Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: cinco segredos das marcas que resistem ao tempo

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Manter-se no topo é um feito para poucas marcas, e alcançar essa longevidade requer muito mais do que estratégias pontuais ou campanhas de impacto. Esse foi o tema do “Sua Marca Vai Ser Um Sucesso”, em que Jaime Troiano e Cecília Russo discutiram as lições do projeto Marcas Mais, realizado para o Estadão nos últimos dez anos. O segredo, apontam, está em um conjunto de valores e práticas que mantêm essas marcas em sintonia com seu público ao longo do tempo. “Algumas marcas só estão nesse estudo nos primeiros lugares porque nunca abandonaram a preocupação em ser consistentes”, destacou Jaime Troiano, ressaltando o papel essencial da solidez no relacionamento com os consumidores.

Cecília Russo complementou ao lembrar que, mesmo em momentos críticos, como durante a pandemia, as marcas bem-sucedidas se mantiveram presentes e atentas ao que vinha das ruas. “Elas nunca pararam de investir em comunicação e sempre foram humildes o suficiente para ouvir o que os clientes estavam dizendo”, disse ela, enfatizando o valor da escuta ativa.

Lições dos campeões do Marcas Mais

Em seguida, Jaime e Cecília pontuaram as lições que o estudo Marcas Mais trouxe sobre as práticas que distinguem marcas longevas e bem posicionadas. Confira abaixo:

Cinco lições do Marcas Mais
1. Consistência é a chave: As marcas que se mantêm no topo não abandonam a preocupação em serem consistentes, preservando seus valores e legado ao longo dos anos.
2. Expansão com autenticidade: Marcas bem-sucedidas expandem seu alcance sem ultrapassar os limites de sua identidade, mantendo sua autoridade e reconhecimento.
3. Comunicação contínua: Mesmo em tempos desafiadores, essas marcas investem continuamente em formas de comunicação, sempre trazendo novidades e mantendo o diálogo com o público.
4. Escuta ativa e humildade: Marcas duradouras ouvem atentamente seus consumidores, evitando o erro da “vaidade corporativa” e tomando decisões alinhadas ao que o público valoriza.
5. Propósito de longo prazo nas empresas familiares: Marcas familiares de sucesso transmitem seu propósito de geração em geração, reforçando que o objetivo é mais do que apenas lucro.

A marca do Sua Marca

Para Jaime e Cecília, as marcas que se destacam buscam sempre evoluir sem perder a essência e mantêm uma postura de “eterno aprendiz”. Jaime arriscou cantarolar Gonzaguinha 

Viver e não ter a vergonha

De ser feliz

Cantar, e cantar, e cantar

A beleza de ser um eterno aprendiz

Essa postura de escuta e adaptação contínua torna-se o diferencial entre as marcas passageiras e aquelas que se consolidam na preferência dos consumidores.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso

O “Sua Marca Vai Ser Um Sucesso” vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.

Mundo Corporativo: Fernando Pantaleão, da Visa, revela como IA e PIX revolucionam a segurança e a velocidade dos pagamentos no Brasil

Fernando Pantaleão no estúdio no Mundo Corporativo. Foto: Priscila Gubiotti CBN

“No final é usar o máximo de dados possível, com maior possibilidade de aproximação de hipóteses, para poder gerar um resultado melhor.”

Fernando Pantaleão, Visa

No mundo dos pagamentos digitais, a evolução vai muito além das maquininhas de cartão. Cada vez mais, tecnologias de ponta como inteligência artificial e machine learning redefinem o modo como consumimos, protegemos dados e aprimoramos a experiência de compra. Segundo Fernando Pantaleão, Vice-Presidente de Vendas e Soluções para Comércios da Visa do Brasil, esse avanço acelerado, impulsionado pela digitalização e por soluções como o PIX, está exigindo do setor uma adaptação rápida e constante. Ele compartilhou essas reflexões em entrevista ao programa Mundo Corporativo, ressaltando a importância de compreender e responder às novas demandas de segurança e conveniência para o consumidor.

IA e Machine Learning: Segurança e Eficiência no Combate às Fraudes

Para a Visa, a inteligência artificial e o machine learning não são apenas tecnologias de ponta, mas ferramentas essenciais para criar um ambiente de pagamento seguro. “A inteligência artificial e a história do machine learning… no final é usar o máximo de dados possível, com maior possibilidade de aproximação de hipóteses, para poder gerar um resultado melhor,” afirmou Pantaleão. Ele destacou que esses sistemas analisam volumes massivos de dados, permitindo uma resposta ágil e precisa na prevenção de fraudes. A Visa investe significativamente em inteligência artificial generativa, que, segundo Pantaleão, é uma das estratégias mais eficazes para antecipar e bloquear transações suspeitas antes mesmo que ocorram, garantindo que os consumidores possam contar com uma segurança robusta e invisível a cada compra.

Inovação e Velocidade: O Novo Desafio no Setor de Pagamentos

Pantaleão destacou a necessidade de investir na velocidade e empoderamento das equipes para implementação de tecnologias de pagamento seguras e eficientes. “A velocidade é fundamental, ou o poder de decisão é fundamental. E precisa disso. Senão você não tem velocidade de implantação de coisa nova,” afirmou ele, acrescentando que a Visa tem investido fortemente em soluções de segurança para minimizar fraudes e maximizar o índice de conversão nas vendas.

Outro ponto abordado foi o impacto da chegada do PIX, que ele classificou como um divisor de águas para o comércio eletrônico no Brasil. “A gente vê a chegada do PIX como muito importante para o Brasil, muito desafiadora,” mencionou Pantaleão, reforçando que a competição aumentou e a conveniência para o consumidor nunca foi tão grande. A digitalização promovida por essas novas formas de pagamento ampliou as oportunidades para empreendedores de diferentes portes, especialmente com a introdução de tecnologias como o “Tap to Phone”, que transforma o smartphone em uma máquina de pagamento.

Assista ao Mundo Corporativo

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Conte Sua História de São Paulo: mudei o caminho para relembrar a Ilha do Bororé

Jorge Almeida

Ouvinte da CBN

Balsa na Ilha de Bororé
A balsa para a Ilha do Bororé Foto: Devanir Amancio

Quando eu era criança, nos anos de 1990, frequentava quinzenalmente a Ilha do Bororé, extremo sul da capital paulista. Meu pai, Jorge Miguel de Almeida, potiguar, cinco filhos, pintor de automóveis, não dispensava uma pescaria. Sempre que podia, saia religiosamente às seis da manhã, do Jardim São Luis com destino a Ilha do Bororé.

Seu Jorge nunca ia sozinho: quando não era um dos amigos de copo, chamava um dos filhos. Geralmente meu saudoso irmão Jair ou este que vos fala. Nunca fui interessado por ficar à beira da represa Billings, horas e horas, a espera de um peixe fisgar a isca da vara de pescar. Gostava mesmo era da viagem.

Embarcávamos no ônibus que estampava no letreiro “Represa”. De verdade, o ônibus fazia ponto final na avenida De Pinedo. Descíamos perto da ponte do Socorro e seguíamos no 6079/10 – Ilha do Bororé, da extinta viação São Camilo. Assim que passávamos a entrada do Jardim Eliana, na Belmira Marin, encontrávamos a longa fila de carros para atravessar a balsa. A gente aproveitava para debochar dos motoristas, a medida que os ônibus não precisavam esperar na fila. O ponto final era na segunda balsa, quando meu pai e eu desembarcávamos para fazer a travessia, no limite com São Bernardo.

Já do outro lado, meu pai preparava seu arsenal de varas, anzóis, iscas, tarrafas e tudo aquilo que um pescador necessitava. Sem paciência para pescar, gostava mesmo é de dar uns mergulhos na represa.

Em 1994, com 12 anos, ganhei um título do clube de campo Village Santa Mônica, que ficava na própria Ilha do Bororé, por conta de uma redação que fiz na escola. O que fez aumentar a frequência naquele pedaço de Mata Atlântica. Época em que o rolê ganhou novos adeptos e o comboio familiar era formado por três Kombis. Uns pescavam enquanto outros cuidavam do piquenique e da churrasqueira. Eu e meus irmãos aproveitávamos a piscina. O clube foi vendido e nós deixamos de visitar a Ilha do Bororé.

Em 2018, 22 anos depois da minha última visita na ilha, estava levando minha afilhada no Cantinho do Céu. Na volta para casa, em vez de seguir pelo caminho de praxe, fiz a logística inversa: embarquei no ônibus para a Ilha do Bororé. Fui até a segunda balsa. Peguei outro ônibus, o EMAE, até a balsa João Basso. E mais outro até o centro de São Bernardo. De lá, embarquei em um trólebus pelo corredor metropolitano até o terminal Diadema. Segui pelo corredor ABD até a estação Brooklin, na linha 5-Lilás, do metrô. Enfim, cheguei em casa. 

Uma viagem enorme que valeu pelas lembranças dos meus tempos de Ilha do Bororé.

Ouça o Conte Sua História de São Paulo

Jorge Almeida Jr. é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva o seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, viste o meu blog, miltonjung.com.br, e o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Mundo Corporativo: Walter Longo nos ajuda a pensar sobre a IA e o futuro das relações humanas

Walter Longo no estúdio da CBN Foto: Priscila Gubiotti/CBN

“Nós achamos que estamos livres em opinião, mas na verdade estamos cada vez mais fechados em nós mesmos.”

Walter Longo, especialista em inovação

Presente no seu WhatsApp, embarcada no celular novo e em diversos serviços do cotidiano, a inteligência artificial já nos transformou — embora muitos ainda não compreendam o impacto. Desde 30 de novembro de 2022, quando a OpenAI lançou sua IA generativa, essa tecnologia vem sendo explorada e multiplicada em ritmo acelerado. 

Para entender como essa mudança molda nossa interação com as pessoas, as empresas e as máquinas, o Mundo Corporativo foi em busca de alguém que tem feito profundas reflexões sobre este cenário: Walter Longo, especialista em inovação e transformação digital. Na entrevista, Longo nos convida a olhar além do potencial técnico da IA e nos desafia a utilizar essa tecnologia para resgatar uma parte essencial da humanidade.

Exteligência: a nova habilidade essencial

Walter Longo observa que, em um cenário de transformação digital acelerada, a capacidade de se integrar em rede, ou exteligência, tornou-se mais importante que a inteligência individual. “A grande missão de um líder é analisar não a inteligência do meu comandado, mas a exteligência dele”, explica. Para ele, a metáfora do “cinto de utilidades” do Batman captura bem essa nova realidade: a tecnologia, por meio de algoritmos e ferramentas digitais, oferece a cada profissional recursos para maximizar suas capacidades.

A tecnologia, segundo Longo, tanto substitui atividades repetitivas como nos devolve o recurso mais precioso: o tempo. Ele ressalta, no entanto, que essa liberdade implica uma nova responsabilidade: “O que você vai fazer com este tempo é uma decisão individual”. Com isso, Longo sugere que essa liberdade conquistada deve ser usada com propósito, equilibrando produtividade e tempo para atividades que nos enriquecem.

O vocabulário como ponte para interagir com a IA

Para Walter Longo, interagir de forma eficaz com a IA depende de um vocabulário rico e preciso. A qualidade das respostas, explica ele, depende da clareza e profundidade com que formulamos nossas perguntas. “A IA só nos devolve o que pedimos. Ter um vocabulário vasto e variado é fundamental para obter dela o melhor suporte.” Longo exemplifica essa precisão com a diferença entre “enfrentar”, “afrontar” e “confrontar” — palavras tratadas como sinônimos, mas com nuances distintas. Outros exemplos incluem “obsessão”, “compulsão” e “possessão”, três estados muitas vezes confundidos. “Esses detalhes do vocabulário melhoram a interação com a IA, garantindo que ela compreenda exatamente o que queremos, sem ambiguidades”, destaca.

Ele recomenda a leitura diária como exercício essencial para aprimorar o vocabulário e expandir o repertório linguístico. “Leia ao menos uma hora por dia; é um hábito que amplia seu vocabulário e treina a mente para reconhecer variações e significados.” Esse hábito, segundo Longo, permite que as pessoas aprimorem a comunicação com máquinas e também enriqueçam o diálogo com outros seres humanos. Ele argumenta que a leitura é uma prática necessária para a evolução da inteligência humana, especialmente em uma época em que a tecnologia avança rapidamente e nos exige adaptação.

A armadilha dos algoritmos

Longo alerta também para o risco de isolamento imposto pelas recomendações de algoritmos. Ele observa que esses sistemas limitam a pluralidade de opiniões ao exibir conteúdos com os quais já concordamos, reduzindo nosso contato com o contraditório e enfraquecendo o senso crítico. “Achamos que estamos livres em opinião, mas estamos cada vez mais fechados em nós mesmos.” Segundo ele, essa ilusão de “liberdade” reforça uma bolha de conveniência que nos afasta de desafios intelectuais.

Além disso, Longo ressalta o impacto da “gratificação instantânea” que caracteriza a era digital, transformando consumidores e colaboradores. Essa busca por recompensas imediatas revela uma aversão ao compromisso de longo prazo. Ele exemplifica com a moda do fast fashion e outras tendências passageiras, como o fenômeno dos food trucks, que explodem e desaparecem rapidamente. “Essa visão efêmera gera uma gratificação instantânea, mas nos deixa com a sensação de que tudo é passageiro”, comenta.

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Mundo Corporativo: Katia Regina, da Nestlé, revela como a personalização de benefícios transforma o engajamento nas empresas.

Kátia Regina nos bastidores do Mundo Corporativo Foto: Priscila Gubiotti/CBN

“Se você não muda essa consciência de que, para ganhar o engajamento da pessoa, você tem que ir muito além do financeiro, coloca em risco a sustentabilidade da sua organização.”

Katia Regina

A transformação nas empresas não depende apenas de salários competitivos, mas da capacidade de oferecer bem-estar e reconhecimento que vão além do valor financeiro. Esse é o foco da entrevista com Katia Regina, Diretora Regional de Total Rewards da Nestlé para América Latina, que destaca a importância de uma gestão que valoriza o colaborador de maneira holística. Segundo ela, “as pessoas não buscam apenas o reconhecimento financeiro, mas também benefícios que impactem sua vida como um todo”. Esse movimento tem ganhado força, especialmente em meio às novas gerações.

No programa Mundo Corporativo, Katia compartilhou sua visão sobre como a valorização dos profissionais é essencial para a sustentabilidade das empresas. Ela destaca que o reconhecimento deve ser personalizado, levando em consideração as necessidades individuais de cada colaborador e suas famílias. “É uma transformação gigante da organização”, afirmou, ao explicar como a Nestlé tem desenvolvido estratégias voltadas para a saúde, bem-estar e qualidade de vida dos seus funcionários.

Personalização e a nova realidade do mercado

O desafio de atender a milhares de colaboradores com programas personalizados é grande, mas Katia Regina acredita que é possível. Na Nestlé, um exemplo disso são as avaliações de saúde realizadas anualmente, que geram dados importantes para a criação de programas focados nas necessidades específicas de cada grupo. “Nós temos uma população que está precisando melhorar o sono, e outra que precisa de suporte na saúde mental”, explicou. A personalização é essencial para garantir o engajamento, e a tecnologia tem sido uma aliada nesse processo.

Outro ponto levantado por Katia é a mudança de consciência que deve partir dos líderes. “Nós só vamos conseguir fazer essa transformação cultural se o líder entender que isso é importante para ele e para suas pessoas”, disse, enfatizando a necessidade de uma liderança comprometida com o bem-estar de seus times.  

Uma trajetória marcada pela inclusão e liderança transformadora

Katia Regina construiu uma carreira sólida na Nestlé, onde começou como estagiária e, ao longo de mais de 20 anos, passou por diversos cargos, como assistente, analista e trainee, até assumir a posição de Diretora Regional de Total Rewards para a América Latina. Hoje, lidera iniciativas que impactam mais de 56 mil vidas, entre colaboradores e seus dependentes, com foco na personalização de benefícios e na equidade salarial, especialmente em relação à diversidade de gênero e raça.

Como mulher negra e cadeirante, Katia traz uma perspectiva única para a inclusão dentro da empresa, sendo uma defensora da importância de reconhecer as necessidades individuais de cada funcionário. Refletindo sobre sua trajetória, Katia destaca: “Eu acho que essas minhas qualidades me ajudaram a estar no cargo onde eu estou, porque as empresas hoje são muito mais diversas e só consegue falar com propriedade quem realmente entende do tema.” Agora, ela se prepara para mais um desafio, assumindo novas responsabilidades com sua transferência para o México, reforçando seu compromisso com a valorização e o bem-estar dos colaboradores.

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Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: além das telas?

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“A lição vale para marcas e para nós, pais e avós, que tenhamos equilíbrio para combinar o on e o offline, as brincadeiras de roda e as atividades na tela”. 

Cecília Russo

As marcas podem ajudar a afastar as crianças das telas? Considerando o que já conversamos, em comentários anteriores, sobre o papel social e pedagógico que as empresas exercem, assumir essa responsabilidade e promover um equilíbrio saudável entre o digital e o físico faz todo sentido. Esse foi o tema do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso que foi ao ar no Dia das Crianças. No comentário, Jaime Troiano e Cecília Russo exploram como algumas marcas têm se destacado ao incentivar brincadeiras que fogem ao domínio das telas.

Cecília Russo destaca o exemplo de Omo, que, por meio da campanha “Se sujar faz bem”, promove o brincar ao ar livre e longe dos dispositivos. “Podem dizer que isso é pregar em causa própria”, comenta Cecília, “mas é uma pregação que faz um bom serviço à sociedade”. A marca, segundo ela, oferece sugestões de atividades fora das telas, incentivando pais e filhos a valorizarem o tempo juntos em atividades físicas e criativas.

Jaime Troiano, por sua vez, expressa preocupação com o uso excessivo das telas pelas crianças, mas pondera que o digital, quando usado com equilíbrio, pode coexistir com experiências tradicionais. Ele cita a Lego como um exemplo de marca que soube equilibrar o mundo físico e o digital. “Até a marca Lego, diga-se de passagem, admirável, se reinventou com base no digital, transportando seus bloquinhos também para outra esfera. Por sorte, ela manteve os pés nos dois lugares”, afirma Jaime.

A marca do Sua Marca

O comentário de Jaime Troiano e Cecília Russo destaca o compromisso social que as marcas devem ter com suas audiências, principalmente com as crianças. A mensagem principal do quadro é que o equilíbrio entre as telas e as brincadeiras ao ar livre é essencial, tanto para os pais quanto para as empresas que dialogam com esse público. Manter essa dualidade — entre o digital e o físico — pode ser a chave para conquistar e, ao mesmo tempo, proteger as futuras gerações.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.

Mundo Corporativo: Lucia Mees, da IPM, fala de cuidados no uso da IA e a inovação no setor público

Lucia Mees nos bastidores do Mundo Corporativo. Foto: Priscila Gubiotti/CBN

“Pensa e analise muito bem a situação atual do seu mercado. Entenda profundamente o presente para que, então, você consiga criar soluções para o futuro.”

Lucia Mees, IPM

A transformação digital já deixou de ser uma tendência e passou a ser uma exigência no ambiente corporativo. Mas será que estamos aplicando as ferramentas certas para isso? Segundo Lucia Mees, vice-presidente da IPM Sistemas, há um perigo em tratar a inteligência artificial como a solução para todos os problemas. “Talvez a IA não seja a grande ideia”, alerta. Essa reflexão sobre o uso exagerado da IA, sem entender seu real valor para o negócio, foi o ponto central de sua participação no programa *Mundo Corporativo*, da CBN.

Lucia, que atualmente está cursando um MBA em Stanford, compartilhou sua experiência à frente da IPM, empresa que desenvolve soluções tecnológicas para o setor público. Ela destacou que, apesar do potencial da inteligência artificial, “não dá para simplesmente adotar a tecnologia sem entender profundamente o seu modelo de negócio e o que o cliente realmente precisa”.

O erro comum ao implementar IA nas empresas

Durante a entrevista, Lucia trouxe um dado revelador: apenas 50% dos projetos que utilizam IA conseguem sair do protótipo para o lançamento. “Isso significa que ainda tem muito dinheiro sendo perdido, e muitas vezes nem percebido”, explicou. O problema, segundo ela, não é a tecnologia em si, mas a falta de preparação das empresas e dos líderes para entenderem como aplicá-la corretamente.

Lucia também apontou que um dos maiores erros das companhias é tratar a IA como uma solução universal. “Muitas vezes, as empresas usam a inteligência artificial como um martelo procurando pregos, mas não é assim que funciona. Precisamos analisar o que realmente pode ser resolvido com IA e o que pode ser feito com soluções mais simples e já conhecidas”, afirmou.

Ela sugere que, antes de investir pesado em novas tecnologias, as empresas precisam entender se possuem os dados e a estrutura necessária para isso. “Será que é isso que o meu cliente quer, ou será que ele só queria uma interface mais amigável?”, questiona.

Inovação no setor público e a importância do erro

Lucia também abordou o impacto da inovação no setor público, onde a IPM Sistemas atua, criando soluções que melhoram a eficiência e a gestão dos serviços públicos. “O desafio maior é como criar um ambiente que estimule a inovação sem medo de errar”, disse. Segundo ela, a inovação verdadeira só acontece quando as empresas permitem que os funcionários errem e aprendam com os erros.

Ela destacou que as empresas devem criar um espaço seguro para a discussão e o questionamento, onde seja possível discordar e explorar diferentes perspectivas. “Errar faz parte do processo de inovação. Se os líderes não entenderem isso, vão continuar tendo equipes com medo de propor ideias novas”, ressaltou.  

A IA que torna mais fácil a vida do cidadão

A IPM desenvolveu um serviço de inteligência artificial chamado Dara, voltado para simplificar a interação do cidadão com o setor público. Utilizando uma interface amigável via WhatsApp, Dara permite que o cidadão resolva questões como o agendamento de consultas médicas de forma automatizada e eficiente, sem a necessidade de navegar por menus complexos ou acessar diversos sites. “Com o Dara, estamos oferecendo uma experiência simplificada e mais prática para o cidadão, que pode resolver suas demandas diretamente do celular, como se estivesse conversando com um amigo”, destacou Lucia Mees. Segundo ela, essa inovação já está proporcionando uma economia significativa no setor público, além de melhorar a experiência do usuário.

De acordo com Lucia, existem outras soluções inovadoras que já impactam positivamente a gestão pública, como o sistema ERP em nuvem que integra todas as áreas da administração municipal, permitindo acessibilidade e agilidade no processamento de dados. Um exemplo prático é o uso da inteligência artificial preditiva para identificar potenciais problemas de saúde pública, como prever o risco de infartos e diabetes em determinados grupos da população, com 18 meses de antecedência, a partir de dados rotineiros. “Nossa tecnologia permitiu, por exemplo, reduzir filas no SUS e melhorar a alocação de recursos de forma mais eficiente, gerando uma economia de até R$ 6 bilhões anuais”, explicou Lucia.

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Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: o valor de comemorar aniversários de marcas

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“O aniversário não é apenas uma sinalização do tempo já transcorrido. Mas é o momento em que a marca pode renovar seus compromissos”

Cecília Russo

Comemorar o aniversário de uma marca vai além de celebrar o tempo de existência. É uma oportunidade estratégica de renovação de compromissos e de reafirmar a conexão com clientes, colaboradores e parceiros. Jaime Troiano e Cecília Russo destacaram a importância de as empresas saberem aproveitar esses momentos, no “Sua Marca Vai Ser Um Sucesso”, que vai ao ar no Jornal da CBN.

Jaime Troiano destacou a pertinência dessas celebrações, afirmando que “vale a pena porque nós todos respeitamos essas datas em nossas próprias vidas. E marca, muitas vezes, é quase uma pessoa com quem convivemos em nossas vidas”. Além disso, ele apontou que aniversários são momentos ideais para reafirmar o compromisso com clientes e colaboradores, renovando a confiança de que a marca seguirá firme no futuro.

Cecília Russo complementou, dizendo que os aniversários também são uma boa oportunidade para anunciar mudanças importantes na empresa: “Tanto mudanças internas que os colaboradores precisam conhecer, quanto mudanças para o mercado, como uma nova linha de produtos ou presença em outras regiões”. Segundo ela, esse é um momento em que as marcas têm a chance de mostrar que, mesmo com o passar do tempo, estão se renovando e recomeçando.

A marca do Sua Marca

A principal marca do comentário desta semana é o reforço da ideia de que comemorar aniversários é uma maneira de renovar, comunicar mudanças e reafirmar compromissos com o mercado e os colaboradores. Ignorar essa data pode gerar dúvidas sobre o futuro da empresa, enquanto celebrá-la fortalece laços e projeta confiança.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso

O “Sua Marca Vai Ser Um Sucesso” vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo. E a sonorização é do Cláudio Antonio.

Conte Sua História de São Paulo: as frases do realejo do Parque do Trianon

Tania Plapler Tarandach 

Ouvinte da CBN

Sou a primeira criança brasileira em uma família de judeus fugidos da Polônia por causa do antissemitismo, nascida nesta Pauliceia, chamada “desvairada”. Minha mãe deixou uma pequena cidade, no norte do Paraná, especialmente para dar à luz na Avenida Paulista. Ali, na esquina com a Alameda Rocha Azevedo onde hoje está uma agência da Caixa Econômica e o restaurante Spot, que eu nasci. Um casarão no meio de um jardim, todo verde. Me levaram para o Paraná, porém, São Paulo era o meu lugar.

Viemos, meus pais e eu, para morar na rua Oriente, no Brás. Minha alegria de menina, quase sete anos, era quando chegava o fim de semana. Ai eu voltava para a Avenida Paulista. Para o Parque Trianon. Lugar todo verde, com as árvores muuuito altas, os bancos de madeira, onde sentávamos para respirar o ar puro do lugar. E tinha um prêmio: antes de ir embora, no portão do parque, lá estava o homem do realejo, girando a manivela sempre com a mesma música. Aquele pássaro que saia da gaiola, olhava pra mim e bicava uma folhinha de papel, escolhida entre tantas dentro da caixinha: umas amarelas, outras verdes, rosas e azuis, todas bem clarinhas. Cada vez ele me entregava uma frase mais linda que a anterior. Era tão bom que faz minha felicidade recordar até hoje, cada vez que vou ao Trianon (e vou bastante, pois moro perto).

Sou uma Paulistana (com P maiúsculo) da Avenida Paulista! Orgulhosa desse título, faço coro com o poeta Guilherme de Almeida, na frase escolhida para o brasão da cidade: ”non ducor, duco”! Não sou conduzido, conduzo!

Ouça o Conte Sua História de São Paulo

Tania Plapler Tarandach é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Envie agora o seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, visite o meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: quando uma commodity se transforma em marca

“Quando um commodity é vendido como uma marca, o cenário de negócios muda completamente. Os cuidados com o produto precisam ser ainda maiores”

Cecília Russo

No universo do branding, até mesmo produtos básicos como arroz ou grama podem deixar de ser commodities para se tornarem marcas reconhecidas. Este é o tema do comentário de Jaime Troiano e Cecília Russo no”Sua Marca Vai Ser Um Sucesso”, da CBN. O debate traz à tona como itens, que à primeira vista parecem indiferenciados, ganham valor ao serem transformados em marcas.

Jaime Troiano explica: “Quando você compra carne com marca, como Friboi ou Frisa, paga um preço mais alto pela confiança na qualidade e no resultado que esse produto oferece”. Cecília Russo complementa: “Commodities, como arroz, deixam de ser apenas produtos comuns quando ganham um nome, como o Arroz Tio João. A partir desse ponto, entram em um novo patamar de diferenciação”.

O programa discute como a transformação de commodities em marcas requer um cuidado redobrado. Ao dar um nome a um produto que antes era vendido apenas por toneladas, empresas precisam investir em comunicação, design de embalagem e estratégias de marketing. A entrega de um valor percebido, que justifique um preço maior em relação à commodity, é essencial.

A marca do Sua Marca

O comentário destaca que “a confiança na qualidade” é o principal pilar quando uma commodity se transforma em marca. Esse certificado de origem, como mencionado por Jaime Troiano, é um dos pontos centrais que sustenta a diferenciação no mercado, e o consumidor passa a pagar não só pelo produto, mas pela marca que ele representa.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso

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