Jantar no Eleven sai caro

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Há uma semana, a Comissão de Ética da Presidência decidiu arquivar por unanimidade o pedido de investigação feito pelo PSDB contra a presidente Dilma, por ter incorrido em gastos sem agenda oficial. A Comissão, por norma estabelecida no governo FHC, não tem poder para investigar presidente e vice-presidente da república.

 

A escala em Lisboa da comitiva presidencial, como se viu, rendeu para a mídia espaços e tempo dignos de grandes eventos, o que seria um exagero não fosse o pitoresco das reações dos envolvidos. Menos mal para repórteres e colunistas que puderam preencher suas obrigações, trazendo à pauta política um pouco do luxo do Ritz e do sabor do Eleven.

 

A presidente entrou na discussão e declarou que ela pagou a própria conta do restaurante Eleven, assim como os seus ministros. Valorizando um assunto que apenas beneficiou o chef alemão Joachim Koerper. Entrevistado pelo jornalista Rafael Moraes Moura do Estado, Joachim informou que serviu a Dilma cavala defumada, uma pequena porção de robalo e porco preto alentejano. De sobremesa queijo português. O vinho foi cortesia da casa para todos da equipe da presidente, que foi presenteada no final com duas garrafas de Red por J.Koerper. Além de assegurar que no seu cardápio os preços variam de 32 a 89 Euros, e, portanto mais barato do que os restaurantes de São Paulo e Rio, Joachim ressaltou que já atendeu Nicolas Sarkozy, Alberto de Mônaco, Caroline de Mônaco, José Sócrates primeiro ministro de Portugal, e muitos outros.

 

Pela divulgação orquestrada pela oposição brasileira, Koerper pode estar certo que o merchandising a custa de garrafas de vinho vai render muito ao seu restaurante. Um barato que saiu barato.

 

O PSDB além de não usar devidamente FHC, seu ícone maior, ainda desconhece sua obra. Um barato que saiu caro.

 

Dilma com tantos flancos a serem questionados, ficou como apreciadora do luxo. Um caro que saiu barato.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Conte Sua História de SP: nasci no aniversário de São Paulo

 


Por Décio Blucher
Ouvinte-internauta do Jornal da CBN

 

 
Ouça o texto que foi ao ar na CBN, sonorizado pelo Cláudio Antônio

 

Meus pais se casaram no início de 1960 e passaram a lua de mel em um cruzeiro que partiu de Santos com destino a Buenos Aires. Na mesa do jovem casal outro par de “pombinhos” recém-casados foi instalado: Helena Maria e Giusti. Ambos os casais permanecem saudáveis e muito amigos, 53 anos após o primeiro encontro. Mas a nossa história se passa no dia 24 de Janeiro de 1962.

 

Meus pais, Diva e Edgard Blucher, compartilham, novamente, a mesa do Restaurante Le Casserole, com os amigos Helena Maria e Giusti. Meus pais já tinham uma filha, Thais, primeira neta dos dois lados e ganhadora do prêmio de bebê Johnson ao completar um ano. Já era o orgulho da família. Diz a lenda familiar que as duas avós Clara e Fanny esgotaram a tiragem da revista O Cruzeiro.

 

Retornando a fatídica noite de 24 de janeiro de 1962. Meus pais jantaram com seus amigos. Minha mãe novamente grávida de nove meses. Ao fim do encontro, os casais se despediram em frente a banca de Flores no então glamouroso centro da cidade. Após alguns momentos a procura de um taxi que os levaria ao bairro do Bom Retiro, meus pais decidiram iniciar a jornada a pé. As estatísticas mudam conforme a versão, mas após percorrerem aproximadamente metade da distância encontraram um taxi que os levou a residência.

 

Na primeira hora do dia 25, minha mãe comunicou ao meu pai que a bolsa havia rompido. Bem, nós três nos dirigimos à Maternidade Pro Matre. Às seis horas da manha, eu nasci. No dia da fundação da cidade, aniversário de minha mãe, a meia quadra da mais Paulista das avenidas.

 

Para manter a tradição, todo dia 24 de Janeiro, retorno com minha esposa Patrícia, meus pais, irmão, irmã, cunhada, cunhado e alguns de nossos seis filhos ao Le Casserole para comemorar esta data marcante.

 

Há alguns anos, meu pai sugeriu que talvez fosse o momento de repensar o restaurante devido à deterioração do velho centro, mas esta data mágica é uma combinação do encontro da família com o local. Nenhum dos dois teria significado sem o outro. A caminho dos 51 anos de nosso primeiro jantar, eu, mamãe e papai receberemos os demais membros da família no próximo dia 24, sempre no Le Casserole.

 

Décio Blucher é personagem do Conte Sua História de São Paulo. Conte mais um capítulo da nossa cidade, escreva para milton@cbn.com.br e comemore os 459 anos de São Paulo.
 

Couvert: não precisa de lei para o bom senso

 

Desde que noticiei pela primeira vez – e não foi diferente ao anunciar que entrava em vigor, semana passada – tive restrições com a Lei do Couvert, que vale para todo o Estado de São Paulo, e proíbe que o garçom ponha sobre a mesa aquelas comidinhas que costumamos beliscar antes da refeição, sem pedir licença. No sábado, fui a uma das lojas do América, restaurante que meus meninos curtem e minha mulher tem horror. Eles gostam dos sanduíches, apesar de há algum tempo preferirem as saladas. Ela odeie o que chama sabor de plástico dos pratos disponíveis no cardápio. Como o trabalho a tirou do nosso convívio no fim de semana aproveitamos para ir até lá. Não tenho nada contra a comida da casa, tendo a não me estrepar pedindo sempre salada ou salmão. A única coisa que me incomodava era ser abordado corriqueiramente com cestas de petiscos sem que eu tivesse pedido. Depois que descobrimos que aceitar o couvert para os três era mais caro e menos saboroso do que pedir um prato de batatas fritas de entrada, todas as vezes que as cestas ameaçavam aterrissar na mesa emitíamos uma ordem para arremeter, o ‘piloto’ não gostava muito, mas não tinha opção. Mesmo que o gesto se repetisse todas as visitas ao América, confesso que não me sentia à vontade, tinha um certo constrangimento para abortar o pouso. Neste sábado, o rapaz que nos atendeu, chegou rápido, com as cestas sobre a bandeja, mas antes de descarregá-las pediu autorização, automaticamente negada. Lembrei que a Lei do Couvert estava em vigor e o restaurante apenas cumpria uma exigência. Antes de comemorar a regra que deve ter custado alguns trocados públicos, pois teve de ser apresentado na Assembleia, exigiu audiências, debates em plenário, duas votações, burocracias legais até ser sancionada e publicada no Diário Oficial, pensei cá com minhas batatinhas fritas se este e os demais restaurantes paulistas não teriam resolvido isso se, simplesmente, aplicassem a velha e boa lei do bom senso.

Conte Sua História de São Paulo: A rua do Mancini

 

Foi vizinho do Mercado Municipal que Walter Mancini aprendeu a apreciar os diferentes sabores da culinária paulistana. De lá também veio a inspiração para criar o ambiente no seu mais famoso restaurante, na rua Avanhandava, região central de São Paulo. Assim que o cliente chega se depara com enorme mesa oferecendo todo tipo de queijos, aperitivos e saladas como se estivesse diante de uma banca do Mercadão. Ali começou a comida por peso, na cidade, em 1980.

Do Famiglia Mancini e suas mesas sempre cheias surgiram novos restaurantes com a assinatura do seu Walter. Todos vizinhos da casa original na pequena Avanhandava. Se alguém chamá-la de rua do Mancini não está enganado, mesmo que ele insista em dizer que o espaço é de todos. Dedicou-se ao lugar a ponto de ter se responsabilizado pelo projeto da primeira rua revitalizada de São Paulo.

Walter Mancini foi personagem do Conte Sua História de São Paulo, em homenagem aos 457 anos da nossa cidade

Ouça o depoimento dele no CBN SP

Conte Sua História de São Paulo: O ponto de partida

 

Elvis Campello nasceu em 1976 na cidade de São Paulo. E foi na noite boêmia noite paulista, na mais famosa esquina da cidade, que ele descobriu sua profissão e construiu sua história. A história ele contou ao Museu da Pessoa em janeiro de 2010, comemorando o aniversário da cidade:

Ouça o texto de Elvis Campello sonorizado por Cláudio Antônio

Minha história com São Paulo, nos últimos anos, foi construída à noite. Tudo começou há 12 anos, quando eu terminei o ensino médio, na época o colegial, e queria cursar a faculdade de publicidade, meu sonho até então.

Eu trabalhava em um escritório de advocacia na Avenida Ipiranga, mas com salário que eu ganhava lá, seria impossível pagar o curso superior que eu queria fazer. Meu irmão e alguns amigos de bairro faziam “bicos” como segurança nos barzinhos e casas noturnas na região dos Jardins, e logo eu me encaixei ali com eles. Eu trabalhava de dia no escritório, e nos finais de semana, à noite, eu ganhava um dinheiro a mais como segurança, mesmo sendo um magricela que não punha medo em ninguém.

Comecei a reparar no trabalho dos garçons e barmen das casas onde eu trabalhava, e me chamou mais atenção ainda quando eu descobri que eles ganhavam, no mínimo, três vezes mais do que eu. Pensei: “se eu ganhasse isso, conseguiria pagar minha faculdade de publicidade!” Enchia o saco de todos eles, perguntando como eu fazia para trabalhar como barmen ou como garçom, até que me indicaram um curso e eu fui atrás. O problema é que o curso, que duraria três meses, era só na parte da manhã.

Eu tive que arriscar: largar o escritório na Avenida Ipiranga e ir ali para perto, no Largo do Arouche, no Sindicato do Bares e Restaurantes de São Paulo, fazer o curso de garçom e Bartender. Na última semana de curso, fui indicado para trabalhar em uma casa de shows na Vila Madalena, reduto de bares e restaurantes em São Paulo. Um novo mundo se abriu para mim. Vindo da periferia, eu trabalhava agora em uma outra realidade. Atendia pessoas finas (educadas ou nem tanto), atores famosos, cantores, repórteres e políticos, inclusive, o na época eterno candidato a presidência do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva! Sim, eu já servi cachaça para o Lula, uma dose de “Espírito de Minas”, uma excelente cachaça. Tem bom gosto o rapaz!

Eu chegava em casa cheio de história para contar, todo empolgado. A noite foi uma escola para mim. Conheci muitas pessoas (interessantes ou não), fiz amigos, adquiri responsabilidade, maturidade e quase casei com uma cliente. Me apaixonei pela profissão que até então seria apenas passageira. Deixei de lado a vontade de fazer uma faculdade de publicidade e resolvi cursar hotelaria.

A faculdade me deu mais experiência ainda na área, e me abriu portas para outras casas noturnas, bares e hotéis da cidade, além de me proporcionar a possibilidade de passar toda minha experiência pelo mundo dos alimentos e bebidas. Fui convidado a ser professor de garçom e bartender.

Começar a dar aulas foi fantástico e, junto com a euforia, veio um novo desafio: aprender a ensinar! Não pensei duas vezes e me matriculei num curso de Pós Graduação em Docência em Gastronomia, para adquirir as técnicas da didática do ensino.

Hoje sou professor de Sala & Bar em um dos mais conceituados centro de estudos do Brasil. Pelas minhas mãos já passaram mais de mil alunos, que hoje, espalhados por São Paulo, capital mundial da gastronomia, preparam cocktails ou servem mesas.

Em troca do que a noite de São Paulo me deu (uma profissão, respeito, amigos e um amor) eu devolvo a ela profissionais capacitados, que carregam em suas bandejas ou misturam em suas coqueteleiras alegria, sonhos, expectativas e histórias.

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar sábados, às 10 e meia, no programa CBN SP. Você participa enviando seu texto ou agendando uma entrevista no site do Museu da Pessoa.

Conte Sua História de São Paulo: Em transformação

 

Márcio Chicca nasceu em 1947 em São Paulo e é um apaixonado pela cidade. Nas décadas de 1950 e 1960, entre a infância e a juventude, participou de momentos marcantes da história da cidade, como a inauguração do parque do Ibirapuera e de alguns dos tradicionais cinemas da cidade. Histórias que ele narrou ao Museu da Pessoa:

Ouça o texto de Márcio Chicca sonorizado por Cláudio Antônio

Tenho muitas recordações desta cidade, que eu aprendi a gostar desde pequeno, pois meu pai me propiciava informações, assuntos e passeios que se tornaram inesquecíveis, alguns dos quais ainda recordo com muita emoção.

Aos domingos, meu pai me levava passear no centro da cidade, na rua Boa Vista, onde ficava o Restaurante Guanabara e onde eu me deliciava com os enormes e variados sanduíches. Enquanto eu comia e tomava uma “Caçulinha” da Antártica, um sucesso na época, ele saboreava um chopp escuro.

Em outros domingos, invertia o roteiro e íamos para a rua Vieira de Carvalho, onde o restaurante Fasano funcionava em um prédio bonito que hoje é o hotel Bourbon São Paulo. Lá, meu pedido era uma ou duas coxinhas especiais, que eram deliciosas. Logo depois, meu pai comprava alguns doces em uma doceria ao lado, que eu acho que já era a Dulca, para a sobremesa do domingo.

Um passeio que marcou minha memória foi um dia inteiro de domingo de 1954, quando da inauguração do Parque do Ibirapuera. Tudo novinho, gramado lindo, lagos, pavilhões de alguns países, exposições diversas, alguns teco-tecos sobrevoando o parque e jogando flâmulas de papel prateado com textos em comemoração à inauguração do parque e ao IV Centenário da cidade.

Cada casa de São Paulo colocava em lugar de destaque uma placa comemorativa dos 400 anos da cidade: o brasão de São Paulo em alumínio polido ou colorido, salientando a idade da cidade. Quase todas as casas tinham um ou dois.

A maior diversão da cidade, e mais barata, era o cinema! Havia cinemas belíssimos como o Cine Metro da MGM dos EUA; o Bandeirantes (depois Ouro); o Marrocos, único em que as cadeiras deslizavam ao se sentar, o maior da cidade; o República, primeiro a exibir filmes em terceira dimensão; o Ipiranga e o Marabá, de grandes exibições como “Os Dez Mandamentos”, de Cecil B. de Mille, grande diretor de filmes épicos maravilhosos da época.

Nestes cinemas só se entrava com terno e gravata e foi para ir a um deles que usei a minha primeira. Nos intervalos, uma orquestra surgia no palco para tocar algumas músicas. Deste tempo eu peguei o final, onde se mantinha o hábito de usar terno e gravata, mas somente um cinema mantinha um excelente pianista, o Cine Ouro do Largo do Paissandu. Os outros já não suportavam este custo.
Depois de alguns anos, e com novas tecnologias, surgiu o Cinerama. Um espetáculo: tela imensa, som estéreo, só apresentando filmes especiais para aquele equipamento.

Na minha juventude ainda mantive alguns hábitos que meu pai me deixou, tais como ir comer um bauru no Ponto Chic do Largo Paissandu, ou tomar um chopp no Bar do Léo, na rua Aurora esquina com a rua dos Andradas, ou ainda uma boa canja de galinha no frio da madrugada no restaurante Papai, na esquina da Duque de Caxias com a São João.
Já não existia mais o Fasano da Vieira de Carvalho e o Guanabara mudou para rua São Bento, já não tinha nada mais a ver com aquele dos anos 50.

Hoje, às vezes, quando saio com meu filho, vamos comer um bauru ainda no Ponto Chic do Largo Paissandu e ele me lembra destas histórias dos passeios de meu pai, seu avô.

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, às 10 e 30, dentro do programa CBN SP. Você pode participar enviando seu texto ou agendando uma entrevista no site do Museu da Pessoa.

Na mesa, água na jarra

 

Nas mesas de restaurantes italianos, a água chega na jarra antes mesmo de você fazer o pedido. No Brasil, ainda temos o hábito de pedir água engarrafada. A Iniciativa Água na Jarra me foi apresentada por Alexandre Nunes, que deixou recado aqui no Blog. A proposta é que se substitua o consumo de água engarrafada pelo de água tratada e purificada. Restaurantes e eventos interessados em aderir a ideia se comprometem a comercializar, preferencialmente, água tratada e purificada servida em jarras. E assim deixam de gerar grande quantidade de resíduos poluentes. Para saber mais sobre a projeto visite o site Água na Jarra, de onde foi extraído o texto a seguir de autoria da economista Letycia Janot, uma das fundadoras da Iniciativa:

Vamos começar pelo básico…

À medida que a proposta da Iniciativa Água na Jarra vai se disseminando, muitas reflexões bacanas têm surgido. O tema do consumo da água sem garrafa tem muito mais a nos ensinar do que pode parecer à primeira vista. Ao contrário do que se possa pensar numa análise rápida e simplista não estamos falando apenas de uma iniciativa pelo consumo consciente. Estamos falando de sermos sustentáveis naquilo que nos é mais essencial, mais básico, que fazemos todos os dias, várias vezes ao dia. Estamos falando que um consumidor que se sensibilizou com essa causa terá uma nova atitude e vai praticá-la tantas vezes, que com certeza estará mais inclinado a adotar outras práticas que visem a melhoria ambiental e que beneficiem a coletividade.

Mas não vamos parar por aí, podemos ir além; imagino que esse consumidor, ao se dar conta de tantos benefícios alcançados com esse gesto, terá consciência da importância da preservação dos mananciais da sua cidade. A partir daí ele entenderá que os serviços ambientais prestados pela natureza são essenciais e por isso é importante proteger nossos recursos naturais: nascentes, vegetação, biodiversidade. Quem sabe ele então terá um novo olhar para as áreas protegidas existentes no entorno de onde mora.

E o mais bacana é que tudo isso pode acontecer através de uma troca muito simples, onde se consome o mesmo produto, mas que chega até o consumidor de uma maneira diferente. No fundo, nada mais é do que uma mudança logística. E esta troca simples tem como consequência reduções nos impactos ambientais de (i) exploração de nossa água subterrânea (ii) exploração do petróleo e todas as etapas necessárias para produção da garrafa (iii) diminuição da emissão de CO2 pelo transporte da garrafa e  (iv) diminuição dos resíduos que geramos em nosso dia a dia.

Entendo que, se uma empresa está se esforçando de verdade pela incorporação das práticas sustentáveis em seu negócio, ela deveria também adotar uma nova maneira de consumir a água potável. Atenção: não vale instalar os filtros purificadores na empresa mais continuar usando copos plásticos descartáveis. Cada funcionário deve ter seu próprio recipiente e um local adequado para higienizá-lo. Não vamos fazer disso um grande problema. Todo mundo lava o copo de água em sua própria casa, e pode fazê-lo também em seu local de trabalho. A boa notícia é que a empresa ainda consegue fazer uma boa economia adotando essa medida.

A sustentabilidade é importante para você? Que tal começar pelo básico?

 

Comércio perdeu batalha contra lei antifumo, no Rio

Há pouco menos de um ano, os fumantes cariocas passaram a sofrer as mesmas restrições que estarão em vigor no Estado de São Paulo com a aprovação da lei que proíbe o fumo em recintos fechados ou parcialmente fechados. Apesar de na capital fluminense a determinação ter chegado por decreto da prefeitura, bares e restaurantes se deram mal na tentativa de derrubá-lo na Justiça.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em junho do ano passado, negou liminar pedida pela Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares para suspender os efeitos do decreto até o julgamento final. A entidade alegava a inconstitucionalidade do decreto, mas não convenceu o relator da ação, o desembargador Sérgio Cavalieri Filho, que, na época, justificou que a prefeitura pode estabelecer regras, de acordo com o artigo 196 da Constituição Federal: “A saúde é um direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos”.

Em São Paulo, a Federação anunciou que vai à Justiça para derrubar a lei aprovada na Assembleia Legislativa que deve ser sancionada pelo governador José Serra, em breve. Diz que haverá demissões no setor apostando na redução do movimento de bares e restaurantes.

No Rio, não se tem informações sobre as tais demissões pelo cerco ao cigarro.

Duas novidades de peso

Por Ailin Aleixo
No ÉpocaSP na CBN

Forneria San Paolo Villa Daslu

A fórmula é a mesma, ambiente moderninho-sofisticado, clientela vip circulando no almoço e no jantar. E com um adendo: a nova unidade fica no primeiro andar da Villa Daslu, onde o trânsito de beldades já é intenso por si só. O salão é até envidraçado, mas quem olha para fora? Se não é sua praia, melhor optar pela matriz na R. Amauri, onde o clima é parecido, mas atenuado pela porta da rua. Já para quem gosta do burburinho, o cardápio, assinado pelo chef Rodrigo Gonçalves, oferece os mesmos atrativos da casa-mãe, com acento ainda mais italiano. Além dos ótimos sanduíches em massa de pizza, servidos durante todo o dia, sem intervalo, são exclusivos da nova unidade os pratos de peixe e três tipos de risotos – vale provar o mare, que traz lula, polvo, camarão, todos tenros e saborosos. De sobremesa, creme de mascarpone e chocolate e charlotte de frutas vermelhas.

Av. Chedid Jafet, 131 – Vila Olímpia, 3841-9680

Bacalhoeiro

São 660m2 de área, dividida em seis ambientes que impressionam. Mas a proposta vai além da instalação faraÔnica cravada na Zona Leste. A ideia, diz o gerente português Norberto Moutinho, é representar a cozinha portuguesado tradicional Antiquarius nesta parte da cidade, A afirmação se justifica pelo cardápio que repete sucessos da fonte inspiradora, para garantir a autenticidade dos pratos, Moutinho trouxe o chef Francisco Everaldo da Silva e cozinheiros que trabalham no Antiquarius, no A Bel Sintra e no Trindade. Deu certo. Preparado com o melhor bacalhau do mundo, o Gadus Morhua, o bacalhau à lagareiro vem em posta alta, dourada no azeite e acompanhado de batata assada, alho, azeitona e brocólis. Mas vale sair do óbvio: prove a perna de cordeiro com feijão branco. Irretocável. Antes, de entrada, peça a frigideira de polvo no sal grosso com bacon. 

R. Azevedo Soares, 1580 – Tatuapé, 2293-1010

Restaurantes com novidades no cardápio

Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN

Tantra

Para aproveitar a moda indiana impulsionada pela novela, o chef Eric Thomas lançou novos pratos inspirados na perfumada culinária do país, oferecidos no menu à la carte. Ele passeia pelos costumes alimentares de várias regiões e prepara inclusive uma receita vegetariana – o cabelo de anjo com cogumelos frescos e ervas aromáticas, acompanhado de pães indianos. Há ainda um frango (ou cordeiro) assado no forno tandoor, salmão ao curry, cheesecake de cardamomo e lassi, bebida à base de iogurte e especiarias, ideal para refrescar o paladar diante de tantos temperos. A novidade chega também no bufê Mongolian Grill, que permite ao cliente escolher os ingredientes do prato que será preparado na chapa. Agora, 70% deles são indianos.R. Chilon, 364 – Vila Olímpia – São Paulo – SP 3846-7112/3842-8874

Fazenda MC

Está em cartaz o 8º Festival de Carnes Red Angus. No almoço e no jantar, a clientela pode provar mais de 50 cortes artesanais, sempre em porções de 100 gramas, provenientes da fazenda do proprietário, na região de Campinas. Todos são preparados na churrasqueira de carvão, à vista do salão, pelo chef Rogério Carneiro da Cunha. Tem assado de tira, coração de picanha, costela no bafo, ossobuco, paleta, bistecão, bife ancho e até linguiça com pimenta, entre outros pedidos. Para acompanhar, 30 opções de saladas e 15 de sobremesa. Toda essa comilança sai a R$ 55,90 por pessoa. R. Henrique Schaumann, 251 – Jardim Europa – São Paulo – SP 3775-5001

Rosmarino

O restaurante está promovenod um festival de terrines doces. Até dia 20 março, cinco receitas integram o menu de sobremesas. A tradicional da casa leva chá de hortelã e mel, casca de laranja, manga, uvas e lichia. há ainda versões de frutas secas, de frutas vermelhas, de frutas tropicais e uma terrine de pannacota com chocolates branco e preto. Todas custam R$ 12 a porção. R. Henrique Monteiro, 44 – Pinheiros – São Paulo – SP  3819-3897