Mundo Corporativo: Roberto Lee, da Avenue, fala o que existe no mercado financeiro além dos números

Entrevista de Roberto Lee no estúdio do Mundo Corporativo. Foto: Priscila Gubiotti/CBN

“Confiança não é automatizada, pelo menos ainda não.”

Roberto Lee, Avenue

O mercado financeiro, frequentemente associado a números e algoritmos, está cada vez mais digital. Porém, a verdadeira base de uma relação de longo prazo com os clientes ainda reside no fator humano. Roberto Lee, fundador da Avenue, plataforma de investimentos que conecta brasileiros ao mercado internacional, trouxe uma reflexão provocadora em sua entrevista ao programa Mundo Corporativo: “Automação melhora nossos preços, dá escala, mas é na ponta final que ganhamos confiança”. Para ele, a chave para conquistar e manter clientes vai além da tecnologia e está no entendimento profundo de suas necessidades.

Automação versus relacionamento humano

A automação desempenha um papel central nas operações da Avenue, proporcionando eficiência e escala. No entanto, Lee destaca que, apesar de suas vantagens, “trust” — confiança — não pode ser obtida apenas por meio de máquinas e algoritmos. “A automação coloca o ‘price point’ do serviço no lugar correto, mas é o ser humano que faz a diferença”, afirmou ele. A Avenue, que já reduziu o tempo de abertura de contas para cinco minutos, notou que, em certos momentos, essa facilidade gerou desconfiança em alguns clientes, levando a empresa a rever suas estratégias de comunicação e transparência.

Segundo Lee, empresas que pretendem se destacar no mercado precisam entender que “o comportamento da marca é o que realmente cria relações duradouras”. Ele enfatiza que não se trata apenas de oferecer um serviço, mas de guiar o cliente em sua jornada, ajustando o atendimento às expectativas e medos que ele carrega.

Alianças estratégicas e o valor da colaboração

Outro ponto destacado por Roberto Lee foi a importância das alianças no mercado financeiro. Para ele, o cenário atual exige parcerias até mesmo entre concorrentes. “Aprendi muito a trabalhar em conjunto, inclusive com meus concorrentes”, disse ele. Lee acredita que os maiores problemas só são resolvidos quando diferentes visões se unem para enfrentá-los. Essa abordagem colaborativa é, segundo ele, uma das razões que fazem empresas crescerem e se fortalecerem ao longo do tempo.

Lee também ressaltou a necessidade de adaptação rápida às mudanças no comportamento dos clientes. “Nós precisamos entender não apenas o produto, mas o cliente, colocando-nos no lugar dele e entendendo suas angústias”, afirmou.

Assista  ao Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

Após 40 anos de jornalismo, começa uma nova jornada que une educação e comunicação

Quarenta anos se passaram desde o meu primeiro dia em uma redação. Eram 10 de agosto quando sentei em frente a máquina de datilografia  e os cheiros da lauda, do carbono e da tinta que imprimia as letras no papel me faziam sentir pronto para desbravar o mundo com palavras —  uma ilusão, pois, não estava tão pronto assim; de verdade, ainda era um estagiário, um jovem aprendiz.  

Essa trajetória que se iniciou há quatro décadas me levou às mais diversas redações e forjou minha experiência no campo da comunicação. Aprendi na lide e com os leads, entrevistando, com os entrevistados e com os colegas. Da profissão que escolhi, surgiram as oportunidades para desenvolver novos conhecimentos. E de tanto aprender peguei o gosto por ensinar. Comecei pelo microfone, depois passei aos palcos, nas palestras, e, mais tarde, às páginas dos livros. Já escrevi cinco até agora.

Começar uma nova etapa profissional, em paralelo a todas as demais que seguirei exercendo, é como folhear um livro cujas páginas ainda não revelam o que está por vir. Mas sabemos que a história será rica. Talvez seja a oportunidade de retomar alguns fatos já contados, com um novo olhar e de um novo jeito. Talvez, a chance de acessar outros conhecimentos e se espantar com o mundo de sabedoria que temos para explorar. A comunicação é uma criatura viva, inquieta. Sempre em busca de novas maneiras de se expressar, de se conectar. Não há um fim; há sempre um novo começo. 

A decisão de ensinar me pareceu natural. É como compartilhar um segredo, só que sem mistério.  Agora, sinto que estou entrando em uma nova fase com a produção de um curso de comunicação, que se inicia on-line e pode se expandir nos mais diversos formatos, ampliando essa conversa. Um livro em branco, pronto para ser preenchido com histórias e descobertas, mas com a vantagem de que, dessa vez, a jornada não será solitária — será acompanhada de parceiros, mestres e de cada aluno que decidir fazer parte desse percurso.

A nova aventura, que se soma a maior delas que realizo diariamente na rádio CBN, surge a partir da parceria proposta pela WCES — empresa americana de educação e consultoria. Desde os primeiros contatos, Thiago Quintino, o fundador da startup e especialista em experiência do cliente, me dizia: “Comunicação é coisa séria.” E isso me fez lembrar de uma lição que aprendi ainda criança.

Lá no início, quando eu era pequeno e andava de mãos dadas com meu pai, ele me levava ao estúdio da rádio onde apresentava o principal noticiário do Rio Grande do Sul. Enquanto ele transmitia as notícias, eu ficava quieto, sentado num canto, quase sem me mexer, consciente da seriedade daquela missão. Foi ali, naquele estúdio silencioso, que aprendi a respeitar o microfone — aquele equipamento mágico que amplificava a voz do meu pai e fazia suas palavras chegarem longe. O microfone me ensinou que comunicação é coisa séria.

A decisão de participar de um curso, nos moldes do proposto pela WCES, não é apenas um passo a mais; é um salto. É reconhecer que o mundo mudou, que a comunicação não conhece mais barreiras físicas, e o ensino também precisa se adaptar a essa nova realidade. Assim como na rádio, onde a voz precisa alcançar o ouvinte onde quer que ele esteja, o nosso curso tem essa mesma missão: chegar ao público, onde quer que ele esteja, com a mesma paixão e compromisso de quem acredita no poder da comunicação para transformar.

Nessa caminhada, tive o privilégio de contar com mestres generosos que aceitaram o convite de ampliar o conhecimento. O filósofo Mário Sérgio Cortella vai falar de ética na comunicação; a futurista Martha Gabriel compartilhará sua visão sobre a importância do pensamento crítico em tempos de transformação digital; Leny Kyrillos, fonoaudióloga e colega de diversos projetos, trará sua expertise sobre a comunicação efetiva e afetiva; e meu companheiro de livro, Thomas Brieu, vai nos mostrar como o exercício da escuta pode ser transformador para as relações humanas. Novas vozes se juntarão a nós em breve, pessoas que têm muito a ensinar e que, assim como eu, acreditam que, por meio da educação, podemos nos tornar melhores.

Este é o momento de pegar a experiência acumulada, os aprendizados ao longo da carreira, as lições de nossos parceiros e transformá-los em algo acessível, prático e, principalmente, transformador. Afinal, a comunicação é isso: uma jornada constante de troca, de aprendizado e de evolução. E agora, esse caminho se faz na tela, na conexão entre professor e aluno, num espaço virtual que promete ser tão envolvente quanto uma boa crônica.

Participe do lançamento de “Comunicação Profissional – técnicas e práticas para o sucesso no trabalho”

Convidado especial: Milton Beck, Diretor-geral do LinkedIn 

Vagas limitadas 

Inscrição gratuita 

Dia: 26 de setembro, quinta-feira 

Hora: das 19h às 21h30 

Local: Edifício Milano | Espaço Olos 

Avenida Mário de Andrade, 1.400, 14º andar, Água Branca/SP 

Inscreva-se aqui:

https://abrir.link/JLqvh

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: os anúncios de rádio capturam melhor as mensagens da marca

“Os anúncios de rádio, segundo a pesquisa, são capazes de capturar melhor as mensagens da marca e com isso alimentar conversão em vendas. Sorte dos anunciantes!”

Jaime Troiano

A força do rádio e do áudio na publicidade vai além da nostalgia. Este é o tema do comentário de Jaime Troiano e Cecília Russo no quadro “Sua Marca Vai Ser Um Sucesso”, na CBN. A recente pesquisa conduzida pelo grupo de comunicação Dentsu revela que os anúncios em rádio e áudio são capazes de capturar melhor as mensagens da marca e estimular a conversão em vendas. “Trata-se acima de tudo de alguma coisa concreta”, afirma Jaime, ressaltando a eficácia do rádio como veículo publicitário.

Isso não se restringe apenas ao rádio tradicional. Cecília Russo aponta que “o estudo fala também de conteúdos de áudio de forma geral”, incluindo plataformas de streaming e podcasts, que têm se popularizado nos últimos anos. Ela enfatiza a evolução do rádio e dos streamings de áudio em conjunto com as tecnologias digitais, ampliando as possibilidades de alcance e engajamento.

No estudo“Attention Economy” – ou Economia da Atenção –, a Dentsu mostrou que os formatos em áudio conseguiram, em média, 56% mais efetividade na retenção da atenção dos ouvintes e das mensagens da marca do que a média dos outros meios. De acordo com informação de Andrea Ferraz, gerente de BI da Dentsu, “em média, os formatos de áudio geram 8% mais de lembrança de marca do que a média dos nossos estudos anteriores em outros meios”. 

A marca do Sua Marca

A principal marca deste comentário está em destacar a importância de medir o impacto da publicidade nos diferentes meios de comunicação. Como diz Jaime Troiano: “Usar algum meio de comunicação, seja ele qual for, por uma determinada marca, é claro que a gente precisa medir resultado.” Cecília também destaca a complexidade da atenção do consumidor na era da “bagunça mental” causada pelo excesso de informações visuais, e como os meios de comunicação em áudio podem escapar desse efeito.

Leia aqui mais sobre o estudo da Dentsu

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso

O “Sua Marca Vai Ser Um Sucesso” vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo. A sonorização é do Paschoal Júnior:

Mundo Corporativo: Tatiana Aloia e a integração entre tecnologia e cultura no mercado aeroespacial

Os bastidores da gravação do Mundo Corporativo Foto: Priscila Gubiotti

  “Nós temos diferentes culturas ao redor do mundo, mas o ser humano é o mesmo em todos os lugares.”

Tatiana Aloia, Aloia Aerospace

A liderança de uma empresa global exige mais do que estratégias de mercado, requer uma compreensão profunda das nuances culturais e a habilidade de integrar essas diferenças em um ambiente coeso. Essa foi uma das principais reflexões de Tatiana Aloia, cofundadora e CEO da Aloia Aerospace, em sua entrevista ao programa Mundo Corporativo, da CBN. À frente de uma empresa que atua no setor de reposição de peças aeronáuticas em diversos países, Tatiana destacou a importância de equilibrar a agilidade nos negócios com o respeito às particularidades de cada cultura, sem perder de vista o que é comum a todos: a natureza humana. “Nós passamos muitas horas da nossa vida, praticamente um terço do nosso tempo, trabalhando. Então, tem que ser prazeroso, tem que trazer alegria e bem-estar para todos”, afirmou. 

O aprendizado no início de carreira

Tatiana Aloia iniciou sua trajetória profissional aos 15 anos, movida pela vontade de trabalhar e aprender. Atuando inicialmente no setor automobilístico, ela se especializou em engenharia mecânica e gestão empresarial, o que a preparou para os desafios futuros. Após anos de experiência e aprendizados, tanto com colegas quanto clientes, surgiu a oportunidade de realizar um sonho antigo: fundar sua própria empresa. Em 2015, junto com seu irmão Tobias, Tatiana criou a Aloia Aerospace, levando sua expertise em gestão e atendimento ao cliente, enquanto Tobias contribuía com sua vasta experiência na aviação. “Unimos nossas forças e experiências para construir uma empresa que tem o cliente como foco desde o início”, relembra.

O foco no cliente como diferencial competitivo

A Aloia Aerospace tem se destacado no mercado global de peças de reposição aeronáuticas, não apenas pela eficiência logística, mas também pelo foco no atendimento ao cliente, de acordo com sua fundadora. Tatiana enfatizou que o cliente deve ser a prioridade em qualquer circunstância. “Muitas vezes o fornecedor pode ter falhado, mas nossa missão é resolver o problema do cliente, sem importar o que aconteceu nos bastidores.” 

Esse compromisso, segundo Tatiana, vem se consolidando como um dos pilares da empresa, que tem operações em diversos continentes e atende clientes de diferentes culturas. Calcula-se que existam 600 empresas que integram esse mercado competitivo. Para ela, respeitar as diferenças culturais e, ao mesmo tempo, manter o foco em elementos universais do relacionamento humano — como respeito e feedback constante — é o segredo para garantir um atendimento de excelência. “Temos que respeitar as culturas, mas em todo lugar, resposta rápida e educação são fundamentais.”

Investimento em IA 

A Aloia Aerospace já está implementando o uso de inteligência artificial (IA) em seus processos para otimizar o atendimento ao cliente e melhorar a eficiência na busca por peças aeronáuticas. Tatiana explicou que a IA está sendo utilizada para rastrear, em tempo real, a disponibilidade de peças em todo o mundo, facilitando o trabalho da equipe e agilizando as entregas. “Nosso objetivo com a IA não é substituir pessoas, mas fornecer ferramentas que aumentem a capacidade de resposta e precisão no atendimento. A tecnologia permite que nossa equipe tenha acesso a informações detalhadas e rápidas, o que faz toda a diferença em um setor onde o tempo é crucial”, ressaltou.

Ouça o Mundo Corporativo

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Conte Sua História de São Paulo: escolas de datilografia e bondes de teto de linóleo, eu vi

Rubens Cano de Medeiros

Ouvinte CBN

Foto: Mílton Jung

Por volta de 1960. Tenho treze anos. Mas não lembro se São Paulo já dispunha de supermercados – ao menos o pioneiro Peg-Pag, na Vila Mariana. Perto do Cine Phenix. Não faltavam mercearias, empórios ou quitandas, onde – tal qual em padarias, bares e botecos – uma plaquinha alertava. “FIADO? Quando o Corinthians for campeão”. Durou até 1977, sabemos. Osvaldo Brandão tirou as plaquinhas, das paredes.

Num incerto dia – quase noitinha, lembro – subi a escada de cimento e granilito do sobradão, ainda hoje em pé. Dobrando a esquina toda, Domingos de Morais com Rodrigues Alves, grandão! À frente do então lindo Largo Dona Ana Rosa, que mantinha resquícios, ainda, de footing… Ali, um entroncamento de trilhos e fios. Dos bondes; uns iam até São Judas; outros, até Santo Amaro. Mais um: Vila Clementino.

Então, eis-me no amplo salão de grandes janelas, onde ouvíamos o “tec-tetec”, típico, dos teclados da Escola de Datilografia Rodrigues Alves. Quando, inédita vez, meus olhos e minhas mãos acercaram-se pertinho de uma máquina de escrever – se lembro, hein! Uma Olivetti, meio esverdeada.

Aluno do curso, eu me sentava rente à janela. Donde podia ver – não antes visto – os bondes, de cima, que passavam. Algo me intrigava. Do chão, mal se notava. Era um revestimento escuro que recobria o bonde, exteriormente; todo o “teto” que suportava a alavanca de contato. Que seria “aquilo”? Perguntava-me, a mim. Alguém explicou. Era linóleo. Imensa lona que impermeabilizava o teto de madeira, do bonde, ante a intempérie. Igual aos tetos dos carros de passageiros da Santos-a-Jundiaí. Que podíamos ver na Luz, das passarelas sobre as plataformas. Jornais antigos mostram que ônibus paulistanos, de até os anos 40, também traziam revestimento de linóleo – um charme que carrocerias metálicas dispensaram, obviamente.

Todos sabem. A datilografia, a das máquinas, morreu, não? De atestado emitido – ironicamente – pela própria causa-mortis: e-mail! Digitar, no computador, eu? Não morro de amores. Sempre adorei da-ti-lo…grafar! Tanto que – inviável, descabido e anacrônico, sei bem, mas…

Deparasse eu, num jornal, com um fantasmagórico anúncio… Exatamente assim: “PRECISA-SE DE DATILÓGRAFO”, ah… Precisa-se, é? Algum rascunho de escritorinho, de fundo de corredor? Uma portinha só, uma tosca escrivaninha – puxa vida! – com uma autêntica Remington-Rand? Caramba!

Ei! Eô, eô: me chama, que eu “vô”!

Ouça o Conte Sua História de São Paulo

Rubens Cano de Medeiros é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos, visite o meu blog ou o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Mundo Corporativo: Matthias Schupp, CEO da Neodent, fala de cultura organizacional e inovação

Matthias Schupp na gravação do Mundo Corporativo

“A cultura da empresa nunca vai se adaptar a uma pessoa. É a pessoa que precisa se adaptar à cultura.”

Matthias Schupp, Neodent

Nos corredores de uma empresa global, a cultura organizacional não se molda pelas preferências individuais dos funcionários. Pelo contrário, quem ingressa deve se ajustar ao ambiente já estabelecido. Esse é um dos princípios que sustenta o sucesso da Neodent, líder brasileira em soluções odontológicas com presença em 95 países, de acordo com Matthias Schupp, CEO da companhia. Em entrevista ao Mundo Corporativo, da CBN, ele afirmou que o compromisso com a cultura empresarial é o alicerce que impulsiona a inovação e fortalece a marca.

A cultura, segundo Matthias, prospera quando é constantemente reforçada. “Cada pessoa que se junta à Neodent tem que se adaptar a essa cultura”, disse o executivo. Esse princípio gera, segundo ele, um “processo automático” que assegura a consistência dos valores organizacionais.

Investimento em pesquisa e desenvolvimento

Na fábrica da Neodent, em Curitiba, a área de pesquisa e desenvolvimento desempenha um papel crucial no avanço da odontologia moderna. Matthias, destacou que a empresa lidera o mercado de implantes, e também investe em soluções digitais e personalizadas. “Hoje, oferecemos não só implantes, mas também alinhadores transparentes e outras tecnologias de ponta, todas desenvolvidas no Brasil”, explicou o CEO. Ele ressaltou o orgulho em manter um centro de pesquisa avançado, onde são testadas novas técnicas que depois são replicadas globalmente, em sinergia com o Grupo Straumann. Essa estrutura permite à Neodent exportar tecnologia e conhecimento, consolidando sua presença em 95 países.

Matthias, também destacou o impacto crescente da transformação digital na odontologia. “A transformação digital que estamos vivendo agora é apenas o começo”, afirmou, mencionando inovações como o uso de impressoras 3D para próteses dentárias em tempo real e o uso de robôs em cirurgias odontológicas nos Estados Unidos.

A inclusão como chave para o futuro

Entre os desafios abordados, Matthias, destacou a importância da diversidade na cultura corporativa. “Acredito que somente as empresas que oferecem as mesmas condições para mulheres e homens terão um futuro brilhante”, disse ele, reforçando que a inclusão é um pilar essencial para o crescimento sustentável. Na fábrica da Neodent, 49% dos funcionários são mulheres, o que reflete a realidade da prática da diversidade na empresa, segundo Matthias Schupp.

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Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: a origem como chave para o futuro

Reprodução de anúncio da marca Dona Benta

“Dificilmente uma marca cresce negando sua origem. Até para ser original ela precisa reconhecer sua origem”.  J

Jaime Troiano

“The fruits are in the roots” ou, em português e sem a mesma rima,  “os frutos estão nas raízes.” Essa máxima foi criada por Joey Reiman, uma das maiores referências internacionais na área de publicidade e desenvolvimento de marcas. Jaime Troiano e Cecília Russo, que trabalharam com Reiman, consideram essa lição primordial para que as marcas garantam um crescimento sustentável e autêntico.

Em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Jaime reflete sobre como a essência de uma marca é fundamental para seu desenvolvimento. Para ilustrar essa ideia, ele menciona a marca Ypê como exemplo, destacando que, desde os primórdios, em Amparo, interior de São Paulo, o fundador Waldyr Beira cultivou uma ligação íntima com o produto que criava. “Quando nós queremos saber até onde uma marca é capaz de chegar, precisamos conhecer o seu DNA, sua história”, reforça Troiano. Essa visão não apenas preserva a identidade, mas também ilumina o caminho para inovações que respeitem a tradição da marca.

Cecília Russo trouxe outra experiência para fortalecer o pensamento de Reiman. Ela fala da trajetória da J. Macêdo, uma empresa centenária conhecida por marcas icônicas como Dona Benta e Petybon. Cecília destaca que “todas as empresas centenárias que conhecemos têm essa trajetória. Elas se reconstroem a partir de suas raízes.” Segundo ela, mesmo diante de inovações e ousadias, as raízes de uma marca são o terreno fértil de onde brotam os frutos mais valiosos. Essa conexão entre origem e sucesso é, para Cecília, uma constante nas histórias de empresas que perduram no mercado.

A Marca do Sua Marca

O principal ensinamento do quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso é a importância da coerência histórica e da identidade. As raízes de uma marca não apenas moldam seu presente, mas são o alicerce do seu futuro. A mensagem central é clara: conhecer e respeitar a origem de uma marca é essencial para construir um legado duradouro e bem-sucedido.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.

Mundo Corporativo: Christian Gebara, da Vivo, fala do futuro da inclusão digital no Brasil

Christian Gebara, da Vivo, nos bastidores do Mundo Corporativo. Foto: Priscila Gubiotti

“Mesmo as relações digitais podem ser cada dia mais humanizadas. Não é porque elas são digitais que precisam ser apenas transacionais.”

Christian Gebara, Vivo

Imagine um país continental, repleto de desafios de infraestrutura, que encontra na tecnologia um meio para transformar a realidade de milhões de pessoas. Para Christian Gebara, CEO da Vivo, a digitalização não é apenas uma tendência, mas uma ferramenta crucial para a inclusão social. Com a promessa de conectar quase a totalidade da população brasileira, a digitalização surge como um motor capaz de impulsionar educação, saúde e inclusão financeira. A importância dessa transformação digital e suas implicações para a sociedade foram o foco da conversa de Gebara no programa Mundo Corporativo

“Na minha opinião, é vital que um país como o nosso, que ainda enfrenta carências importantes de infraestrutura, possa aproveitar o investimento em digitalização para promover a inclusão social,” afirmou o CEO da Vivo.

A Vivo, como principal operadora de telecomunicações do país, se posiciona na linha de frente dessa transformação, com iniciativas que vão além da conectividade, incluindo educação, saúde e segurança digital. “A inclusão digital depende basicamente de três grandes coisas: cobertura, acessibilidade e letramento digital,” explicou Gebara, destacando o papel fundamental de políticas públicas que facilitem o acesso a dispositivos e reduzam a carga tributária sobre serviços de telecomunicações.

A Importância da Cobertura

No primeiro pilar, a cobertura, Gebara destaca a necessidade de uma infraestrutura robusta que chegue a todas as regiões do Brasil, não apenas nos grandes centros urbanos, mas também nas áreas mais remotas. “Hoje, estamos conectando quase 100% da população com 4G e já alcançamos cerca de 50% com 5G,” afirma. Esse avanço é resultado de investimentos significativos em redes de fibra ótica e na expansão de tecnologias móveis de última geração. Segundo Gebara, a digitalização oferece uma oportunidade sem precedentes para transformar a sociedade brasileira, desde que seja possível levar conectividade de qualidade a todos os cantos do país.

Acessibilidade e Letramento Digital

O segundo pilar, acessibilidade, refere-se à necessidade de tornar os dispositivos e serviços digitais economicamente viáveis para a população. “Grande parte da população não tem condições de comprar um aparelho 5G ou pagar por serviços de internet de alta qualidade,” explica Gebara. Ele defende a adoção de políticas públicas que reduzam a carga tributária sobre dispositivos e serviços digitais, facilitando o acesso para famílias de baixa renda.

O terceiro pilar, letramento digital, envolve capacitar a população para usar a tecnologia de forma produtiva e segura. Gebara enfatiza que o Brasil, embora seja um país com alta adesão às redes sociais e ao uso de smartphones, ainda carece de programas educativos que ensinem habilidades digitais. Ele cita, por exemplo, que apenas uma pequena parcela das escolas brasileiras possui computadores para seus alunos, em comparação com 98% das escolas americanas. “A inclusão digital não se resume a conectar pessoas. É preciso educá-las para que possam tirar o máximo proveito das ferramentas digitais em suas vidas diárias, seja para aprender, trabalhar ou acessar serviços de saúde,” argumenta.

Conectividade Humanizada

Uma preocupação constante para Gebara é garantir que a digitalização não afaste as pessoas umas das outras, mas que promova interações mais humanas. Ele defende a importância de combinar a tecnologia com um toque pessoal. “Nosso objetivo é que, mesmo com o uso de inteligência artificial, as interações com nossos clientes sejam humanizadas,” comenta. A Vivo investe em personalização de serviços e utiliza a inteligência artificial para oferecer um atendimento mais eficiente e adaptado às necessidades individuais dos clientes, seja através de aplicativos, WhatsApp ou atendimento em lojas físicas.

Assista ao Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o “Mundo Corporativo”: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves, Letícia Valente e Priscila Gubiotti.

Conte Sua História de São Paulo: o dia em que a freira e o Zorro foram detidos no aeroporto

Celia Corbett

Ouvinte da CBN

Foto de Nesrin Öztürk

Eram 1970. Tempos tumultuados. A ditadura tinha atingido seu auge. Qualquer manifestação de opinião contrária ao sistema era proibida. Nós éramos jovens estudantes, filhos respeitosos, gostávamos de Rita Lee, Chico Buarque, Beatles e assim seguíamos.

Estudantes mackenzistas com muito orgulho, estávamos entre o ensino médio e a faculdade. Eu cursava o último ano do Técnico de Administração e meu irmão, o Carlos, a faculdade de Engenharia. Todos nós éramos amigos dos amigos e formávamos um grupo muito legal. 

Fim de semana com festa era o máximo. Com festa a fantasia, era genial  Seria na casa da namorada do Andrade. Muita atrasada fui a loja de fantasia na Bela Vista e quase fiquei na mão. Tinha sim uma roupa que me servia. Mas será? De Freira? E assim foi. 

O quanto eu ouvi antes de sair de casa foi para a vida toda. Lá estava eu vestida com um hábito de freira perfeito, preto e branco, como manda o figurino. Mas qual a jovem de 16 anos não faria uma maquiagem a altura de uma festa de arromba. Festa, aliás, que estava fantástica com direito a odaliscas e piratas. Sensacional estava o Castro de zorro com capa e espada. Foi ele que me convidou para  acompanhá-lo e levar uma amiga lá pelos lados do Aeroporto de Congonhas. 

Nada era comparável ao café no aeroporto nos fins de noites daqueles ditos Anos Dourados. Aquele saguão chiquérrimo com seu piso quadriculado era muito badalado. O Castro tirou os adereços da fantasia e estava de calça e camisa pretas . Eu fiquei apenas com o hábito de freira e a maquiagem. E isso se transformou em um pesadelo.

Quando estávamos curtindo o saboroso cafezinho no balcão do salão fomos abordados por um policial que nos intimou a acompanhá-lo a delegacia do aeroporto. Por quê?

– Vocês estão detidos, disse o policial.

– Documentos na mesa, deu a ordem.   

    Logo nos apressamos a entregar a carteira de identidade e de estudante. Sim, de estudante porque mostrávamos que éramos pessoas de bem. Mas 1968 ainda estava na cabeça de todos assim como a Batalha da Maria Antonia, que fez com que nosso policial  nos condenasse antecipadamente.

    – Ah, estudantes do Mackenzie. Isso explica porque estão vestidos assim.

    Da festa de Ali Baba nos tornamos estudantes subversivos. Ficamos aterrorizados com a repressão do policial. Mesmo sem sofrer nenhuma agressão física, foi um pesadelo que só terminou quando o delegado de plantão chegou. Fez algumas perguntas: onde morávamos, oi que estávamos fazendo com as roupas estranhas. Todas devidamente respondidas. 

    Assim que fomos liberados pelo delegado, voamos para o carro que estava no estacionamento e de lá direto para casa. Além de um susto enorme, isso rendeu muita conversa pelos corredores do Mackenzie.

    Ouça o Conte Sua História de São Paulo

    Celia Corbett é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva agora o seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, visite o meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

    Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: quem nunca comprou um produto apenas pela embalagem?

    Foto de Polina Tankilevitch

    “Na jornada do branding, a embalagem está quase no final desse processo, pois é quando um produto chega aos consumidores. Mas ele é bastante importante por uma série de fatores”

    Cecília Russo

    A embalagem de um produto não é apenas mais um pacote ou embrulho para entrega; é uma ferramenta poderosa de comunicação que pode definir o sucesso de uma marca. Jaime Troiano e Cecília Russo, comentarista do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, entendem que o desenho da embalagem é um elemento crucial no processo de branding. Para comprovar essa ideia, eles fizeram uma pergunta aos ouvintes: “quem nunca comprou um produto apenas pela embalagem?”

    Cecília disse que o primeiro papel de uma embalagem é espelhar seu posicionamento. Ela explicou que o design deve refletir os valores e características da marca, desde as cores e ilustrações até a organização das informações. Um segundo aspecto é ter um design que gere reconhecimento, que capte a atenção das pessoas e de forma rápida sinalize quem você é. O objetivo é claro: facilitar o reconhecimento e a diferenciação do produto em uma fração de segundos, seja na prateleira de um supermercado seja na farmácia seja onde estiver exposto. “Tem gente que quer por tanta informação que a marca até some,” alertou Cecília, enfatizando a importância da simplicidade e da clareza.

    Jaime Troiano, por sua vez, destacou o papel sedutor das embalagens e ilustrou seu pensamento convidando o leitor a pensar no cenário que temos hoje nas farmácias, onde os produtos de uso pessoal competem ferozmente por atenção. “Quem me disser que não é seduzido por uma embalagem de um creme, ou de um shampoo, vou até desconfiar,” disse Jaime. 

    Ele enfatizou que a escolha das cores e o desenho devem ser estrategicamente pensados para transmitir sensações de confiança e qualidade. “Você não imagina comprar um produto para pele que seja um vermelhão. A impressão que passaria é que iria irritar a pele, descamar, machucar ou coisa assim”, comentou. 

    A marca do Sua Marca

    O comentário no quadro “Sua Marca Vai Ser Um Sucesso” destacou a necessidade de enxergar as embalagens como uma extensão da estratégia de marca. Criar uma embalagem eficaz não é apenas uma questão de bom gosto, mas sim de planejamento estratégico e conhecimento técnico. “Contrate um bom designer,” aconselhou Jaime Troiano, “que pense no design não pelo design puro, mas como consequência de uma estratégia para a marca.”

    Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso

    O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo. A sonorização é do Paschoal Júnior: