Conte Sua História de São Paulo: locais para conhecer

 

Por Paula Bueno

 

 

Nasci no bairro da Mooca, na década de 1970 e ainda muito menina nos mudamos para a zona norte da cidade, num condomínio de casas chamado Parque Residencial Santa Teresinha, com muita área verde e até um clube. O condomínio era totalmente murado com guaritas. Hoje, penso que a proposta era até muito moderna para a época. No fundo do condomínio tinha um córrego não canalizado. O engraçado é que para nós, crianças, aquilo era como se fosse o fim do mundo mesmo, o limite do planeta. Depois do muro tem o córrego e mais nada, acabou… Todo nosso universo se restringia aquelas ruas e a passar horas e horas brincando de esconde-esconde, pega-pega, barra manteiga, amarelinha e a andar de bicicleta.

 

Meus avós tinham ficado lá na Mooca e nós os visitávamos com muita frequência. Eu particularmente adorava quando ficávamos para o jantar, pois assim só voltaríamos para casa à noite o que significava que eu ia poder ver as luzes da cidade! Eu amava ficar olhando pela janela do carro de papai as luzes dos postes e a iluminação dos prédios, pontes, construções e outdoors (que eram permitidos). Meu momento favorito era passar na Av. Tiradentes e avistar o imenso lustre da Pinacoteca aceso (hoje infelizmente ele não fica mais).

 

Então fui estudar no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo e uma das disciplinas era História da Arquitetura. Tornei-me uma aluna assídua, daquelas que não cede a carteira na primeira fila nem para a melhor amiga! O professor trazia muitas fotos e a descrição detalhada de pontos inimagináveis da cidade com uma riqueza arquitetônica incrível e que infelizmente na maioria das vezes nem nos damos conta, passando por esses pontos sem saber de sua história e sem ao menos enxergá-los, como o Castelinho da Brigadeiro, o Solar da Marquesa de Santos ou o Edifício Martinelli.

 

Uma ocasião, eu já era moça, tive a oportunidade de fazer uma viagem para Buenos Aires. Passamos cinco dias conhecendo a capital, percorrendo suas ruas, observando a arquitetura, a cultura, a gastronomia, os museus, lojas e pontos turísticos. De volta a São Paulo me perguntei: “Por que pagamos para conhecermos a cidade dos outros e não conhecemos a nossa?” Naquele momento me dei conta que gastamos fortunas para conhecermos os principais pontos turísticos de Buenos Aires, Montevideo, Nova York ou Paris sem antes termos dado uma única volta no Parque do Ibirapuera ou ter entrado no MASP.

 

Então comecei a fazer listas de locais em São Paulo com o status: para conhecer! E todos os anos passei a reservar alguns dias das minhas férias para esses passeios.

 

Alguns foram muito marcantes. O pavilhão japonês no parque do Ibirapuera, por exemplo, foi uma grata surpresa. Estávamos andando a esmo pelo parque quando avistamos a construção, entramos e uau! Que lindo! O Museu do Imigrante que me emocionou profundamente quando vi pela primeira vez uma réplica do quadro de Bertha Worms – Saudades de Nápoles. A festa de Nossa Senhora Achiropita, onde além das barraquinhas havia na garagem de uma casa, logo no início da rua, o melhor macarrão com porpeta que já comi na minha vida (com perdão da minha avó). A escultura de Willian Zadig – O Beijo Eterno, localizada no largo São Francisco e que já ficou guardada nos depósitos da prefeitura por mais de dez anos por ser considerada imoral. Subir a 23 de Maio a pé, isso mesmo, a pé, no aniversário de 450 anos da cidade. Foi Incrível! Ou passar um réveillon na Paulista com um mar de gente pra todo lado onde mal se consegue respirar, mas mesmo assim você não quer ir embora!

 

Quando adulta fui trabalhar com hotelaria, o que me permitiu viajar bastante e conhecer lugares incríveis, mas o sentimento de casa, de estar em casa, aquele suspiro que se dá ao sentir um calor gostoso como se fosse um abraço apertado não sai do meu coração quando ponho os pés na área de desembarque do aeroporto da minha amada São Paulo.

 

Paula Bueno é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Participe da série em homenagem aos 465 anos da nossa cidade: envie seu texto agora para contesuahistoria@cbn.com.br. Para conhecer outros capítulos da nossa cidade, visite o meu blog miltonjung.com.br

Qual é o seu luxo?

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Natal e Réveillon. Esse período de fim de ano deixa as pessoas numa correria maluca. Seja para quem tem viagem planejada ou para anfitriões de ceias de Natal e  grandes festas de Ano Novo. Muitos aproveitam o momento e fazem promessas  e  planos para o novo ano. Os que se permitem preferem a auto-reflexão – e eu, particularmente, estou entre estes  porque acredito que o autoconhecimento é capaz de nos fazer evoluir de forma incrível.

 

Durante o ano, falamos bastante de diversos segmentos do mercado do luxo ao redor do mundo. Produtos, serviços, experiências, conquistas e frustrações…e na minha reflexão fui levado a pensar no significado do luxo para mim,  independentemente dos conceitos com os quais trabalhamos quando falamos de negócios e comportamento.

 

Pra mim, cada vez tem mais valor o tempo. Ou melhor, ter tempo para estar com as pessoas que gosto, amo e admiro. Tempo para viajar, descansar ou, simplesmente, refletir como faço agora! Conhecer novos destinos, mas também aproveitar o tempo para redescobrir, sob novos olhares, aqueles que já tvisitei. Tempo para dedicar ao meu bem estar.

 

Gostaria de aproveitar e convidar você, leitor do Blog do Mílton Jung, para compartilhar conosco o que é luxo para você! Uma viagem? Um bem material? Uma sensação?

 

Qual é o seu luxo?

 

Enquanto você pensar sobre isto, desejo a todos um 2015 maravilhoso e repleto de conhecimento, sabedoria, paz, amor e sucesso!

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung

Ano Novo: Moda, é claro!


Por Dora Estevam

Depois de tudo o que você já viu sobre moda por aqui, acredito que este é o seu momento de escolher o que bem entender para atravessar a virada.

Esta época sempre exige uma boa dose de reflexão, o que não é nada fácil quanto parece. Mas, esta é a hora de botar tudo para trás e definir uma agenda nova e brilhante para 2011. Um processo que deve envolver toda uma rede de relacionamentos pessoais e profissionais.

Com o assunto em mente, falamos bastante da forte onda dos vestidos, dos mais diversos usos dos jeans, eternos companheiros, dos costumes masculinos e das tendências muito modernas das calças dobradas. Também falamos da recente volta do terninho feminino, sem esquecer das guloseimas e também da reportagem sobre nutrição.

Mesmo com tantos modelos e propostas achei interessante mostrar as bem vestidas de 2010, incluindo as modelos Olivia Palermo e Alexa Chung, muito comentadas por aqui o ano todo como as mais belas e bem vestidas, matéria editada e desenvolvida pela Style e também algumas fotos de streetstyle que são sempre bem vindas para nos dar uma noção do que as pessoas gostam de usar e como elas digerem as tendências no dia a dia; algumas fotos de desfiles e campanhas, todas já para 2011, com todo o glamour que você merece.

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A moda é uma festa o ano inteiro, são lançamentos, desfiles, tendências que não paran mais de chegar.

Para a passagem o que vale é o seu desejo de prosperar cada vez mais independentemente da cor ou do modelo que esteja usando.

Desejo uma chegada de 2011 encantadora para você e toda a sua família e que a sua vida seja regada de muitas festas este ano.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung