Sua Marca: “…longe delas há um sentimento de desterro”

 

“As marcas que entram nas nossa vidas falam para nós mesmos quem nós somos, longe delas há um certo sentimento de desterro” — Jaime Troiano

Lilian Calabria, ouvinte da CBN, relatou sua experiência no exterior em busca de marcas e produtos que tinham significado para ela no Brasil e inspirou nossa conversa no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso. Jaime Troiano e Cecília Russo também viveram algum tempo nos Estados Unidos e compartilhavam do mesmo sentimento de vazio quando deparavam com a ausência de produtos —- especialmente alimentos —- que consumiam no Brasil.

“Era um sentimento de vazio. É a questão de olhar para uma gôndola de supermercado e se sentir um estrangeiro: eu não sou daqui”, disse Jaime.

Além disso, há uma “pitada de nostalgia” que as marcas podem proporcionar nos consumidores. Cecília Russo lembra da falta que fizeram jabuticaba e manga, comuns no mercado brasileiro; ou produtos que vêm agregados à marca como Requeijão Poços de Caldas, Biscoito Globo e  chocolates Sonho de Valsa, apenas para citar alguns que fazem parte da memória do brasileiro.

“Mostra um sentimento de nostalgia, mas é uma memória. E marcas que são relevantes para nós geram essa memória”, diz Cecília Russo 

Se geram saudade, nostalgia ou aguçam a memória é sinal de que se tornam em oportunidade de negócio, por isso, empreendedores que moram no exterior podem investir em lojas de varejo importando produtos brasileiros —- algo que já é possível de encontrar em várias cidades de outros países, especialmente onde há maior presença de brasileiros ou hispânicos.

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN. O programa pode ser ouvido também em podcast.

Sua Marca: seis dicas de embalagens para atender o cliente, na pandemia

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“Embalagens são um veículo importante — não o único, claro — para apoiar o consumidor nesse momento difícil”, Cecília Russo

A preocupação com os riscos de contaminação devido a Covid-19 levou o consumidor a ficar mais atento às embalagens usadas nos produtos que compram, especialmente no comércio eletrônico. Para entender esse novo comportamento, a Narita Strategic Design, tradicional empresa do mercado brasileiro, que tem seu foco na identificação visual das marcas e embalagens, desenvolveu estudo exploratório que envolveu entrevistas em profundidade com consumidores.

No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Cecília Russo chamou atenção para a relevância deste trabalho diante do protagonismo das embalagens na relação da marca com seu cliente: 

“As  embalagens são pontos importantes de contato das marcas com seus consumidores. E estamos em um momento em que muitas pessoas querem evitar contato com o outro”.

Jaime Troiano e Cecília Russo destacaram seis pontos do levantamento feito pela Narita, alguns que já vinham se expressando mesmo antes da pandemia e outros que surgem agora para se tornarem permanentes:

  1. Cores e logo sempre foram importantes indicadores de reconhecimento das marcas mas nas compras online eles se tornam ainda mais relevantes. A Narita sugere cuidado com o branco, que pode ser bom para o ponto de venda físico mas “morre” no digital, confundindo-se com o fundo da tela;
  2. Imagens que demonstram como é o produto dentro da embalagem são bem-vindas. Consumidores querem “transparência” de diversas formas e essas imagens ajudam a trazer esse sentido. Nessa mesma linha, menos informações e menos texto — mais leitura e mais agilidade para entender o produto.  Uma referência é a estratégia da marca Mãe Terra que ilustra suas embalagens, por exemplo, com metade da imagem de um batata doce in natura e a outra metade como são os chips que a pessoa vai encontrar na embalagem.
  3. O uso do selo que garante 99,99% de eficácia no combate as bactérias não surte mais o efeito esperado, pois caiu no lugar-comum. Transmitem a imagem de algo promocional e sem confiança. O consumidor prefere selem que mostrem que produto e embalagem seguem normas de higiene, segurança e etc …
  4. A preferência deve ser por embalagens que facilitem o segurar, que tenha a anatomia da “pegada” e a simplicidade para abrir. Quanto menos contato com a embalagem, no sentido de precisar usar as duas mãos, apertar ou rodar, melhor.
  5. O consumidor sente-se mais seguro manipulando vidro e alumínio pois entende que é mais fácil a limpeza e evita a contaminação. O papel não permite essa mesma desinfecção, amolece quando úmido. 
  6. A segurança no fechamento das embalagens é essencial, especialmente em alimentos, pois transmite a mensagem de que não houve contaminação. Usar “zip lock” e selos de segurança, são recomendáveis. 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, e pode ser ouvido também em podcast.

Mundo Corporativo: as dicas de Pedro Superti para alavancar vendas sem baixar preços, mesmo na pandemia

“Se durante muito tempo você queria parecer grande, agora a onda é parecer pequeno” — Pedro Superti, empreendedor

Os negócios vão mal, as vendas caíram e a crise impactou sua vida. A primeira reação é baixar o preço do produto que vende ou serviço que oferece para atrair os clientes. Um erro crasso, segundo Pedro Superti, empreendedor e especialista em marketing de diferenciação, entrevistado do programa Mundo Corporativo, da CBN: 

“Em lugar de baixar o preço que você já vende, pense como você pode criar uma nova opção que não existia até ontem, e esta opção ter um preço diferenciado”

Para Superti, ao aceitar somente baixar preço, o empreendedor desvaloriza seu negócio, enfraquece a marca e corre o risco de perder seus antigos clientes que se sentirão ludibriados por terem pago mais caro.  Imagine um restaurante que tem como prato principal o macarrão no menu. Em lugar de reduzir o preço deste prato, crie uma outra opção mais barata, mais simples e menor. Com isso, você pode inclusive atrair um novo cliente que, ao longo do tempo, pode passar a consumir os pratos tradicionais da casa, sugere Superti.

A ideia do marketing de diferenciação é descobrir como ser original, único e diferente das outras opções que existem no mercado. Para isso, Superti recomenda que o empreendedor busque coisas de sua história, elementos internos que podem ser levados para o produto ou serviço, que façam com que as pessoas batam o olho e logo identifiquem a sua imagem, a sua marca. 

Dois casos que ilustram o pensamento de Superti que ocorreram diante das restrições impostas pela pandemia. Um é de um desempregado que foi passar a quarentena com o avô e as histórias de vida que ouviu dele deram origem a uma franquia que vende caldo de cana com entrega a domicílio:

“… a grande sacada é que, neste caso, o consumidor não somente consome a bebida. Ele se conecta às suas memórias de infância”.

O outro exemplo é o do dono de uma cafeteria que viu as vendas do capuccino, especialidade da casa, cairem. Ele criou um produto no qual o cliente leva para casa um coração de chocolate para ser dissolvido no leite quente e solta o pó de capuccino.

“Tenha personalidade, a gente não aguenta mais negócios que não têm alma, não têm cara; um pessoa com personalidade tem uma características constante. Na tentativa de ser profissional, muitas marcas se tornam genéricas, tentam agradar a todos e não agradam ninguém”.

Se é para ter personalidade, Superti lembra da importância de se sair do modo automático em que mais nos parecemos com máquinas processando coisas, vendendo produtos e serviços: empresas vendem coisas, marcas vendem valores. 

Nos trabalhos que realiza com diversas empresas pelo Brasil, ele também aconselha: se você oferece serviço, venda produtos; se você oferece produto, venda serviços. Ou seja, misture produtos e serviços. Uma academia não deve se restringir a vender serviço — matrículas para seus alunos —- tem de oferecer produtos tais como suplementos, equipamentos para atividade física e roupas, aumentando o ticket médio de seus clientes.

“Se o que você está fazendo está alinhado com algo que você acredita muito, isso abre uma caixa de pandora com infinitas possibilidades que a gente por explorar”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, no canal da CBN no YouTube, no Facebook e no site da rádio, às quartas-feiras, às 11 horas da manhã. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e fica à disposição em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Juliana Prado, Natália Motta, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Priscilla Gubiotti.

Dados inéditos da Black Friday mostram consumidor mais crítico e centrado na reputação de lojas e produtos

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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As avaliações feitas e divulgadas nas compras dos serviços e produtos (reviews) pelos consumidores têm contribuído para o aumento da credibilidade do e-commerce e da Black Friday.

 

A Yourviews, empresa do Grupo Hi Platform, especializada em desenvolvimento de resultados para o e-commerce, tem acompanhado o desempenho da ferramenta de avaliação de compras de produtos e lojas por ocasião da Black Friday.

 

Fernando Shine, CEO da Yourviews, nos antecipou os primeiros dados referentes a recente Black Friday.

 

Baseada na operação de e-commerce, dos 600 clientes da sua empresa, que inclui mais da metade dos 50 maiores e-commerces do Brasil, fica claro que os
consumidores estão mais críticos, pois aumentaram as consultas aos depoimentos de compras de produtos e lojas.

 

Shine aponta também uma tendência em postura mais centrada na reputação dos produtos e da loja e na experiência de compra do que somente no preço. Além disso, uma disposição a compartilhar percepções enaltecendo as positivas.

 

Ao mesmo tempo as marcas mais famosas e de produtos mais valorizados, como joalherias, shoppings e motos, recebem mais avaliações, ao contrário, por exemplo, do setor da construção e o odontológico.

 

Sobre o aspecto quantitativo, foram feitas 24,7 milhões de leituras de avaliações, neste novembro de 2019, contra apenas 12 milhões de leituras, em novembro de 2018 — havendo, portanto, crescimento maior do que o dobro.

 

Nos dias 28 e 29 de novembro de 2019 tivemos 1,4 milhão de leituras de avaliação, contra 1 milhão nos mesmos dias de 2018.

 

Para usufruir melhor dos reviews, que gradativamente têm aumentado em quantidade e qualidade, Shine recomenda

Aos consumidores,

 

Após verificar produto e preço, pesquise sobre o que outros consumidores dizem sobre a qualidade do produto, a entrega, o atendimento.
Estabeleça um filtro para buscar similaridade com as suas necessidades.
Verifique se a empresa considera os comentários.
Não esqueça de apresentar também a sua avaliação.

 

Aos dirigentes de e-commerce,

 

Construa um ambiente para acesso fácil e ágil para a leitura das avaliações.
Organize o campo de reviews de acordo com o perfil psicográfico do consumidor.
Nunca desconsidere nenhuma avaliação, as trate como meios fundamentais para a melhoria de produtos e serviços.
Tenha um responsável por acompanhar e responder as demandas dos consumidores — a interação é fundamental.
Disponibilize na página principal de sua loja os canais de contato: telefone, e-mail, chat, Chatbot ou aplicativo de mensagem.

De outro lado, vale ressaltar também que os rankings apresentados sobre as marcas com maior número de reclamações precisam ter a relação com o volume de atendimentos. Sem a relatividade, os números absolutos não servem para análise.

 

Finalmente e felizmente esses números refletem uma tendência de empoderamento do consumidor para colocá-lo gradativa e efetivamente no centro do sistema.

 

Os produtos e lojas que se cuidem.

 

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Sua Marca: o que você deve aprender com as marcas mais valiosas do mundo

 

 

 

As características que colocam grandes empresas entre as marcas mais valiosas do mundo estão ao alcance de pequenos e médios empreendedores, também.

 

No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Jaime Troiano e Cecília Russo basearam-se nos critérios usados para a formação do ranking “Best Global Brands”, realizado pela consultoria InterBrand, para identificar as lições que todos os gestores de marca podem implantar em seus negócios.

 

Vamos começar por entender os três critérios da Interbrand para chegar ao valor das marcas:

 

1. Performance financeira;
2. O quanto é importante para a tomada de decisão do cliente;
3. Força da marca para criar fidelidade

 

Com isso, as cinco marcas mais valiosas do mundo, em 2018, foram:

 

1. Apple
2. Google
3. Amazon
4. Microsoft
5. Coca Cola

 

E o que aprender com essa empresas? Jaime Troiano e Cecília Russo destacam cinco lições:

 

1. Consistência
2. Inovação
3. Comunicação
4. Produto ou serviço de qualidade
5. Respeito ao cliente

 

Ser consiste e ao mesmo tempo ser inovador pode parecer um contra-senso, mas não são, explica Jaime Troiano:

 

“As marcas devem ter compromissos com as origens e preservar o essencial na busca do novo”

 

Quanto a comunicação, Cecília Russo lembra que marcas fores são as que trazem mensagens contínuas e usam todos os canais disponíveis para isso:

 

“Não dá para ser uma marca calada”

 

É preciso entender, ainda, que marcas fortes não resistem a produtos ou serviços medíocres nem a desrespeito ao cliente seja na entrega, na forma de se relacionar, no pós-venda e, inclusive, na solução a possíveis problemas que surjam.

 

Levados em consideração todos esses aspectos, o pequeno e médio empreendedor vai provocar nos consumidores e clientes o sentimento que move o valor de todas as grandes marcas: a confiança.

O futuro dos shoppings não deve ser visto sob ameaça, pois soluções são visíveis

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O fechamento de grande número de Shopping Centers nos Estados Unidos ao mesmo tempo em que existe aqui uma taxa de ocupação abaixo do padrão, têm precipitado previsões pessimistas quanto ao futuro de nossos empreendimentos.

 

A realidade é que o futuro não deve ser visto sob ameaça, pois as soluções estão visíveis.

 

A inevitável adaptação ao mundo eletrônico e a absorção do omnichannel não é mais desconhecida. Separar os dois canais não é mais cabível. De outro lado, a ordem é ofertar produtos e serviços mais aderentes ao mundo físico que preencham as novas necessidades do consumo.

 

Isso foi constatado tanto no Congresso da ALSHOP, há uma semana em São Paulo, quanto na RECon The Global Retail Real Estate Convention da ICSC International Council of Shopping Centers, em Las Vegas, de 20 a 23 de maio.

 

No caso americano, os empreendimentos foram instalados em áreas suburbanas. Hoje, para atender aos “millennials” precisam se deslocar para áreas urbanas. Esse passado dá uma vantagem aos Shopping Centers brasileiros, que desde a origem procuraram centros de população adensada.

 

De acordo com Luiz Marinho, em artigo de Mercado & Consumo, que cobriu o evento de Las Vegas, 90 Shopping Centers investiram U$ 8 bilhões em revitalização, trocando produtos por experiência. Foram instaladas áreas de descanso, paisagismo, música agradável, com o intuito da maior permanência do consumidor sem a preocupação exclusiva do comercial. E até os nomes começaram a mudar. De “Shopping” ou “Mall”, para “Town Center” ou “Village”.

 

No Brasil, onde temos a incontestável aprovação do formato Shopping Center pela população e a vantagem da localização urbana desde a origem, não será difícil enfrentar as novas necessidades da demanda. Implantar o omnichannel, mudar o mix de lojas, focar no lifestyle e enfim passar de “produtos” para “experiência”.

 

Talvez nem pense em outro nome. Embora a Eliana Tranchesi, visionária, pensasse no conceito e na marca. Era a Vila Daslu.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Fator clima é o novo aliado para produção e venda de produtos

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Howard Schultz fundador da Starbucks conta que em junho de 1994 havia começado as férias mais desejadas da sua vida quando foi alertado por Orin um de seus executivos:

 

– “Houve uma séria geada no Brasil. O preço do café enlouqueceu”.
–  “No Brasil? a Starbucks nem compra café do Brasil”.

 

Schultz teve que interromper as férias para enfrentar uma das maiores crises da empresa, diante da subida dos preços ocasionada pela intempérie climática do maior produtor de café do mundo. Mesmo não sendo seu fornecedor.

 

“Não era nada que pudéssemos evitar nada que sabíamos como lidar”.

 

Se em 1994 a justificativa de Howard poderia ser aceita, os fatos recentes da seca na região de São Paulo, ou o rigoroso inverno que ocorreu no sul e sudeste brasileiro, poderiam muito bem ser previstos e considerados. Evitando perdas no caso da seca e obtendo ganhos no caso do frio.

 

É nesta linha que a 11ª edição do The Global Risks, fruto da reunião de Davos deste ano, apontou pela primeira vez as mudanças climáticas como o maior risco global, na frente das armas de destruição em massa e da crise hídrica.

 

Por isso, dia 6 uma equipe do FSB* do G20* se reuniu em São Paulo, com a CVM*, BM&FBOVESPA*, IBGC* e Ambima*, de acordo com nota do Estadão, para ouvir sugestão de empresários quanto a formação de indicadores financeiros relacionados com o clima. O objetivo é que os agentes econômicos gerenciem melhor os riscos climáticos de cada atividade.

 

A boa notícia é que empresas brasileiras já estão engajadas neste processo.

 

A Natura ganhadora em 2009 do Prêmio ECO* de Modelo de Negócio é a primeira do mundo no setor de cosméticos a fazer uma análise ambiental de ponta a ponta em sua cadeia, inclusive de uso do produto.

 

A Duratex, empresa premiada em 2013 com o Prêmio ECO, por Práticas de Sustentabilidade, substituindo a água dos sanitários, previu a crise de água ocorrida em 2014 e adotou o seu reuso.

 

A Fibria venceu um Prêmio ECO com o projeto de Engajamento com seu público de interesse.

 

O desafio é alastrar essas práticas para empresas de outros setores e de todos os portes.

 

Se, por exemplo, no sul e no sudeste as empresas de moda adotassem o clima como parceiro poderiam ter vendido na crise mantôs, sobretudos, botas, etc. como nunca.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

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“Dedique-se de coração”, Schutz, Howard, São Paulo, Negócio Editora, 1999.
*FSB – financial stability board
*G20 – grupo dos vinte
*CVM – comissão de valores mobiliários
*BM&FBOVESPA – bolsa de mercadorias e futuro da bolsa de valores de São Paulo
*IBGC – instituto brasileiro de governança corporativa
*Anbima – associação brasileira de entidades do mercado financeiro e de capitais
*Prêmio ECO – patrocinado pela AMCHAM e Valor Econômico
AMCHAM – american chamber of commerce for Brazil

Mundo Corporativo entrevista Marcelo Bicudo, da Epigram, sobre design sprint

 

 

“O mercado mudou, a demanda mudou, a necessidade do consumidor mudou, ao invés de você esperar um ano, dois anos para você testar este produto no mercado e eventualmente dar errado ou dar certo, você consegue em cinco dias levantar um conjunto de informações para que você tenha mais certeza daquilo que você está fazendo”. A afirmação é de Marcelo Bicudo, da Epigram Brand Union, que explicou, em entrevista ao Mundo Corporativo, da rádio CBN, como é possível fazer essa transformação aplicando o sistema conhecido por design sprint.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br e é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. O quadro é apresentado por Milton Jung e tem a colaboração de Alessandra Dias, Douglas Matos e Debora Gonçalves.

Uma gaúcha centenária que tem estilo, se atualiza, cresce e dá lucro

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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A Lojas Renner, mantendo o crescimento e a lucratividade do início do ano, apresentou no último trimestre faturamento de R$ 1,25 bilhão, maior em 20% ao da mesma época de 2014. O lucro líquido ficou 30% a mais. No período de nove meses a venda cresceu 21%. Um fenômeno.

 

Desde a gestão de seu fundador, Antonio Jacob Renner, iniciada em 1912, até hoje, com José Galló, é fácil detectar que a adaptação às mudanças foi realizada com estilo próprio e priorizando as pessoas como o item principal do marketing mix. Não descuidou dos demais componentes: ponto, produto, praça, processo, preço, propaganda e promoção, mas a Renner se destacou na atenção às pessoas, quer como consumidores ou funcionários.

 

Do antigo slogan: “Renner, a boa roupa, ponto a ponto” ao “Você tem estilo, a Renner tem todos”, vale repassar alguns episódios.

 

Em 1998, a J.C.Penney adquiriu o controle acionário, facilitando o acesso a fornecedores internacionais de produtos, processos e serviços.

 

Em 2002, a Whitaker International foi contratada para implantar nova abordagem de criação, baseada menos nas amarras das grandes tendências de moda, e mais no comportamento das consumidoras reais. Refletindo na criação, exposição e comunicação dos produtos.

 

Com a loja organizada por seis estilos de vida e atenção na redução do tempo de processo para estar com produtos atualizados aos desejos do consumidor, a imagem de inovação creditou um frescor importante como negócio de moda.

 

A saída da J.C.Penney e a entrada na Bolsa de Valores SP em 2005 deram um novo impulso. A atenção às pessoas foi redobrada e no ano de 2008 foi criada a OSCIP organização da sociedade civil de interesse público, que busca a inserção da mulher no mercado de trabalho.

 

A consultoria Aon Hewitt, em 2011, considerou a Renner a segunda melhor empresa em gestão de pessoas, atrás apenas da AmBev. Na pesquisa atual, os 87% de engajamento dos funcionários lhe deram o primeiro lugar, ficando 25 pontos acima da média global.

 

Mais do que estes fatos marcantes, o diferencial é o atendimento. Enquanto os concorrentes lidam com o auto-atendimento, a Renner oferece o encantamento, que boa parte dos brasileiros gosta.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Obs. Os números foram extraídos da Istoé DINHEIRO 939.

O luxo de Ralph Lauren está de volta a São Paulo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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A grife americana Ralph Lauren, famosa por ter como um de seus principais ícones a camiseta pólo com um cavalinho estampado, inaugurou esta semana a primeira loja própria no Brasil, no Shopping Cidade Jardim, no bairro do Morumbi, em São Paulo. A inauguração contou com a presença de nomes como o jogador de pólo argentino Nacho Figueras, modelo da marca, a atriz Camilla Belle e socialites como Kika Rivetti e Ruth Malzoni. Estiveram lá, ainda, nomes ligados à moda, entre estes Costanza Pascolato. David Lauren, Vice-Presidente Executivo Global de Publicidade, Marketing e Comunicação Corporativa da grife e filho do estilista Ralph Lauren também esteve presente para recepcionar os convidados.

 

Para a tristeza de alguns, ou diria eu, de muitos consumidores, a luxuosa loja da marca não venderá suas icônicas camisetas pólo. A estratégia da marca é mostrar ao consumidor brasileiro que a grife vai muito além das pólos. Seus sofisticados 800 metros quadrados incluem diversos salões com decoração requintada e que seguem os padrões da marca ao redor do mundo, e conta com um bar onde clientes podem degustar cocktails, petiscos e doces. A marca americana disponibiliza em sua loja brasileira peças masculinas e femininas dos produtos mais sofisticados: da coleção Ralph Lauren Collection (feminina) e Purple Label (masculina), além de acessórios, artigos de couro e alguns itens para casa.

 

Ralph Lauren teve lojas no Brasil até 2001, quando foram todas fechadas, uma vez que a operação da marca por aqui era comandada por um grupo argentino e, com a crise na Argentina, a empresa não pôde dar continuidade em sua gestão. Anteriormente ao grupo argentino, a grife americana teve sua operação no país comandada pela empresa São Paulo Alpargatas.

 

Nascido Ralph Lifshitz, Ralph Lauren iniciou sua carreira vendendo gravatas e hoje é dono de uma das marcas mais importantes do mercado do luxo, criada em 1967. A grife aposta em criações de luxo acessível, como camisetas e pólos, mas aposta também na coleção de produtos de edição limitada, como podemos ver na loja brasileira. Sua sofisticação e cuidado nos detalhes está presente em todas as hierarquias do luxo onde a marca atua. Lauren representa um estilo de vida.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.