Suely Aparecida Schraner
Ouvinte-internauta
As gotas de chuva
As gotas de lágrimas
Em gotas de orvalho
Os raios de sol
A homeopatia
Que vibra para nós
Instantes de agora
A fonte de luz
Que a tudo seduz

Suely Aparecida Schraner
Ouvinte-internauta
As gotas de chuva
As gotas de lágrimas
Em gotas de orvalho
Os raios de sol
A homeopatia
Que vibra para nós
Instantes de agora
A fonte de luz
Que a tudo seduz

Por Maria Lucia solla
Ouça “De trabalho e vida” na voz e sonorizado pela autora
Silvana pediu que eu falasse sobre trabalho na minha vida, para um trabalho dela na universidade.
Gostei e rapidamente me prontifiquei. Mais uma oportunidade pra eu pensar no que gosto.
É bom pensar no que se gosta. As vezes a gente se empolga e fica lá, viajando no pensamento e se deixando levar de bom-grado, por ele. Aquietando a mente do agora e despertando outra: atemporal, amoral, anônima. Livre!
mente é escrava de começos e meios
mas soberana de finais
e o quê na vida
se pode pedir mais
mas prometo me concentrar
preparar as rédeas
e a minha mente encilhar
Vem cá, mente minha, ô sua traquinas! façam um belo trabalho, você e o meu coração, e digam pra mim, de modo que eu possa colocar em palavras, o que é que eu penso, afinal, de vida e trabalho.
E assim, de bate-pronto, como plim-plim, o quadro é claro, e vejo na tela, nitidamente, o passar da minha vida:
trabalho e vida
pernas e braços
esquerda e direita
bem-me-quer malmequer
cabeça tronco e membros
como viver um sem a outra
só não vê quem não quer
trabalho é caminho
é Vida
que é não por acaso
também chamado de Lida
trabalho é levantar da cama cedo
pra treinar com o Val
é preparar o ano todo
fantasia pro Carnaval
trabalho é fazer café
pro grande amor
ou pro chefe doutor
sempre adoçado com mel
o escolhido
entre ele e o fel
é andar estudar amar
sim porque amar é trabalho também
ou você acha que é fácil
ter juntinho a você
alguém pra chamar de bem
Trabalho é forma de expressão; trabalho é o leão correr atrás do sustento da leoa e seu rebento.
E termino pedindo desculpa pela invasão do poema, mas acabo sem sentir culpa, pois não me afastei do tema.
Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua inglesa e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung
De Gregório de Mattos
Meu Deus, que estais pendente de uma madeiro,
Em cuja lei protesto de viver,
Em cuja santa lei hei de morrer
Animoso, constante, firme e inteiro:Neste lance, por ser o derradeiro,
Pois vejo a minha vida anoitecer,
É, meu Jesus, a hora de se ver
A brandura de um Pai, manso cordeiro.Mui grande é vosso amor e o meu delito;
Porém pode ter fim todo o pecar,
E não o vosso amor, que é infinitoEsta razão me obriga a confiar,
Que, por mais que pequei, neste conflito
Espero em vosso amor de me salvar
Por sugestão do ouvinte-internauta Sergio Emerici Longato em comentário neste Blog
Balões de gás hélio espalharam-se pela noite de São Paulo transportando a criatividade e poesia de artistas, atores e autores da periferia. Esta foi a terceira edição do Poesia no Ar, promovido pelo movimento literário da Cooperifa, que às quartas-feiras se reúne no Bar do Zé do Batidão, na Chácara Santana, zona sul da capital paulista.
Nosso colaborador Marcos Paulo Dias esteve por lá, nesta semana, e ficou impressionado com aquela turma viciada em cultura. Ele conversou com o Sérgio Vaz, idealizador do movimento e registrou o forte abraço que envie para todos. Eles merecem.
As fotos são do Marcos e a poesia que transcrevo é do Sérgio que assina o Blog Colecionador de Pedras:
Uns querem bala perdida
nós poesia
quem cala a ferida,
anemia.
A pólvora
que risca o beco
sai dos lábios
que nem tiro sêco.
Poema traçante
que rasga o peito da noite,
um levante,
levando declaração de guerra
camuflada de alegria.
Avante,
nosso exército
marcha nas sombras
sem pisar nas flores
das primaveras
que plantaram bombas.
O Poema que voa
não é pássaro nem avião
muito menos
projétil de metralhadora.
O perigo da poesia
Não está no balão que baila no ar,
mas nas mãos duras
que cavam o pão amargo
do dia a dia
nas trincheiras
do trigo
e da erva daninha.
Sim,
gás Sarin
contra nossa letra torta.
Mas
o que não mata
engorda.
Em tempo
da tua paz
Verás
que nem tudo era
palavra, em ar comprimido,
e quando o gás do teu riso cabar
é nossa vez de chegar
com o Urânio enriquecido.