Mundo Corporativo: o líder espiritualizado humaniza a relação de trabalho, defende Adílson Souza

 

“A gente não pode trabalhar em qualquer empresa porque boa parte delas não conversa com a gente. E boa parte das empresas que são gigantes, que está no mercado há muito tempo, não estão mais atrativas para os novos líderes” — Adilson Souza, consultor

A necessidade de se construir uma nova forma de liderança, que não considere apenas a ideia de bater metas e alcançar resultados financeiros, tem levado profissionais de diferentes áreas a rediscutir processos e comportamentos dentro do ambiente de trabalho. O consultor Adilson Souza se dedica a desenvolver a visão de que as empresas e seus colaboradores têm de ser comandadas por profissionais que exercitem o que ele batizou de “liderança espiritualizada”. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Souza falou desse tema:

“Você tem lá um executivo que bateu 30% além da meta que foi estabelecida, só que metade do time foi para a enfermaria e metade foi para o concorrente. A liderança mais espiritualizada é como eu potencializo meu time para alcançar o melhor dos resultados”

Autor do livro “Liderança e espiritualidade — humanizando as relações profissionais”, Souza convida os lideres, novos e antigos, a revisarem seus comportamento para criarem ambientes de trabalho mais saudáveis. Uma mudança que, segundo ele, exigirá, dos profissionais aprendizado constante:

“O líder que não está disposto a aprender, o modelo dele já não serve mais”

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, pelo Twitter @CBNoficial e pelo Facebook da rádio CBN. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo e a qualquer momento em podcast, no site ou no APP da CBN. Colaboraram com o Mundo Corporativo: Guilherme Dogo, Ricardo Gouveia, Izabela Ares e Débora Gonçalves.

Entrevista: juiz do trabalho tira dúvidas sobre mudanças aprovadas na Reforma Trabalhista

 

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A Reforma Trabalhista foi aprovada pela Câmara dos Deputados e traz mudanças importantes na relação das empresas com os trabalhadores. Para tirar dúvidas dos ouvintes, o Jornal da CBN convidou o juiz do trabalho Marlos Augusto Melek, que participou da redação do texto que vai ser encaminhado agora para o Senado.

 

Melek defende a ideia que a reforma não retira direito dos trabalhadores. Independentemente do que você pense sobre o tema, é bom estar preparado e bem informado sobre as mudanças que vêm aí.

 

Ouça a entrevista completa com o juiz Melek:

 

Tá na hora da DR: entre marcas e consumidores

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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As marcas deveriam melhorar as relações com seus consumidores. É o que nos informa a agência Edelman Significa através da Earned Brand 2016. Pesquisa realizada em 13 países com 13 mil entrevistados, na qual se considerou como fatores de relacionamento a indiferença, o interesse, o envolvimento, a dedicação e o comprometimento dos consumidores. E, nesta ordem, numa escala de 0 a 100 pontos, o índice global foi de 38. Indiferença 0 a 6, interesse 7 a 26, envolvimento 27 a 43, dedicação 44 a 69, comprometimento 70 a 100.

 

Considerando que o máximo da relação é o seu último fator, o comprometimento, pode-se afirmar que 70 pontos deverá ser a meta das marcas. É o estágio em que os consumidores preferem, compram, mantêm-se leais, advogam a favor e defendem a empresa, produto ou serviço.

 

Eis a pontuação:

 

China – 53.

 

Índia – 52

 

Brasil – 43

 

Estados Unidos – 40

 

México, Cingapura – 39

 

Alemanha – 34

 

Reino Unido – 33

 

Canadá, França, Japão, Austrália – 32

 

Holanda – 30

 

O Brasil apresenta posição de destaque pois obtivemos 43 pontos enquanto o índice global é de 38 . Temos consumidores interessados e envolvidos. Estamos atrás da Índia e China, onde há a maior pontuação.

 

Em nosso contexto os segmentos melhor avaliados foram as mídias sociais, moda e vestuário, automóveis e artigos de luxo.

 

Analisando o resultado geral da pesquisa sob o aspecto dos consumidores, observa-se que os países mais desenvolvidos tendem a notas mais baixas.

 

Entretanto, focando a análise sobre o que as marcas estão oferecendo, a pouca relação dos consumidores pode ser explicada por sistemas impessoais e cada vez mais automatizada.

 

Cabe aqui a conexão com o estudo da SONNE consultoria que apresentou análise de empresas internacionais que não deram certo no mercado brasileiro. Tema que abordamos neste Blog em cinco de julho.

 

Marcas como Kate Spada, Gant, Topshop, Gap e Forever 21 não suportaram a burocracia e os impostos, e ao mesmo tempo não atenderam às exigências do consumidor brasileiro. Tais como atendimento e prazo de pagamento longo.

 

Máquinas de compra e autoatendimento com certeza não é a melhor forma de atrair clientes envolvidos e comprometidos.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Avalanche Tricolor: Obrigado, Pai!

 

Inter 2 x 0 Grêmio
Brasileiro – Beira-Rio (POA)

 

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Nascemos apenas com um nome. Não temos consciência do que é a vida, chorar é nossa única linguagem, e as pessoas são manchas diante de nossos olhos pequenos de mais para definir as coisas. Sentimos apenas que há duas pessoas que nos dedicam atenção especial, com sons carinhosos e toques gentis. Somente algum tempo depois saberemos que eles são pai e mãe, e serão eles os tutores que nos ajudarão a dar os primeiros passos que decidirão nossas caminhadas. Cada um a seu modo prestará ajuda e orientação. E foi assim na minha casa, com pai e mãe presentes – enquanto esta esteve viva. Meu comportamento na escola, minha relação com os amigos, a maneira como me portei diante dos fatos, o Deus em que acreditei, todas as escolhas que fiz tiveram a influência deles. No futebol, não tenho dúvida, meu pai foi definitivo. Nascido em uma estado onde existem apenas duas opções, a mim foi oferecida apenas uma: ser gremista. Houve um primo que arriscou-se e, ainda sem que eu tivesse certeza do que aquelas cores significavam, colocou em minhas mãos uma bandeira vermelha, me forçando a cantar um canto que desconhecia. Ingênuo, fui usado para provocar meu pai que naquele ano, 1969, assistia ao seu time de coração perder pela primeira vez um campeonato gaúcho depois de sete temporadas. A reação dele foi imediata e pedagógica. Apanhei, de leve, mas apanhei, com a bandeira adversária, em cena que sempre imaginei ser apenas lenda de família, porém confirmada pelo meu pai há pouco mais de dez anos e ratificada semana passada em texto publicado por ele aqui no Blog do Mílton Jung.

 

Aproveito este domingo de Dia dos Pais, no qual vivi emoções incríveis ao lado de meus dois filhos, com quem chorei abraçado após ouvir a declaração deles em programa da rádio CBN, produzido pela sensível e competente Pétria Chaves, para agradecer ao meu pai pela atitude corajosa que tomou há 45 anos. É bem provável que o tempo me daria as lições necessárias para seguir meu destino, pois tenho convicção de que nasci predestinado a ser gremista, mas, como escrevi logo na abertura desta Avalanche, se nasce apenas com um nome e, portanto, é preciso que pessoas e fatos o levem para o caminho traçado nem que seja aos trancos e barrancos. Às vezes, até com bandeiradas (de leve, mas bandeiradas). Meu pai não titubeou ao ver o guri correndo riscos e fez o que lhe veio na cabeça. Hoje, costuma pedir desculpas e dizer que não repetiria o gesto, quando tenho apenas gratidão a lhe oferecer. E o faço publicamente em um momento que muitos devem imaginar impróprio dado o resultado frustrante em campo – frustrante e injusto, registre-se. Por que o faço neste momento? Porque meu pai me ensinou muito mais do que para qual time torcer. Vem dele o meu desejo de acertar, minha cobrança sistemática pela perfeição, mesmo sabendo que não a alcançarei. Aprendi com ele que não devemos abrir mãos de nossas convicções e verdades, apesar de amigos e colegas muitas vezes nos forçarem a trilhar outras estradas. Adotei o desejo de lutar sempre, ainda que estejamos fragilizados diante do adversário. Ele me fez entender que as derrotas fazem parte da vida e jamais podemos desistir, pois lá na frente algo muito maior nos aguarda. Fui forjado a crescer no sofrimento e ter prazer na vitória.

 

É diante de tudo isso que, neste domingo, independentemente do quanto não merecíamos o resultado alcançado, que lhe agradeço pai por ter me ajudado a ser o homem que sou. E, claro, por ser gremista.

De Facebook

 


Por Maria Lucia Solla

 

 

E então, falar de quê?

 

Ficar falando do malfeito re-re-feito, do maldito, do mal-entendido, não leva a nada, e não é solução; mas é contagiante. Há que ter muita força de vontade para se propor a um descondicionamento e consertar pensamento por pensamento, palavra por palavra, sentimento por sentimento, certeza por incerteza.

 

Recondicionamento não é fácil; é como endireitar a coluna, aprender a sentar nos ísquios ou treinar a escrever com a outra mão.

 

Descartei dois textos que tinha programado para este espaço. Os dois tinham recebido a comenda do Ponto Final, mas no fundo e na superfície pensei, ponto final é apenas o momento em que você se desliga de uma onda de pensamento organizado e se entrega à folia do pensamento alternado, sobreposto ou imposto. Você se rende à sua mixórdia pessoal-mental, sem pudor nem estratégia. Anarquicamente. Entrega-se ao caos criativo diário que nos leva de uma ação a outra, ou nos rende e nos põe a nocaute.

 

Depois de acordar super tarde, tomar meu café da manhã informada e abalada pela página de notícias, decidi que andar na esteira era ideia descartada, e sair de casa também era. E fiquei.

 

Lendo as notícias, resisti bravamente a compartilhar no Facebook aquilo que mais mexia comigo, tentando focar mais no bom do que no ruim, para começar bem o dia, combinando com a minha refeição favorita. Deslizei um par de vezes, até me decidir a desconectar e repensar. Tentar entender o que é o Facebook para mim.

 

Em primeiro lugar – para mim, sempre é bom lembrar – é uma fórmula mágica de estarmos próximos das pessoas que amamos, onde quer que estejamos. Dou sempre uma olhada na minha turma e fico feliz quando tudo está bem, e cada um postando o que lhe dá na telha, ou não. Terapia em grupo para quem tem coragem de expor suas ideias, estado de espírito, gosto e desgosto, ideal e decepção. Assim, um dia estamos leves e no outro pesados. Tem quem respeita a opinião do outro e quem não admite ideia diferente. Amarelo é uma das minhas cores favoritas…

 

Tem a turma que dá a cara e recebe porrada, e tem a turma do come-quieto. Tem radical e moderado, tem sem-noção e antenado, o bem e o mal-amado e/ou mal-intencionado. Tem Dilma e Obama, Freud e psicopata, branco-pardo-preto, índio e indiano, judeu e muçulmano. Tem católico, ateu e tem tô-nem-aí. Tem pobre e tem rico, tem ópera e circo, Dostoyewsky e Paulo Coelho.

 

Sem cota.

 

Sinto que essa interação é mais um passo da humanidade na direção do enfraquecimento da individualidade, por mais que possa parecer o contrário ou o descontrário. Estamos todos, do Chuí ao Havaí, menos sozinhos. Fazemos parte de uma tribo, respeitando, aprendendo e ensinando, mesmo que as tuas certezas não gostem das minhas.

 

A interação leva à deposição da solidão e à aceitação de que individualmente somos nada.

 

Assim, saúdo e desejo saúde aos meus amigos, aos hackers, espiões nacionais e internacionais, ao senhor Obama e à dona Dilma. Agradeço o carinho e a companhia de todos, e prometo postar mais alegria do que tristeza, mais elogios a quem merece, e menos crítica e ibope (já desacreditado) a quem não merece nem mesmo uma citação. Vou desviar minha atenção. Fazer o que eu sempre apregoei, mas onde ainda tenho muito a aprender.

 

Beijo, feliz domingo e até a semana que vem.

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Do Tempo


 

Por Maria Lucia Solla

Olá,

Em que curva da estrada ficou a leveza de viver? Hoje, viver é perturbador. Muitas vezes, e cada vez com maior frequência, a vida traz a sensação vertiginosa da roda gigante, da montanha russa, e meus plexos se manifestam o tempo todo; não descansam, não se aquietam, nem mesmo enquanto durmo.

Ouça “Do Tempo” na voz e sonorizado pela autora

A gente hoje tem internet e pode conhecer, assistir, estudar tudo que quiser, sem sair de casa, a hora que bem entender. Biblioteca pública é um termo que criança desconhece. É evidente que podem deduzir da receita do termo, mas não têm ideia do que seja estar lá dentro. Sem saudosismo bolorento, mas é uma sensação que provavelmente nunca terão. Falar baixinho, de preferência não falar porque o sussurro mais tímido pode voar cegamente, atropelando, no vazio, o quase-absoluto silêncio.

Passava-se lá, uma tarde ou uma manhã inteira, selecionando fonte, lendo, selecionando e copiando dos livros o que se precisava estudar. Não havia máquina copiadora. Era no braço, mesmo. Uma pesquisa levava um tempão, isso se a gente pesquisasse um só autor. E não adiantava fazer na base do garrancho porque a gente não entendia depois e o trabalho era árduo demais para se atirar ao vento.

A gente hoje tem e-mail, que deixou no esquecimento o hábito de escrever à mão, enviar cartas, o correio, envelope, selo. Não é mais preciso enfrentar fila numa das agências, lamber o selo, colar no envelope e jogar a carta na caixa adequada; nacional, internacional, aérea…

Hoje temos carros velozes e estradas que, enquanto durarem, permitem que se desenvolva velocidade não permitida. E a gente tem cada vez menos tempo, está cada vez mais ansioso, sobrecarregado, irritado, sem-paciência, atropelando e sendo atropelado.


Há poucos anos, ninguém podia imaginar que um dia a gente se comunicaria instantaneamente, de e para os lugares mais longínquos da Terra, e que isso tudo seria feito através de uma rede internacional de máquinas que levam nossa palavra escrita, nossa voz, nossa imagem para encontrar outras imagens, outras vozes, outras escritas; sem fronteira, sem visto de entrada ou saída.

Vivemos tempo de mudança rápida e radical. Não tem como negar. E nos queixamos da falta de tempo, sem mesmo saber o que é o Tempo. Tempo é o tempo da música, sua batida, seu ritmo, ao qual é preciso se harmonizar se quisermos dançar. Entender o Tempo é entender a harmonia cósmica das fases da Lua, da sua influência nas águas, fora e dentro de nós. Tempo é a harmonia dos ciclos da Natureza, da qual nos afastamos para nos entregarmos de corpo e alma ao materialismo plástico. É triste, mas sempre há tempo.

Os Maias usavam o tempo para se harmonizarem, não para se engajarem numa competição com ele. Afirmaram que no dia 22 de dezembro de 2012, a Humanidade terá sua última oportunidade de escolher: sucumbir ou evoluir. Também predisseram que, de 1992 até 2012, teríamos tempos de tribulação, dificuldades que nos dariam a oportunidade de perceber nossa real relação com o Todo, e de eliminar medo e desenvolver, ou adquirir, respeito por si e pelo outro. Em tudo. Sempre.

Previram o eclipse solar de agosto de 1999, e que sua sombra delimitaria áreas de guerra, terrorismo e barbárie. E assim foi.

Dizem algumas profecias que nosso planeta entrará na Quinta Dimensão, ou seja, no tempo do não-tempo, quando estaremos preparados para entender que o tempo não é linear, nem medido pelo relógio, mas concomitante. Passado, presente e futuro vivendo
em harmonia.


Quando comecei a ter contato com esses pensamentos, tive dificuldade de entender. Hoje entendo um pouco melhor e vejo na psicanálise de vidas passadas, não uma regressão na linha do tempo material, mas um reconhecimento de todos os momentos que existem em nós, do passado, do presente e do futuro. Profecia, filosofia, pensamento religioso e alternativo vêm, há muito, anunciando o fenômeno que mexe com o campo magnético da Terra. Agora a ciência, mais cuidadosa e santomé, concorda com o pensar dos leigos e explica os porquês.

A mesma rede internacional de que falamos nos oferece um cardápio de possibilidades para que a gente navegue pelo assunto, escolhendo fontes que mais agradar. Você mesmo vai se conduzir e encontrar o caminho, se quiser.

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

PS: Vamos comemorar a Limpeza na Prefeitura de Jandira. Há esperança! Que venha a meada atrelada ao fio.

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung