Sua Marca: saiba qual o índice de satisfação do seu consumidor

 

“Não deixe de saber o quanto o mercado gosta e prefere a sua marca” — Jaime Troiano

Consultorias e institutos de pesquisa usam diversas formas para medir a satisfação de seus consumidores. Um dos indicadores é o NPS — Net Promoter Score, criado por Frederick Reichheld, e publicado pela primeira vez em uma revista da Universidade de Harvard, em 2003. Desde lá, transformou-se em um sucesso e tem sido aplicado tanto para captar a opinião sobre serviços e produtos, como organizações e pessoas.

 

Para Jaime Troiano e Cecília Russo, comentaristas de Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, na CBN, o segredo do NPR é a forma simples e acessível como a medição é feita. Para identificar o grau de satisfação e lealdade dos consumidores, o pesquisador pergunta “de 0 a 10, o quanto você indicaria a empresa, o serviço ou o produto a um amigo ou alguém que você goste?”.

 

Reichheld classificou os clientes em três grupos, conforme a nota dada:

Promotores — de 9 a 10
Neutros — de 7 a 8
Detratores — de 0 a 6

O NPS é a diferença entre o percentual de promotores e os de detratores. Por exemplo, se houver 70% de promotores e 15% de detratores, o NPS é 55. O percentual de neutros não é levado em consideração.

 

Aqui no Brasil, a opinionbox.com publicou no último trimestre do ano passado um cálculo de NPS para o mercado de fast food, após realizar 2 mil entrevistas sobre 13 marcas do setor.

 

As três empresas que se destacaram com melhor NPS foram:

McDonald’s P = 60 D = 22 NPS = 38
Burger King P = 63 D = 29 NPS = 34
Subway P = 59 D = 31 M{S = 28

Leia também o artigo “Os consumidores são os novos vendedores”, de Carlos Magno Gibrail a propósito do uso do NPR

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã

Os consumidores são os novos vendedores

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Moda feminina foi um dos destaques na pesquisa Foto: PIXABAY

 

Oportunamente, tendo em vista o Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, comemorado no domingo, a Hi Platform, empresa especializada no mercado de e-commerce, fez uma pesquisa de satisfação com os consumidores nos 69 segmentos em que atuam os 760 e-commerces que atende.

 

Com o nome de “Estudo de Satisfação do E-consumidor 2019”, o levantamento considerou o período de janeiro a dezembro, e  usou a metodologia do NPS Net Promoter Score.

 

O NPS mede a satisfação do cliente a partir da pergunta “ de uma escala de 0 a 10 quanto você indicaria a empresa, o serviço ou o produto a outra pessoa? ”.

De 0 a 6 ficam os Detratores.

 

De 7 a 8 os Neutros

 

De 9 a 10 os Promotores.

O escore é estabelecido diante do cálculo do percentual de Promotores (P) e Detratores (D) da marca que é aplicado na fórmula P – D/Número de respondentes.

As empresas são classificadas em escalas, de maneira que na escala entre -100 a 0 fica a zona Crítica, entre 1 e 50 a zona de Aperfeiçoamento, entre 51 e 75 a zona de Qualidade, e entre 76 e 100 a zona de excelência.

O destaque positivo ficou com o setor de Moda Feminina, seguido por Calçados e Cosméticos, enquanto que Viagens, Seguros, Moda Masculina e Artigos para festa estão na zona de Aperfeiçoamento.

 

Foram também computados pelo levantamento os reviews, ou seja, as avaliações efetivadas pelos consumidores para produtos adquiridos, atendimento, entrega e processo de compra desde a escolha do produto até a efetivação da compra.

 

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Cosméticos também aparecem com boa performance Foto: PIXABAY

 

Para quem há 20 anos ouviu muito a contragosto que jamais se compraria Moda pela internet, é no mínimo satisfatório identificar que a Moda está na zona de Excelência em termos de satisfação do consumidor de e-commerce. Ao mesmo tempo é importante ao pessoal da Moda masculina observar a diferença entre as notas obtidas com a Moda feminina, porque em princípio as roupas masculinas têm menos variáveis.

 

Foram 2,7 milhões de avaliações. Cosméticos, Calçados e Moda feminina ficaram com o destaque.

 

Outro item mensurado foi relativo a elogios e críticas, quando surpreendentemente houve predominância quase absoluta de elogios.

 

A pesquisa incluiu a medição das interações com perguntas e respostas entre consumidores e marcas, somando 820 mil comunicações, onde Cosméticos, Móveis e Colchões, e Moda Feminina lideraram.

 

Para Fernando Shine especialista em experiência do consumidor em e-commerce da HiPlatform e responsável pelo levantamento ressaltou que:

“Os consumidores são os novos vendedores. E a troca de informações não só soluciona dúvidas para um ou para outro, como cria feedbacks que, na maioria das vezes, esclarece dúvidas de outros consumidores. Isso gera credibilidade e cumplicidade dentro do ambiente digital”

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Marcas que fazem a coisa certa

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

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USPS foi a marca mais confiável nos EUA foto: Pixabay

 

Ao ouvir o “Sua Marca Vai Ser Um Sucesso”, de Jaime Troiano e Cecília Russo, no Jornal da CBN, quando apresentaram o resultado da pesquisa de satisfação das marcas no mercado americano da “Morning Consult”, automaticamente associei  a conceitos elaborados em “Posicionamento – a batalha pela sua mente”, de Al Ries e Jack Trout, desenvolvidos na década de 1980, que revolucionaram o conhecimento de Marketing.

 

Antes vamos a explicação de Cecília Russo sobre a pesquisa e a seguir a reprodução das 25 primeiras marcas:

“Quanto você acredita que esta marca faz a coisa certa? ” —- foi a pergunta que a Morning Consult fez aos consumidores para descobrir quais as mais confiáveis, nos Estados Unidos. Os pesquisados podiam responder “muito”, “pouco”, “não muito”, “não faz nada” e “não sei”. Para saber a opinião sobre cerca de 2 mil marcas, a consultoria ouviu em média 16.700 pessoas por marca, resultando no maior estudo do gênero já realizado.

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Na teoria de Ries e Trout:

– É melhor ser o primeiro no mercado, do que ser o melhor. É uma batalha de percepção, e de ocupar espaço original na mente do consumidor.

 

– Os líderes de categorias dificilmente perdem a posição, e isto pode ser constatado na comparação das marcas com 50 anos de mercado.

 

– É uma luta entre categorias mais do que de marcas.

Analisando a pesquisa, Troiano e Cecília chamam a atenção pela tradição do serviço postal, que naturalmente ocupa a primeira posição, correspondendo ao pioneirismo e ao currículo da marca, envolvido na história da nação americana. Evidenciam também o fato das contemporâneas marcas virtuais encabeçarem a seguir as primeiras posições. O que reafirma os princípios do pioneirismo e suas vantagens, de acordo com Ries e Trout.

 

Nesse aspecto, quem, há vinte anos, vivenciou as pioneiras atividades das empresas virtuais testemunhou a incredulidade da maioria dos agentes do mercado a respeito de sua continuidade.

 

Será importante que a descrença com o novo daquela época sirva de lição às gerações futuras, para poderem discernir e aproveitar novas categorias de negócios que certamente virão.

 

A durabilidade das marcas fica clara se atentarmos na tabela das 25 onde predominam ícones do mercado americano com 50 anos ou mais.

 

Nas marcas criadas por categorias específicas, podemos destacar, por exemplo, a Crest, “combate a cárie”; FedEx, “entrega de pacotes em 24hs”; Netflix, “streaming de preço acessível”.

 

Enfim, vale o recado de Jaime e Cecília, que é fundamental para a marca entregar o que se promete, para obter a confiança, moeda valiosa de troca.

 

Vale também ouvi-los.

 

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Sua Marca: pesquisa diz em quem o consumidor mais confia, nos EUA

 

 

“Confiança é um atributo essencial, é um primeiro passo, sem isso você não cria alianças (com o consumidor)” —- Cecília Russo

“Quanto você acredita que esta marca faz a coisa certa?” —- foi a pergunta que a Morning Consult fez aos consumidores para descobrir quais as mais confiáveis, nos Estados Unidos. Os pesquisados podiam responder “muito”, “pouco”, “não muito”, “não faz nada” e “não sei”. Para saber a opinião sobre cerca de 2 mil marcas, a consultoria ouviu em média 16.700 pessoas por marca, resultando no maior estudo do gênero já realizado.
 

 

De acordo com a pesquisa, a USPS —- United States Postal Service se destacou em primeiro lugar com 42% das pessoas ouvidas dizendo que a empresa postal americana faz “muito” a coisa certa. Entre as cinco mais bem avaliadas, prevalecem empresas do setor de tecnologia, como pode-se perceber no quadro a seguir:

 

 

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No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Jaime Troiano e Cecília Russo apresentaram os resultados da pesquisa da Morning Consult e chamaram atenção de empresas e gestores da importância de se medir a confiança do consumidor.

 

Em conversa com o jornalista Mílton Jung, eles lembraram que no Brasil também são desenvolvidos trabalhos semelhantes, como o da revista Seleções, que chegou a sua 18ª edição, tendo como destaque também marcas do mundo digital — casos da iFood e da Uber.

“Confiança é a moeda de troca mais importante no momento; a gente sabe quanto confiança gera possibilidades futuras de desenvolvimento” — Jaime Troiano

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN.

Cai índice de civilidade na internet e aumenta risco de abuso sexual infantil

 

 

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Nesta semana, lembramos o Dia Mundial da Internet Segura (11/02), um momento de alerta para todos nós e, em especial, para pais e filhos. A organização “End Violence Against Children” calcula que mais de 200 mil crianças estejam online todos os dias e 800 milhões usem ativamente as mídias sociais. Com suas vidas moldadas pelas telas, da mesma forma que se formam, aprendem, criam relações e conexões, são expostas a situações perturbadoras de ameaça. Nada que não existisse anteriormente, mas tudo ganhando um potencial de destruição ainda maior com a velocidade e o acesso à internet.

 

Para entender o nível de civilidade digital, a Microsoft ouviu adolescentes e adultos em 25 países, em pesquisas que vem sendo realizada, anualmente, desde 2016. Queria saber quais os riscos online tinham vivenciado, quando e com que frequência tais riscos ocorreram, e quais consequências e ações foram tomadas. Mediu ainda a exposição dos entrevistados a 21 riscos em quatro áreas: comportamental, reputacional, sexual e pessoal/intrusiva. Com o conjunto dos dados, desenvolveu o Índice de Cidadania Digital.

 

E lá vai uma má notícia para você: nunca se identificou tanta falta de civilidade (ou cidadania) como agora. A exposição a riscos online aumentou, principalmente em áreas como contato indesejado, farsas/fraudes/golpes, sexting indesejado, tratamento maldoso e trollagens.

 

Mais de um terço dos entrevistados disseram que a aparência física e a política são motivos para agressões. Em seguida aparecem orientação sexual, religião e raça. E as redes sociais são o terreno preferido para os ataques, disseram 66% das pessoas.

 

Em um índice em que quanto mais próximo de 100% maior é a falta de civilidade das pessoas, o Brasil chegou a 72%, número superior a média global e com dois pontos percentuais acima do registrado na pesquisa anterior. Sem nenhum motivo para comemorar estamos em 15º lugar lugar entre os 25 países pesquisados. O Reino Unido, com todas as divisões provocadas pelo Brexit e mesmo tendo piorado seu desempenho em relação as pesquisas anteriores, ainda é o líder no ranking de civilidade digital.

 

Em um cenário como esse, as crianças ficam ainda mais fragilizadas. Sofrem cyberbulling, são assediadas por adultos que se escondem em falsos perfis, têm suas imagens exploradas e abusos sexuais são compartilhados. O número de relatos de fotos e imagens abusivas circulando na internet cresceu quase dez vezes em três anos —- de 1,1 milhão em 2014 passou para 10,2 milhões, em 2017 —, e quase dobrou em 2018, chegando a 18,4 milhões, segundo registros do Centro Nacional de Crianças Desaparecidas e Exploradas, que está baseado nos Estados Unidos.

 

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Os pais têm papel fundamental na disseminação de informações, orientação e proteção de seus filhos, a começar por retardar o início do acesso deles a internet, em especial ao celular. O uso de filtros que impeçam a exposição nas redes e sites de conteúdo impróprio assim como conversas constantes com alertas aos riscos que se submetem ao navegar na web são formas de prevenir e combater a exploração e abuso sexual infantil online.

 

Da mesma maneira, empresas, organizações e governos têm de investir em tecnologia que identifique a circulação de conteúdo abusivo, ajudar no resgate de crianças que são exploradas e oferecer apoio psicológico para que possam crescer em segurança. Um dos projetos mais significativos neste sentido é o desenvolvido pelo Thorn, grupo de trabalho que com o uso de recursos tecnológicos colabora na investigação de material com abuso sexual infantil, que circula na dark web, e em um ano identificou mais de 800 crianças como vítimas e 450 autores, em 37 países.

 

De volta a pesquisa publicada pela Microsoft, reproduzo quatro posturas que devemos adotar na internet para melhorar o índice de civilidade digital:

 

  1. Viva a Regra de Ouro agindo com empatia, compaixão e bondade em todas as interações, e trate todos com quem você se conecta online com dignidade e respeito.

  2. Respeite as diferenças, honre perspectivas diversas e quando as discordâncias surgirem, envolvam-se cuidadosamente e evitem xingamentos e ataques pessoais.

  3. Reflita antes de responder a coisas que você discorda, e não poste ou envie algo que possa machucar outra pessoa, danificar uma reputação ou ameaçar a segurança de alguém.

  4. Defenda você mesmo e os outros apoiando aqueles que são alvos de abuso ou crueldade, relatando atividades agressivas e guardando evidências de comportamento inadequado ou inseguro.

É só sintonizar, não paga nada!

 

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“As novas gerações consomem informações jornalísticas pelo celular, preferencialmente pelas redes sociais e não estão dispostas a pagar para ter acesso a conteúdo informativo”

Esses são algumas das conclusões da pesquisa “A próxima fronteira da mídia”, realizada pela Comscore, a qual tive acesso através do site do Meio e Mensagem . O estudo mapeou as diferenças dos hábitos de consumo entre as gerações X, Y e Z.

 

Para não nos perdemos em letras e rótulos, vamos esclarecer que a turma da geração X passou dos 40 anos e abraça aqueles que já alcançaram os 60 — dentre os quais me encontro. O pessoal da Y, que também recebe o nome de Millenial, tem entre 25 e 40 anos. Enquanto o da Z é aquele que tem menos de 25 anos — onde meus filhos estão.

 

As gerações mais novas já abandonaram o desktop há algum tempo e se informam através do celular. Essa migração já é superior a 50% para o consumo da maioria dos diferentes segmentos de notícia —- de esporte à política, de entretenimento à economia.

 

Se os mais velhos dedicam mais tempo à leitura para entender o conteúdo disponível, os mais novos leem as notícias de forma rápida e superficial. Curiosamente, mesmo que o celular seja o aparelho preferido, os mais jovens ainda confiam na TV quando o assunto é jornalismo.

 

O que mais me chamou atenção nos dados divulgados é a baixa disposição dos jovens em, espontaneamente, pagar para ter acesso a conteúdo jornalístico. A maioria não quer saber de pagar para ter melhor informação. Foi o que disseram 85% na geração Z; 82% entre os millennials e 87% na geração X.

 

Como explicar então o sucesso de Netflix, Spotify e assemelhados? Simples, eles dizem que não querem pagar por qualquer informação, mas o farão se identificarem que a informação é relevante para a sua vida ou proporcionar entretenimento.

 

E por que gostei de saber que a gurizada não quer pagar para se informar? Porque desde sempre (ou quase sempre), o rádio ofereceu informação de graça. Ou seja, meninos e meninas, estamos à sua disposição. É só sintonizar, não paga nada!

Sua Marca: o que faz uma marca ser a preferida do consumidor

 

“A qualidade de uma marca é aquilo que sempre puxa a avaliação” —- Cecília Russo

A pesquisa Marcas dos Cariocas chegou a sua décima edição, tempo suficiente para que se tenha uma visão muito clara sobre os aspectos mais relevantes para que empresas, produtos e serviços se destaquem no trabalho encomendado pelo jornal O Globo e realizado pela TroianoBranding. No quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, da CBN, Jaime Troiano e Cecília Russo explicaram que a pesquisa é realizada em duas etapas, ouve cerca de 3 mil pessoas e identifica as marcas preferidas em 40 categorias. O desempenho das marcas é avaliado em cinco itens: evolução, identidade com o consumidor, custo-benefício, respeito ao consumidor e qualidade.

“Não existe marca forte que resista a produtos ou serviço ruins. Elas precisam ter qualidade, consistência e continuidade” — Jaime Troiano

Se qualidade ainda aparece em primeiro lugar no momento do consumidor decidir-se por uma marca, o item preço (custo-benefício) é o ponto de desempate na escolha do produto ou serviço. As últimas edições da pesquisa mostrou que tem aumentado de maneira significativa o peso do tema identidade com o consumidor (combina comigo?).

 

Acesse aqui para conhecer o resultado completo da pesquisa Marcas dos Cariocas.

Dados inéditos da Black Friday mostram consumidor mais crítico e centrado na reputação de lojas e produtos

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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As avaliações feitas e divulgadas nas compras dos serviços e produtos (reviews) pelos consumidores têm contribuído para o aumento da credibilidade do e-commerce e da Black Friday.

 

A Yourviews, empresa do Grupo Hi Platform, especializada em desenvolvimento de resultados para o e-commerce, tem acompanhado o desempenho da ferramenta de avaliação de compras de produtos e lojas por ocasião da Black Friday.

 

Fernando Shine, CEO da Yourviews, nos antecipou os primeiros dados referentes a recente Black Friday.

 

Baseada na operação de e-commerce, dos 600 clientes da sua empresa, que inclui mais da metade dos 50 maiores e-commerces do Brasil, fica claro que os
consumidores estão mais críticos, pois aumentaram as consultas aos depoimentos de compras de produtos e lojas.

 

Shine aponta também uma tendência em postura mais centrada na reputação dos produtos e da loja e na experiência de compra do que somente no preço. Além disso, uma disposição a compartilhar percepções enaltecendo as positivas.

 

Ao mesmo tempo as marcas mais famosas e de produtos mais valorizados, como joalherias, shoppings e motos, recebem mais avaliações, ao contrário, por exemplo, do setor da construção e o odontológico.

 

Sobre o aspecto quantitativo, foram feitas 24,7 milhões de leituras de avaliações, neste novembro de 2019, contra apenas 12 milhões de leituras, em novembro de 2018 — havendo, portanto, crescimento maior do que o dobro.

 

Nos dias 28 e 29 de novembro de 2019 tivemos 1,4 milhão de leituras de avaliação, contra 1 milhão nos mesmos dias de 2018.

 

Para usufruir melhor dos reviews, que gradativamente têm aumentado em quantidade e qualidade, Shine recomenda

Aos consumidores,

 

Após verificar produto e preço, pesquise sobre o que outros consumidores dizem sobre a qualidade do produto, a entrega, o atendimento.
Estabeleça um filtro para buscar similaridade com as suas necessidades.
Verifique se a empresa considera os comentários.
Não esqueça de apresentar também a sua avaliação.

 

Aos dirigentes de e-commerce,

 

Construa um ambiente para acesso fácil e ágil para a leitura das avaliações.
Organize o campo de reviews de acordo com o perfil psicográfico do consumidor.
Nunca desconsidere nenhuma avaliação, as trate como meios fundamentais para a melhoria de produtos e serviços.
Tenha um responsável por acompanhar e responder as demandas dos consumidores — a interação é fundamental.
Disponibilize na página principal de sua loja os canais de contato: telefone, e-mail, chat, Chatbot ou aplicativo de mensagem.

De outro lado, vale ressaltar também que os rankings apresentados sobre as marcas com maior número de reclamações precisam ter a relação com o volume de atendimentos. Sem a relatividade, os números absolutos não servem para análise.

 

Finalmente e felizmente esses números refletem uma tendência de empoderamento do consumidor para colocá-lo gradativa e efetivamente no centro do sistema.

 

Os produtos e lojas que se cuidem.

 

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Mundo Corporativo: Orlando Merluzzi diz como melhorar o clima entre os colegas na empresa

 

 

“As empresas que têm sucesso, têm um bom clima organizacional. Há três elementos que sustentam um bom clima organizacional: o respeito, a ética e a confiança” Orlando Merluzzi, MA8 Management Consulting Group

Assédio moral, bullying e falta de confiança são alguns dos problemas que apareceram com maior frequência no ambiente de trabalho, segundo pesquisa realizada com 1.287 profissionais que atuam aqui no Brasil. De acordo com os dados publicados pela MA8 Management Consulting Group, 62% dos colaboradores já sofreram assédio moral no local de trabalho, 44% disseram que foram vítimas de bullying e apenas 32% confiam nos seus colegas.

 

No Mundo Corporativo, da CBN, o jornalista Mílton Jung entrevistou o CEO da MA8, Orlando Merluzzi que falou do desafio que os gestores de empresas e departamentos de recursos humanos têm pela frente na tentativa de melhorar o clima organizacional, levando em consideração o cenário identificado na terceira edição desta pesquisa:

“Um ambiente ruim faz com que boa parte das pessoas se sintam mal, se as pessoas se sentem mal no ambiente para onde elas vão? Na primeira oportunidade, elas vão tentar sair. É aquele momento em que os currículos estão voando pelo mercado”.

Para Merluzzi, um ambiente com um bom clima organizacional é muito mais susceptível ao sucesso e um sucesso que se mantém ao longo do tempo. O papel dos líderes é fundamental e uma das competências necessárias para que transformação ocorra é a comunicação:

“O clima organizacional é construído no dia a dia. É como a reputação. Pra isso há um processo de gestão de comunicação. Comunicação aberta, franca, transparente. Difundindo e compartilhando conhecimento. Isso traz confiança”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no Twitter (@CBNoficial) e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Ou a qualquer momento em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Clara Marques e Débora Gonçalves.

Observatório avalia desempenho dos vereadores de São Paulo

 

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Um desafio das organizações sociais é a criação de critérios objetivos para monitorar a qualidade do trabalho legislativo, especialmente quando o foco é a cidade, ou seja, a câmara municipal e os vereadores. Em São Paulo, tenho assistido a esse esforço desde os primeiros rankings publicados pela ONG Voto Consciente —- que deixaram de ser realizados pela falta de concordância nos elementos que se deve levar em consideração no momento da avaliação.

 

Semana passada, foi a vez do Observatório Social do Brasil — São Paulo, que apresentou os primeiros dados levantados pelo projeto Monitoramento do Legislativo, criado pelos professores Humberto Dantas e Luciana Yeung. A metodologia desenvolvida pelo Observatório —- ou pelos observadores —- indica se o legislador cumpre sua função a partir de quatro eixos:

 

Promovedor, quando exerce seu papel de legislar

 

Cooperador, quando aprova temas de interesse da Prefeitura favoráveis à cidade

 

Fiscalizador, quando fiscaliza o Poder Executivo

 

Transparente, quando permite que o cidadão tenha atuação e proximidade com o parlamento.

 

O ideal é que o vereador atue bem nas quatro áreas, propondo leis, votando projetos de interesse da cidade, cobrando informações da prefeitura e oferecendo suas informações ao cidadão.

 

De forma geral, a Câmara de São Paulo, nos dois primeiros anos desta legislatura, teve melhor desempenho nas funções fiscalizadora e de transparência—- mesmo que não tendo atingido a área de excelência na pesquisa. O pior resultado ficou na execução de seu papel de promovedor, curiosamente a função talvez que o cidadão mais reconheça no vereador.

 

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Em 2018, 47% das propostas se enquadraram como sendo de baixo impacto, que são projetos que se referem a datas comemorativas, homenagens e nomes de rua. Um padrão nos legislativos municipais em todo o Brasil.

 

Poucas propostas tiveram como objetivo a transparência e o combate à corrupção, foi o que constatou o levantamento. Poucas mesmo: apenas 17 no caso de transparência, apenas 26, no combate à corrupção.

 

No somatório de projetos apresentados, independentemente da complexidade, houve uma queda pela metade no número de projetos apresentados entre o primeiro (1.638 projetos) e o segundo ano (885 projetos) do mandato. Uma explicação possível: no primeiro ano de legislatura, os vereadores, especialmente os novatos, apresentam uma quantidade enorme de projetos de lei que serão discutidos e votados (ou não) ao longo dos quatro anos —- o que levaria a redução no ritmo de proposições no restante do mandato.

 

A apresentação de dados na semana passada foi marcada por discussão com especialistas e interessados no tema, além de ter contado com a presença de apenas dois dos 55 vereadores de São Paulo: José Police Neto e Soninha Francine. E eis aqui mais uma coisa que não me surpreende em todo este tempo que acompanho a política municipal. Geralmente são sempre os mesmos parlamentares que aceitam participar dessas discussões sobre a qualificação do legislativo. É uma pena, pois a colaboração dos demais vereadores ajudaria e muito a melhorar o desempenho da Casa e, especialmente, a inspirar o cidadão no acompanhamento do trabalho legislativo — o que me parece não é do interesse da maioria deles.

 

Diante das discussões realizadas, o Observatório anuncia, em seu site, que decidiu complementar a apresentação com elementos de análise dos números levantados pela equipe mas que apresentará o estudo completo ainda neste mês e outubro.

 

Vale muito olhar com cuidado esse trabalho. Ano que vem, tem eleição municipal. E esses vereadores que aí estão vão correr atrás do seu voto. Será que eles merecem? Você decide.