Os restaurantes da Consoleta

Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN

Anita

Da cozinha envidraçada chefiada por Fabiana Caffaro saem pratos bem simples, muitos declaradamente inspirados na dita baixa gastronomia, aquela dos botecos, mas com algumas gostosas frescurinhas. Tem filé oswaldo aranha (feito com prime rib), frango com creme de milho (empanado com panko, uma farinha de rosca japonesa) e deliciosos bolinhos de arroz (que levam creme de queijos na mistura). A entrela da casa, porém, é a máquina de assar galetos, a típica televisão de cachorro, estacionada na calçada inclusive à noite. As aves, bem torradinhas e douradas, chegam à mesa já cortadas, acompanhadas de farofa, batata bolinha ao alecrim e vinagrete de tomates verdes. Na sobremesa, não deixe de provar a ótima panqueca de doce de leite com sorvete de nata. No almoço executivo, vale o sistema de prato do dia: quarta-feira, por exemplo, é dia de mignon de porco com couve e quibebe de mandioca. A casa fecha no dia 23 de dezembro para os festejos do final do ano e reabre no dia 6 de janeiro.

R.Mato Grosso, 154 – Higienópolis, 2628-3584

AK Delicatessen

A cozinha de Andrea Kaufmann está cada vez mais surpreendente. Hábil no preparo de receitas judaicas tradicionais, como o spondre, costela bovina cozida lentamente com cebolas, ela também se sai muito bem nos pratos de outras procedências. É o caso do chupe peruano, sopa de camarão, arroz e queijo. Vale experimentar as novidades que ela introduz de tempos em tempos no cardápio, mas há hits já consagrados que é um pecado perder. Por exemplo, o medalhão envolvido em pastrami, gratinado sob uma camada generosa de queijo brie, servido sobre mix de cogumelos: quem prova não esquece. O restaurante, inaugurado em 2007, segue bombando. O andar de baixo, antes inteiramente tomado pelo balcão da rotisseria, hoje também abriga mesas, mas não com o mesmo charme do andar superior. E continua saindo gente pelo ladrão.

R. Mato Grosso, 450 – Higienópolis, 3231 4497

La Frontera

O belíssimo salão art déco, repleto de metais dourados e enormes ventiladores de teto, foi inspirado nos antigos bares de Buenos Aires – tudo a ver com a vizinhança, já que o imóvel fica coladinho ao Cemitério da Consolação, em uma região que realmente lembra a terra do tango. Uma das sócias da casa é a argentina Ana Maria Massochi, também proprietária do Martín Fierro. Mas a cozinha do chef e sócio Leo Botto, como indica o nome do restaurante, fica no meio do caminho entre os dois países. Na grelha, ele prepara nobres carnes portenhas e prosaicas sardinhas com a mesma desenvoltura. O serviço é dos mais atenciosos: tem até couvert de cortesia, ótimo por sinal, com pão caseiro quentinho. Quem pede um ojo de bife tem não só a chance de escolher o peso do corte, de 200 ou 300 gramas, como ainda decide o acompanhamento: não dispense os nhoques quadradinhos de batatas assadas na grelha com creme de parmesão, uma iguaria de lamber os beiços. Na sobremesa, as bolinhas de mussarela de búfala vêm com delicioso doce caseiro de tomatinhos, tipo compota da vovó.

R. Coronel José Eusébio, 105 – Consolação, 3159-1197

Mais uma leva de novas casas

Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN

Meu sushi

O restaurante moderninho, instalado num charmoso sobrado nos Jardins, segue a linha saudável. O cardápio oferece opções de combinados, com cortes grossos e frescos, com pouco carboidrato (Leve light), com mais carboidrato para quem pratica atividades físicas (Esporte), veggie (com pouco peixe), com peixes grelhados e na chapa (Nada cru) e vegan (só com legumes e verduras) e entradinhas leves como o gostoso e sequinho bolinho de soja com nozes e hortelã. Para beber, o suco Meu sushi leva abacaxi, clorofila e hortelã é ótimo e bem natureba (não leva açúcar). Caso prefira refrigerante, no almoço, o refil é grátis: é só encher direto na máquina. Se a pressa for muita, pegue o seu combinado na grande geladeira que fica na entrada do salão e leve para viagem.
Al. Campinas, 1179, Jardim Paulista

Na Cozinha

O nome diz tudo: quem escolhe um lugar no diminuto salão se sente praticamente dentro da cozinha da nova casa, pilotada pelo chef e professor Carlos Ribeiro. Dentro do ambiente envidraçado, oito ex-alunos dele se revezam no fogão, no preparo de receitas brasileiras renovadas e servidas com capricho. O picadinho, prato de resistência do almoço executivo, chega à mesa em porções delicadas, tudo separadinho em cumbucas de cerâmica – só o feijão, apesar de bem temperado, tinha caldo meio ralinho. À noite, entram em cartaz algumas opções mais elaboradas, como um curioso pastel aberto de pernil agridoce oferecido como entrada; risoto de rabada; nhoque de batata com ragu de galinha e quiabo; e moqueca paraense com arroz negro com coco. Para a sobremesa, tem arroz vermelho brûlée com creme de goiabada cascão e um mix de compotas brasileiras. Na sobreloja, um espaço para cursos e eventos estava programado para funcionar a partir deste mês.
R. Haddock Lobo, 955, Jardim Paulistano

Zena

A nova casa de Juscelino Pereira, do Piselli, é comandada pelo filho, Dudu Pereira em parceria com o chef Carlos Bertolazzi. O restaurante tem jeitão despojado, salão arejado e serviço atencioso mas não lembra em nada o Piselli: é feito para petiscar, tem pouquíssimas opções no menu e muitos “lanches”. O cardápio traz deliciosas e crocantes focaccias com o della casa (recheada com queijo stracchino) e saborosos paninnis como o Bologna (focaccia aberta recheada com mortadela com pistache, alface e pasta de limão siciliano) e o integral com lascas de salmão defumado ao azeite e dill. Para quem quer algo mais consistente, a casa oferece cinco pratos, como a massa de lasagna servida no prato com molho de funghi– no ponto, mas sem graça e tempero. As saladas, todas com ingredientes orgânicos, também precisam de mais sabor e, pelo preço sempre acima de R$ 20, maior fartura de ingredientes.
R. Peixoto Gomide, 1901, Cerqueira Cesar

A pedidos: Piqueri e Freguesia do Ó

Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN

Amigos do Picuí

A dona das receitas à base de carne de sol é a potiguar Maria do Carmo Cardoso de Souza, cuja família tem 79 churrascarias Brasil afora. Nas unidades paulistanas, com paredes de azulejo estilo boteco, o cardápio sofre algumas bem-vindas adaptações: a carne de sol é feita de contrafilé e, acredite, tem textura de filé mignon. O prato mais pedido é a carne de sol à picuí, acompanhada de feijão verde, arroz, farofa, macaxeira frita, purê de macaxeira e vinagrete. Dizem que dá pra dois, mas é exagero: dá pra quatro. Na sobremesa, não se consegue escolher entre o queijo coalho com melado e o doce de caju. Na dúvida, peça os dois.
R. Ministro Petrônio Portela, 412

La Rita all”Osteria dei Venitucci

Quem conheceu o antigo restaurante de Vincenzo Venitucci, a Casa Venitucci, em Perdizes, lembra que o proprietário ficou famoso pela ótima comida, pelos preços altos e pelo indomável mau humor. Após um tempo fora de cena, ele agora está à frente de uma casa beeem diferente. Seu temperamento se mantém o mesmo, o talento na cozinha também, mas a ambientação e o cardápio, sobretudo a coluna da direita, são bem diferentes. Instalada dentro de um galpão no Piqueri, com a cozinha aberta na parte dos fundos, a casa não oferece qualquer sofisticação – e os preços são condizentes com a simplicidade do lugar. Prepare-se para comer bem. Vincenzo prepara receitas de sua terra natal, aquelas típicas da nonna, nem sempre fáceis de encontrar em São Paulo, como frango capão cozido com legumes, azeite e vinho ou coelho ao molho de tomates, especiarias e ervas. Há ainda boas massas artesanais, como o tagliatelle com manteiga e raspas de tartufo (em porção simbólica, o que permite o preço baixo). É bom ter paciência com o serviço. O vinho tinto chegou geladíssimo à mesa e faltavam vários itens do cardápio no dia da visita.
Av. General Edgar Facó, 1.127, Piqueri

Empório Nordestino

Fica em um casarão antigo e muito simpático, ao lado de outros bares e restaurantes sempre cheios – as mesinhas na calçada, diante da matriz, são as mais disputadas. O cardápio privilegia a carne de sol grelhada, em vários pedidos bem parecidos. Quase sempre o acompanhamento é mandioca frita e feijão verde tropeiro, com a opção de queijo coalho assado. As demais guarnições ficam em um bufê: arroz, feijão verde (ótimo), paçoca, purê de abóbora, purê de mandioca, mandioca cozida… Não dispense a sobremesa. As compotas de frutas – jaca, goiaba e caju – são caseiras e deliciosas.
Lgo. da Matriz de Nossa Senhora do Ó, 144

A pedidos: boas dicas no Tatuapé

Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN

Faronella

Carpaccio de carne, molho de mostarda, alcaparras e parmesão ralado – essa mistura pode parecer bizarra para uma pizza, mas acredite, foi por causa dela que a casa se tornou uma das mais conhecidas do bairro. Há quem diga que a cobertura de carne crua sobre a massa quentinha, hoje presente em várias pizzarias da cidade, surgiu aqui. De qualquer forma, não há como negar que criatividade é a palavra de ordem do lugar. Tem pizza à bolonhesa (molho com carne moída), de cheese burger (mussarela, rodelas de tomate, hambúrguer, cheddar, orégano e alface temperados com molho de mostarda) e de mortadela com escarola crua picada, mussarela de búfala, parmesão e molho agridoce. Calma, nem só de esquisitices vive esse cardápio. As tradicionais margherita, calabresa e toscana, bem melhores, diga-se de passagem, também saem do forno. A fartura na cobertura e a borda larga com recheios de catupiry e queijo cheddar são a marca do lugar. Peça a borda simples e evite que a massa suma no meio de tanto queijo.
R. Cantagalo, 934 – Tatuapé – São Paulo – SP2293-0584 / 2098-6359

Braccia Parilla

Não faltam predicados para justificar a casa cheia. A construção enorme, com três pisos, varanda, adega e capacidade para quase 400 pessoas chama a atenção. Mas a qualidade da carne e a simpatia no serviço são os principais motivos e atraem o povo das redondezas em grupos numerosos, para os almoços e jantares. Isso dá um clima família ao lugar. O jeito de fazer churrasco é argentino. Usa grelha móvel para assar os bifões altos, importados da Argentina e do Uruguai. Há cortes para apetites vorazes ou para partilhar, como o t-bone steak, a costela de ripa e o prime rib, todos com 600 gramas de carne. Alguns trazem versão baby – é o caso do macio bife ancho, peça retirada do contrafilé, e da tapa de quadril (picanha). No almoço, oferece fórmulas mais em conta com cortes menores e direito ao bufê de saladas esse sofrível, com folhas murchas e itens nada empolgantes. Faça as escolhas à la carte. De sobremesa, a panqueca de doce de leite importado é de tirar qualquer um do sério. Às quintas, tem show de tango.
R. Azevedo Soares, 1.008, 2295-0099 / 2295-9306

La Pergoleta

Finalista na categoria Melhor Polpettone do Melhor de SP 2008.No início, o La Pergoletta era uma pequena e modesta rotisseria. Mas a casa cresceu (no tamanho e na qualidade) e se transformou em um dos melhores restaurantes do Tatuapé. Mérito do milanês Elia Seganti. Adepto da culinária artesanal e cantineira, ele produz massas secas e frescas, recheios e conservas. Os pães, focaccias e carnes são assados no forno a lenha, o que dá um gostinho ainda mais especial às receitas. É o caso do pernil de cordeiro com legumes. O grande trunfo fica para a seção de massas, leves e com recheios muito saborosos. Há versões básicas, como o delicado ravióli verde com mussarela de búfala ao molho de pomodoro, e outras mais criativas como a meia-lua de bacalhau com mandioquinha. O ravióli integral (com queijo fresco, salsa, cebolinha e shiitake) está entre as opções bem sacadas para quem procura a linha vegetariana
R. Itapura, 1478 , 2092-3330

Rodízios de comida japonesa

Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN

Dhaigo

Se a  intenção é almoçar rapidamente, o Dhaigo é uma ótima opção, tanto que é bem popular entre o pessoal que trabalha no Itaim. O restaurante está sempre lotado, mas a espera é curta. Detrás do comprido balcão do salão principal, cinco sushimen preparam bandejas com sushis variados de quatro tipos de peixes (tainha, robalo, atum e salmão) e camarão. Essas são passadas de mesa em mesa e, talvez por isso, o frescor dos peixes deixa a desejar. Já o temaki de salmão com cream-cheese e o sashimi, que vem direto à mesa de quem pede, estavam  no ponto: alga crocante, fresquinhos, corte médio e boa qualidade do salmão. O hot-roll de goiabada – crocante por fora e cremoso por dentro –  pode não primar pelo tradicionalismo, mas estava bem gostoso. A banana flambada  deixou a desejar: a fruta,  cortada em rodelas, veio com um excesso de calda  que mais parecia a cobertura do sorvete de creme que acompanha o prato. Rodízio almoço: R$ 33,50  (sem sashimi) e R$ 39,50  (com sashimi). Rodízio jantar: R$ 39,50 e R$ 44,50
R. Araçari, 178

Hideki

Restaurante tradicional no bairro de Pinheiros, atrai japoneses e descendentes no jantar e executivos da região no bom e variado bufê de almoço. Se você quer conhece o que o Hideki tem de melhor, é melhor ir à noite. É nesse horário que são servidos os sushis exóticos, como barbatana de tubarão, e especiais, como toro. O corte, extremamente bem feito é, ao contrário da maioria dos japoneses da cidade, grosso– por isso, se você prefere aquelas fatias quase transparentes de tão fininhas, pode estranhar. Uma boa sugestão para variar do tradicinal combinado é o Tirashi-Sushi especial, 20 fatias de sushi (polvo, salmão, atum, prego) acompanhada de arroz com nori, gergelim, gengibre e ovo mexido. A brincadeira aqui é você montar seu próprio sushi. A carta de saquês e sochus traz bons rótulos importados. O rodízio de almoço é super famoso e concorrido. Além de suhis e sashimis há uma boa variedade de pratos quentes como tempurá, yakissoba e bolinhos de peixe. R$ 45 (seg. a qui.); R$ 50 (sex.); R$ 55 (sáb.)
R. dos Pinheiros, 70

Sassá sushi

O restaurante, que antes ficava a duas quadras da Horácio Lafer, onde está agora, mudou de endereço, mas não de cardápio. São oferecidas as opções a la carte e dois tipos de rodízio: um mais simples (R$ 47,90), com pedaços limitados de sashimi, e um com a iguaria à vontade e mais algumas entradas especiais, como carpaccio de salmão ao molho de shoyu e maracujá (R$ 53,90). Os peixes (além de salmão e atum havia duas opções de peixe branco) chegaram frescos à mesa e cortados na largura certa. O arroz estava um pouco adocicado demais e poderia ter sido menos “espremido”. A carta de saquê, porém, compensa o deslize e vem com boas opções nacionais e internacionais a preços surpreendentemente baixos para a região.
Av. Horácio Lafer, 640

Para quem gosta de peixe

Por Ailin Aleixo
No ÉpocaSP na CBN

Amadeus

Para a chef Bella Masano não existe o ditado Não se mexe em time que está ganhando. Nem mesmo a clientela fiel, que chega com os pedidos na ponta da língua, segura a verve criativa da filha dos proprietários Ana e Tadeu Masano. Sorte nossa. Inspirada pelo chef André Saburó, do restaurante Quina do Futuro, de Recife, Bella acaba de inventar uma receita de vieiras com uma forte influência oriental. Os moluscos são marinados em saquê e chegam à mesa com cebolinha, ovas, brotos e envoltos em alga levemente picante. Além de linda, a receita ficou ótima, uma instigante mistura de texturas e sabores. Para quem não abre mão dos clássicos, o cuscuz de camarão continua imperdível e o tenro camarão grelhado com aspargos e azeites aromatizados também não fica atrás. Outra novidade é a Enomatic, máquina de vinhos importada da Itália, que serve vinhos em doses de 30, 60 e 120 mililitros. Boa saída para tomar um vinho diferente em cada etapa da refeição. De sobremesa, o coco em versões traz cocada branca com pimenta-rosa, sorvete de coco e um manjar de coco com calda de caju, dos deuses.
R. Haddock Lobo, 807, Cerqueira César

Peixaria Itaim

A bacia amazônica abriga a maior diversidade de peixes do mundo, algo entre 2.500 e 3 mil espécies. Pirarucu, dourada, jaraqui, piraíba, tucunaré, surubim… Desse universo, quantos tipos você já comeu aqui em São Paulo? A Peixaria Itaim é um dos poucos lugares da cidade para saborear alguns desses peixes de água doce, tão desconhecidos da maioria do público. James Loureiro, um dos sócios, nasceu em Manaus e tem uma distribuidora de pescados, o que garante o abastecimento da matéria-prima da sua cozinha. Um bom começo para a refeição é a lingüiça de tambaqui, sequinha, servida com molho chimichurri. De prato principal, há risotos e massas, mas vale provar um dos peixes na brasa, como o pirarucu e o filhote, raridade por estas bandas. O acompanhamento você escolhe entre farofas, batatas e várias versões de arroz temperado. Há também exemplares do mar, como salmão, atum, robalo, anchova, badejo e meca. Nos fins de semana, faz ostras frescas de Florianópolis grelhadas no carvão.
R. Comendador Miguel Calfat, 382, Itaim

Franceses para comer pato e suflê

Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN

Bistro Vintage

É um restaurante que nasceu para acompanhar os vinhos da loja Ville du Vin. Escondido no piso superior, o salão é apertadinho (são apenas 30 lugares) e por um instante fica a sensação de que a cozinha é mera coadjuvante. Isso dura até chegar à mesa o cardápio do chef Duh Cabral. São receitas de base francesa e toques italianos. Uma das boas surpresas é o mix de folhas e queijo brie com um interessante prosciutto de pato, na verdade, fatias de peito da ave defumada e curada, com sal grosso e ervas. Pena que a costeleta de cordeiro com purê de feijão-branco trufado deixou a desejar com sal em excesso na carne. Aproveite a boa oferta de tintos e brancos e escolha seu vinho direto nas prateleiras da loja. Há opções em minigarrafas, as chamadas singles, com 187 ml, ideais quem não quer beber muito mais de uma taça.
R. Diogo Jacome, 361, Vila Nova Conceição

Le Bistrot Marcel

Apesar do nome ter sido mantido, a casa já não tem nada a ver com o Marcel dos Jardins. Mas os suflês, receitas originais dos velhos tempos, continuam tão bons quanto. Fofinhos, deliciosamente temperados, são pedida obrigatória. Um dos melhores é o maison, uma combinação feliz de cogumelos e camarões. Se a idéia é fechar a refeição com o imperdível suflê de chocolate, avise o garçom logo de cara, pois o doce demora cerca de 30 minutos para ficar pronto. No mais, o cardápio segue a linha clássica com boeuf bourguignon, coelho com ameixa preta e ótimos escargots. No almoço, para socorrer os executivos que têm pressa e dominam o sóbrio salão, há menu executivo com receitas mais simples e uma opção de suflê no tamanho petit, o suficiente para saciar a fome.
R. Hans Oersted, 119, Brooklin

Ça-va

Desfrute de um autêntico pedacinho de Paris cuidado por quem conhece o espírito da cozinha de bistrô – e sinta-se envolvido pelo ambiente logo que entrar: um ótimo repertório musical de artistas franceses, livros sobre a cultura local, quadros que remetem ao país e um cardápio só com o créme-de-la-créme. A salada com vários tipos de folhas e três torradas quentes cobertas com queijo de cabra é uma entrada leve e saborosa. Entre as especialidades da casa, destaca-se o macio carré de cordeiro ao molho de vinho tinto acompanhado de deliciosas alcachofras gratinadas e arroz – que estava um pouco salgado. Outro prato executado maravilhosamente é o Salmão Et Passion (grelhado com molho de maracujá e acompanhado de risoto de alho porró). Para terminar como pede a tradição, o creme brulee do Ça-Va é um dos motivos para voltar ao restaurante e provar um pouco mais das delícias francesas.
R. Carlos Comenale, 277, Cerqueira César

Dois italianos novinhos

Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN

Francescola Bistrô

É uma boa opção numa área onde há poucos endereços interessantes para comer. A gostosa casa construída em 1903, com vários ambientes, sala com lareira e quintal gramado, reúne, além do restaurante, a Cafeteria Cespresso e a adega Empório Francescolo. A cozinha fica a cargo de Caio Ferrari, que prepara cerca de três pratos no almoço, cantados pelo garçom na hora do pedido, com direito a entradinha. No dia da visita, o ravioli verde de mussarela trazia gostoso molho pomodoro, embora a consistência estivesse um tantinho aguada. Para a sobremesa, torta quentinha de maçã, bem saborosa, mas numa combinação infeliz com sorvete de chocolate. No jantar, o sistema é à la carte, com receitas mais elaboradas como filé com foie gras, confit de polvo e magret de pato com molho de framboesa. As bebidas vinhos e cervejas podem ser escolhidas na loja e degustadas à mesa pelo preço de prateleira.
R. Alexandre Dumas, 1.049 – Chácara Santo Antonio – São Paulo – SP
5181-2809

La Pasta Gialla Butantã

O chef Sergio Arno teve talento para transformar seu nome em grife, e seus restaurantes em bons negócios. O La Pasta Gialla é uma franquia que não pára de crescer: acaba de inaugurar a 16ª unidade, 9ª em São Paulo, no Continental Shopping, no Butantã. A bruschetta, como sempre, é a grande sensação da casa, e não raro os clientes a transformam em prato principal. Elas aparecem em oito versões quentes e cinco frias, como a de abobrinha, berinjela, pimentão e tomate seco. O cardápio continua com uma boa variedade de massas frescas e secas, todas de fabricação própria. Experimente o ravióli de mascarpone ao molho de pomodoro com azeitona preta. A carta de vinhos reúne rótulos com boa relação custo-benefício. E, para facilitar, todos os pratos do cardápio, da entrada à sobremesa, indicam os tipos de vinho que melhor harmonizam com a receita.
Continental shopping- Av. Leão Machado, 100-, tel.:3714-0361

Duas ótimas novidades em São Paulo

Por Ailin Aleixo
No Época São Paulo na CBN

Acrópoles jardins

O mais tradicional restaurante grego de São Paulo completa 50 anos inaugurando sua primeira filial. A nova unidade, de portas abertas desde meado de dezembro, fica em endereço nobre, em plenos Jardins, mas no resto se parece bastante com a matriz do Bom Retiro. O salão branco e azul, no alto das escadas, é decorado com simplicidade. E a clientela continua se levantando para escolher os pratos direto na cozinha. São cerca de sete ou oito receitas e a maioria se repete todo santo dia. O carneiro assado, servido em lascas suculentas, é um dos mais pedidos e vem acompanhado de arroz (branco ou à grega) e batatinhas. Outro hit da casa é o mussaká, torta de berinjela com batata e carne. Para os amantes de frutos do mar, a recomendação é o trio lula recheada + polvo ao vinho + risoto, tudo junto no prato. As sobremesas lembram os doces árabes – o folhado de nozes tem mais recheio e fica um pouco mais pesado.
R. Haddock Lobo, 885 – Jardim Paulistano – São Paulo – SP 3063-3991

Limmon

Mais um restaurante moderninho abriu as portas na Manuel Guedes, um corredor concorrido onde já estão o Cantaloup, o Nam Thai, o Due Cuochi e o Fornaio d’Italia. Quem toca o negócio são os irmãos Carlos e Christian Burjakian – este último, à frente da cozinha, já passou pelas equipes de Alex Atala, Erick Jacquin e Salvatore Loi. Embora tenha praticamente iniciado a carreira em Salerno, na Itália, Christian optou por um cardápio de influência francesa, com alguns clássicos de bistrô, como filé rossini, magret de canard ao molho rôti e medalhões ao poivre com batatas gratinadas, mais algumas receitas italianas, sobretudo risotos e massas. Durante a semana, um gostoso menu executivo entra em cartaz no almoço. Por R$ 38, dá direito a couvert (ótimo por sinal, com pãezinhos caseiros e um delicioso patê de gorgonzola), entrada, principal e sobremesa. No dia da visita, o mix de folhas com presunto cru e palmito ao vinagrete de mostarda tinha sabores equilibrados e ingredientes fresquíssimos. O linguado a meunière com batatas cozidas, macio e suculento, foi seguido pelo waffle com musse de chocolate e morangos – esse, sim, uma overdose de açúcar, melhor ficaria se a musse fosse menos doce. A carta de vinhos, sob os cuidados do sommelier Humberto da Rocha, ex-Antiquarius, tem poucos rótulos abaixo dos R$ 60 – a grande maioria fica na casa dos três dígitos. Há ainda um bar, no centro do salão, onde são servidos coquetéis clássicos e drinques à base de limão.
R. Manuel Guedes, 545, Itaim-bibi, tel.:2533-7710

Pratos deliciosos com acento asiático

Por Ailin Aleixo
Época SP na CBN

Fillipa

Quem comanda a cozinha é Ina Abreu, a mesma chef do famoso Mestiço, na Consolação. Aqui a influência asiática também é forte, mas as duas casas têm poucos pontos em comum. No Fillipa, onde a clientela é mais velha e bem mais certinha, há oferta maior de pratos brasileiros e italianos, o que torna o cardápio uma gostosa salada de sabores – o talento de Ina, contudo, brilha mais nas receitas orientais. O pad phed, curry vermelho tailandês de frango com leite de coco, macadâmia e amendoim, estava picante e temperado na medida, realmente delicioso. O novo prato é o curry amarelo tailandês e lichia, o Mae Sai é servido em três diferentes versões: Salmão, Robalo e Camarão

R. Joaquim Antunes, 260 – Pinheiros, 3083-3868.

Obá

O delicioso restaurante tem cardápio com influencias brasileiras, mexicanas e tailandesas. Um dos pratos que brilham é o arroz com pato desfiado e lichias– temperado na medida, saboroso, e a lichia combina perfeitamente com o salgadinho da carne

R. Dr. Melo Alves, 205 – Jardins, 3086-4774

 Mestiço

Não tem tempo ruim. Aqui, todo dia é dia de casa lotada e fila de espera. Um feito e tanto numa cidade como São Paulo, onde o endereço da moda muda ao sabor do vento. Talvez seja o tempero da baiana Ina de Abreu, o curry indiano, a pasta de pimenta tailandesa, o molho teriyaki chinês ou o tarê japonês. Há quem vá só por causa do ko phai, (instigante robalo em cubos com curry vermelho tailandês, aspargos, leite de coco e especiarias). E muitos, pelo krathong-thong (cestinhas tailandesas de massa crocante recheadas com frango, milho e especiarias), entrada consagrada nesses dez anos de existência da casa. Para a sobremesa, não tem muita dúvida: frozen feito na casa, com baixa acidez e caldas ao gosto do freguês. Na hora da café, peça junto o bolinho de estudante, delícia quentinha à base de tapioca, coco, açúcar e canela. Atendimento jovem, simpático e freqüência eclética.

R. Fernando de Albuquerque, 277 – Consolação, 3258-9652