Mundo Corporativo: Luciano Amaral, da Benx Incorporadora, e as três características do empreendedor

Gravação do Mundo Corporativo com Luciano Amaral, da Benx Foto: Priscila Gubiotti

“Tem gente que gosta e continua sendo engenheiro de obra e acho espetacular, mas eu eu não queria ser um engenheiro de obra para sempre. Eu gostaria de ser um empreendedor e apareceu uma oportunidade para eu vir para São Paulo”

Luciano Amaral, CEO da Benx

Um metrô cruzou o caminho do campo de golfe que seria a maior atração do empreendimento imobiliário; um embargo judicial interrompeu o negócio que seria um dos maiores do setor na América Latina; e dois anos de pandemia criaram uma série de barreiras para o empreendimento avançar. Foi em meio a essa sequência de desafios que Luciano Amaral, CEO da Benx Incorporadora, testou sua resiliência e habilidade de empreendedor, em São Paulo, onde está à frente da construção do Parque Global, em uma área de 218 mil metros quadrados, na zona sul da cidade. Ele foi entrevistado do programa Mundo Corporativo, na série sobre empreendedorismo.

Luciano Amaral iniciou sua carreira como engenheiro civil, formado pela Universidade Federal da Bahia, e chegou a São Paulo em 1991 com o desejo de se tornar um empreendedor. Antes disso, dentre outras iniciativas, aceitou o convite para liderar uma companhia que se transformou na maior empresa de tratamentos de resíduos industriais do Brasil, a Essencis Soluções Ambientais, hoje uma das três maiores do mercado. 

Ao ser perguntado sobre os desafios de empreender em diferentes setores, Luciano ressaltou que, apesar das particularidades de cada área, características como resiliência, perseverança e criatividade são fundamentais para qualquer empreendedor, independentemente do campo de atuação.

“Temos que pensar fora da caixa, o empreendedor é uma pessoa que ele tem que estar sempre se reinventando eu acho que essa é uma característica muito grande do empreendedor. Ele tá sempre tentando enxergar lá na frente para que ele possa ter sucesso, pode possa empreender com sucesso, você tem que realmente pensar fora da Caixa”. 

Integração de Sustentabilidade nos Negócios

Com sua experiência no setor ambiental, o CEO da Benx Incorporadora, explicou como a preocupação com o meio ambiente influenciou suas decisões na área imobiliária. Ele destacou a importância de avaliar os terrenos do ponto de vista ambiental, bem como a implementação de práticas sustentáveis nas obras e na gestão de resíduos. Essas ações reduzem o desperdício e combatem uma máxima do setor: a cada três prédio um é jogado fora. Além disso, ele mencionou o trabalho da empresa em certificar ambientalmente seus empreendimentos, visando atender a demandas de investidores internacionais que valorizam a sustentabilidade.

Desafios de Empreender em Grandes Cidades

Luciano abordou o cenário de empreendedorismo em grandes cidades e destacou que, embora muitas vezes pareça haver pouco espaço para construção, ainda existem oportunidades. Ele enfatizou que o maior desafio é o custo, especialmente devido à alta taxa de juros e à falta de mecanização no setor de construção. O empresário mencionou a importância de inovar e buscar soluções fora do convencional para enfrentar esses desafios.

O Projeto Parque Global

O maior empreendimento que já liderou é o Projeto Parque Global, ao lado da Marginal Tietê, que pode ser visto como uma espécie de bairro novo, com cinco torres residenciais de alto padrão, um shopping center, um centro médico e hospitalar, hotel, escola bilíngue e um edifício de apartamentos de médio padrão para locação. O Parque Global é um empreendimento de oito anos com um Valor Geral de Venda previsto de 12 bilhões de reais. Foi esse projeto que lhe impôs o maior desafio da carreira até aqui, pois teve de devolver o dinheiro a todas as pessoas que tinham investido em imóveis, diante da necessidade de interromper o empreendimento que foi embargado pela Justiça, em agosto de 2014, principalmente por problemas ambientais e urbanísticos.

Após os imbróglios jurídicos terem sido resolvidos, Luciano mais uma vez foi testado em sua determinação empreendedora. Ao contrário do que defendiam sócios estrangeiros, decidiu fazer um relançamento mais suntuoso do que o lançamento original, construiu um estande de vendas que tem espaços de exposição de arte, adega para degustação de vinho entre outros atrativos —- ou experiência como ele acentua. Mais do que isso, Luciano se comprometeu a trazer de volta ao menos 30 dos compradores anteriores. Disse que já dobrou essa meta. 

Cuidado com os Colaboradores e Liderança Inspiradora

Os empreendimentos imobiliários não são feitos de prédios, mas de pessoas. É o que Luciano deixa evidente na preocupação que diz ter em relação aos colaboradores da empresa, aos parceiros de negócios e aos clientes.  Ele explicou como a empresa criou um comitê de Recursos Humanos para se concentrar no bem-estar e no desenvolvimento dos funcionários. E também ressaltou a importância de ser um líder inspirador e adaptar-se às expectativas das diferentes gerações no ambiente de trabalho.

“Eu quero sempre estar com esse foco de inspiração, e de cuidar de pessoas.Ter pessoas, hoje, é um dos maiores desafios da liderança”.

Assista à entrevista ao Mundo Corporativo

A entrevista completa do Mundo Corporativo, com Luciano Amaral, CEO da Benx Incorporadora, faz parte da série sobre empreendedorismo e está disponível no YouTube. O Mundo Corporativo tem as participações de Renato Barcellos, Letícia Valente, Rafael Furugen e Priscilla Gubiotti.

Conte Sua História de São Paulo: meu “escritório” é o verde da Unidade do Sesc de Interlagos

Por Giuliana Pereira Agnelli Estrella

Ouvinte da CBN

Foto de arquivo da Unidade do Sesc de Interlagos cedido pela autora do texto

Pensar a cidade é pensar o todo, a junção do cinza com o verde.

Desde pequena sempre fui muito apaixonada pela “Selva de Pedra”, identificando suas belezas mesmo nos locais onde muitos não a encontravam, o que, com certeza, me fez vir a cursar arquitetura e urbanismo. O centro da cidade – o antigo e o novo, como costumam identificar – sempre me fascinou.

Foi minha mãe Maria Amélia que instaurou o hábito de frequentar as “áreas verdes” de São Paulo, me levando quase que diariamente ao parque. Na verdade, meu primeiro contato foi com a Praça Polidoro, no bairro da Aclimação, onde ia diariamente tomar meu banho de sol, ainda no carrinho de bebê.

Depois migramos para o Parque da Aclimação, local lindo lá no fiM dos anos 70, com seu lago central e a concha acústica; e, mais tarde, na juventude, para o Parque do Ibirapuera, onde, além de ter o privilégio de um respiro verde na cidade, ainda se unia ali a possibilidade de participar de atividades culturais e de lazer.

Seja para fazer uma caminhada, socializar, ficar de bobeira mesmo, curtindo um ‘ócio criativo’, nada melhor do que uma área verde, onde nos reconectamos e nos mimetizamos (ou tentamos) com a natureza, sempre tendo em mente a importância de um convívio respeitoso e de troca.

Nos últimos 8 anos de minha vida profissional, tenho tido o privilégio de trabalhar num ‘pulmão verde’ no extremo sul da Zona Sul da Cidade – a linda Unidade do Sesc Interlagos.

A área de 500 mil metros quadrados está às margens da represa Billings, um dos maiores mananciais em área urbana do mundo. No nome Interlagos, há referência à sua localização entre dois grandes lagos artificiais, as represas Billings e Guarapiranga, importantes reservatórios de abastecimento de água da cidade, mas que enfrentam graves problemas com o despejo de lixo e esgoto. Construídas com a finalidade de geração de energia, atualmente estas duas represas são responsáveis pelo abastecimento de bairros da região Sul e Sudoeste da capital, além de municípios da região metropolitana de São Paulo.

A Unidade vem desenvolvendo um processo de recomposição das suas matas ciliares através do reflorestamento das áreas que são contornadas pela represa Billings. O objetivo é garantir a proteção das nascentes e a produção de água.

Show de Roberto Carlos na inauguração/Foto cedida pela autora do texto

O espaço, que antes era uma fazenda, nos idos de 1975 foi aberto ao público como Unidade, inaugurada com um show do Rei Roberto Carlos, em uma área verde incrível. Essa área passou por muitas mudanças, espaciais e programáticas e tem caráter de parque, além de abrigar quadras para prática físico-esportiva, piscinas, quadras de tênis, ginásio, teatro, área de exposições, carreta BiblioSesc, entre tantos outros equipamentos culturais, socioeducativos, de lazer e saúde. À época de sua inauguração, na década de 70, a cidade ainda estava longe; ao ver os registros de imagens aéreas da época é visível como a cidade veio avançando e, a certo ponto, ‘passou’ a Unidade.

E esse caráter de “Parque” que tem foi o diferencial durante a pandemia, sendo uma das primeiras unidades do Sesc a reabrir as portas ao público, justamente num momento tão delicado, em que as pessoas estavam trancafiadas em casa, sem um espaço para tomar sol, caminhar, sentir a brisa e, literalmente, respirar…

É justamente esse local que me dá o orgulho de diariamente atravessar a cidade, e ver o impacto positivo que o contato com a natureza promove na vida das pessoas, e que está no cerne do trabalho do Sesc: a promoção do bem-estar. Realmente é um privilégio aqui estar, trabalhar para o lazer e cultura do público, ver cada criança maravilhada com um espaço tão rico e encantador, com uma vasta amostra das plantas nativas da mata Atlântica.

Um lugar onde, além de curtir e apreciar a paisagem, é possível discutir os conceitos e as possibilidades para o maior contato das pessoas com a natureza, a construção de hábitos saudáveis e, principalmente, a importância da conservação e entendimento sobre as áreas verdes.

Fica aqui minha declaração de amor à cidade de São Paulo em seu aniversário, e meu convite aos queridos e queridas radialistas da CBN, que sempre me acompanham no caminho de ida e volta do trabalho, e ao público em geral – venham conhecer e respirar o ar puro em Interlagos!

Giuliana Pereira Agnelli Estrella é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é de Cláudio Antonio. Seja você também um personagem da nossa cidade. Envie seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos, visite agora o meu blog miltonjung.com.br

Mundo Corporativo: Patrícia Chacon, CEO da Liberty Seguros, destaca o papel do empreendedorismo na transformação da indústria do seguro

Foto de Pricila Gubiotti

“Somos uma companhia de mais de 100 anos e mais de 3 milhões de clientes, mas o DNA é empreendedor porque a gente entende que  tem que reinventar nosso negócio a cada ciclo para atender aquele cliente que está mudando”.

Patrícia Chacon, Liberty Seguros

Construir uma visão empreendedora nas suas equipes de trabalho é uma das soluções que grandes empresas têm encontrado no sentido de dar maior autonomia aos colaboradores. Aplicado esse mesmo conceito na relação com os parceiros de negócio, cria-se um ambiente de colaboração e compartilhamento de conhecimento. É no que acredita Patrícia Chacon, CEO da Liberty Seguros, entrevistada do terceiro episódio da série sobre empreendedorismo, no programa Mundo Corporativo, da CBN.

Na nossa conversa, Patrícia detalhou a importância da parceria com os corretores, o papel do empreendedorismo na transformação da indústria de seguros e como a visão empreendedora está sendo incorporada dentro da própria empresa. Esse olhar tem forte ligação com a história da própria executiva que saiu de Quito, no Equador, aos sete anos e foi estudar nos Estados Unidos, onde se formou em Economia. Ainda durante o curso superior, Patrícia foi para Gana, na África, atuar em projetos de empreendedorismo feminino ajudando as microempreendoras a se desenvolverem. Ao se formar, retornou ao Equador e trabalhou em projetos de apoio a pequenos agricultores para capacitá-los nas negociações com grandes empresas, o que se transformou em inspiração para ela quando assumiu cargo executivo na Liberty.

Parceria com corretores

Patrícia destacou que os corretores desempenham um papel crucial na distribuição dos seguros da Liberty Seguros, e a relação vai além de apenas parceria comercial. A empresa não apenas compartilha produtos, mas também colabora na criação de soluções personalizadas, baseadas em tendências e necessidades identificadas pelos corretores. Essa co-criação resultou em produtos como a marca de seguro “Aliro”, com valores mais baixos, a medida que os corretores percebiam que havia dificuldades financeiras que impediam os clientes de renovar ou fazer um novo seguro. A marca foi lançada em conjunto com os corretores e alcançou grande sucesso:

“A Aliro já vendeu na Liberty mais de 1 milhão de apólices e 50% dos clientes não tinham seguro antes”

Empreendedorismo como transformação

Para a CEO da Liberty Seguros o empreendedorismo, que hoje faz parte da essência da empresa com mais de 100 anos, envolve constantemente resolver as necessidades dos clientes e a capacidade de reinventar o negócio para atender às mudanças do mercado. Ela compartilhou exemplos de como a empresa se adaptou rapidamente a desafios, como a inflação, usando a metodologia ágil para capturar tendências e reagir de maneira eficaz.

Metodologia ágil e cultura empreendedora

A implementação da metodologia ágil na Liberty Seguros começou com treinamento intensivo da liderança. Patrícia explicou que o processo envolveu a criação de equipes multifuncionais, chamadas de “squads”, que têm autonomia para definir metas e soluções, com a liderança dando suporte e removendo barreiras. Essa abordagem, embora desafiadora, permitiu uma maior agilidade na adaptação às mudanças do mercado.

Visão empreendedora interna

A visão empreendedora não se limita aos corretores, mas também é aplicada internamente, de acordo com Patrícia. Ela ressaltou que os colaboradores são incentivados a ter essa mentalidade empreendedora, identificando desafios e oportunidades de negócios, e contribuindo para a inovação da empresa. A liderança fornece direção clara e metas, enquanto os times empoderados trabalham juntos para encontrar soluções e impulsionar o crescimento.

“A gente tem assim a grande satisfação de, em 2022, termos sido nomeadas como uma das dez melhores empresas para se trabalhar no Brasil. Isso é motivo de muito orgulho para nós porque veio com o resultado financeiro, também. Então, acho que uma combinação que faz sentido”.

Em dez anos, a seguradora triplicou o seu tamanho passando de um faturamento de R$ 1 bilhão para R$ 3,3 bilhões — resultado registrado no primeiro semestre deste ano. O lucro líquido cresceu 15 vezes e está em R$ 320 milhões, o que, segundo Patrícia, permite que a empresa invista até R$ 100 milhões em tecnologia, o que tende a trazer mais benefícios aos corretores e clientes.

Iniciativas para empoderamento

A Liberty Seguros também implementou iniciativas para apoiar o crescimento dos corretores e seus negócios. Patrícia mencionou a importância de fornecer conhecimento e ferramentas, como treinamentos sobre tendências digitais e tecnologias de marketing. A empresa desenvolveu ferramentas que permitem aos corretores venderem nas mídias sociais e até mesmo oferecer cotações de seguros de vida através de links no WhatsApp.

Diversidade e empoderamento feminino

A presença de uma mulher no comando da empresa inspirou ações afirmativas como o programa “Mulheres Seguras”, iniciado em 2015. A intenção é apoiar as mulheres no mercado de seguros, incentivando o empreendedorismo e a liderança. A CEO ressaltou a importância de ter mais mulheres em posições de destaque, servindo como inspiração para outras e contribuindo para a evolução do mercado.

Uma dos desafios do “Mulheres Seguras” foi mudar uma realidade identificada em diversos estudos de que mulheres gostam menos de entrar em negociações o que impacta nos resultados que buscam. 

“Estudos mostram que (a mulher) quando começa numa negociação começa pedindo 30% a menos. A gente começou a apresentar fatos para as corretoras de como elas podiam quebrar um pouco dessas barreiras. O “Mulheres Seguras” foi crescendo e a gente impactou já mais de 5 milhões de pessoas com eventos e conteúdo”.

Outro aspecto destacado por Patrícia é que 45% do corpo executivo da Liberty é formado por mulheres que ocupam cargos de liderança em áreas como tecnologia, talento e assistência. Além disso, ela diz ter orgulho em saber que existem grupos de homens que são aliados neste projeto de fortalecimento feminino.

Você assiste a seguir à entrevista completa com Patrícia Chacon, CEO da Liberty Seguros. Toda quarta-feira, o Mundo Corporativo apresenta, ao vivo, no canal da CBN no YouTube, um entrevista inédita. Colaboram com o programa Renato Barcellos, Letícia Veloso, Priscila Gubiotti e Rafael Furugen. 

Conte Sua História de São Paulo: um beijo na elegância do aeroporto de Congonhas

Por Elizabeth Figueiredo

Ouvinte da CBN

Arquivo: Werner Haberkorn/Wikipedia

São Paulo é conhecida como capital da moda e da diversidade, prova do quanto esta cidade é acolhedora e favorável a todo tipo de liberdade com responsabilidade, respeito e criatividade, a começar pela indumentária que tanto mudou ao longo dos tempos.

Meu primeiro beijo aconteceu no Aeroporto de Congonhas. Sou mineira e apaixonada pela capital paulista e, à época conhecendo o que esta megametrópole já oferecia, meu primeiro namorado me levou ao Aeroporto de Congonhas e, acreditem, as pessoas frequentadoras daquele ambiente se vestiam como se estivessem indo para uma festa.

Outro lugar que também chamou minha atenção à época foi o  Jockey Club pela elegância com o que os frequentadores se vestiam.

E, na sequência visitei o Museu do Ipiranga, que agora preciso revisitar para certificar se está tão magnífico quanto era antes da reforma.

Parabéns Senhora São Paulo npor acumular tanta ousadia e riquezas culturais, imagino que inspiradas à partir da Semana de Arte Moderna de 1922.

Elizabeth Figueiredo é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Daniel Mesquita. Seja você também personagem da nossa cidade. Envie seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br. Para conhecer outros capítulos da nossa cidade visite o meu blog miltonjung.com.br ou o podcast do Conte Sua História de São Paulo

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: o fator X das marcas

“Nome se constrói evitando erros de origem, o que pode impedir esse nome de um bom desenvolvimento, mas principalmente se constrói na gestão do dia a dia, nas múltiplas camadas de significado que vão sendo construídas, pouco a pouco”

Cecília Russo

No cenário digital em constante evolução, as marcas enfrentam desafios para se reinventar e acompanhar as demandas de um público em constante mutação. Duas recentes mudanças de nome ganharam destaque tanto no cenário nacional quanto internacional, levantando questões sobre o poder das marcas e o impacto de decisões tão audaciosas. Jaime Troiano e Cecília Russo, no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, analisaram as estratégias de Elon Musk que trocou o consagrado Twitter pelo nome “X”e do Banco Central ao lançar a moeda digital “Drex”.

A ousadia de Elon Musk

O Twitter, uma das redes sociais mais reconhecíveis e utilizadas globalmente, surpreendeu ao anunciar sua mudança de nome para “x”. Essa mudança, comandada por Elon Musk, chamou atenção tanto pela ousadia quanto pelos questionamentos que levanta sobre a importância da identidade e do significado na construção de uma marca.

Cecília, destaca que a alteração do nome do Twitter parece mais um resultado da vontade pessoal de Musk do que uma estratégia de posicionamento de marca madura. A mudança, que substituiu um nome icônico e reconhecível por uma designação genérica, gerou críticas por perder parte da identidade da marca. O “passarinho azul” associado ao Twitter, por exemplo, tornou-se uma memória, substituído por um nome mais impessoal e menos relacionável:

“Em sua lógica, manter Twitter seria permanecer algo sem sua marca pessoal, sem o seu DNA. Mas a meu ver isso é um grande equívoco porque jogou fora o bebê junto com a água do banho. Matou algo que tinha identidade, cor, cara, o passarinho, uma marca que estava no dicionário, o tuitar, por algo genérico, batido, com significados ruins que é a marca X”

Cecília Russo

O Banco Central criou a marca Drex

No contexto brasileiro, outra mudança de nome também chamou a atenção: o Banco Central lançou sua moeda digital com o nome “Drex”. Para Jaime Troiano, essa mudança é uma estratégia mais sólida. Antes, o projeto era chamado de “moeda digital brasileira”, uma nomenclatura genérica que não carregava uma identidade própria. Com a criação do nome “Drex”, o Banco Central alinhou a moeda digital à família de marcas relacionadas ao “Pix”, uma iniciativa já bem estabelecida.

“A meu ver, a lógica da criação do nome traz bons aprendizados que a marca PIX conseguiu construir. Por ser da mesma família, ela segue dois direcionamentos que começaram com o PIX. Um nome curto, agora com 4 letras e com o X em sua última letra. O X, tanto em PIX como em DREX traz uma força e personalidade ao nome que são interessantes”.

Jaime Troiano

Além disso, Jaime enfatiza que o processo de construção da marca não se limita apenas ao nome, mas envolve uma narrativa que se desdobra com o tempo, incorporando símbolos, cores e comunicação.

Cada qual com seu X

As duas mudanças de nome – a do Twitter para “x” e a criação da moeda digital “Drex” pelo Banco Central – ilustram diferentes abordagens no mundo das marcas digitais. Enquanto uma mudança parece basear-se em uma visão mais personalista e arrojada, a outra busca alinhar-se a uma estratégia já consolidada. O significado e a identidade de uma marca são ativos valiosos que devem ser cuidadosamente considerados em qualquer movimento de mudança. O tempo dirá qual abordagem se provará mais bem-sucedida, à medida que essas marcas enfrentam o desafio de manter uma conexão sólida com seus públicos em um mundo em constante transformação.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso:

Conte Sua História de São Paulo: uma manifestação de amor que começou em 2013

Por Carlos Eduardo Pinto Vergueiro Filho

Ouvinte da CBN

Jovens concentrados com bandeiras, faixas e gritos de guerra em frente ao Teatro Municipal, o mesmo marco histórico da Semana de 22 e a mesma juventude que dois anos depois pararia o Brasil. Mas não é de passe livre, Black Blocks e 20 centavos esta história. É sobre amor. 

Foi na passeata que subiu a Consolação, virou na avenida Paulista e terminou no Paraíso que dois jovens se encontraram. Foi em um bar de esquina com a 13 de Maio que se apaixonaram. 

Foi na Vila Madalena que namoraram. Foi no Jaguaré que se casaram. Foi na Cupecê que tiveram um filho. 

E é saindo da estação Vila Sônia do metrô que conto essa história que funde amor entre duas pessoas com as ruas, bares e o subterrâneo da cidade das tensões, São Paulo do nosso coração!

Parabéns terra da garoa, das multidões, das manifestações e da multiculturalidade. Que a sua história seja lembrada também pelos amores que fez nascer, tal como o nosso que completa 12 anos.

Carlos Eduardo Pinto Vergueiro Filho e Kraly de Castella Camolez Machado são personagens do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Seja você também personagem da nossa cidade. Envie seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br. Para conhecer outros capítulos da nossa cidade visite o meu blog miltonjung.com.br ou o podcast do Conte Sua História de São Paulo

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: o poder de conexão das marcas regionais

“Minha vida é andar por esse país
Pra ver se um dia descanso feliz
Guardando as recordações das terras onde passei
Andando pelos sertões e dos amigos que lá deixei”

A vida de um viajante – Luiz Gonzaga

No cenário empresarial brasileiro, muitas vezes as marcas que florescem no interior do país permanecem pouco conhecidas nas capitais e grandes metrópoles. Porém, essa discrepância não diminui a força e o impacto dessas marcas regionais. No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Jaime Troiano, e Cecília Russo mostraram que as marcas do interior do Brasil têm se destacado de maneira notável, conquistando os corações e mentes de seus públicos de forma única.

Marcas regionais aparecem em todos os setores

Ao se aventurarem pelo interior, Troiano e sua equipe constataram um fenômeno interessante: empresas familiares, muitas vezes na primeira ou segunda geração, têm se estabelecido como pilares econômicos e fontes de orgulho nas suas respectivas regiões. Essas empresas, que abrangem setores diversos como educação, agricultura e comércio, têm construído marcas que se tornam parte intrínseca das comunidades locais.

As viagens pelo país têm permitido a descoberta de joias escondidas no vasto território brasileiro. Empresas de arroz e grãos em Goiás, fabricantes de aço no Ceará e redes de shopping centers no Sul estão entre os exemplos notáveis. Essas marcas, mesmo desconhecidas em âmbito nacional ou internacional, se mostram fortes concorrentes, oferecendo produtos e serviços de qualidade que atendem às demandas regionais.

“Essas marcas regionais têm um sentido de pertinência e de engajamento dos colaboradores com a empresa e com a marca maior do que a gente vê, por exemplo, no eixo São Paulo, Rio de Janeiro ..”

Cecília Russo

O orgulho de quem consome as marcas regionais

Ao contrário das grandes cidades, onde a marca da empresa muitas vezes é eclipsada pelo peso dos produtos, nas regiões do interior, o orgulho de fazer parte de algo local e valioso é um motivador significativo para os funcionários. Isso cria um elo mais forte entre a marca e as pessoas que a representam, contribuindo para a lealdade e identificação genuína.

Além disso, as marcas regionais conseguem oferecer valor aos consumidores locais, competindo de igual para igual com marcas nacionais ou internacionais. Isso ocorre, em parte, devido à menor necessidade de investimento em marketing e comunicação. Os laços culturais, familiares e regionais já presentes na comunidade tornam mais fácil a conexão emocional com o público-alvo, reduzindo a necessidade de grandes campanhas publicitárias.

A lição das marcas regionais

Esse fenômeno de sucesso das marcas regionais ressalta a importância do empreendedorismo local e do fortalecimento das raízes culturais. O Brasil é uma nação diversificada, com diferentes realidades e necessidades, e as marcas que reconhecem e atendem essas particularidades têm um espaço valioso no coração dos consumidores.

“Há muito a aprender com as marcas regionais empreendedoras do Brasil”

Jaime Troiano

A valorização do orgulho local, o engajamento com a comunidade e a entrega de valor autêntico aos consumidores são lições valiosas que podem inspirar empresas de todos os tamanhos e setores a construírem relações mais profundas e significativas com seus públicos.

Ouça o comentário completo no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso. Você pode ouvir o programa, ao vivo, no Jornal da CBN, todos os sábados, às 7h50 da manhã:

Mundo Corporativo: Paula Esteves, da Worklover, desvenda o universo do empreendedorismo

Paula Esteves em entrevista ao Mundo Corporativo. Foto: Priscila Gubiotti

“O empreendedor começa sonhando.Então, se eu não entendo o que eu posso sonhar e não identifico qual é esse sonho,  eu nem começo a empreender”

Paula Esteves, Worklovers

O empreendedorismo muitas vezes é visto como um desafio intimidador. No entanto, para Paula Esteves essa jornada representa uma tremenda oportunidade de autodescoberta e realização. Ela compartilha a visão de que, ao alinhar seu empreendimento com seu propósito de vida, os desafios se transformam em pequenas batalhas que impulsionam o crescimento. Paula,  criadora e CEO da Worklover, uma iniciativa voltada para a educação do empreendedor, foi entrevistada pelo programa Mundo Corporativo, da CBN, e destacou a mudança de mentalidade necessária, especialmente em uma cultura que muitas vezes valoriza a segurança do emprego tradicional. 

Para ela, também uma empreendedora, ao abraçar a liberdade e responsabilidade que vem com o empreendedorismo, podemos nos conectar verdadeiramente com nosso propósito.

“Empreender tem suas dificuldades, tem seus desafios, mas quando você faz aquilo que é para você, que está conectado com o seu propósito, justifica a razão pela qual você veio para cá, para essa vida. í a coisa fica diferente, aí os desafios, as dificuldades passam a ser pequenos desafios, apenas” 

O Mundo em Transformação

A sociedade está passando por transformações significativas, especialmente no mundo do trabalho. Paula observa que muitos indivíduos estão optando pelo empreendedorismo não apenas por escolha, mas também por necessidade. Isso ocorre à medida que as estruturas tradicionais de emprego se tornam menos previsíveis, levando um número crescente de pessoas a explorar suas paixões e transformá-las em negócios. Pesquisas indicam que mais da metade das pessoas que são demitidas decidem empreender por necessidade. Essa mudança de paradigma exige uma nova abordagem e planejamento, para que os empreendedores possam trilhar um caminho seguro e estruturado.

“O empreendedor não tem espaço para pouca paciência, o empreendedor não tem espaço para quem não tem foco e quer fazer mil coisas ao mesmo tempo, ele não tem espaço para quem não tem coragem e se vitimiza da sua própria vida”.

Educação Empreendedora Estruturada

Paula Esteves aborda essa lacuna educacional por meio da Worklover, oferecendo uma metodologia clara e direta para potenciais empreendedores. Seu “Método P”, baseado nos princípios de marketing de Philip Kotler, oferece uma abordagem abrangente para construir um plano de negócios sólido. Desde a definição do propósito até a construção de metas SMART (específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e temporais), o método auxilia os empreendedores a navegar pelos desafios com confiança. Além disso, Paula enfatiza a importância de se livrar de equívocos comuns, como a antecipação de cartão de crédito, que pode prejudicar a saúde financeira dos empreendimentos.

Empreendedorismo com Propósito

Uma das lições mais profundas que podemos extrair da jornada empreendedora de Paula é a importância de alinhar nossas ações com nosso propósito pessoal. Ao refletir sobre sua própria experiência, ela percebeu que a busca por um propósito significativo é a força motriz por trás de uma jornada empreendedora bem-sucedida. Compartilhando sua paixão e conhecimento, Paula busca não apenas educar, mas também inspirar outros empreendedores a seguir seus sonhos com determinação e foco 

Paula destaca o envolvimento da Worklover em projetos sociais, como uma parceria com o G10 Favelas para capacitar e ajudar mulheres em situação de risco a empreender.

Na conversa com Paula Esteves, de desafios transformados em oportunidades a métodos educacionais estruturados, fica evidente que a jornada empreendedora exige coragem, paixão e uma abordagem cuidadosamente planejada. No entanto, ao abraçar nosso propósito e tomar as rédeas de nossas vidas, podemos trilhar um caminho de sucesso e realização.

Assista à entrevista completa com Paula Esteves, CEO da Worklover. Colaboram com o Mundo Corporativo: Renato Barcellos, Letícia Valente, Rafael Furugen e Priscilla Gubiotti:

Conte Sua História de São Paulo: minhas frutas da cidade

Por Paulo Valadares

Ouvinte da CBN

Foto de Engin Akyurt

Frequentei São Paulo desde os anos 1970. Bati pernas pelo Centrão. Corri a São Silvestres quando ainda era noturna. Os espectadores nos davam champanhe durante a virada do ano. Mesmo correndo. 

A minha São Paulo verde não tem bosques frescos; mas campos de futebol com grama natural e algumas frutas.

Explico: eu saía enfadado do escritório no fim do expediente. Descia do Paraíso e seguia até o Largo do Paissandu para comer frutas. 

Passava por jovens esperançosos que iam para o curso noturno. Pais que retornavam angustiosos para as periferias. Era o momento que a grande jiboia trocava de casca. Saia a população oficial, entravam mercadores de amores remunerados e outros marginais. 

Ao chegar ao carrinho de frutas postado, pedia uma fatia de melancia e outra de abacaxi. Despesa que cabia no bolso. Nunca perguntei de onde elas vinham, assim, como não perguntavam minha procedência. 

Para mim elas serão sempre frutas de São Paulo.

Paulo Valadares é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Daniel Mesquita. Seja você também personagem da nossa cidade. Envie seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br. Para conhecer outros capítulos da nossa cidade visite o meu blog miltonjung.com.br ou o podcast do Conte Sua História de São Paulo

Marina diz que ninguém vai passar por cima de decisão técnica para explorar petróleo na foz do Rio Amazonas

No calor dos debates e discussões que caracterizam a Cúpula da Amazônia,  em Belém do Pará, Marina Silva, a ministra do Meio Ambiente, foi enfática sobre a importância das decisões técnicas do Ibama serem respeitadas no caso da exploração de petróleo na região do Foz do Rio Amazonas. Em entrevista ao Jornal da CBN, ela foi perguntada sobre o parecer da AGU — Advocacia Geral da União que pode abrir espaço para que o presidente Lula autorize as operações da Petrobras no local. Marina destacou que tais decisões levam em conta critérios ambientais e Lula jamais passaria por cima dessas avaliações:

“Às vezes as pessoas usam um termo equivocado: flexibilizar o licenciamento ambiental. Ninguém flexibiliza uma cirurgia do coração, uma cirurgia do rim, uma cirurgia do olho. Por que que o olho e o coração da natureza a gente quer flexibilizar?”


O desmatamento na Amazônia também foi abordado na entrevista, e Marina compartilhou dados promissores sobre a reversão da curva de crescimento do desmatamento no primeiro semestre. Ela ressaltou a importância do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia (PPCDAm), destacando seu papel na redução do desmatamento ao longo dos anos. No entanto, a Ministra também apontou para a necessidade de mudanças no modelo de desenvolvimento, promovendo setores como turismo, bioeconomia e agricultura de baixo carbono.

Ouça a entrevista completa da ministra do Meio Ambiente Marina Silva ao Jornal da CBN