Como a força do rádio, uma ideia que surgiu em Campo Grande já está na China

 

O autor do texto a seguir é um empreendedor. Um jovem empreendedor como muitos outros que entrevistei na série CBN Young Professional. Dia desses, fez contato comigo e contou o resultado daquela nossa conversa, há dois anos e meio. Pedi para publicar aqui no blog como exemplo do poder transformador do rádio

 

Pra você que quer ser jornalista…

 

Por Felipe Dib

 

Hello, my friend! How are you?

 

Era uma manhã de setembro de 2015 quando meu celular tocou, aqui em Campo Grande – MS. Do outro lado, falava um cara chamado Mílton, jornalista da CBN. Entrei em um carro para ver se escutava melhor o que ele me dizia e conversamos por 16 min 50s

 

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Ouça aqui a nossa conversa

 

Saí do carro e voltei à rotina: gravar vídeo-aulas gratuitas para o www.voceaprendeagora.com, um curso de inglês e liderança online que iniciei para agradecer a Deus depois de um acidente grave de carro.

 

A vida seguiu e no dia 20 daquele mês o bate-papo foi publicado no programa CBN Young Professional, que eu também nunca tinha ouvido falar. Aquela transmissão mudaria a vida de milhões de pessoas no outro lado do mundo. Pessoas que possivelmente nunca iremos encontrar na vida.

 

Em um rancho em Bauru, no interior de São Paulo, um senhor chamado Marcos escutava nossa conversa pelo rádio. Ouviu Mílton e eu dizendo que o inglês é um desafio pra muita gente (principalmente quem não tem muito tempo nem muito dinheiro!) e ficou ali pensando em sua filha Sophia, que assim como eu também é professora de inglês.

 

O Marcos ligou pra Sophia e falou pra ela entrar em contato comigo.

 

Sophia estava logo ali, em Guangzhou.

 

Yes, my friend. Na China!

 

Sophia acatou a sugestão do pai e me mandou uma mensagem no LinkedIN. Demorei meses pra ler a mensagem porque nunca acesso o LinkedIN. Por falar nisso, vou lá agora ver quanto tempo demorei pra ler a mensagem, porque desde a resposta para a Sophia nunca mais voltei lá!

 

Just a moment, please…

 

Demorou mas achei. Sophia manda mensagem no dia 20/9/2015. Look:

 

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Eu respondo 4 meses depois. Look:

 

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Resumindo: pai e filha vem a Campo Grande; nos conhecemos pessoalmente; Sophia começa a compartilhar aulas gratuitas de inglês para que os chineses que não tem condições de pagar um curso de inglês possam aprender esse idioma.

 

Lá não tem YouTube, mas tem YouKu:

 

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Saiba que você pode impactar 1 bilhão de pessoas com uma entrevista sua. Seja apaixonado pelo que você faz e estude muito para ser o melhor. Hoje eu conheço, admiro e sou eternamente grato de ter conhecido Mílton Jung, o cara que fez isso acontecer.

 

Um abraço e see you next class.

Mundo Corporativo: Simone Bambini propõe uma relação mais saudável entre empresas e funcionários

 

 

A forma como as empresas costumam se relacionar com seus funcionários tem causado transtornos e distorções de comportamento. Hoje, os profissionais não se satisfazem mais com o salário ou com o fato de se reconhecerem qualificados para a função que exercem. Para sobreviver, precisam do reconhecimento do outro, estão constantemente em busca da visibilidade, fenômeno que pode ser observado na maneira como atuamos nas redes sociais em busca de curtidas e likes.

 

A avaliação é da doutora em comunicação e semiótica Simone Bambini feita em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Ela é autora do livro “O corpo como posicionamento de marca na comunicação empresarial” resultado de pesquisa sobre a relação de poder dentro das empresas e como o ambiente de trabalho tem impactado a saúde dos trabalhadores. Ao conversar com médicos que trabalham nas empresas, identificou que é muito comum encontrar entre os funcionários doenças como depressão, estresse e síndrome do pânico.

 

Bambini lembra que somos provocados a trabalhar e a trabalhar muito para alcançarmos o “reino dos céus”, que no caso das corporações é o cargo de CEO, porém ao chegar no topo muitos descobrem que estão isolados e a sensação de alegria plena não se realiza. Há uma insatisfação permanente que leva as pessoas a adoecerem e ficarem mais tristes.  Bambini convida empresas e profissionais a se conscientizarem da importância de se buscar uma nova forma de comunicação interna capaz de melhorar o relacionamento no ambiente corporativo.

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site www.cbn.com.br e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN.

Mulheres, ocupem os espaços de decisão!

 

Milena Franceschinelli
Movimento Ocupe os Conselhos

#AgoraÉQueSãoElas

 

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O Plano Nacional de Políticas para as Mulheres 2013-2015, elencou entre seus 10 eixos prioritários da política pública de gênero o “Fortalecimento e participação das mulheres nos espaços de poder e decisão”. Mesmo entre as prioridade, esses espaços de poder e decisão muitas vezes são desconhecidos da maioria das brasileiras. A maior cidade do País, São Paulo, é um triste indicador: prestes a completar aniversário de cinco anos, tramita a passos lentos, desde 2011, na Câmara Municipal paulistana, o Projeto de Lei de criação do Conselho Municipal de Direitos da Mulher de São Paulo.

 

Os Conselhos Municipais dos Direitos da Mulher são promotores e fiscalizadores locais das políticas públicas dos direitos da mulher. São a instância primeira, a base de sustentação da participação social nas cidades, as mais próximas das cidadãs. Não ter o conselho é estar mais vulnerável.

 

A articulação entre a administração pública municipal e a sociedade civil está entre as importantes atribuições dos Conselhos. Em pesquisa realizada, em 2013, o IBGE destaca que somente 17,5% dos municípios do País tinham esse tipo de conselho, refletindo a “reduzida interlocução entre as reivindicações das mulheres e os gestores locais”.

 

A invisibilidade dos conselhos em funcionamento é outro fator alarmante para todas as mulheres. É o que acontece com o Conselho Nacional de Direitos da Mulher com mais de 30 anos de existência: permanece ignorado pela maioria da população.

 

Ocupar os conselhos em todas as instâncias de poder é fundamental para dar celeridade nas conquistas por novos direitos e resistir diante de ameças como a PL 5069.

 

Apenas 12% de Prefeitas no Brasil e somente 17,5% dos municípios contam com Conselhos Municipais dos Direitos da Mulher, segundo o IBGE

 

Desde 1997, a legislação eleitoral prevê a determinação das cotas de sexo, 30% no mínimo e 70% no máximo de cada gênero. Essa cota foi sistematicamente descumprida pelas agremiações partidárias e contaram também com a tolerância do Poder Judiciário. Somente em 2014, o TSE fez um enfrentamento público da questão lançando a campanha nacional “Mais Mulheres no Poder”.

 

As Prefeitas são representativas quando falamos de poder de decisão das mulheres no Brasil. Em 2001 eram apenas 6%. Dobrou em 2013, chegando a 12% ou 675 cidades onde mulheres estão à frente do executivo municipal, segundo o IBGE. Mesmo com mais formação educacional, as prefeitas tem menos chances de serem reeleitas. Se mulheres votarem apenas em mulheres este cenário já sofreria grandes mudanças.

 

A participação dos diferentes grupos populacionais focalizados pelos órgãos gestores da política de gênero evidencia um perfil de mulher onde as prefeituras investem. As idosas são o primeiro grupo a ser considerado com 83,7% e as mulheres com deficiência o segundo, com 47,9% preferidos das Prefeituras. As preteridas são as mulheres indígenas com apenas 15,9%, seguidas de lésbicas com 26,2% e negras com 38,1%

 

Hoje, em 2015, a mulher brasileira com maiores chances de participação e acesso as políticas públicas de gênero são idosas, com deficiência, brancas, residentes em cidades grandes (população acima de 500 mil pessoas).

 

Você está dentro do perfil ?

 

FONTE: 11a edição, a Munic – Pesquisa de Informações Básicas Municipais do IBGE investigou todas as 5.570 municipalidades existentes no País, sendo o Bloco Política de Gênero resultante de convênio institucional firmado entre o IBGE e a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.

 

A foto que ilustra este post é do álbum de Charis Tsevis no Flickr e segue as recomendações de criação comum

Aposentados sem poder

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O poder é essencial à sobrevivência para países, empresas e pessoas. Às pessoas, cabe buscá-lo através do capital e do trabalho, mas quando se resume ao trabalho e este se finda, o indivíduo se restringe ao grupo dos aposentados. Sem poder de representatividade.

 

É por isso que se fala sempre do problema do sistema previdenciário, e não do aposentado.

 

O país vive uma situação inusitada em que o setor público paga mais que o privado, e age com magnanimidade com os servidores e realidade com os trabalhadores. Quem faz as leis, quem faz executar as leis e que as executa, sempre preserva seus pares, enquanto os trabalhadores privados ficam à mercê destes.

 

É por isso que o Senado aprovou a extensão da política do salário mínimo apenas como retaliação à presidente, que por sua vez vetou dentro da mesma linha de raciocínio de seus antecessores.

 

É por isso, também, que depois de nove anos os aposentados deixarão de receber na pensão de agosto o adiantamento de 50% do décimo terceiro que será creditada em setembro. Isto depois de ser noticiado que os pagamentos seriam desdobrados em dois. E, muito pior, isto sem anunciar antecipadamente para que o pensionista pudesse se preparar para esta falta de receita.

 

O que se vê é um critério soberano que se sobrepõe ao mínimo principio de uma hierarquia sadia. Aos menores sempre deverá ser dada a preferência nas dificuldades. Qualquer empresa privada consciente em dificuldade paga os menores salários na frente.

 

A longevidade que seria um presente ao cidadão do futuro pode ser um pesadelo, como já deveria ser para o poder público consciente. O fim do bônus demográfico que virá precisará de uma estrutura previdenciária organizacional e atuarial que nunca tivemos. Será que teremos?

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

A foto deste post é do álbum de Pedro Ribeiro Simões no Flickr

Mundo Corporativo: Dr. Luiz Fernando Garcia fala do poder do cérebro

 

 

“Você pode ser uma pessoa com conduta empreendedora sem ser uma personalidade empreendedora. Às vezes, é até melhor porque a personalidade empreendedora é mais inquieta, a conduta empreendedora é capaz de ter mais pertinência e comprometimento com pequenas ações – então um dos segredos: a conduta empreendedora é passível de ser treinada em qualquer líder, liderado ou qualquer dono de negócio”. A afirmação é do psicoterapeuta Luiz Fernando Garcia, autor do livro “O cérebro de alta performance – como orientar o seu cérebro para resultados e aproveitar todo seu potencial de realização”(Editora Gente), entrevistado pelo programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Ao jornalista Mílton Jung, Garcia explica de que maneira a neurociência tem colaborado para criarmos profissionais mais produtivos e bem preparados. Ele dá exemplos práticos de como uma pessoa pode controlar melhor seu comportamento diante das tarefas a serem realizadas e decisões que precisam ser tomadas.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e tem a participação de Paulo Rodolfo, Carlos Mesquista e Ernesto Fosci.

Muito tédio, pouco futuro

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

Quem sou eu para dar palpite sobre qualquer coisa, ainda mais sobre política. Não sou voltada para ela. Não é o meu ramo. Palpitar, palpito pouco, até porque o som da palavra ‘palpito’ é de torcer o nariz e me lembra ‘dar -ou levar- um pito’, e lembra ‘arrogância’, que sopra um apito e dá pitos, de peito inflado e olhar altivo. Altivo eu acho bonito, mas a tal da arrogância não dá para engolir. Ela é doutora em alguma coisa que ninguém sabe bem o que é, mas dá aula para o palpite, o pito e o escárnio, que acabou de chegar na turma.

 

Mesmo que nos ‘propuséssemos’ -outra para colocar na lista- a criar uma lista das tais palavras, talvez não pudéssemos -essa é bem melhor- publicá-la porque escorregaríamos -essa é divertida- nas normas criadas pelo novo desgoverno autoritário; não ao pé da letra, é claro, porque nada mais é ao pé da letra, neste país. A letra muda ao sabor dos dominantes. Hoje somos divididos, pelo Grande Pai, em Nós e Eles. Inimigos. Nós devendo desprezar Eles. Nós, claro, são os dominantes e seus apoiadores; Eles é o resto, restolho, incluindo esta que vos fala. E assim, atiçando as flamas e apontando as flechas da intolerância e podando o preconceito na forma conveniente, Nós despreza Eles, e vice-versa.

 

Povo para ser dominado e controlado deve estar dividido. Lição Um. Todos os desgovernos autoritários fazem isso, seguindo modelo ultrapassado, embolorado e falido, que ficou tatuado em seus corações-zinhos, como trauma de adolescente rebelde, hoje propulsionado por arrogância e ganância.

 

Não é mais permitido dizer, escrever ou ouvir palavras como Negrinha, por exemplo, como eu era chamada por minha tia, ou Negrão, que eu achava que era o nome dele, um amigo do meu pai. Será que ainda se pode citar o Negrinho do Pastoreio? Será que é permitido pedir uns negrinhos na doceira lá de Porto Alegre?

 

Este atual Desgoverno Federal não é um governo; é um partido político que já está no poder há doze anos -a Era Vargas durou dezesseis, e o Regime Militar, vinte e um- aparelhando a máquina, como dizem, que na verdade quer dizer comprando gente. Sim, comprando pessoas de todas as raças e credos e partidos. O pelo não importa, importa o apoio para que a centopeia desvairada possa dançar como melhor lhe convier.

 

E por falar em Regime Militar, Boi da Cara Preta -será que pode?- até ele aceitou alternância de partidos. Partido Social Democrático, Aliança Renovadora Nacional, por DEZ anos! -oi! o PT já ultrapassou a marca e quer se perpetuar no poder?! -, o Partido Democrático Social, o Movimento Democrático Brasileiro, por cinco anos!, Collor, Itamar, até que Fernando Henrique fechou o ciclo com oito anos de Governo, filiado Partido da Social Democracia Brasileira. Agora, o PT sentou na cadeira do poder e gostou.

 

Ai que tédio!

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Libertadores: o Brasil acuado e manipulado

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

O episódio do Corinthians no Pacaembu, há uma semana, quando dois gols foram anulados e uma penalidade máxima não foi marcada, já foi vivenciado por outros clubes brasileiros. E, se não bastasse o corriqueiro do evento, este fato de má-arbitragem é tão mais grave quanto a solução fácil do recurso eletrônico não ser adotada justamente para manter o poder amador dos árbitros e seus dirigentes.

 

Entretanto, ocorrências mais contundentes e que, certamente, comprovam uma situação de inferioridade no âmbito latino americano de nosso país têm acontecido. Como o regulamento proibindo times de mesma nacionalidade avançar às semifinais, criado depois de seguidas finais brasileiras – uma afronta ao esporte e diretamente ao Brasil, país mais poderoso do continente. Quer em termos de economia, de democracia e, principalmente, de futebol. O absurdo desta questão é que ao normatizar esta inovação, a Conmebol, entidade que congrega as 10 federações do futebol da América do Sul, não recebeu nenhum contra da CBF nem dos maiores times brasileiros.

 

Nesta mesma linha, os jogos acima da altitude de 2.000 metros ainda continuam. De vez em quando algum time tem reclamado e ameaçado não jogar, mas nada foi feito em conjunto, com a força evidente de camisas fortes e unidas de clubes brasileiros.

 

Mais recentemente, a Fox, empresa mexicana que dispõe dos direitos de transmissão, exigiu a inclusão de equipes mexicanas. Elas participam, mas não se classificam ao Mundial de Clubes, porque pertencem a América do Norte. Se forem campeãs, é o segundo colocado que vai ao Mundial.

 

A Conmebol manipula deixando de punir ou punindo em excesso, privilegiando os “amigos”. A Fox manipula incluindo times do país de seu dono e impondo o calendário que lhe fique melhor. Resta saber o que a Bridgestone, o novo patrocinador irá impor. E vamos todos aceitar. Vamos mesmo?

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

De tirania, extravagância, estado unipartidário e República Democrática Popular da Coreia

 

Por Maria Lucia Solla

 


Alguém, por favor, pode dar um basta nesse menino mimado do PT da Coreia?!

Sem tempo nem espaço para condescendência. O moleque está ameaçando pôr fogo na casa. Há de haver alguém neste planeta que possa engatilhar – com perdão da violência implícita – um plano para pôr ele pelo menos de castigo, ou então dar-lhe uns tapas na bunda.

 

 

Não, não é assim.

 

chegar aonde se quer chegar
a qualquer custo
a qualquer preço
não
ao menos
não impunemente
ao menos
não o tempo todo

 

Quando é que a vida nos para? Para nós é sempre de repente demais. Inesperadamente. Um soco no estômago. Achamos que é possível continuar escondendo a mãozinha atrás das costas, enquanto mamãe e papai fingem que não estão vendo o que a criança tenta esconder atrás de seu pequeno escudo. Papai e mamãe acham bonito, e a criança se sente esperta se safando daquela, se sentindo herói.

 

 

Bad news!

 

O herói pode se transformar em bandido. Se dá bem, repete. Se dá bem de novo, vai mais em frente.

 

hitler
nero
fernandinho beira-mar
mao tsé-tung
kim-jong-un
stalin
al capone
até quando

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Confortar os aflitos e afligir os confortáveis

 

Por Carlos Magno Gibrail

… Ou confortar os menos favorecidos e desconfortar os mais abastados. É a função do jornalismo, idealizada por Finley P. Dunne, jornalista do século 19, lembrada pelo Estadão no sábado, ao comentar a queda dos tablóides ingleses.

Murdoch, o poderoso do 4º Poder, que até então vinha no mercado inglês dos tablóides deleitando as multidões com as intimidades e desgraças dos confortáveis, cometeu o erro definitivo ao desrespeitar o público que deveria servir. O NoW – News of the World – 2,8 milhões de exemplares, no afã de notícias, se intrometeu em investigação de britânicos comuns causando danos irreparáveis. Afligiu a quem deveria confortar e se viu aflitivo tendo sido obrigado ao fechamento e consequente demissões, que no domingo já tinham chegado até a Scotland Yard e envolvendo membros do governo.

Na segunda, o primeiro repórter do NoW a denunciar as escutas ilegais foi encontrado morto. Sean Hoare foi afastado por uso de bebidas e drogas, mas sua morte ainda é uma incógnita.

Ontem, enquanto Hoare era autopsiado, Murdoch conseguia uma audiência de final de Copa do Mundo ao depor no Parlamento com direito a sabão de barba no rosto.

Entre nós neste período assistimos ao Pão de Açúcar e ao BNDES entabulando negociações que geraram reação imediata da mídia, a tal ponto que em poucos dias a proposta era desfeita. As jornalistas do jornal da CBN Lucia Hipólito e Miriam Leitão em conversa com Milton Jung deram contribuições importantes.

Dilma Rousseff com a recente experiência do caso Palocci, nas primeiras manifestações dos jornalistas ao caso do ministério dos transportes, decidiu rápido e não houve pizza, houve demissões.

Diante destes fatos tão positivos quanto à ação do 4º Poder fica a pergunta: por que não se faz sempre assim?

Fernando de Barros e Silva, ontem na Folha, respondeu a pergunta de Juan Arias de “El País” que indagava: por que os brasileiros não reagem à corrupção?

Silva atribui ao bem estar geral e ao controle governamental de entidades que poderiam reivindicar acompanhamento e punições aos gestores públicos.

Tendo em vista o sucesso atual das ações do 4º Poder, sim, a imprensa, depois do executivo, do legislativo e do judiciário, tem poder equivalente e pode mudar o curso combatendo a corrupção. E ainda se der sorte consegue extraordinária audiência nas TVs, rádios, jornais, revistas, sites, blogs e, por que não, nos tablóides.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve às quartas no Blog do Mílton Jung.

2014: O grande jogo

 

Por Carlos Magno Gibrail

Fernando Henrique Cardoso, a maior expressão do PSDB, não tem sido usado pelo partido que fundou, na medida proporcional à sua envergadura política. Luis Ignácio Lula da Silva, fundador e comandante absoluto do PT, sempre usou e foi usado pelo partido.

Governaram por 16 anos o país, que ajudaram a democratizar, antes e depois do período ditatorial.

Na sexta feira, Nelson Motta jornalista cultural e admirador incondicional de FHC, considerando suas qualidades intelectuais, morais, administrativas e estéticas, lançou em artigo no Estadão, a sua candidatura à presidência para duelar com Lula.

Clóvis Rossi, em sua coluna na Folha de domingo endossa o embate para as próximas eleições, sugerido por Motta. Mas, não sem antes salientar a inoperância tucana com o uso do trunfo FHC, lembrando que agora nas comemorações do 80º aniversário de Fernando Henrique, o mais competente elogio veio da adversária e presidenta Dilma Rousseff.

“A luta do século” de Motta e “A vida começa aos 80” de Rossi trazem interessantes colocações, embora curiosamente com títulos invertidos.

Nelson Motta lembrando os 83 anos que FHC terá em 14, cita Adenauer 87, Ping 95, Tito 88, para demonstrar que não há o empecilho da idade, pois o alemão, o chinês e o iugoslavo governaram até as respectivas idades citadas.

Clóvis Rossi, embora tenha passado os últimos 16 anos em que FHC e Lula estiveram no poder criticando-os, considera que ambos foram os melhores: “Seria um duelo para fazer esquecer todos os inesquecíveis duelos do cinema de faroeste, entre os dois melhores presidentes do Brasil que me tocou viver, apesar das críticas duras que mereceram”.

Se a COPA é sempre uma incógnita a respeito de emoção, “Lula x FHC” é sensação prometida e garantida.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve, às quartas-feira, no Blog do Mílton Jung