Falta de dinheiro dos Estados é só desculpa para excesso de violência

 

Por Milton Ferretti Jung

 

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Não posso dizer que, ao ler a manchete estampada na capa do jornal Zero Hora dessa quinta-feira (14/01),tenha me surpreendido. Surpreso ficaria se a taxa de homicídios no Rio Grande do Sul houvesse diminuído. Estamos,isso sim,ao lado de Pernambuco, estado em que o número de assassinatos,longe de diminuir,subiu, lamentavelmente,para níveis capazes de deixar quem mora nesses dois com medo de sair às ruas,tamanha a periculosidade que temos de enfrentar.

 

As autoridades de ambos, como se isso fosse aceitável, escondem-se atrás de dificuldades financeiras,uma desculpa irrisória. Li,também em Zero Hora,que novos policiais militares custariam R$ 9 milhões por mês à BM. Nossa Brigada Militar poderia pôr em serviço 2,5 mil policiais,aprovados que foram em concurso. Ah,tal número aumentaria a folha de pagamento em 7,9%,informa o Governo gaúcho.

 

Enquanto isso,os assaltos cresceram 26,3% no Rio Grande, que até aqui fazemos de conta que poder continuar a ter o apelido de “Amado”. Há problemas que poderiam ser,pelo menos,minimizados. Digamos que os facínoras que empestam o Estado e teriam de cumprir anos de prisão, não fossem liberados por falta de prisões capazes de os manter detidos enquanto pagam penas às quais foram condenados.

 

Livres,bandidos são bandidos,quem não sabe,seguem cometendo crimes de todas as espécies e pondo em perigo iminente os cidadãos decentes. Soltos,passam a matar e,nos últimos tempos,não somente a roubar,mas a matar os que assaltam,porque se algo não lhes falta para esse fim, são armas de todos os calibes,muitas que não estão à disposição dos agentes das leis. Podem negociá-las com os atravessadores de fronteiras,sempre dispostos a vendê-las.

 

Carros são roubados e ainda falta regulamentar os desmanches de veículos. Essas,peça por peça retiradas dos veículos roubados,são “comercializadas” . A “nova lei dos desmanches”,com promessa de ser, brevemente,colocada em ação,tende a diminuir a irregularidade que vinha ajudando os safados a praticar a roubalheira de peças automotivas.

 

Aqui em Porto Alegre,falou-se em transformar os guardas municipais em auxiliares armados e com poderes de prender como os policiais e o pessoal da BM. Estou muito enganado ou muito esperançoso com o reforço que o novo pessoal daria aos brigadianos. Estou falando de Porto Alegre e a minha preocupação com a falta de BMs. Os que vivem no Interior,porém,correm,além do risco sofrido pelos que moram na Capital,o pior: a falta de PMs. Há cidadezinhas que contam com um brigadiano pela manhã e outro à noite. Com isso,ficam a mercê dos assaltantes de bancos. Além de virarem reféns,com risco de morte,são obrigados a ver os caixas explodirem e os ladrões saírem livres e de posse do que roubaram.

 

Pela pobreza franciscana que vivem as autoridades gaúchas,duvido que consigam as verbas suficientes a fim de que possamos viver com um pouco mais de segurança.

 

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Lei combate desmanche ilegal de peças no Rio Grande do Sul

 

Por Milton Ferretti Jung

 

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“Autopeças sem procedência serão destruídas como sucatas”

Esta manchete de Zero Hora,com certeza,mesmo sem ser absolutamente tranquilizante para os motoristas gaúchos, eu entre eles, permite que vejamos mais do que apenas uma luz no fim do túnel:a Assembleia aprovou projeto de lei visando combater desmanches,o que,até agora,facilitava o furto e o roubo de veículos no nosso Rio Grande Amado. O Governador do Estado, José Ivo Sartori,deve,sem tardar,regulamentar e sancionar a lei que,a meu juízo,diminuirá, consideravelmente,os atraentes desmanches.

 

Corríamos constante perigo com essa prática nefasta da bandidagem. Roubos e furtos levavam os transgressores,inclusive,ao latrocínio,bastando que os motoristas resistissem quando assaltados,especialmente nas ruas com semáfaros ou se aproveitando do descuido de quem dirige nesta cidade e,como não,nas interioranas,nas quais o policiamento é precário,problema que afeta,principalmente,os municípios mais pequenos.

 

O número dos veículos desmanchados é assustador,segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito. 210 empresas estão em processo de regularização a fim de que possam desmanchar veículos sem infringir a lei. Passarão a ser conhecidas como Centros de Desmanche Veicular. Por enquanto,existem,no mínimo,cerca de 1,3 mil estabelecimentos ilegais no Rio Grande do Sul. É fácil imaginar-se quantas peças são negociadas por ferros-velhos e muitos que fazem clonagens completas. Em sua matéria sobre desmanches,José Luís Costa,repórter de Zero Hora,escreve que é comum o assassinato de motoristas. Em média,98 veículos caem nas mãos de ladrões,no Estado. Isso por dia,o que chama a atenção para o perigo que corremos ao dirigir. Havia até uma gangue especilizada no roubo de carros esportivos.

 

Para que a nova lei dos desmanches entre em vigor basta regulamentar alguns pontos do projeto,repito,sancionado por Sartori e
aprovação da Assembléia Legislativa.

 

Espero que todos nós possamos,finalmente,dirigir um carro sem ter de enfrentar os problemas criados pelos caras que se dedicaram até agora a encher os seus ferros-velhos e oficinas de veículos roubados para os entregar aos safados que os desmancham.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

 

A foto deste post é do álbum de ClicPhoto Studio, no Flickr, e segue as recomendações de criação comum

A violência na nossa “Chicago” do Sul

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Zero Hora adora fazer manchetes parrudas. A de hoje fala sobre a nossa Porto Alegre e a maldição que caiu sobre ela. Ei-la:

 

“TAXA DE HOMICÍDIOS DISPARA NA CAPITAL”

 

O levantamento do jornal gaúcho dá conta de que o número de assassinatos por 100 mil habitantes,em Porto Alegre,cresceu 23,2% entre 2013 e 2014.O índice saltou de 33 para 40,6 assassinatos. Assim, a “Chicago”,apelido que resolvi dar para Porto Alegre em razão da semelhança existente quando essa cidade americana precisou lidar com a máfia, registrou o terceiro maior crescimento entre as capitais,cuja média ficou estagnada no período.

 

Porto Alegre está entre as capitais mais violentas do Brasil,vergonha das vergonhas

 

Os dados são do ano passado e podem ficar piores,pois neste ano, tivemos paralisações de funcionários públicos estaduais,acompanhadas pela Brigada Militar. Teoricamente,os PMs deveriam trabalhar. Isso deu chance maior aos bandidos, que se sentiram livres para matar e roubar à vontade.

 

Além disso,quem tem um carro, corre o risco de ser assaltado em um semáforo,ao se distrair e permanecer no veículo ou deixá-lo estacionado em algum lugar no qual ninguém imagina que será furtado ou roubado e levado para um dos múltiplos desmanches que existem nesta cidade.Somos recordistas neste tipo de roubo.

 

Penso que os bancos,se é que não são recordistas em ter os caixas eletrônicos explodidos ou arrombados de outras maneiras,estão pertos disso. Ainda nessa madrugada, O GATE – Grupo de Ações Táticas da Brigada Militar teve de ser acionado para retirardinamite da agência do Banrisul, em São Sebastião do Caí. Roubos semelhantes ocorrem com frequência em cidades do interior do Rio Grande do Sul,onde o policiamento é feito por pouquíssimos brigadianos.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung

Trazer polícia do interior para a capital, é despir um santo para cobrir outro

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Perdoem-me,mas sou obrigado a tratar,novamente,de um assunto que já foi por mim abordado durante a Copa do Mundo,época que por diversas razões ainda não caiu no esquecimento da maioria. Era de se imaginar que não fosse um período lembrado efemeramente pelos brasileiros. Da Seleção Brasileira,então,seria melhor que não fosse lembrada,pelo menos,nos próximos quatro anos. Isso,porém,desta vez,é impossível:teremos de disputar a fase Eliminatória. Antes de seguir com o texto desta quinta-feira,esclareço por que,na primeira linha do parágrafo inicial,anunciei que vou tratar de uma questão que interessa apenas aos gaúchos,tanto os de Porto Alegre quanto os do Interior.

 

Ocorre que estão voltando a falar ou,mais do que isso,a agir,visando a transferir Policiais Militares do interior para Porto Alegre,a exemplo do que fizeram no período do Mundial. Lembro que,quando surgiu a ideia,passou pela minha cabeça um velho ditado:vão despir um santo para vestir outro. Agora,entretanto,já existe decisão judicial que proíbe o remanejo de soldados de Pelotas para reforçar o policiamento na Capital gaúcha. O Interior começa a reagir. Isso é ótimo. E,por favor,sou porto-alegrense honorário,título que me foi conferido pelos vereadores de Porto Alegre. Moro aqui desde que completei,em Caxias do Sul,uma semana de vida. Logo,alguém poderia pensar que estou tratando de uma questão com parti pris. Estou convicto de que os que moram nos municípios interioranos têm direito de contar com um contingente de brigadianos que,no mínimo,não os deixe nas mãos de bandidos,principalmente,os assaltantes de bancos,episódios com um sem número de episódios relatados e,pior,vividos por gente do Interior.

 

Se alguém duvida,que tome nota destes números assustadores:homicídios cresceram 76%;roubos de residência aumentaram 14%;roubo de veículos subiram 22% e roubos de todas as espécies chegaram a 19%. Isso depois que despiram o santo interiorano para vestir o porto-alegrense. Em reunião realizada no último dia 12,a Diretoria da Federação das Associações do Rio Grande do Sul ficou decidido que a FAMURS os prefeitos devem procurar a promotoria de suas cidadese acionar o Ministério Público para assegurar a presença normal de PMs em seus municípios. Aliás,dado colhidos na época da Copa do Mundo,quando foram remanejados para Porto Alegre deixaram claro o aumento da violência no Interior. Está na hora de se pensar e,mais do que isso,por em prática,o aumento do contingente de brigadianos,especialmente oferecendo aos interessados em vestir a farda da nossa Polícia Militar salários que combinem melhor com os perigos enfrentados por esses soldados. Que isso não fique apenas nos projetos,mas que esses sejam postos em prática por quem for eleito Governador do Rio Grande do Sul e por seus acólitos..

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Morumbi e Vila Sônia discutem segurança nos bairros

 

Moradores de diferentes bairros de São Paulo têm buscado saídas para reduzir a violência em suas regiões. O bairro do Morumbi e arredores, na zona sul, que estão no foco da mídia com frequência têm, através de algumas entidades, realizado reuniões e debates sobre o tema. A Samovis – Sociedade Amigos do Morumbi e Vila Suzana está convocando moradores e colaboradores a discutirem o tema.

 

Reproduzo comunicado diculgado pela Samovis:

 

Nós da SAMOVIS – Sociedade Amigos do Morumbi e Vila Suzana, estamos engajados no projeto de fazer do Morumbi um bairro mais seguro. Nesse projeto estamos, juntos com os moradores da Jose Galante, empenhados em fazer dela umas das ruas mais segura do nosso bairro. Os moradores da Rua dos Símbolos também estão trabalhando num projeto semelhante, e já evoluíram muito nesse sentido, outras associações ou ruas do bairro estão caminhando na mesma direção. Venha conhecer essas iniciativas e trocar experiência, traga alguns dos seus vizinhos, quem sabe você e eles se animam para fazer alguma coisa semelhante na sua rua. Reserve sua agenda para esse encontro e confirme sua presença nesse evento, no telefone ou e-mail abaixo:

 

Data: 29/05/12 (terça-feira)
Horário: das 19:30 as 22:00 horas
Loca: Auditório da Escola Graduada – Av. Jose Galante, n. 222.
Confirmações: samovis@samovis.org.br ou telefone: 3501-6347

 

Vejam abaixo como é importante nos comprometermos com o tema segurança:

 

A Segurança tem sido o problema mais presente nos assuntos da maioria dos paulistanos. Enquanto o crime vem crescendo em frequência, ousadia, violência e, pasmem, até em competência, o Estado vem mostrado os seus limites na capacidade de nos fazer mais seguros. Além disso, da mediocridade do nosso legislativo, que conseguimos piorar a cada nova eleição, jamais vai sair propostas de leis ou orçamentarias capazes de enfrentar com competência esse problema. Nova York conseguiu porque priorizou e conseguiu engajar a sua população. Até a Colômbia, depois de anos sob o domínio dos cartéis do narcotráfico, conseguiu se transformar no país mais seguro do nosso continente, e em pouco tempo. Mas nós brasileiros não acreditamos mais que, em segurança, dias melhores virão dos nossos governos, mas acreditamos muito que pode vir sim, da força de uma população unida e engajada.

 

É crescente o numero de edifícios invadido por arrastões violentos, e nessas invasões os bandidos tem permanecido até mais de seis horas nos prédios, submetendo os moradores a toda sorte de abusos e violências físicas e morais. E, na maioria das vezes, nem o prédio vizinho fica sabendo que algo de anormal acontece no prédio ao lado.

 

É sabido, pelos profissionais da segurança pública, que esses bandidos não estão dispostos ao confronto com a polícia, nem com helicópteros e viaturas com sirenes ligadas cercando os edifícios invadidos, sequer gostariam de enfrentar a cobertura da mídia. E é por isso que, quando são descobertos, a ação é abortada de imediato e eles fogem rapidamente do local. A mídia tem divulgado que muitos desses bandidos agem sob a proteção da banda podre da policia, e agem sempre sintonizados na frequência da policia, portanto, quando avisamos a policia e a polícia aciona as viaturas da rua, esses bandidos ficam sabendo e fogem. Por isso é importante avisar a policia no menor tempo possível.

 

Mas também podemos agir preventivamente, esses bandidos não entram por acaso num condomínio, eles são bem mais competentes e organizados do que pensamos. Quando um prédio é invadido, uma operação de inteligência foi iniciada por eles, e bem antes, às vezes meses antes. Os bandidos costumam estudar o prédio a ser eleito, eles passam dias à espreita avaliando os movimentos e hábitos dos moradores e da policia no local, avaliam a qualidade dos equipamentos de segurança instalados no edifício (humanos e técnicos), às vezes até contando com informações de serviçais do próprio edifício. E é por isso que os nossos porteiros precisam

Governo de SP diz que não há roubo de carga no Rodoanel

 

Nenhum caso de roubo de cargas foi registrado no trecho sul do Rodoanel desde sua inauguração, em 1o. de abril. A afirmação é da Secretaria Estadual de Transportes em resposta às críticas feitas pelo presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região, Manuel Souza Lima, ao CBN SP, nesta sexta-feira.

Na entrevista (ouça aqui), o representante das transportadoras de carga disse que há uma restrição das empresas de seguro que se negam a pagar indenização caso haja roubo de cargas no novo trecho do Rodoanel Mário Covas. A alegação é de que há falta de segurança no local pela inexistência de sinal para telefonia celular, iluminação pública e policiamento precários.

Conforme nota divulgada pela Secretaria de Transportes “existem duas bases da Polícia Militar Rodoviária, com 19 viaturas e motos disponíveis, além 9 viaturas da Dersa, responsáveis – respectivamente – pelo policiamento ostensivo e pela fiscalização, e mais 13 veículos de apoio ao usuário, o que mostra que cada viatura é responsável pelo monitoramento de 2,19 km”.

Na resposta, a Secretaria afirma, também, que nenhuma rodovia tem iluminação pública em todo o seu trajeto e as projeções de tráfego apresentadas pelo Sindicato não condizem com as estatísticas oficiais.

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