Sua Marca: como trabalhar com o tema da diversidade

 

 

O tema da diversidade é muito importante e ao mesmo tempo sensível para ser tratado pelas marcas como se fosse apenas mais um modismo, por isso as empresas dispostas a abordar o assunto com o seu público precisam ter alguns cuidados essenciais.

 

O alerta é de Cecília Russo e Jaime Troiano em conversa com o jornalista Mílton Jung, no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, que vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN.

 

“Não fale sobre diversidade apenas porque é o assunto do momento; trabalhe o tema se essas condições são verdadeiras na sua empresa”, recomenda Cecília Russo.

 

Por exemplo, defender a diversidade de gênero na comunicação com o público e internamente essas características não estarem presente na empresa, vai transparecer falsidade. O que seria uma oportunidade se transformará em oportunismo.

 

Inspirado pela frase “a face é o espelho da alma”, Jaime Troiano recomenda que você “aproveite a sua alma e com a alma fale o que você é”

 

Anote algumas dicas dos nossos especialistas de branding:

 

  1. Antes de entrar no tema da diversidade, verifique se você tem convicção no que está falando
  2. Identifique qual a aderência que o tema tem na sua empresa
  3. Se o tema for muito controvertido a ponto de ser algo que você não controle, fique de fora
  4. Evite a tentação de entrar no assunto apenas porque todos estão falando dele
  5. Diversidade é importante mas não é uma alavanca para parecer moderno

 

Mundo Corporativo: só mandar não basta, tem de convencer, diz Eduardo Ferraz, consultor de gestão de pessoas

 

 

“Diariamente, a gente tem de convencer alguém sobre alguma coisa, seja da capacidade técnica que a gente tem na empresa, seja da necessidade ganhar um aumento de salário, por exemplo, ou de ser promovido; em casa a gente tem de convencer a esposa, o marido, o filho, os parentes sobre uma viagem ou onde vai almoçar no fim de semana; quando a gente vai lidar com o sócio, a gente está em uma pequena empresa, você tem o tempo inteiro de estar convencendo o sócio, e quem é chefe pode estar pensando: mas eu mando, eu sou chefe. Só mandar não funciona, muito melhor do que comandar ou exigir, você precisa convencer os seus subordinados a melhorar o desempenho. Então, na prática, a gente passa quase todos os dias tentando convencer ou precisando convencer alguém sobre algo”. Constatada essa realidade, o consultor Eduardo Ferraz tem se dedicado a ajudar pessoas a desenvolverem seu potencial de convencimento, tema sobre o qual foi entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN.

 

Ferraz diz que é preciso conhecer as características estruturais mais marcantes da nossa personalidade e usá-las ao máximo, assim como temos de ser capazes de ajustar o que está faltando por meio do acabamento para aumentar nosso poder de persuasão. Com base em ensinamentos de James Heckman, o consultor em gestão de pessoas calcula que de 70% a 80% da nossa personalidade é estrutural e o restante, acabamento: “o prédio não muda de lugar, mas você pode mudar o acabamento”. Ele é autor do livro “Gente que convence – como potencializar seus talentos, ideais, serviços e produtos” (Planeta Estratégia).

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, no site e na página da CBN no Facebook, às quartas-feiras, 11 horas. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, 11 da noite, em horário alternativo. Colaboraram com o Mundo Corporativo Juliana Causin, Luiza Silvestrini e Débora Gonçalves.

A importância dos embaixadores para as marcas de luxo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Quando falamos em Gestão do Luxo, sabemos que toda empresa do segmento deve ter uma política de comunicação seletiva. E para promover a marca e dar a esta maior visibilidade, cada vez mais empresas do segmento investem em um “embaixador”, função geralmente representada por atores, celebridades, socialites ou personalidades do esporte.

 

O que é um Embaixador da Marca?

 

É alguém que promove e representa a marca em eventos e ações de marketing, e endossa os seus produtos tendo, necessariamente,que manter a identificação com esta. Por isso, na maioria das vezes, o promotor é um consumidor, apaixonado e admirador da marca.

 

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Exemplo recente, é o do ator Rodrigo Santoro que foi nomeado embaixador da Montblanc para divulgar seus produtos no Brasil. Também há pouco tempo, a brasileira Track&Field, que atua no setor premium de moda fitness, nomeou a empresária e personal stylist Roberta Carbonari Muzy para o cargo. A função vai muito além da moda e do varejo de luxo. No turismo, o jogador de pólo argentino Nacho Figueras é das mais interessantes referências no tema ao ser embaixador,há alguns anos, da rede de St. Regis (marca de luxo da Starwood Hotels) e modelo da grife Ralph Lauren.

 

A posição é cobiçada por muitos e está disponível para raros. Mesmo porque, como já escrevi antes, o profissional deve compartilhar dos mesmos valores da marca. A personalidade da grife e a do embaixador têm de manter os mesmos princípios, moral e estilo atraentes. Para que o consumidor perceba essa identificação,é fundamental a presença do embaixador nos eventos e, principalmente, nas campanhas de lançamento de um novo produto. Sem esquecer que suas aparições públicas, mesmo que desvinculadas da marca, estarão sob análise.

 

A autoridade, a credibilidade e a admiração que celebridades podem transmitir fazem delas potenciais representantes da marca, estratégia usada também no mercado de massa. Esse profissional não recomenda algo que não tenha provado ou no qual não acredita. Esse engajamento com o formador de opinião é um importante passo que irá anteceder e facilitar um impacto positivo pela associação do produto a lifestyle, aumentando o desejo de seu público alvo por ele.

 


Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Outrar-se

 

Por Julio Tannus

 

Às voltas com questões no meu circulo de amizade e familiares, lembrei-me de Fernando Pessoa.

 

Fernando Pessoa, ao sentir-se variamente outro, ao “outrar-se”, cria amigos que exprimem estados de alma e consciência distintos dos seus e, por vezes, opostos. O “eu” do artista despersonaliza-se, desdobra a própria individualidade, torna-se essência de outros e de si, para melhor exprimir a apreensão da vida, do ser e do mundo.

 A “pequena humanidade” do poeta é como um palco onde desfilam pelo menos quatro personagens diferentes: Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e o próprio Fernando Pessoa. 

Como afirma, “não há que buscar em quaisquer deles ideias ou sentimentos meus, pois muitos deles exprimem ideias que não aceito, sentimentos que não tive”.

 Os heterónimos “são como personagens à procura de autor. São personagens de um drama. Cada um é diferente dos outros e fala e procede tal qual é”. São os companheiros psíquicos, como ele considera ao dizer-se “eu e o meu companheiro de psiquismo Álvaro de Campos”.

Alberto Caeiro: Poeta do olhar, procura ver as coisas como elas são, sem lhes atribuir significados ou sentimentos humanos. Considera que “pensar é estar doente dos olhos”, pois as coisas são como são. Ver é conhecer e compreender o mundo, por isso, “pensa vendo e ouvindo”.



 

Álvaro de Campos, que, como Caeiro, recorre aos versos livres, é o homem da cidade, que procura aplicar a lição sensacionista ao mundo da máquina. Mas, ao não conseguir acompanhar a pressa mecanicista e a desordem das sensações, sente uma espécie de desumanização e frustração. Falta a Campos a tranquilidade olímpica de Caeiro.



 

Ricardo Reis, que adquiriu a lição de paganismo espontâneo de Caeiro, cultiva um neoclassicismo neopagão, recorrendo à mitologia greco-latina, e considera a brevidade da vida, pois sabe que o tempo passa e tudo é efémero; Caeiro vê o mundo sem necessidade de explicações, sem princípio nem fim, e confessa que existir é um facto maravilhoso. Caeiro aceita a vida sem pensar; Reis talvez a aceite apesar de pensar. Reis chega a ser o contrário do Mestre, sobretudo ao procurar vivenciar poeticamente um sensacionismo de carácter reflexivo, com a emoção controlada pela razão.

 


Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada, co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier) e escreve no Blog do Mílton Jung, às terças-feiras.

A alma das marcas: Gallery, São Paulo, 1982

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

A Cidade de São Paulo, das décadas de 60 a 80, seguindo uma tendência das grandes metrópoles do mundo, possuiu locais de entretenimento bastante sofisticados e exclusivos, onde a elite paulistana pode desfilar e desfrutar de boa música, shows refinados e gastronomia requintada.

 

Neste concorrido mercado, o Gallery se destacou. Predominou nos anos 1980 de forma absoluta com seus salões que serviram para namoros, casamentos e para o marketing de produtos e eventos de luxo. Foi neste contexto que, dirigindo a marca de moda infantil Caramelo, e tendo filhos ainda pequenos, percebi que também as crianças não estavam alheias ao prestígio do Gallery. Afinal era o lugar que os pais eram sócios, mas elas não podiam ir. Oportunidade e tanta para divulgar a marca dentro do segmento desejado.

 

Convidamos então os filhos dos sócios através do Jornal do Gallery, com uma chamada feita pela Angélica. Naquela época a sensação das passarelas infantis e Top Model da marca Caramelo:

 

 

Bem, o evento ficou como marco da marca Caramelo. Além de provar que as marcas realmente têm alma, pois Caramelo e Gallery já não tem mais corpo, mas a alma permanece. Se duvidar, pergunte a quem as conheceu.

 

Visite o álbum de fotos e veja se você reconhece algumas das personalidades que eram e são destaque da sociedade paulista. Vale a pena ampliar as imagens, clicando no canto inferior à direita, para aproveitar a festa:

 

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras

Mundo Corporativo: invista na sua carreira, planeje

 

Para vencer na profissão não adianta imitar o chefe ou copiar o colega que se deu bem no emprego, você tem de ser você mesmo. É o que recomenda o consultor em gestão de pessoas Eduardo Ferraz entrevistado do programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Para ele, muitas das frustrações no mercado de trabalho se devem ao fato de as pessoas não desenvolverem o autoconhecimento e sugere que o profissional se identifique em quatro pilares para planejar melhor sua carreira: dominância, extroversão, paciência e detalhes. “Quando a gente aprofunda, aprimora, investe nos pontos fortes , a gente é bem sucedido, quando a gente tenta consertar aquilo que odeia, acaba sendo medíocre no trabalho”, alerta.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, às 11 horas, ao vivo, no site da CBN. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. A participação dos ouvintes-internautas pode ser feita pelo mundocorporativo@cbn.com.br ou pelo Twitter @jornaldacbn

Mundo Corporativo: Descubra sua personalidade

 

A tecnologia está à disposição de todas as empresas, portanto o que influencia o seu destino mesmo é o comportamento do profissional. É o que afirma o consultor de empresas Khristian Paterhan com base nos escândalos que atingiram algumas das maiores corporações do mundo como a Enron ou com grandes líderes no mercado financeiro, caso de Bernard Murdoff. Paterhan falou no Mundo Corporativo, da CBN, sobre a necessidade de se descobrir a verdadeira personalidade dos profissionais e defendeu a aplicação de uma das técnicas que desenvolve, o Eneagrama, considerado o caminho para o sucesso individual e profissional.

O Mundo Corporativo vai ao ar, às quartas-feiras, 11 horas, com transmissão ao vivo pela internet, na página http://www.cbn.com.br. E você pode participar enviando perguntas para @jornaldacbn, no Twitter, ou mundocorporativo@cbn.com.br. Aos sábados, o programa é reproduzido no Jornal da CBN

Visagismo: mostre ao mundo quem você é

 

Por Dora Estevam

Depois deste feriado prolongado se você sentir que precisa mudar o visual por algum motivo não pense duas vezes, a dica é procurar um profissional que trabalha com a técnica do visagismo. Chega de fogo de palha faça uma mudança pra valer e descubra o seu próprio estilo, que vai muito além da moda, é claro. Pelo material de fotos que tenho visto as mudanças são incríveis. E o que pude perceber é que são mudanças sérias, pois todas as características de comportamento e estilo de vida são levadas em conta na hora da avaliação.

Os profissionais envolvidos vão dos cabeleireiros a dentistas. O visagista que divulgou a técnica no Brasil é o inglês Philip Hallawell, o construtor de imagens que transforma as pessoas de maneira significativa.

Veja algumas das transformações e se tiver tempo visite o site Visagismo:

Para a transformação, o profissional faz uma análise da pessoa através da personalidade (sanguínea, colérica, melancólica, fleumática). Ele decifra alguns dados que permitem a mudança, como formato de rosto, gestos, cor de pele, a profissão, gostos pessoais e comportamento. Todos os elementos visuais são importantes, nada escapa aos olhos do inglês.

O visagismo trabalha com a ideia da transparência da sua personalidade e da sua beleza através do seu cabelo. Veja se você se identifica com alguns dos modelos citados.

Cabelos com linhas verticais e retas: transmitem estrutura .

Cabelos com linhas retas horizontais: transmitem estabilidade. No entanto, uma franja reta e um cabelo com linhas verticais e base na horizontal, por exemplo, cria uma espécie de barreira e mostra que a pessoa é convencional; passa falta de jogo de cintura.

Cabelos com linhas inclinadas: transmite dinamismo. Os cabelos com linhas inclinadas (desfiados ou repicados) que se voltam para dentro representam introversão e dinamismo, o que segundo o visagista Philipi Hallawell, é algo perigoso, pois mostra desequilíbrio. O ideal são as linhas inclinadas voltadas para fora, pois elas mostram que a pessoa é dinâmica e extrovertida.

Cabelos com linhas curvas: os cabelos estilo “Gisele Bündchen” transmitem amplitude, sensualidade, lirismo e romantismo.

Cabelos com linhas mais fechadas (cachos): transmite uma imagem emocionalmente conturbada.

Cabelos com linhas quebradas (encaracolados): segundo Hallawell, trata-se de uma linha lúdica, que transmite infantilidade. Os encaracolados normalmente não são levados a sério. “Por isso que a maioria das mulheres, quando chega à idade adulta não gosta desse tipo de cabelo. Elas reagem emocionalmente, instintivamente ao se olhar no espelho. E essa é a mesma reação de quem as vê”, explica.

Esta dica também serve para os homens, principalmente para aqueles que perderam alguns fios e querem fazer um implante moderno.

Transforme-se.

Dora Estevam é jornalista e escreve, aos sábados, sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung

Na moda, criatividade vale mais que dinheiro

 

O artigo de Carlos Magno Gibrail (Marketing e Futuro na Moda arrasam nop SPFW), nosso doutor em marketing de moda, trouxe importante colaboração para a reflexão sobre a exposição das marcas na 15a edição da São Paulo Fashion Week. Aproveito este sábado, sempre dedicado a moda e estilo de vida, graças as provocações da colunista Dora Estevam, para destacar um dos comentários publicados aqui no Blog, assinado pela leitora-internauta Louise Rossetti:

Eu concordo que este tipo de ação chame a atenção, cause mídia espontânea (inclusive a sua) e burburinho. Mas somente Promoção e Propaganda não criam posicionamento de marca. Acho raso, volátil, linkar a marca a celebridades, principalmente quando elas não tem absolutamente nada a ver com a identidade da marca.

Se a marca é pop, deve investir em ideias pop, não em marketing “barato” e óbvio. O consumidor não é mais inocente como nos anos 90. Não se aceita mais qualquer coisa. E apesar da mídia gerada, o produto é fraco, o posicionamento é dissonante e a ligação com o cliente fica prejudicada assim que se usa o produto, pois é quando a imagem do Ashton ou da Giselle se dissipam. (ou seja, deixa-se de atender o desejo do cliente).

Eu acredito em construir uma identidade de marca, com mais P’s fortes, além de promocao e propaganda. E isso se faz priorizando tbm os outros fatores.

“Falem mal, mas falem de mim” é pobre, dura pouco. Branding em que a criação não conversa com a comunicação, não é branding.

Acho a ideia da Ellus mais louvável, por exemplo. Uma marca que quer se posicionar como moderna, avant gard, que usou uma mídia nova, diferente.

Para pagar U$ 500.000 para uma celebridade, basta ter dinheiro. Para fazer algo bacana, e elevar a marca, definitivamente, precisa-se de criatividade.