Avalanche Tricolor: um empate sem sabor nem definição

 

Passo Fundo 1 x 1 Grêmio
Gaúcho – Vermelhão da Serra (Passo Fundo)

 

Adriano tenta desarmar o adversário (Foto: Gremio.net)

 

Meia muzzarella, meia calabresa. De pizza mais pedida nos restaurantes paulistas, o prato passou a representar, também, fatos que não são bem definidos, coisas que acontecem e não vão mudar muito a vida de ninguém. Mais ou menos como a partida desta tarde, no lotado estádio de Passo Fundo, interior gaúcho.

 

O Grêmio não ia à cidade há 13 anos e levou para lá um time indefinido, com poucos titulares de fato, alguns reservas de luxo e jogadores que jamais deixarão saudades – havia, inclusive, os que integravam mais de uma dessas categorias. Pela quantidade de torcedores que aceitou assistir ao jogo nas condições precárias do estádio Vermelhão da Serra bem que os times, em especial o Grêmio, poderiam ter oferecido em campo um pouco mais do que vimos.

 

O desempenho gremista se explica, talvez, pelo próprio comportamento de seu treinador que fez modificações no atacado e sem muita lógica, no segundo tempo, quando a vitória ainda não estava garantida. Pagou caro ao ceder dois pontos e a liderança do grupo. Já havia me incomodado na entrevista antes de a partida se iniciar quando deu respostas desaforadas em uma demonstração de que está desconfortável com as cobranças que têm sido feitas. Negou que ao criticar a falta de empenho dos jogadores na partida anterior pelo Campeonato Gaúcho estava querendo “tirar o dele da reta” – perdão se uso esta expressão pouco recomendada em público, mas foi o que disse Luxemburgo. Diz que apenas estava sendo sincero. Não entendeu até agora – e pelo seu histórico jamais vai entender – que um time apenas existe quando há espírito de grupo, quando todos estão comprometidos com a mesma causa. Atirar nas costas dos comandados a responsabilidade pelos erros não me parece ser a atitude mais apropriada, em especial no momento em que ele fazia mudanças táticas no time, obrigando os jogadores a se acostumar ao novo esquema. Não entro aqui na discussão se as tentativas são válidas ou não, mas o treinador tem de ter a percepção de que a vitória e a derrota devem ser assumidas por todos, independentemente de quem for a responsabilidade. Esta história de que eu venço e eles perdem costuma não dar bons resultados. O grupo percebe.

 

Nossos próximos desafios não nos dão o direito a erros e indefinições. E o pior que pode acontecer é depois de todo o investimento feito até aqui a temporada terminar em pizza. E sem muzzarella nem calabresa.

3 comentários sobre “Avalanche Tricolor: um empate sem sabor nem definição

  1. O investimento feito em jogadores caríssimos,tens razão,Mílton,só se justificará,plenamente,se o Grêmio conquistar a Libertadores. O diabo é que esses últimos jogos, longe de tranquilizarem a torcida gremista, deixam-na com a pulga atrás da orelha. A desconfiança do torcedor se torna mais aguda a cada jogo mal resolvido a que assistimos. É hora de Koff fazer o seu papel de presidente,isto é,cobrar,cobrar,cobrar e cobrar do Luxa. Ou isso ou não sei o que poderá acontecer no jogo contra o Fluminense.

  2. Milton, lembro como éramos desconfiados com a chegada do Luxemburgo ano passado, e passamos a amenizar essa desconfiança com alguns bons resultados que vieram na sequência. Mas de uns anos pra cá, em que nosso treinador passou a atuar também na função de empresário do futebol, coincidência ou não, os títulos diminuíram. Até hoje não engulo ele ter deixado Marcelo Moreno nem na reserva. Preferir Willian José, um dos homens trazidos por ele. Colocar Dida (que tem uma grande história no futebol, isso não questiono), mas que por causa da idade um pouco avançada, vive se machucando com facilidade. Não fosse pelo Marcelo Grohe domingo, Grêmio poderia ter saído derrotado de campo…

    Luxemburgo nunca ganhou uma Libertadores. Tem em mãos, um elenco capaz de lhe dar o primeiro título desse torneio. Só que para isso, precisa antes formar um time. E, convenhamos, estamos em abril, fase de grupos se encerrando, acho que já passou da hora de ficar fazendo testes e mais testes. O esquema ideal, ao que parece o 4-4-2, já deveria estar mais que consolidado… Espero que Baltazar continue certo, e que Deus esteja guardando algo de bom para nosso Grêmio…

    Abs

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