Empreendedorismo: como empreender com pouco dinheiro

 

 

Saber buscar e gerenciar os recursos para viabilizar uma ideia costuma ser decisivo para os novos empreendimentos. Nestes tempos bicudos, a captação de dinheiro tem de ser cuidadosa e exige conhecimento do empreendedor, pois muitas vezes ao não identificar as fontes mais apropriadas coloca seu negócio em risco.

 

Um dos temas que surgiram no Papo de Professor, do Sebrae, foi a possibilidade de se empreender com poucos recursos, diante da crise econômica. No vídeo acima cito alguns caminhos onde você pode buscar este dinheiro e chamo atenção para o fato de que pouco dinheiro pode ser visto como fonte de inspiração, apenas exigindo mais criatividade.

 

A boa notícia é que, depois de já ter gravado esse vídeo, entrevistei para o Mundo Corporativo da CBN, o economista Marco Gorini, co-autor do livro “Captação de recursos para startups e empresas de impacto”. De acordo com Gorini, as dificuldades econômicas de alguns setores não têm impedido que investidores coloquem dinheiro nas boas ideias que surgem no mercado.

 

A entrevista vai ao ar em breve, na rádio CBN, e pode ser conferida no Facebook da CBN. O livro é ótima dica a você que pretende se estruturar e conseguir auxílio financeiro.

 

Veja outros vídeos sobre empreendedorismo do Papo de Professor, do Sebrae.

 

Novos prefeitos e velhas farsas

 

Por Carlos Magno Gibrail

O politicamente correto tem invadido as falas sociais apontando para a defesa das minorias, gerando uma tomada de posição dos setores menos radicais num processo positivo de debates.
Até mesmo o exagero do humorismo mais agressivo e grosseiro tem recebido providenciais puxões de orelha.

 

É de espantar, mas não surpreendente, o espetáculo politicamente incorreto que vários prefeitos das capitais demonstraram em suas falas de posse. Passaram das promessas em recursos e investimentos na campanha e apresentaram planos de cortes de despesas na posse. As palavras de campanha prometendo maravilhas em serviços e obras foram substituídas por “suspensão de todos os pagamentos”, “corte de gastos”, “contenção de salários”, “solicitação aos governos estadual e federal de recursos”, etc.

 

No Rio, Eduardo Paes do alto da reeleição com 64,6% dos votos, sem poder culpar o antecessor fez uma autocrítica e anunciou um “pacote de austeridade carioca”. Em Salvador, ACM Neto, em Manaus, Arthur Virgilio, em São Paulo, Fernando Haddad, em Recife, Geraldo Julio, assim como em Florianópolis, Campo Grande, etc, o mote foi a falta de recursos e o recurso do corte. Tudo muito diferente da campanha. Certamente é hora de mudar este status quo, buscando entender a formação e a evolução deste animal político para efetivar sua melhoria.

 

Danilo Gentili, o humorista politicamente incorreto, diz que o aluno ruim ou vira roqueiro ou vira humorista, e quem nunca foi aluno vira pagodeiro. Não há certeza de como se origina o político, mas temos convicção que através de um processo evolutivo darwiniano poderemos chegar a um padrão mais ético. Sabemos que Darwin concluiu que a evolução das espécies vem através de adaptações às novas condições ambientais, quando os mais aptos às mudanças sobrevivem, distanciando-se dos estados primitivos.

 

Ora, se mudarmos o tamanho do mercado eleitoral, isto é, restringirmos os eleitores àqueles que desejam votar, acabando portanto com o voto obrigatório, os candidatos terão que se entender provavelmente com menos consumidores/eleitores, embora mais envolvidos e mais conhecedores de política. Como na teoria de Darwin, quem ficará não serão nem os mais fortes nem os mais espertos. Apenas os mais aptos permanecerão enquanto os menos preparados serão excluídos.
Tudo indica que vale apostar e apoiar o voto facultativo.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras

Sem recurso eletrônico, torcedor vira idiota

 

Direto da Cidade do Cabo

 

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O futebol movimenta U$ 256 bilhões por ano e se calcula é praticado por 400 milhões de pessoas em todo o mundo, oficialmente em 208 países que fazem parte da Fifa, muito mais do que os 192 filiados a ONU. A quantidade de gente diante das televisões para assistir à Copa do Mundo bate a casa do bilhão, muitos dos quais apaixonados e capazes de ir aonde nenhuma outra fé os levaria.

 

Um jogo desta importância não pode ser decidido por um homem só como ocorre, atualmente, mesmo que ajudado por dois auxiliares. Ou atrapalhado por eles, como ocorreu, nesta sétima rodada de partidas da Copa da África do Sul, com o árbitro maliano Koman Coulibaly, que anulou gol legítimo dos Estados Unidos contra a Eslovênia. A bola cruzada por Donovan partiu do lado direito e passou sobre parte da defesa eslovena para ser jogada às redes por Maurice Edu.

 

Os americanos que se consagrariam com uma vitória histórica, pois teriam virado o jogo depois de estarem perdendo por 2 a 0, reclamaram no ato, mesmo sabendo da incapacidade deles mudarem a decisão. A torcida chiou nas arquibancadas e deve ter se voltado para os dois telões que reproduzem imagens da partida no estádio, mas não tiveram o direito de rever o lance, pois estas são “censuradas” pela Fifa e pelas regras do futebol. A questão é que apenas eles, diretamente envolvidos no jogo, tiveram este direito cassado.

 

A imensa audiência das emissoras de televisão viu e reviu a jogada de longe e de perto, por trás e pela frente, a partir de câmeras com capacidade de gerar slow motion de alta definição. Recursos com área sombreada, linhas imaginárias e imagem digitalizada deram suporte a opinião dos comentaristas. E foram unânimes em apontar o erro fatal.

 

A Fifa que faz acordos milionários com empresas de desenvolvimento tecnológico – a cada Copa temos uma explosão de vendas de aparelhos de televisão mais modernos, por exemplo – é a mesma que se nega a permitir o uso desses recursos no futebol sob a alegação de manter a igualdade de condições na disputa do jogo em qualquer canto do mundo. A entidade entende que para a prática do esporte bastam as traves, as redes, os uniformes e a bola, que podem ser usados por ricos e pobres, sem diferenças.

 

Primeiro, é irônico a instituição que lucra quase U$ 4 bilhões na Copa da África, doa a quem doer, nesta hora ser a porta-voz dos desvalidos. Segundo, a persistir a tese, deveríamos questionar o uso de técnicas avançadas de preparo físico, médico e psicológico dos atletas, afinal os time do Mali não conseguem oferecer a seus jogadores as mesmas condições que os times da Espanha.

 

Curioso ainda constatar que o mesmo futebol que abre mão desta tecnologia, aceita punir após a partida jogadores flagrados cometendo algum ato de violência. Flagrados pelas mesmas câmeras “cassadas” na hora do jogo.

 

Houvesse o “árbitro eletrônico” – se me permitem chamar assim o uso do vídeo para conferir lances polêmicos -, não teríamos sido obrigados a ver o futebol medíocre da seleção da França aqui na África. Em lugar dela, estaria a Irlanda, que vinha jogando muito mais, contudo acabou punida com um gol de mão de Tierry Henry. Tão pouco, os Estados Unidos estariam ameaçados de uma desclassificação pré-matura nesta Copa.

 

Pena os americanos não serem no futebol a potência que o são em outros esportes, pois talvez tivessem força para pressionar a Fifa a aceitar mudanças na regra, como ocorreu, em 2006, com o tênis. Graças a injustiça sofrida pela tenista Serena Williams, na partida contra Jennifer Capriati, pelo US Open, dois anos antes, iniciou-se um movimento em favor do replay-instantâneo. Atualmente, o tenista tem o direito a três pedidos de revisão por set e um adicional caso haja tie-break. O Hawk-Eye – Olho de Águia, em português – não é obrigatório em todas as competições, sendo usada apenas nas que distribuem maior premiação.

 

Na época em que a regra foi implantada, o número 1 do tênis Roger Federer fez duras críticas, sendo hoje um dos que mais se utilizam do recurso. Marat Safin, agora aposentado, chegou a dizer que eram idiotas os que defendiam o Hawk-Eye.

 

Idiotas somos nós, torcedores do futebol, enganados por árbitros que têm cada vez mais dificuldade para acompanhar a velocidade dos jogadores e da bola. Enquanto o futebol não aceita implantar os Olhos de Águia nos estádios da Copa do Mundo, estaremos sempre vulneráveis a manipulação dos Gaviões da Fifa.

 


A imagem acima é da galeria de Tiago Celestino, no Flickr