos proferidos contra o árbitro Márcio Chagas da Silva por torcedores do Esportivo, durante partida contra o Veranópolis, no estádio Montanha dos Vinhedos, pelo Campeonato Gaúcho, quarta-feira à noite. Além de chamá-lo de macaco, alguns estúpidos sujaram com bananas o carro do árbitro que estava estacionado do lado de fora do estádio. O acontecimento se deu um dia antes de torcedores do Mogi Mirim usarem as mesmas palavras ofensivas contra Arouca, do Santos, no interior paulista.

 

É bem provável que os dois casos que mancharam a semana futebolística avancem pouco, quando muito serão publicados alguns artigos reprovando a atitude dessas pessoas, proferidas palavras de apoio às vítimas e, na melhor das hipóteses, alguma punição sem consequência será anunciada. Sem precisar muito esforço, vamos nos lembrar do que aconteceu com Tinga, do Atlético Mineiro, alvo de ofensas racistas, em partida contra o Real Garcilaso, no Peru, pela Libertadores. Faz pouco mais de um mês e até agora os torcedores e o clube não sofreram nenhuma sanção. Independentemente do que vier ocorrer, porém, é fundamental que esses casos nos ajudem a refletir sobre estes atos inaceitáveis. É preciso entender que isto não é parte apenas do futebol, pois não se leva para a arquibancada comportamento diferente daquele que cultivamos no nosso cotidiano. Acreditar que existe uma conduta no estádio e outra na rua é querer esconder um desvio grave da nossa sociedade que pode ser percebido no mercado de trabalho e na sala de aula, apenas para ficar com dois exemplos mais conhecidos.

 

Como o futebol, porém, é um componente importante na formação do caráter da sociedade brasileira, e não apenas consequência deste, se poderia usar o esporte para corrigir este comportamento, assim como Nelson Mandela fez com o rugby para reduzir diferenças profundas que persistiam na África do Sul pós-apartheid. Nos discursos oficiais, há uma tentativa de transformar a Copa do Mundo no Brasil em um grito contra o racismo, mas será preciso muito mais do que isso. Os clubes poderiam começar a educar seus torcedores sobre o papel primordial dos negros na nossa história. Lá mesmo em Bento Gonçalves, cenário de cenas racistas na quarta-feira, no início do século passado, surgia o primeiro clube genuinamente negro a excursionar pelo interior gaúcho, batizado, aliás, com o nome da cidade. Como gremista me orgulho de saber que a estrela dourada que faz parte de nossa bandeira oficial é homenagem ao lateral Everaldo, tricampeão mundial pelo Brasil, assim como o hino que cantamos foi escrito por Lupicínio Rodrigues – dois ícones negros em suas artes.

 

A tristeza do Pe. Bertoloni deve ser compartilhada por todos nós que acreditamos na igualdade e no respeito ao próximo, mas tem de ser seguida por atitudes afirmativas. É preciso estarmos convencidos da ideia de que, sim, somos brancos, somos pretos, e, no caso dos gremistas, também somos azuis.

Dos meandros da ação política

 

Por Nei Alberto Pies
professor e ativista de direitos humanos

 

Não somos anjos em voo vindos do céu,
mas pessoas comuns que amam de verdade.
Pessoas que querem um mundo mais verdadeiro,
pe“ssoas que unidas o mudarão”.
(Gente, de A. Valsiglio/Cheope/Marati).

 

Em uma recente sessão ordinária ocorrida na Câmara de Vereadores de Passo Fundo, ocorreu uma discussão inusitada sobre como fazer política entre os Nobres Edis: por consciência ou por demagogia. Este tema nos oportuniza uma importante reflexão sobre a ação política, da qual todos e todas fazemos parte.

 

Muitos de nós gostaríamos que os políticos fossem anjos. Se assim fosse, estaríamos imunizados de todas as situações e oportunidades que não promovem o bem comum e a prática da bondade. Mas os políticos, assim como cada um de nós, não são anjos e sim humanos, também não perfeitos. A política não é um espaço para a ação de anjos, mas espaço de disputa dos mais diferentes interesses que estão em jogo na sociedade. A disputa destes interesses é legítima, desde que os mesmos estejam sempre bem explicitados, para que todos saibam o que move os políticos quando se propõem a representar os interesses da população.
As contradições no exercício do poder estão sempre presentes nos movimentos que operam a política. Os políticos posicionam-se a partir das conjunturas e contextos de cada momento, das articulações e negociações que são possíveis para aprovar os projetos que estão em pauta, das forças sociais que estão mobilizadas em cada momento histórico. É natural que joguem com seus interesses pessoais, mas é inaceitável, numa democracia, que estes se sobreponham aos interesses coletivos.

 

As agremiações partidárias (partidos) expressam e materializam os projetos de sociedade que estão em disputa nas cidades de nosso país. Estes projetos traduzem-se em propostas concretas de como governar, de como construir as políticas públicas, de como distribuir a renda, de como construir oportunidades de desenvolvimento das nossas cidades e da própria nação. Os interesses pessoais e a defesa de projetos coletivos andam “sempre juntos e misturados” e traduzem-se em diferentes conseqüências. É preciso, no entanto, sempre contemporizar as posições e atitudes pessoais dos políticos com os projetos que os mesmos representam, observadas as circunstâncias e as intencionalidades em que ambas acontecem.

 

Os nossos políticos não representam a si próprios, mas representam interesses em disputa na sociedade. Talvez fosse mesmo melhor sermos governados por anjos, seres sobrenaturais imunes a qualquer interesse mundano. Como não é possível, cabe a cada um e cada uma avaliar o projeto com o qual cada um dos nossos representantes está comprometido. O compromisso com a vida humana, com a sociedade, com o bem comum e com as virtudes é o bem maior que deve ser resguardado, pelos políticos e pela gente.

Da saudade, o compromisso.

 

Por Nei Alberto Pies
Professor e ativista de direitos humanos

 

“Toda a política pública sazonal ou que venha atender interesses passageiros que não tem continuidade, principalmente às que dizem com a questão de violência, tem perdas porque o projeto em algum momento vai ter que recomeçar e certamente não começam do ponto onde estava. Assim, as situações que foram examinadas, vão regredir e esse retrocesso é o grande prejuízo”. (Luis Cristiano Aires, juiz de Direito, sobre as perdas da não continuidade do trabalho das Mulheres da Paz)

 

Como num sonho roubado, acabou o trabalho social das Mulheres da Paz que vinha sendo realizado em nossa cidade há mais de um ano. A prevenção à violência contra mulheres e jovens tornou-se órfã de um dia para outro. As possibilidades de divulgar e convencer a comunidade sobre a importância dos direitos humanos e da cidadania como o melhor antídoto para a superação de nossa tão complexa realidade de violência esgotaram-se porque preferiram que este trabalho continuasse sendo realizado apenas por voluntários, que já o fazem faz muito tempo.

 

O Projeto Mulheres da Paz, em Passo Fundo, é uma fecunda e valiosa semente lançada para colaborar com a superação da violência em Passo Fundo, particularmente da violência doméstica praticada contra as próprias mulheres. Como demonstra o encarte produzido pela jornalista Camila Almeida e publicado no Jornal Zero Hora do dia 28 de abril de 2013, quem sofre as consequências da violência doméstica são também nossas crianças, adolescentes e jovens. A referida jornalista soube de maneira especial abordar o caso da Sílvia, Mulher da Paz. Quem acompanhou os desdobramentos desta triste história, irá transformar saudades em compromissos com a Silvia e com tantas mulheres que a sua história representa.

 

A luta pela superação da discriminação e violência contra a Mulher falará sempre mais alto em nossas vidas. Por isso mesmo, nos tornamos tão corajosos e insistentes na defesa de Projetos como o Projeto Mulheres da Paz, da qual Silvia fez parte. Este projeto deu tão certo em nossa cidade porque foi realizado com mulheres, em comunidades onde ocorre o ciclo da violência doméstica, com o protagonismo das vítimas. As Mulheres, ao refletirem sobre as causas da violência e ao se apropriarem dos seus direitos, tornaram-se mediadoras de conflitos e protagonistas de uma cultura de paz e direitos humanos.

 

Lamentamos que a tão propalada ideia de continuar tudo o que era bom já se transformou em esquecimento ou era verborragia de campanha eleitoral. Mas para as Mulheres da Paz e para os ativistas de direitos de direitos humanos que as acompanharam neste percurso, acabou apenas um trabalho sistematizado e organizado enquanto Projeto. Ficam grandes ensinamentos: a convicção de que segurança pública precisa vir acompanhada de processos de cidadania ativa para ser completa. Que a prevenção à violência contra mulher passa pelo encorajamento e protagonismo cidadão que adquirimos através da informação, cidadania e direitos. Que a cidade, a partir de seus bairros mais vulneráveis, precisa articular todos os sujeitos ativos e entidades para construir uma cultura de paz a partir dos direitos humanos. Que a violência contra a mulher deixará de ser uma triste realidade quando se tornar uma política pública local a partir de nossa cidade.

 

Sobram saudades, mas renovam-se os compromissos.

 

Avalanche Tricolor: um empate sem sabor nem definição

 

Passo Fundo 1 x 1 Grêmio
Gaúcho – Vermelhão da Serra (Passo Fundo)

 

Adriano tenta desarmar o adversário (Foto: Gremio.net)

 

Meia muzzarella, meia calabresa. De pizza mais pedida nos restaurantes paulistas, o prato passou a representar, também, fatos que não são bem definidos, coisas que acontecem e não vão mudar muito a vida de ninguém. Mais ou menos como a partida desta tarde, no lotado estádio de Passo Fundo, interior gaúcho.

 

O Grêmio não ia à cidade há 13 anos e levou para lá um time indefinido, com poucos titulares de fato, alguns reservas de luxo e jogadores que jamais deixarão saudades – havia, inclusive, os que integravam mais de uma dessas categorias. Pela quantidade de torcedores que aceitou assistir ao jogo nas condições precárias do estádio Vermelhão da Serra bem que os times, em especial o Grêmio, poderiam ter oferecido em campo um pouco mais do que vimos.

 

O desempenho gremista se explica, talvez, pelo próprio comportamento de seu treinador que fez modificações no atacado e sem muita lógica, no segundo tempo, quando a vitória ainda não estava garantida. Pagou caro ao ceder dois pontos e a liderança do grupo. Já havia me incomodado na entrevista antes de a partida se iniciar quando deu respostas desaforadas em uma demonstração de que está desconfortável com as cobranças que têm sido feitas. Negou que ao criticar a falta de empenho dos jogadores na partida anterior pelo Campeonato Gaúcho estava querendo “tirar o dele da reta” – perdão se uso esta expressão pouco recomendada em público, mas foi o que disse Luxemburgo. Diz que apenas estava sendo sincero. Não entendeu até agora – e pelo seu histórico jamais vai entender – que um time apenas existe quando há espírito de grupo, quando todos estão comprometidos com a mesma causa. Atirar nas costas dos comandados a responsabilidade pelos erros não me parece ser a atitude mais apropriada, em especial no momento em que ele fazia mudanças táticas no time, obrigando os jogadores a se acostumar ao novo esquema. Não entro aqui na discussão se as tentativas são válidas ou não, mas o treinador tem de ter a percepção de que a vitória e a derrota devem ser assumidas por todos, independentemente de quem for a responsabilidade. Esta história de que eu venço e eles perdem costuma não dar bons resultados. O grupo percebe.

 

Nossos próximos desafios não nos dão o direito a erros e indefinições. E o pior que pode acontecer é depois de todo o investimento feito até aqui a temporada terminar em pizza. E sem muzzarella nem calabresa.