De museu particular a viagens exclusivas, livros sugerem turismo de luxo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Ir ao Louvre é programa da maioria dos turistas que vai a Paris. Só no ano passado, o museu recebeu mais de 7,3 milhões de visitantes. É o mais visitado do mundo. Pense agora na possibilidade de conhecer as obras de arte que fazem parte desse museu de uma maneira bem particular: fora do horário de expediente. Esse é um programa para poucos e privilegiados. Um luxo.

 

E são luxos como esse passeio privado no Louvre que fazem parte das experiências que se destacam em uma série de cinco livros com os melhores destinos do mundo, lançada recentemente na Preview da SP-Arte/2017, o Luxury Travel Book 2017.

 

Além da programação em Paris, você encontrará nos livros produzidos pela PrimeTour, agência de viagens com foco no turismo de luxo, outras atrações incríveis como um exclusivo concerto de piano na Basílica de San Marco, um roteiro de balão sobre os exóticos templos de Myanmar e um show de dança privativo na Tailândia.

 

Entre as atrações sugeridas, você é convidado ainda para um piquenique no topo de uma montanha, o prazer de se hospedar em um quarto em um castelo medieval, uma nova massagem no mais exclusivo spa ou uma rede à sombra em praia particular.

 

São vivências totalmente personalizadas – exatamente o tipo de exclusividade que busca o viajante que movimenta o turismo de luxo no mundo. Jornadas por paisagens únicas. A descoberta de um segredo guardado para poucos. Retiros silenciosos ou viagens de aventura. Acessos privilegiados e vantagens exclusivas. Serviço discreto e ágil. Equipe especializada selecionada. Conforto e entretenimento de alta categoria.

 

No mundo atual, tempo é o nosso bem mais raro. Luxo a ser alcançado por muitos. Hoje o consumidor contemporâneo de alto poder aquisitivo entrega à sua agência de viagens todos os seus desejos, anseios, curiosidades, sonhos…o desafio das agências é cada vez mais não apenas atender, mas entender e encantar esses clientes tão exigentes. O relacionamento com o cliente é fundamental, pois é possível aprofundar-se nos interesses e desejos individuais de cada um e atendê-los de forma personalizada, tornando a viagem perfeita e uma experiência inesquecível.

 

Os livros ajudam nessa tarefa. Estão reunidos em um box e foram segmentados nas categorias Art&Culture, Love, Happiness, Body&Soul e Trend&Cool.

 

Aproveite e sonhe com o seu próximo destino!

 

Ricardo Ojeda Marins é Coach de Vida e Carreira, especialista em Gestão do Luxo pela FAAP, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. É também autor do Blog Infinite Luxury e colabora com o Blog do Mílton Jung.

De troca de casca

 

Há três meses esperava por esta oportunidade: voltar a publicar os textos de Maria Lucia Solla no blog. Como você sabe, caro e raro leitor, este é um espaço aberto a colaboradores. Escrevem aqui amigos, colegas e ouvintes por vontade própria. Solla foi a primeira, lá em 2008, a enxergar no Blog oportunidade de conversar com as pessoas. Abriu a porteira para tantos outros que tiveram vontade de se expressar, alguns dos quais estão até hoje ao nosso lado. Ficamos muito felizes de tê-la de volta:

 

Por Maria Lucia Solla

 

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Olá,

 

faz tempo que não me traduzo em palavras.

 

São sensíveis, as palavras, como notas musicais. Se rebelam e se escondem quando mais precisamos delas.

 

E quando estamos confusos, então!, entram em cena na marcação errada, tropeçam umas nas outras e desafinam na tradução da nossa percepção da vida.

 

Quanto à minha percepção, anda tentando se entender com as palavras, para entrar em sintonia com elas. Tem dias que, de boa vontade, as duas chegam à mesa de negociação; mas se dispersam na boca miúda e não chegam a conclusão aceitável para lado nenhum. A percepção enlouquece e se descabela tentando um acordo. As palavras encasquetam e não cedem. Cansadas das surras que têm levado!

 

Manifestam-se.

 

Nada de novo no que digo. Somos do mesmo roteiro. Estamos vivos. Todos. Aqui.

 

Eu ‘troco de casca’ periodicamente. É uma trabalheira danada. Todos trocamos; nem todos se dão conta, mas se descascar e depois se acostumar com a nova casca é tarefa para ninguém botar defeito. É dor de parto. A gente chora, esperneia, emburra, mas é igual nascer de novo, cada vez. Para uma nova vida. Não é trajeto macio. Ao menos não tem sido, para este ser que vos fala, mas é o começo de um novo caminho, de novas conquistas, de mais gratidão e esperança.

 

O horror e desgraças que temos presenciado aqui lá e acolá, não nasce do aumento da abobrinha, do tomate, da insatisfação do trabalhador dos dois lados do balcão, do mosquito da dengue, da chuva ou da seca. Nasce da diminuição do respeito, da educação, do caráter, da – o que na minha época se chamava – formação do cidadão. Traduzindo para os dias de hoje, preparação para viver em sociedade.

 

Bem, é hora de acordar e mudar o foco. Cada um se expressando pelo seu melhor. Escolhendo o positivo, a gratidão, a generosidade. Os quatro elementos já deram o que parece ser o último aviso. A Água, a Terra, o Ar e o fogo. Pelo planeta inteiro.

 

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

 

Obrigada a você “caro-e-raro-leitor”
Obrigada, Mílton Jung.

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Escreve no Blog do Mílton Jung