Buracos da Cidade: Eu não disse !?

 

Carro é engolido em cratera da Gabriel

Eu avisei. Fui irônico, mas avisei. O buraco no ínicio da alameda Gabriel Monteiro da Siva, onde ela se aproxima da avenida Rebouças, começou com uma rachadura há algumas semanas, foi crescendo como menino faceiro e deixando suas marcas nos pneus dos carros. De traquinagem em traquinagem, virou gente grande e, na manhã de segunda-feira, ao passar por lá fiquei espantado com o fosso que havia aberto sob o asfalto. Falei sobre isto no CBN São Paulo e comentei do risco que havia no local. Para minha surpresa no início da noite encontrei a motorista Marcela Ayala da Fonseca ao lado de seu carro que havia sido engolido pela cratera. Parei para conversar e fotografar, enquanto o motorista do guincho quebrava a cabeça para saber como tirar o carro lá de dentro.

Ainda desolada com o acidente que, felizmente, não lhe causou nenhum dano físico, além do bruta susto de ver o carro sendo sugado pela incompetência pública, Marcela ao chegar em casa me enviou a mensagem a seguir:

Gostaria de deixar aqui minha indignação com relação aos “Serviços Públicos” de nossa cidade. Ou “desserviços”, em muitos casos. Hoje às 18:40 passei pela altura do no. 77 da Gabriel Monteiro da Silva e o meu carro simplesmente “AFUNDOU” no meio da via pública. Segundo comerciantes da região, aquilo era um buraco feito pela SABESP e que estava aberto há mais de uma semana. E para “cobrir” temporariamente o buraco durante os trabalhos, foi utilizada uma mistura de brita e areia, dando a ilusão de que ali se poderia trafegar. Ao passar por essa parte da rua, ela simplesmente CEDEU, pois havia uma camada de apenas 10 cm de areia e brita cobrindo uma CRATERA de 5m de comprimento, 1m de largura e mais de meio metro de profundidade. Sim. Parece inacreditável mas é a pura verdade. Depois de quase 2 horas tentando tirar o carro da cratera, com auxilio de 3 funcionários da seguradora, agentes da CET e diversas boas almas que apareceram para ajudar, me restará acionar meu seguro, pagar pelos danos, processar a Prefeitura e esperar sentada para que algum dia dentro dos próximos 20 anos eu seja ressarcida. Me sinto totalmente agredida. É vergonhoso tamanho descaso. Espero que NO MÍNIMO a cratera seja coberta para evitar que o problema se repita.

Processar a prefeitura e a Sabesp parece ser um dos caminhos a serem adotados neste caso, mesmo com a demora de uma ação na Justiça. Mas é a única forma de chamar atenção para a responsabilidade dos órgãos públicos.

Seu Nicola e a economia de água

 

Seu Nicola preserva a naturezaSeu Nicola Bachini, 78 anos, não tem medo da chuva. Usufrui dela. Assim que o tempo fecha, começa uma operação que já se transformou rotina na casa dele em Vila Primavera, bairro de Sapopemba, em São Paulo. A água que escorre do telhado vai para uma bacia no pátio. Com a canequinha em uma mão e o funil em outra, transfere a água para garrafas PETs. Tudo que for armazenado será usado no dias secos para regar as plantas. No dia em que a foto foi feita, Nicola recolheu 60 litros de água.

A obsessão do seu Nicola pela economia de água não para por aí: com o que sobra da máquina de lavar, lava o quintal; e o chuveiro fica aberto apenas o suficiente para o banho diário.

Os filhos já pensam em construir uma cisterna para tornar o trabalho do pai mais produtivo e menos cansativo. O que não entendem é a desconfiança da Sabesp que, sem acreditar no cuidado dele com o consumo de água, insiste em trocar o hidrômetro já que a conta não vai além dos 10 mil litros por mês. Trocaram três até aqui, de acordo com Clécio Bachini: “Se fazem campanha para economizar, por que desconfiam da gente ?”

Serviço no asfalto é muito ruim, dizem autoridades

A avenida acaba de receber o recapeamento, nem chegou a ser pintada a sinalição na pista (o que demora muito, conforme falamos em post mais abaixo) e daqui a pouco chega um caminhão da Sabesp, descem os funcionários e começam a arrombar o piso, novamente. Para piorar, quando vão embora deixam aquela cicatriz na avenida que se revela na figura de um calombo no asfalto.

A cena é muito comum na cidade de São Paulo e protagonizada pela má-qualidade do serviço de recuperação do asfalto. A prefeitura e a Sabesp concordam que o trabalho feito é ruim, dizem que já sentaram várias vezes para falar sobre o problema, e acreditam que a situação está melhor (?).

O secretário das Subprefeitura Andrea Matarazzo  afirmou ao CBN SP que a multa é uma das maneiras de fazer com que as concessionárias como Sabesp e Congás melhorem o serviço prestado. O diretor de Sistemas Regionais da Sabesp Humberto Semeghini admite a má-qualidade do serviço.

A prefeitura nem pode reclamar tanto assim das empresas, pois ela própria realiza um trabalho de baixo nível na Operação Tapa-Buraco. Aliás, interessante notar que tanto o secretário Matarazzo e o diretor da Sabesp dizem que as empresas que prestam este serviço de recapeamento são muito ruins.

 Ouça a entrevista do secretário das Subprefeituras, Andrea Matarazzo

 Aqui você tem a resposta de Humberto Semeghini, da Sabesp

Ouvinte-internauta reclama da Sabesp em oficina da CBN

Com a oportunidade de gravar reportagens e depoimentos na oficina de rádio promovida pela CBN na Campus Party, o ouvinte-internauta Neco Vieira resolveu chamar atenção da prefeitura de São Paulo para o estrago que foi feito na pista recém-recapeada da Avenida Nossa Senhora do Sabará, na zona sul da capital.

Ouça aqui o que disse  o ouvinte-internauta Neco Vieira em post publicado agora há pouco no blog da CBN na Campus Party.

Nós vamos procurar a Sabesp e a prefeitura para saber por que estas situações ainda ocorrem na cidade, apesar de inúmeros anúncios de que as prestadoras de serviço na capital teriam de realizar trabalhos sob controle da administração municipal para impedir o desperdício de dinheiro público.

Conheça a oficina de rádio visitante o blog da CBN na Campus Party