As 10 palavras mais procuradas na internet

 

O destaque no noticiário ficou para as palavras “sexo” e ” pornô”, mas a pesquisa realizada pela Symantech apontou lista mais ampla de termos procurados por crianças e adolescentes na internet. Para que ninguém fique mal-dizendo a rede e imaginando que os computadores são a porta de todos os males, veja o que eles mais procuraram neste primeiro semestre:

1. You Tube
2. Google
3. Facebook
4. Sexo
5. MySpace
6. Pornô
7. Yahoo
8. Michael Jackson
9. Fred Figglehorn
10. Ebay

A lista completa com as 100 palavras mais procuradas pelas crianças você encontra no site da Symatench

Pesquisa mostra a cara do Twitteiro

A cara do meu Twitter

Cheguei ao Twitter em julho do ano passado, assim que retornei das férias. Passei a usar o microblogging conectado ao programa da CBN enviando mensagens sobre temas relacionados as reportagens e recebendo informações dos mais variados tipos. Nunca parei para calcular quantos posts envio nem quanto tempo acesso o serviço. Mas a agência de pesquisa Bullet foi buscar esta e outras curiosidades ouvindo 3.268 brasileiros e assim traçou o perfil do twitteiro.

Identifico-me em parte com alguns hábitos que fazem parte do usuário padrão, apesar de ter excedido a faixa etária que os reúne. Assim como a maioria (80%), segui dicas recebidas pelo Twitter e aprovei. A última aliás foi em relação ao aplicativo para twittar no Blackberry, o TwitterBerry. Baixei, gostei, mas confesso que o uso muito mais para ler do que para enviar mensagens. Prefiro fazê-lo pelo TweetDeck, instalado no meu Imac; já enquanto estou no ar, na CBN, é pelo próprio site da ferramenta que me comunico, como o fazem a maior dos twitteiros, segundo a pesquisa.

Conheci o microblogging após ler na MacMais, revista especializada na plataforma Macintosh, e em alguns blogs. A pesquisa aponta que a maioria conheceu a ferramenta de comunicação por meio dos seus amigos  (44,13%) e posts em blogs (18,93%), e portanto não me distancio tanto assim da média.

Superei o padrão no número de seguidores. Se a maioria tem, em média, 158 followers, estou próximo dos 2.100. No sentido contrário também extrapolei: a média de perseguidos é de 111, estou de olho em mais de 880.

O twitteiro-padrão é homem, tem de 21 a 30 anos, solteiro e mora em São Paulo ou Rio. É bem qualificado e tem nível superior. Boa parte tem seu próprio blog, replica twitts interessantes para seus seguidores e leva as discussões e links interessantes que recebe no Twitter para seu próprio blog. É formador de opinião.

A propósito: A turma do Twitter costuma ficar, em média, 46 horas por semana acessado na internet. Um terço dos usuários manda até cinco mensagens por dia, enquanto pouco mais de 20% envia de seis a 10. Apenas 6 e poucos por cento mandam mais de 20. Fiz as contas, nesta quarta enviei 10 mensagens.  A pesquisa não avalia a qualidade das mensagens enviadas

Conheça a pesquisa completa sobre usuários do Twitter

Da Móoca ao Morumbi, nunca mais ?

Por Carlos Magno Gibrail

Cena do curtametragem Escola de Meninos (Andre Cherri/Flickr)

A escola da Móoca que o Governador José Serra estudou foi para o noticiário policial; as escolas de São Paulo estão em posições surpreendentemente desfavoráveis nos rankings nacionais; professores de universidades de ponta detectam queda no nível dos alunos.

Não se educa mais como antigamente? Ou não se estuda mais como antigamente? As crianças e os jovens não são mais bem informados e espertos do que no passado ?

Acredito que a resposta “sim” vale para todas as questões acima, acrescentando que a abertura do ensino e a falta de um método cientifico de avaliação explicam a “inexplicável” situação da educação no Brasil.

Professor da FEA USP, Nelson Barrizzelli atesta o primeiro “sim”:

“Como professor universitário de uma das escolas mais conceituadas deste país, vejo com tristeza que a cada ano o nível dos alunos que chegam à Faculdade é pior do que os que chegaram nos anos anteriores. Isto é uma demonstração cabal de que estamos falhando nos níveis elementares e intermediários”.

Indagado a respeito de uma solução, pondera:

“Acredito que a educação no Brasil só atingirá níveis compatíveis com nossa necessidade de futuro, quando o ensino fundamental e o ensino médio voltarem a ter a qualidade que tinham anos atrás. Há 30 ou 40 anos um aluno que deixava a escola após o científico ou clássico tinha nível de conhecimento adequado para o seu desenvolvimento, mesmo sem acesso à Universidade”.

E dá um recado:

“Não esqueça de que tudo isso pode ser mudado se o voto se tornar facultativo. Precisamos sensibilizar a imprensa a respeito. O Milton poderia começar esse movimento no programa dele.”

A psicóloga Ceres Alves de Araújo declarou à VEJA:

“São Paulo foi a primeira cidade do Brasil a entrar na onda das escolas liberais e construtivistas. O professor perdeu a autoridade e os caminhos individuais para a aquisição de conhecimento forjaram alunos autônomos , porém indisciplinados”.

O que é ruim para desafios de concursos e provas, ao contrário do perfil dos colégios campeões.

Do MEC, há três semanas, saíram  sugestões entre as quais a  expansão da carga horária e a interdisciplinaridade de leitura  e de arte e cultura. Certamente melhorarão o cenário atual. Entretanto para melhor entender o momento  é preciso levar em conta a expansão  quantitativa de alunos e o crescimento  da classe C neste contexto. Principalmente em  São Paulo  onde ela representa 55% da população. E, dos 493 colégios da cidade, 182 cobram menos de 500 reais de mensalidade. E “mensalidade é um indicador de qualidade” como lembra o Prof. Arthur Fonseca Filho do Conselho Estadual de Educação.

Daí a prova do ENEM fica distorcida e escancara uma falha gritante de avaliação. Exatamente na educação, ignora-se a técnica. Quando foi usada, em 2001 a Marplan elegeu o Colégio Porto Seguro no Morumbi o melhor da cidade, agora o 452º do ranking do ENEM.

Até mesmo um especialista, o economista Gustavo Ioschpe e colunista da VEJA fica confuso:

“É um mistério que os colégios da elite paulistana não se saíam bem no ENEM”.

O mistério é por que até agora não se aplicou a técnica usada nas eleições ou nas pesquisas de produtos, onde se respeita a amostra de mercado e a segmentação dos consumidores.

É hora de chamarmos os especialistas. Os pesquisadores de mercado, os pedagogos e os psicólogos.  Inclusive para os problemas de violência, principalmente se a intenção for reabrir a rota Móoca-Morumbi.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e toda as quartas escreve no Blog do Milton Jung

Veja mais imagens no álbum de Andre Cherri, no Flickr