Mundo Corporativo: inovar é poupar o tempo do seu cliente, diz Arthur Igreja

 

“Inovação é resolver algo de uma forma nova e mais eficiente, mais eficaz, então, se você conseguir fazer isso por simplificação de processos essa é uma belíssima inovação e que não depende de tecnologia alguma” — Arthur Igreja

O consumidor moderno é mais ansioso e bem informado — e assim tem maior capacidade de comparar produtos e serviços para escolher aquele que vai resolver o seu problema, poupando tempo e oferecendo simplicidade. Arthur Igreja, professor da FGV e palestrante, alerta que as empresas que não forem competentes para encontrar soluções e criar processos ágeis serão “engolidas” pelos concorrentes.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Igreja lembra que os gestores precisam entender a jornada do seu consumidor.

“Muitas pessoas são leais a uma empresa porque eles não encontraram uma alternativa; então, esse é que é o perigo: achar que o seu consumidor está satisfeito. A única forma de descobrir isso é sendo cliente da sua própria empresa e conversando, perguntando para o usuário final onde incomoda, onde ele perde tempo, onde tem muito documento, muita burocracia?”

Autor do livro “Conveniência é o nome do negócio —- descubra como a inovação pode facilitar a jornada do seu consumidor e multiplicar seus resultados” (Planeta Estratégia), Igreja recomenda que o empresário antes de pensar em desenvolver alguma solução própria, tendo de investir muito dinheiro —- o que acaba se transformando em uma barreira para a inovação —-, observe o que já existe no mercado.

“(é preciso) ter obsessão por poupar o tempo do usuário final … será que não podemos eliminar um formulário por dia, por exemplo?”

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, às 11 horas, pelo Twitter @CBNoficial ou pela página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN; aos domingos, 10 da noite, em horário alternativo; e a qualquer momento em podcast.

Nos bancos nem tudo está na palma da mão

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Tudo na palma da mão. É essa a promessa, ao menos nas campanhas publicitárias, da maioria dos bancos brasileiros a seus clientes. Cada um a seu jeito transmite a ideia de que tudo pode ser resolvido pela internet, e, principalmente, pelas plataformas “mobile” em canais dos bancos como celular e tablet.

 

Recentemente, tive uma experiência no mínimo inacreditável com o Bradesco Prime. Já descontente com o banco, há algum tempo, pelo atendimento dos gerentes, excluí os cartões de crédito do serviço de débito automático e optei por efetuar o pagamentos por boleto bancário. Minha fatura mais recente do Visa Infinite foi entregue em meu endereço um dia após o vencimento. Tentei fazer o pagamento em atraso na internet do próprio banco. Não era possível. Liguei no Fone Fácil (central de atendimento a clientes) e fui informado de que faturas vencidas somente poderiam ser pagas em agências do banco. Simplesmente inacreditável, em pleno 2014, um cliente ter que ir pessoalmente à agencia para efetuar um pagamento. Imaginei que fosse um erro de orientação, porém, através do Alô Bradesco, onde formalizei reclamação, a necessidade deste procedimento foi confirmada.

 

O Bradesco Prime já esteve presente anteriormente em meus artigos para o Blog do Mílton Jung com questões que envolviam atendimento e benefícios reduzidos a clientes de cartões de crédito. As empresas no mundo globalizado investem em tecnologia, centrais modernas e equipadas, mas pelo que percebo o Bradesco anda para trás, diferentemente de seu concorrente mais direto, o Itaú. Pelo atendimento que venho recebendo na agência e nas centrais de relacionamento, me parece que o banco não investe em pessoas. Esquece de treiná-las, capacitá-las e motivá-las para a função.

 

Com relação a essa minha recente reclamação, a sensação que os atendentes passaram era de que eles simplesmente liam a informação, sem sequer entender o cliente ou usar de empatia. Nesse caso, porém, o problema vai além do atendimento pessoal, está relacionado aos processos usados pela instituição.

 

Como foi resolvido o problema? Indo pessoalmente efetuar o pagamento na agência do banco, e com juros pelo atraso. Nem tudo está na palma da mão.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.