Conte Sua História no Rádio de São Paulo: a frustração no programa de auditório

Por Valdicilia C. Tozzi de Lucena

O rei do Rádio em foto de arquivo

Tenho uma história do rádio para contar. Aliás, a história não é minha. É, sim, da minha mãe. Minha mãe Ruth que faleceu em 2018 com 93 anos bem vividos. Uma pessoa de muita personalidade e corajosa. 

Dona Ruth nasceu em 1924, e, creio que essa história foi por volta de1950. Ela era a pessoa da família que saía para resolver todos os problemas de seus parentes. Então, era normal sair de Osasco — na época apenas um bairro de São Paulo — para o centro da cidade. Às vezes dava entrada em uma documentação e a solução seria no mesmo dia só que bem mais tarde. Então, o que fazer?

Enquanto esperava na cidade, minha mãe assistia aos programas de rádio que na época tinha auditório.  Ela sempre gostou muito disso, creio que se fosse jovem, hoje em dia, não perderia um show. 

Bem, mas voltando lá atrás. Coincidiu que estava num auditório e adivinha? O cantor a se apresentar seria Nelson Gonçalves. Ela adorava a voz dele, adorava suas músicas. Quando foi anunciado e Nelson Gonçalves apareceu no palco foi a maior decepção de sua vida. Como poderia alguém tão baixo, tão magro  nem tão bonito  ter uma voz tão maravilhosa!

Enfim, esse era o encanto do rádio naquela época. Você podia imaginar o seu ideal para  voz que ouvia.

Valdicilia C. Tozzi de Lucena e sua mãe, Dona Ruth, são personagens do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também a sua história da nossa cidade e envie seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br

Mundo Corporativo: José Marcelo de Oliveira, do Hospital Oswaldo Cruz, fala do desafio de ser inovador aos 125 anos

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“Essencial é trazer a visão do cliente para dentro. Essa visão de cliente é o que desempata os dilemas e as discussões e o que alinha os interesses de uma discussão que muitas vezes é interna e não está sendo endereçada na perspectiva do paciente”.  

Dr José Marcelo de Oliveira, Hospital Oswaldo Cruz

O corpo clínico que oferece qualidade no atendimento e a cultura aberta para que o conhecimento seja compartilhado e a inovação se expresse. São dois dos elementos que permitiram que o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, chegasse aos 125 anos de fundação, a despeito de ter enfrentado duas grandes guerras mundiais e duas pandemias de alta periculosidade —- a última bem conhecida de todos nós, a da Covid-19. Essa é a opinião do Dr José Marcelo de Oliveira que assumiu o cargo de diretor-presidente da instituição, em junho do ano passado.

Em entrevista ao Mundo Corporativo, Jota, como costuma ser chamado pelos colegas,  explica que a cultura aberta se realiza a partir de ferramentas colaborativas que permitem a coleta de ideias de qualquer um dos 3.500 profissionais e cerca de 4 mil médicos diante de temas ou desafios que surgem na instituição. Os colaboradores oferecem soluções que são analisadas pelos gestores e classificadas pelo próprio grupo, que participou da elaboração das propostas, e selecionará aquelas que serão implementadas na prática

“A gente usa essas ferramentas no nosso dia a dia para manter, mesmo com essa tradição dos 125 anos, esse time conectado”

Uma dessas soluções surgiu na pandemia, quando no auge da demanda de respiradores criou-se uma forma de ampliar o número desses equipamentos, que foram inicialmente construídos em impressoras 3D até que se chegasse a versão final do produto. Foram desenvolvidos mais de 300 desses respiradores no hospital e o código que permitia sua construção foi aberto e compartilhado a todas as instituições, grupos ou pessoas interessadas em levar a ideia à frente.

A cultura da qualidade e segurança para o paciente também é fomentada na instituição e precisa ter o engajamento dos diversos grupos de profissionais que atuam dentro do hospital, não apenas do corpo clínico, destaca José Marcelo de Oliveira: 

“Todos os membros dessa organização são profissionais de saúde, mesmo sendo da área financeira, da área de TI, de suprimento, etc e tal. Porque isso coloca uma postura de serviço. Porque o nosso modelo é um serviço de alta complexidade em função da vida das pessoas”.

A crise sanitária que se iniciou em 2020 obrigou a aceleração de outras tantas soluções. Mais do que isso, exigiu adaptação e agilidade no aprendizado diante de uma situação nova para a comunidade médica. O setor que avalia as tecnologias em saúde e busca o conhecimento que vem sendo trabalhado em todo o mundo passou a estruturar dados para que as tomadas de decisão fossem em curto prazo e no dia a dia da pandemia. 

A saúde mental dos profissionais também foi impactada, o que levou o hospital Oswaldo Cruz a criar programas de cuidadores mentais, que passaram por treinamento para que os colaboradores de qualquer grupo de trabalho se capacitassem a fazer um diagnóstico e a ajudar o colaborador que emitisse algum sinal de sofrimento. 

Para José Marcelo de Oliveira, os avanços tecnológicos virão no sentido de colaborar com a gestão da jornada do paciente, a partir de plataformas que facilitarão o acesso para agendamento e consulta de resultados de exames até o monitoramento de sintomas em um quadro pós-operatório — neste caso, melhorando a relação custo-benefício do lado da sustentabilidade:

“Antecipar o cuidado quer dizer que você vai gastar menos, o paciente vai ficar menos tempo internado, vai sair com menos intervenção e com menos sequela, eventualmente. E vai estar pleno para sua vida no convívio das doenças crônicas. O futuro da medicina será cuidar de doenças crônicas”.

Assista à entrevista completa com o Dr José Marcelo de Oliveira, diretor-presidente do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, ao Mundo Corporativo, em que também falou de como a instituição está implantando medidas pautadas pela diretrizes ESG:

O Mundo Corporativo tem a colaboração de Renato Barcellos, Bruno Teixeira, Rafael Furugen e Priscila Gubiotti.

Conte Sua História no Rádio em São Paulo: nosso Grand Cathedral ainda acompanha as ondas do rádio

Claudia Signorini

Ouvinte da CBN

O rádio capela “Philco Grand Cathedral´´ foi manufaturado antes de outubro de 1936. Tem 11 válvulas e 15 bandas, três delas em ondas curtas. Foi comprado por meu pai no início dos anos 1940 para que pudesse ouvir as notícias da guerra. Oitenta anos de vida e ainda funciona. 

Esse rádio nos acompanhou por décadas. Enquanto para meu pai interessavam as notícias de guerra e para meu irmão mais velho as partidas de futebol transmitidas aos domingos, para mim e minha mãe o que nos mantinha coladas ao aparelho eram outras transmissões: a escolinha da dona Olinda, criação do incrível Nhô Totico, um gênio; o teatro aos sábados e domingos do Manuel Durães e Edith Morais; a primeira novela radiofônica a que ouvi foi “O Direito de Nascer” que se prolongou por meses.

Quando chegou a televisão, eu já tinha quinze anos mas nunca abandonei a escuta do rádio. Os aparelhos, hoje, já não tem o mesmo charme, pequenos, portáteis, com pilhas, sem pilhas, mas sou fidelíssima a sua escuta até hoje.

Tenho um rádio na cozinha e outro na minha cabeceira que deixo ligado a noite toda para acompanhar minhas insônias. Durmo e acordo ouvindo a mesma estação.

Sei que posso visualizar os jornalistas das novas emissoras mas prefiro imaginá-los através de suas vozes como fazia com o velho rádio ou como faço com os personagens dos livros que leio. O velho Philco está com meu irmão que mora nos Estados Unidos. Uma preciosa relíquia da família no meio de tantas outras.

Cláudia Signorini é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é de Cláudio Antônio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade: escreva para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outras histórias visite o meu blog miltonjung.com.br ou o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: economia circular está na moda

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“A tendência da sustentabilidade é irreversível, não apenas na moda. Devemos ter essa ideia no radar. Não quer dizer colocar todas as fichas nisso, tampouco virar as costas para ela”

Cecília Russo

Dos setores que mais perderam durante a pandemia, está o da moda. Segundo a McKinsey, a queda nas vendas, em Março de 2020, logo após o início da crise sanitária, foi de 81%, quando comparado ao ano anterior. Em 2021, também em Março, a queda estava em 49%, E, em Janeiro deste ano, as perdas estavam próximas de 20%. Apesar disso, há sinais positivos no horizonte.

No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Jaime Troiano e Cecília Russo trouxeram dados de pesquisa da Globo, publicada no portal Gente, da Globosat, de que a intenção de compras de roupas aparece em 1o lugar, à frente de  smartphones, outros eletrônicos e perfumes. Ou seja, recuperação à vista. O importante é que as marcas entendam quais os caminhos a serem trilhados diante das experiências e expectativas dos consumidores. Que saibam interpretar as tendências:

“Vale sempre lembrar que quando falamos de tendência, estamos falando de um segmento pequeno da população que puxa esses comportamentos, não podemos generalizar, está longe de ser uma demanda plena e de massa”.

Cecília Russo

Uma das tendências é a moda circular: um produto que vem de fontes renováveis ou recicladas, que também seja reciclado de alguma forma após o consumo, fechando esse ciclo de 360 graus. Essa tem sido pauta de muitas marcas. Segundo dados americanos, 60% dos executivos de moda planejam investir ou já investiram em economia circular. O consumidor mais jovem gosta da ideia:  40% da geração Z — hoje com menos de 25 anos — e 30% dos Millennials já compraram em sites ou aplicativos de roupas usadas

“Pensar em economia circular ainda é para uma parcela pequena da população. Pessoas que já estão abastecidas de roupa e hoje passam a questionar o impacto que tal consumo pode gerar ao planeta. De toda forma, aqui no Brasil, vemos algumas iniciativas interessantes”

Jaime Troiano

Das marcas que estão aproveitando essa jornada, aqui no Brasil, Jaime e Cecília destacam o trabalho realizado pelo “Enjoei” e pela “Repassa”, comprada pela Renner, em 2021:

“A empresa faz a curadoria das peças, recicla, precifica, vende e entrega. Firmou, inclusive, uma parceria com a Levis que dá desconto quando o cliente recicla suas roupas usadas na plataforma da Repassa”.

Jaime Troiano

Mesmo que as iniciativas ainda sejam incipientes, diante do enorme volume de roupas produzidas e vendidas no modelo tradicional, essa tendência é importante porque pode impactar um segmento que é responsável por 4% das emissões de carbono mundiais. 

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso com Jaime Troiano e Cecília Russo que vai ao ar no Jornal da CBN, aos sábados, às 7h50 da manhã.

Conte Sua História no Rádio de São Paulo: “cresci filho do rádio”

Ismael Oliveira

Ouvinte da CBN

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Sou nascido e criado na Penha nos idos de 1960. O primeiro aparelho de televisão da família só veio quando eu tinha 10 anos. Logo, minha infância era ilustrada pelo rádio e pelas imagens que ele me fazia tecer na mente. O som das músicas que meus pais ouviam, embalavam meus sonhos de menino pobre na distante periferia da cidade de São Paulo. 

Aos seis anos, por causa da Copa de 1970, eu descobri o futebol e nos anos seguintes as transmissões esportivas, foi uma festa! Quantas vezes não nos emocionamos com os gritos de gol de Fiori Giglioti, Oscar Ulisses, Dualcei Camargo, Waldir Amaral, Osmar Santos .… Também Cantamos com Chico, Caetano, Gil , Elis , Paulinho da Viola …

Comecei a ouvir a Rádio Nacional que anos depois viraria a Rádio Globo. Tinha a portentosa voz de Pedro Luís, que preenchia todos os espaços da sala. Achava o máximo ouvir as ondas curtas, que sintonizava o futebol do Paraná, do Rio Grande do Sul e de tantos outros lugares . 

Um dia ganhei um rádio de pilha de seu Bene, o meu pai . Aí era um desfile de comunicadores quando voltava da escola: música, informação, notícia e, claro, muito esporte bretão aos fins de semana.

Cresci filho do rádio, quando já adulto e com alguns anos de profissão, veio a CBN  Primeiras Notícias e Jornal da CBN. Como trabalhava o dia todo, só conseguia ouvir de novo na volta pra casa, mas eram vocês da emissora que como até hoje fazem me punham a par do que acontece no Brasil e no mundo. Sempre foram nossa janela para o mundo.

O rádio fez-se um de meus melhores amigos, e é como conhecêssemos cada um de vocês que estão sempre em nossos lares, nossos computadores, no rádio do carro: o Milton, a Cássia, o Paschoal, o Sardenberg, os meninos do Hora de Expediente, o PVC o Atala, o Rusty, a Andrea, a Natuza, o Lauro são nossa família estendida, com quem conversamos quando estão no ar, com quem nos preocupamos em saber se estão bem de saúde, quando voltam das férias, porque não estão no ar do dia de hoje. Aconteceu alguma coisa?

Somos sim uma grande família, nós os ouvintes somos gratos por vocês existirem e encherem nossas vidas de carinho e atenção. O rádio faz parte da gente, atentos ouvintes. 

Viva o rádio, viva todos os profissionais que não medem esforços no microfone, na redação, nas externas, nas análises para nos nutrir com as notícias nossas de cada dia. Muito obrigado ao rádio e a vocês que fazem o rádio para nós!

Ismael Oliveira é personagem do Conte Sua História de São Paulo, especial 100 anos de rádio. A sonorização é do Cláudio Antonio. A partir de outubro, voltamos a nossa programação normal. Então, aproveite e escreva agora mais um capitulo da nossa cidade. Envie seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br 

Conte Sua História no Rádio de São Paulo: “me permito discordar de grandes comentaristas porque disso é feita a Democracia”

Por Maria Dusolina Rovina Castro Pereira

Ouvinte da CBN

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O rádio fez parte da minha vida desde muito cedo. Eu era criança, cursava o (antigo) grupo escolar e todas as noites, após o jantar, meu pai ligava o rádio na Rádio Nacional para ouvir o Repórter Esso.

Meu pai era metalúrgico nas Oficinas Dedini, em Piracicaba; cursou a escola rural só até o terceiro ano, mas gostava de ouvir as notícias e aprender. Ele me colocava sentada ao seu lado, abria um Atlas Geográfico que comprara e ficava a buscar os locais e a me ensinar quem eram as pessoas, onde ficavam os lugares e o que estava acontecendo.

E foi assim que, antes dos 10 anos, pude “conhecer” Patrice Lumumba, o líder anticolonial congolês assassinado em Catanga em 1961; aprendi também sobre Chiang Kai-shek, figura controversa que serviu como Presidente da República Popular da China e depois, de Taiwan. 

Foram muitas descobertas sobre personalidades ligadas à política, à Igreja e ao cinema. Mesmo sem entender do assunto, conhecia muitos nomes da política nacional: Carlos Lacerda, Jânio Quadros, João Goulart, Brochado da Rocha e tantos outros. 

Claro que eu e meu pai não sabíamos como era conduzida a linha editorial daquele jornal, mas era muito bom ouvir “Alô, alô, Repórter Esso” e “testemunha ocular da História”.

O tempo passou, cresci, vim de Piracicaba para São Paulo para estudar. Aqui conheci um gaúcho “do” Alegrete (RS), apaixonado pela Rádio Guaíba, onde ouvia pelas Ondas Curtas noticiário e futebol e torcia apaixonadamente pelo Grêmio! Imaginem, que ali conheci o “primeiro” Milton Jung!!!

Casamo-nos e ele trouxe consigo seu aparelho de Rádio Philips, com ondas curtas, médias e frequência modulada! Trouxe também um aparelho de rádio amador, sua outra paixão, onde conheceu muita gente e acompanhou jornadas como a de Amyr Klink.

Em razão do trabalho, mudamo-nos para Irecê, na Bahia, onde ficamos por três anos. Ali, o rádio era nosso maior contato com o mundo para saber as notícias; e o aparelho de rádio amador muitas vezes atendeu às necessidades de pessoas para falarem com suas famílias, principalmente os padres do local que, na época, eram italianos. Depois de mais algumas mudanças, retornamos a São Paulo, eu em 1998 e ele em 2000. 

Aqui, logo descobri a CBN e passei a ouví-la em casa e depois no carro, até chegar ao trabalho ou durante o dia enquanto rodava pela cidade, também a trabalho, ou retornava à casa. E sozinha, contestava alguns comentários ou esbravejava em voz alta com algumas notícias.

Na época, o Jornal da CBN era ancorado por Heródoto Barbeiro e uma das minhas comentaristas preferidas era Lúcia Hippolito: “porque você sabe, né, Heródoto, que o PMDB não é para amadores”… Saudades dela!!!! E, em 2000, também conheci o Milton Jung Jr., comandando o CBN SP e mais tarde, a partir de 2011, o Jornal da CBN. E continuo a acompanhar as notícias.

E continuo a ouvir, a concordar e a discordar de algumas análises, ainda contestando as falas em voz alta. Sim, me permito às vezes discordar de grandes comentaristas porque disso é feita a Democracia: da possibilidade e liberdade de discordar civilizadamente de conceitos, opiniões e análises.

Ouço Sardemberg, Dan, Teco Medina, José Godoy, Merval, Miriam Leitão e os excelentes comentários sobre Educação de Ricardo Henriques, além do  O mundo em meia hora. Não posso esquecer dos muitos outros comentaristas de política, saúde, esportes, tecnologia, agro, cozinha, etc. 

E há algum tempo, a possibilidade de ouvir todos esses comentários em podcast, tornou o rádio ainda mais companheiro.

O rádio está completando 100 anos e eu acompanho a evolução no Brasil há aproximadamente 60; creio ter sido uma grande jornada em ótima companhia

Maria Dusolina Rovina Castro Pereira é personagem do Conte Sua História de São Paulo, especial 100 anos do Rádio. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade. Escreva seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br

Mundo Corporativo: Fabíola Meira, advogada, fala da transição de carreira para profissionais liberais

Foto divulgação

“Não dá para ter medo, porque o medo tem dois lados: dá aquela aquela sensação gostosa, ao mesmo tempo que te trava. Não dá para ter medo, mas você precisa saber onde você tá pisando. Não dá para ir de olhos fechados”. 

Fabiola Meira, advogada

A secretária falta, o funcionário se atrasa, os boletos do escritório não param de chegar, o aluguel aumenta e os clientes sempre querem mais e mais. É o que você ganha quando decide ser protagonista do seu próprio negócio em lugar de seguir prestando serviço a outras empresas e empregadores. 

Foi esse o desafio que a advogada Fabíola Meira decidiu encarar em um dos momentos mais sensíveis para uma mulher: o nascimento do primeiro filho. Desconfia que o puerpério — esse estágio na vida de todas as mães, no qual enfrentam transformações hormonais, físicas e emocionais  — tenha influenciado na decisão de deixar um emprego seguro para tocar o próprio escritório de advocacia. Uma desconfiança que se expressa em tom de brincadeira porque Fabíola sabe que tinha outros ótimos argumentos para deixar o escritório em que trabalhava há 15 anos:

“Eu queria alguma coisa bem especializada para os clientes. Que eles sentissem que estavam sendo acolhidos, cuidados, com alguma coisa muito específica”.

Diante disso, vem a primeira lição para profissionais liberais que pretendam seguir carreira própria. Fabíola conversou com muita gente do mercado em que atua, fez várias reuniões com escritórios de advocacia e elencou argumentos antes de tomar sua decisão. O segundo passo foi entender se seria seguida por sua equipe no escritório em que já atuava e por seus clientes —- já que tinha uma carteira bastante robusta na área de direito do consumidor, que foi na qual se especializou. Não dá para começar do zero.

A terceira lição que se tira da experiência da Fabíola é que, mesmo não sendo a “dona” desenvolveu uma visão empreendedora — especialmente, quando sugeriu que a área dela fosse administrada de forma independente no escritório que atuava no modelo “full service”, ou seja, prestava serviços jurídicos com a oferta de especializações nas diversas áreas do direito. 

Nossa entrevistada no programa Mundo Corporativo também contou com uma ajuda extra e importante em momentos decisivos de nossas carreiras: o da família. Seja pela experiência que o pai tinha em escritório próprio seja no impulso que o marido dela ofereceu, incentivando-a a abrir o seu. Fabíola que, na frase que abre este texto, pede para não se ter medo, confessa que teve. E para superá-lo, pesou dores e prazeres:

“Apesar das preocupações, tem um lado gostoso de você ver que as coisas estão acontecendo da sua forma, que você está crescendo, que você está desenvolvendo outras pessoas na carreira, que tem um toque seu nas coisas. Tem as dores, mas também tem um lado muito positivo”.

Acho que você, caro e raro leitor deste blog, já percebeu que a Fabíola tomou a decisão de ser “dona do seu próprio nariz” ao mesmo tempo em que teve o primeiro filho. O que não contei ainda para você é que este filho nasce depois dela ter completado 40 anos —- uma decisão que muitas mulheres têm adotado ou pensam em adotar atualmente, com a intenção de, antes de ser mãe, garantir estabilidade profissional e financeira. 

Assim como nos ensina sobre como se transformar em uma profissional liberal e abrir negócio próprio, Fabíola também usa nossa conversa para orientar outras mulheres que queiram aproveitar a maternidade com maturidade: congelem seus óvulos. Um alerta que só foi ouvir — e de amigas — quando estava com 38 ou 39 anos, motivo que lhe causou angústia. Entende que é preciso falar desse tema, porque muitas mães têm filhos aos 44 ou 45 anos e não contam que o tiveram a partir da fertilização in vitro e não em uma fecundação natural:

“Eu não tenho vergonha nenhuma de dizer isso, até porque eu acho que isso a gente precisa falar para outras mulheres. É um assunto que muitas mulheres escondem e isso acaba atrapalhando. Tenho amigas que engravidaram naturalmente depois dos 40 anos. Mas não é a regra”.

Assista à entrevista completa com a advogada Fabíola Meira na qual conta, também, sobre as mudanças que as empresas tiveram de fazer para atender as demandas do consumidor diante da pandemia do coronavírus.

O Mundo Corporativo tem as colaborações de Renato Barcellos, Bruno Teixeira, Rafael Furugen e Priscila Gubiotti.

Mundo Corporativo: as lições de empreendedorismo de Flávio Augusto, da Wiser

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“É importante ter um plano, sim, mas é importante a gente estar sempre sensível para novas oportunidades” 

Flávio Augusto da Silva, empresário 

Nem o Estado nem as multinacionais. O maior empregador no Brasil é o pequeno e o médio empreendedor, responsável pela contratação de 70% dos profissionais que ocupam uma vaga de trabalho de maneira formal. Isso significa  que quanto mais a mentalidade empreendedora se espalhar mais empregos serão gerados. Apesar disso, é bem provável que você não encontre na área da educação, escolas dispostas a levar para o currículo essa mentalidade —- seja por preconceito seja por falta de visão seja por total desconexão com as possibilidades que a vida oferece aos jovens. Para o empresário Flávio Augusto Silva, entrevistado do Mundo Corporativo da CBN, o ensino tem de ir além dos caminhos convencionais:

“Não existe apenas um caminho, existem vários caminhos. Nossos jovens podem ser um atleta, um sacerdote, um artista, e, também, ser um empreendedor. Ele pode também no futuro ser aquele cara que vai investir o seu o dinheiro, o dinheiro dele, que ele economizou com muito sacrifício, com o objetivo de realizar um sonho e com isso gerar emprego”.

Flávio Augusto tem uma história que vai além do clichê “o vendedor de curso que virou dono do curso”, apesar de ter iniciado assim sua trajetória quando fundou a rede de idiomas Wise Up, em 1995. Quatro anos antes começou a trabalhar “casualmente” como vendedor de um curso de inglês, no Rio de Janeiro e, graças aos bons resultados, logo ascendeu na empresa, até entender que havia uma enorme oportunidade no ensino do idioma para adultos. Arriscou ao usar o cheque especial e os juros de 12% ao mês para abrir 24 escolas próprias nos primeiros três anos — o que não recomenda para ninguém. Em 18 anos, a rede se expandiu para 396 escolas. Um sucesso que foi vendido para a Abril Educação por R$ 877 milhões, em 2013. E recomprado, dois anos depois, pela metade do preço. Sim, ele voltou a ser o dono da Wise Up.

Antes de seguir nessa história, é bom saber o que leva um empresário a vender um negócio que está dando certo. Flávio Augusto recorre a metáfora do construtor de prédio: 

“Não é muito da cultura brasileira entender que um construtor constrói um prédio para vender os apartamentos. Você não vai ver um construtor de repente olhar para o prédio e pensar: ‘eu vou ficar com esses 200 apartamentos para mim porque eu gostei muito’. O ápice do sucesso de um empreendedor é quando ele constrói um negócio a ponto do mercado desejar aquele negócio e pagar por ele. A venda de um negócio, é uma métrica de sucesso de um empreendedor”.

Para o empresário existem três possíveis destinos para uma empresa, dois deles deveriam ser evitados. O primeiro é o negócio quebrar; o segundo, o dono morrer;  e o terceiro é ser vendido. Por isso, diz que, sempre quando tem um negócio, tem um plano de saída. Não entramos no tema, mas reportagens em sites de finanças e negócios dizem que Flávio Augusto estaria preparando a Wiser, empresa que comanda e investe na área da educação e da tecnologia, para um movimento estratégico que poderia ser tanto um IPO quanto a venda do grupo — plano de saída ou de expansão?

Verdade que, nos últimos anos, apesar e por causa da pandemia, Flávio Augusto e a Wiser têm se dedicado muito mais a entrar em novos negócios. Para ter ideia, comprou a Conquer, escola de negócios, e a AprovaTotal, plataforma que prepara estudantes para o vestibular, entre outros investimentos. Ter percebido o movimento que o mercado fazia em direção ao ensino online, antes do fechamento das escolas físicas, por causa da crise sanitária, permitiu que a Wiser se fortalecesse e se colocasse no mercado como “compradora”. 

De volta as lições que aprendemos ao ouvir a entrevista de Flávio Augusto ao Mundo Corporativo. Ele recomenda muito cuidado na elaboração do plano de negócios da empresa, que pode ser impactado por questões tributárias, fiscais e trabalhistas. 

“O erro mais comum que cometemos quando entramos no mundo do empreendedorismo é não fazer o plano de negócio ou subestimar o plano ou superestimar o plano, porque o plano vem com a necessidade de se ter um capital junto. E aí se você subdimensionar o capital no seu plano e demorar demais para chegar no seu ponto de equilíbrio, vai te faltar o capital de giro. Essa é aquela hora que o empresário, às vezes, começa a se endividar mais do que deveria. Ou aquele momento que ele vai ficar desesperado procurando um sócio. E de repente pode falir”.

Alerta aos novos empreendedores, que a empresa não é apenas uma planilha de Excel, transações financeiras ou desenvolvimento de produto. Antes de qualquer coisa —- palavras dele —  é preciso saber gerir pessoas, se é que o empreendedor tenha a intenção de expandir seu negócio. 

“Gente tem suas contradições, tem suas dificuldades, tem suas traições, tem um pouco de dor de cabeça, tem! Mas, também, gente tem muita alegria. Tem gente boa, tem gente talentosa, gente que quer crescer, gente que vai contribuir com você. Então, tem os dois lados da moeda. Agora, uma coisa é necessária, você tem que aprender a gerir pessoas e, infelizmente, isso não se aprende na escola”. 

E como não se aprende nas escola formais, claro, Flávio Augusto foi lá e transformou isso em mais uma oportunidade.  

Ouça a entrevista completa de Flávio Augusto, fundador da rede de idiomas Wise Up e CEO da Wiser, no Mundo Corporativo: 

Colaboram com o Mundo Corporativo: Renato Barcellos, Bruno Teixeira, Priscilla Gubiotti e Rafael Furugen. 

Conte Sua História no Rádio de São Paulo: “às radialistas e aos radialistas da CBN”

O Conte Sua História de São Paulo, em homenagem aos 100 do rádio, segue neste mês de outubro, porque os ouvintes foram muito carinhosos em compartilhar com a gente a experiência que viveram ao nosso lado, ao longo do tempo. E aproveito o texto deste sábado, também, para agradecer a todos os ouvintes que estão com a CBN nesses nossos 31 anos de vida. 

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Giuliana Pereira Agnelli Estrella

Minha história com o rádio está sempre conectada à história de minha mãe, Maria Amélia. Ela quem introduziu o hábito de escutar rádio desde muito cedo em casa. Nascida nos anos 1940, é uma ouvinte da Era do Rádio, que, tal qual as lembranças que Woody Allen traz no filme homônimo, de 1987, tinha o rádio como maior meio de comunicação e informação, além, claro, do jornal.

E esse hábito foi também uma herança de família: meu avô adorava escutar as modas de viola, apreciava muito música – lembro até hoje como ele ficou encantado ao ouvir Bruce Springsteen comigo, já nos anos 80, tocando sua guitarra com a voz rasgante. Meu bisavô, por sua vez, tinha daqueles rádios embutidos, em suntuoso armário de madeira, uma joia que infelizmente não foi mantida na família.

Já na infância, o som do rádio vinha pra mim como uma referência de que estávamos atrasadas para a escola… com aquele ‘repita’ reverberando no carro cedinho de manhã.

Todas as notícias mais urgentes, sempre chegavam ao nosso conhecimento via rádio; e uma lembrança de infância que tenho muito viva até hoje, ainda mais depois da cinebiografia recente vista nas telonas, é da minha mãe chorando, na cozinha, abraçada ao rádio de cor púrpura com uma alça preta, ao saber da notícia da morte de Elvis Presley. Eu tinha 4 anos e, de tanto ouvir a notícia sobre sua morte, durante muito tempo uma simples ida de minha mãe ao banheiro (onde Elvis foi encontrado morto) me causavas arrepios, caso ela demorasse…

Ainda falando sobre a magia que o rádio exerce na vida das pessoas, há a relação com a infância de minha mãe, que teve a sorte de crescer junto com a história do rádio, e como todas as ouvintes, somente depois, com a chegada da televisão, pôde imprimir imagens às vozes e sons que habituara ouvir. Ela narra uma passagem curiosa, quando minha avó a levou à rádio e ela conheceu seu então ídolo, Osny Silva, que digamos, estava um tanto distante da imagem que ela tinha feito dele quando o ouvia no rádio,..

Aliás, Osny, em 1951 tinha lançado a marcha Campeão dos Campeões, de Lauro D’Ávila, que posteriormente se tornou o Hino do Corinthians. Ele cantou com vibração especial, em virtude de torcer pelo Corinthians. Foi contemplado com o Troféu Roquette Pinto de Melhor Cantor de Música Internacional e, no ano seguinte, passou a integrar o elenco da Rádio Nacional paulista.

Está aí uma outra paixão que cresceu comigo, minha mãe Maria Amélia, meu avô Álvaro, e passei para os meus filhos, a de sofrer com as narrações de futebol nas rádios, sempre tão mais emocionantes do que visto pela televisão. E depois do futebol, sempre vinham os programas para comentar a partida, e também os humorísticos sobre as desventuras em quadra.

Pensando no rádio e sua influência, nestes 100 anos de existência, e, trazendo para a atualidade, sempre houve aqueles que também viam o rádio como os games são vistos hoje – um vilão. Em uma das cenas do já citado filme A Era do Rádio, o personagem principal, o pequeno Joe, ouve do rabino um sermão sobre como o rádio induz a maus valores, sonhos falsos e hábitos preguiçosos,

Numa divertida passagem em que ele e seus colegas roubam as moedas conseguidas em doação para o Fundo Nacional Judeu, com o intuito de comprar o anel do vingador mascarado, um herói do rádio. É, sempre o que é visionário acaba sofrendo uma perseguição…

Na adolescência, minha relação com a rádio acabou por se basear nas rádios de música, e a vontade de gravar as músicas prediletas, para fazer a própria “setlist” e ouvir depois no walkman. Tinha um rádio vermelho, que minha mãe me deu, uma inovação, que vinha com fita cassete e gravava. Lá ficava eu, com os dois dedos nas teclas Rec e Play, aguardando a música preferida. E não é que muitas vezes, o radialista, depois da música iniciada, mandava o slogan da rádio e acabava com a faixa..?

Já trabalhando, nunca me desliguei do rádio, para me manter atualizada. No meu caminho diário de ida e vinda ao trabalho, venho escutando a CBN, com Mílton Jung, depois Carlos Andreazza e Marcela Lourenzetto, e volto ouvindo Rodrigo Bocardi e suas ‘horas dobradas’ no Ponto Final da CBN.

E para quem achava que o rádio iria desaparecer com o advento das novas tecnologias, muito se enganou… A rádio ainda é o meio mais rápido da chegada da informação, o mais inclusivo e que preza a diversidade, e que estará por aqui por muito e muito tempo.

Às radialistas e aos radialistas da CBN, meu muito obrigada, por dar som à voz da cidade.

Mundo Corporativo: a comunicação consciente exige escuta genuína, diz a fonoaudióloga Mara Behlau

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“A comunicação profissional é treinada: comece escutando genuinamente o outro; confirme o que você escutou; lembre-se que em toda a comunicação, eu preciso ter um objetivo e um eixo condutor. Valorize quem ouve e faça uma associação entre a sua mensagem verbal e não verbal”

Mara Behlau, fonoaudióloga

A maior parte do tempo que nos comunicamos o fazemos de forma automática. E isso tende a causar uma série de desconfortos. Não por acaso, das reclamações mais ouvidas está a de que o outro não me entende — como se não fossemos os responsáveis pela mensagem transmitida. Comunicação inconsciente gera comunicação inconsistente. Porque não se faz de maneira plena. A começar pelo fato de praticamente eliminarmos dessa jornada o elemento mais importante que é a escuta, como alertou Martha Behlau, fonoaudióloga, entrevistada do programa Mundo Corporativo da CBN:

“Existe uma arquitetura estrutural na comunicação e o terreno dessa construção, dessa arquitetura é a escuta; então, a escuta é a base de uma boa comunicação. Lembrando que o ouvido ouve e quem escuta é o cérebro. A escuta é interpretativa”.

Doutora em distúrbio da comunicação humana e professora de comunicação para negócios e relações interpessoais do Insper, Mara escreveu em co-autoria com Marisa Bárbara, especialista em comunicação corporativa, o livro “Comunicação consciente, o que comunico quando me comunico”. Nesse trabalho, fica evidente a ênfase que devemos dar a prática da escuta, a ponto de terem sido identificados cinco tipos de escuta: 

  1. Passiva — quando escuto alguém que eu gosto, que me conta uma história bonita ou que me conta uma piada, eu não faço nada a não ser apreciar; e o outro gosta de se sentir apreciado.
  2. Empática — quando alguém desabafa, quando alguém conta um problema, o que a pessoa quer é acolhimento; não, necessariamente, a pessoa quer que você resolva o problema dela. 
  3. Organizativa — quando alguém conta uma história difícil, de um acidente, uma tragédia ou de uma crise pessoa, as mensagens vêm confusas e cheias de emoção. Quem ouve tem de parar o falante e organizar o roteiro de sua fala; e a pergunta principal é: de tudo o que você está me dizendo o que é o mais importante, o que eu preciso saber agora?
  4. Perspicaz — é a escuta do aprendizado; que ocorre, por exemplo, quando estamos conversando com a concorrência e avaliamos se aquela informação tem serventia, se é possível aplicá-la em alguma situação e se já ouviu algo semelhante.
  5. Avaliadora — é a escuta de julgamento; quando fazemos uma série de perguntas com objetivos bastante específico de julgar uma pessoa ou um colaborador que, por exemplo, não atingiu a sua meta. É quando escutamos para entender se nosso interlocutor deve ser desculpado, corrigido ou punido.

São fatores de sucesso, também, na comunicação a autenticidade, o respeito às regras, expressão de auto-estima, a atitude de resolução de problema e o foco duplo —- que vem a ser o cuidado que tenho tanto com a mensagem que transmito quanto com quem está recebendo essa mensagem. Mara aproveita para recomendar a você que está preocupado com a mensagem que vai transmitir e com quem vai receber essa mensagem: entre duas palavras, escolha a mais simples; entre duas palavras simples, escolha a mais curta; jamais infira o que o outro entendeu, certifique-se; e, acima de tudo, lembre-se:

“O impacto da comunicação é imediato e é enorme. Eu posso mudar com duas palavras no WhatsApp pressão sanguínea, batimento cardíaco, respiração e o humor de uma pessoa que está em Katmandu, em Nova Iorque ou em outro lugar”.

Ao não entender essa influência que pode ter sobre os outros é que muitos líderes acabam criando ambientes tóxicos de trabalho. Mara diz que esse tipo de liderança muitas vezes não percebe o mal que faz, até porque, por algum tempo, os resultados aparecem na empresa. Porém, costumam ter dificuldade de desenvolver pessoas e geram desafetos ao longo de sua jornada profissional.

Assista ao Mundo Corporativo com a fonoaudióloga Mara Behlau:

Colaboraram com o Mundo Corporativo Renato Barcellos, Bruno Teixeira, Débora Gonçalves e Rafael Furugen.