Beto Tatu, buracos e bananas da cidade

 

Na crônica fotográfica de nosso colaborador Devanir Amâncio, da ONG EducaSP, um passeio por buracos e fedores da cidade. Vamos ao texto e as fotos:

Esgoto no metrô

Para Beto Tatu, São Paulo está perto de ser a “cidade ideal”, e agora vive criando factóides que o ‘povão’ não entende. Enquanto isso, jorra sujeira grossa do esgoto da Sabesp no Metrô Anhangabaú, na rua José Bonifácio, centro (desde o dia 20/1), a 30 metros da Prefeitura-Palácio.

Buraco no Anhangabau

No mesmo Vale, tem buraco sinalizado com folhas secas de coqueiro. Esqueitistas do Anhangabaú foram lacônicos: “O Prefeito está dentro daquele carro preto. Claro que é ele. Sempre ele dá umas voltinhas de carro no calçadão, sorri e dá tchauzinho.”

Banana para eles

No M’Boi Mirim, zona sul, o buraco é mais embaixo. O aposentado e vendedor de bananas, José Muniz, protestou em cima de um dos muitos buracos da rua Abílio César, próximo do número 622, Jardim Jangadeiro. Quer que a Prefeitura resolva o problema com urgência . “Mando ‘banana’ para quem tem a obrigação de cuidar da cidade e não cuida.” É o mesmo buraco onde foi colocado o Urso , amigo do Beto Tatu.

Problemas com a bebida ?

O anúncio acima foi feito durante a disputa eleitoral entre Obama e McCain. Ao contrário do que a imagem possa sugerir, a causa aqui não é o combate ao consumo de bebida alcóolica, mas ao de água engarrafada. A intenção era incentivar o uso da água de torneira pelos moradores das grandes cidades. Quem lembrou da campanha foi o ouvinte-internauta Rafael Pasqua Costa que ainda tem dúvida sobre a qualidade da água disponível nas torneiras da casa dele, em São Paulo. “Fui no site da Sabesp, que indica que a àgua é potável mas não com muita ênfase, o que não dá segurança para que a população mude esse hábito … Os principais cuidados a serem tomados são a limpeza da caixa d’água a cada 6 meses e a garantia de que os canos estejam em ordem. No meu caso, não sei nem por onde começar a checar se está tudo ok para que eu beba àgua da minha torneira” – escreveu.


Pauta #cbnsp: Mais problemas na M’Boi Mirim

 

MBoiMirim alagada 1

Adutora da Sabesp estoura em uma das avenidas mais complicadas da zona sul de São Paulo e causa transtorno na vida do paulistano, logo cedo. O vazamento foi na estrada do M’Boi Mirim, que ficou alagada no horário de pico da manhã e obrigou passageiros a abandonarem os ônibus e seguirem a pé. A repórter Cátia Toffoletto, autora da foto acima, esteve no local e contou no CBN SP o que aconteceu por lá.

A previsão da Sabesp é que o abastecimento de água para cerca de 50 mil pessoas seja retomado até o fim da tarde, mas o trânsito seguirá prejudicado durante todo o dia, pois o conserto do buraco aberto para a manutenção da adutora somente deve estar fechado pela madrugada. O superintentende da Sabesp-Unidade Sul, Roberval Tavares, falou sobre o que pode ter provocado o incidente.

Acompanhe outros destaques da pauta #cbnsp:

Assalto e prisão – Um grupo disfarçado de funcionários de empresa de Tv a cabo tentou assaltar pela segunda vez na semana um posto de saúde na Vila Mariana, em São Paulo. Não teve sorte. A polícia flagrou os assaltantes, houve troca de tiros e prisões. Acompanhe a reportagem.


Esquina do Esporte –
A seleção do Dunga não joga um futebol moderno nem encanta. A opinião é de Deva Pascovicci e Mário Marra, da CBN, que falaram também sobre as decisões na Libertadores e Copa do Brasil.

Época São Paulo –
Bia Góes homenageia Carmen Miranda e Karina Ninni faz ironia com sambas machistas, nos destaques da música em São Paulo.
Acompanhe as dicas de Rodrigo Pereira.

Protesto e ironia contra a Sabesp

 

Protesto em Osasco por falta de água

Havia ao menos umas dez famílias no corredor do supermercado onde estariam depositadas as garrafas de água mineral. Vi duas mães subindo no primeiro degrau da gôndola para alcançar as garrafas de plástico que estavam mais atrás. Eram pequenas, insuficientes para o banho, mas ao menos matariam a sede da criançada.

Em outro supermercado, a fila de carros do lado de fora se equivalia a de consumidores deixando a loja carregando garrafinhas e garrafões de água dentro de sacos plásticos. Não dava para entrar.

Para comprar água, tive de sair da região afetada pela “seca” imposta pela Sabesp, a cerca de 750 mil pessoas, desde sexta-feira. Sim, ao contrário do que a empresa informa, algumas casas da zona oeste de São Paulo não recebem água desde o fim da semana passada – ou sejam, antes mesmo do estouro da adutora na avenida Roque Petroni Jr, bairro do Brooklin, no domingo de madrugada.

Joildo Santos (@joildo) confirma pelo Twitter o que vários trabalhadores domésticos dos bairros do Morumbi e Butantã haviam contado, nessa segunda pela manhã: @CiaSabesp Eu lhes informo que no sábado faltou agua em Paraisópolis, agora qual foi a razão vocês devem saber. A Sabesp (@CiaSabesp) disse não ter recebido nenhuma queixa anterior e deixa os moradores com uma pulga atrás da orelha ao tuitar: “quando sistema for normalizado, será possível verificar se há outros problemas no local onde rompeu adutora (zona sul)”

“Faz algumas semanas que a própria Sabesp vem escavando onde, agora, dizem ter  rompido a adutora. Acho que estamos diante de mais um episódio de incompetência latente”, reclama por e-mail Maurício Casagrande.

“Depois do apagão, caminhamos para um afogão. Morreremos de sede cercados de água das enchentes”, ironiza Toni Curiati que reclama dos jornalistas que não estariam cobrando do Governo a seriedade necessária para o caso.

Nesta terça-feira, vamos cobrar da companhia, com certeza.

Distante da adutora que estourou, moradores do entorno da rua Sociedade Esportiva Palmeiras, em Osasco, região metropolitana de São Paulo, colocaram fogo em pneus no fim de semana para protestar contra o abastecimento irregular de água. “É impressionante o fato de as represas estarem abarrotadas e o fornecimento de água jamais se normalizar” reclama Josmar Dias. Ele explica que a área não é abastecida pela adutora que apresentou problemas e a falta d’água ocorre diariamente: “ Em regra o serviço só é retomado umas poucas horas no período noturno, entretanto, faz alguns meses que nem mesmo isso, levando as torneiras a ficarem completamente secas”.

Enquanto mais um caminhão pipa chega no condomínio próximo de casa, ouço no rádio que a Sabesp, por nota, ainda não sabe quando o serviço estará normalizado. Avisa que haverá abastecimento parcial em alguns bairros e pede que a população economize água.

O Governo do Estado que se alvoroçou todo para pedir explicações a Eletropaulo, empresa privada que pisa na bola no fornecimento de energia elétrica nestes dias de temporal, poderia usar do mesmo ímpeto para cobrar da Sabesp, de quem é o maior acionista e responsável pelas decisões administrativas.

Sabesp – a vida tratada com respeito – é o que está escrito no site da empresa.

Enchente, taxa, esgoto e a mesma m…

 

Osasco pós enchente 2

A palavra ganhou destaque na mídia na boca do presidente Lula, semana passada, e se tornou apropriada para a situação vivida por moradores do extremo leste e região metropolitana de São Paulo. Haja vista o que ocorreu nesta quarta (16.12) em bairros de Osasco tomados pela lama e na terça retrasada (08.12) no Jardim Pantanal e áreas vizinhas, na capital, que ainda estão embaixo d’água.

Em três entrevistas, o CBN São Paulo falou sobre assuntos diferentes mas que migravam para o mesmo fato: a falta de estrutura das cidades para encarar os fenômenos do clima. Aliás, a própria Patrícia Madeira, da Climatempo, logo na abertura do programa, chamou atenção para o fato de apesar da quantidade de chuva ser muito grande, não há nada de excepcional neste mês de dezembro.

Ela disse que esta história de que “em duas horas choveu o equivalente a oito dias” é balela. Pois a chuva não cai em prestação, costuma despencar na cabeça do cidadão em pancadas como a que ocorreu nestas últimas semanas.

Mas vamos ao que disse cada um dos nossos entrevistados.

A cidade de São Paulo tem planos de construir 21 parques lineares até o fim do Governo Kassab. Dos 13 previstos para este ano, sete foram entregues. A maior aposta é com o Parque Linear da Várzea do Tietê que deve ter sua primeira etapa entregue em um ano:

Ouça a explicação do secretário interino do Verde e Meio Ambiente da cidade de São Paulo, Hélio Neves

A Sabesp, por sua vez, deixou de tratar boa parte do esgoto gerado na última semana na região de São Miguel Paulista, por defeito em seu equipamento. Sem contar que o esgoto coletado no Jardim Pantanal é todo despejado no rio Tietê.

Ouça a entrevista com o superintendente da Sabesp Paulo Nobre

E como tudo se deve a forma com que ocupamos o ambiente urbano, a professora de engenharia hidráulica da USP, Mônica Porto, defende medidas urgentes para melhorar a drenagem do solo e comentou sobre a necessidade de criação de uma taxa para combater enchentes, a taxa da drenagem:

Ouça a entrevista com a professora de Engenharia Hidráulica da USP Mônica Porto

Aos que não querem ouvir falar em taxa, uma notícia: apesar de a secretária estadual de Saneamento e Energia Dilma Pena ter se sensibilizado com o tema, e se declarou a favor da cobrança, o comentário dela não repercutiu bem no Palácio dos Bandeirantes e em Copenhagen, na Dimarca, onde está o governador de São Paulo José Serra (PSDB).

Buracos da Cidade: São Paulo afunda

 

Buraco na Pacaembu

O passeio dominical pela avenida Pacaembu ganhou um visual diferente nesta manhã: uma cratera surgiu no meio do caminho revelando parte do “riacho” que passa sob os pés – ou rodas – do paulistano. Dois motoristas não ficaram nada felizes com o que viram, pois caíram no buraco por volta das cinco da manhã. Resultado: um deles teve a roda quebrada; o outro, a suspensão. Os dois fizeram boletim de ocorrência, mas esperam que a Sabesp – responsável pela cratera – pague os prejuízos antes que o caso chegue na Justiça, contou a repórter Alessandra Dias, da CBN, que esteve por lá, e fotografou a cena.

A versão da Sabesp é que uma galeria pluvial estourou devido a chuva do fim de semana, fazendo com que o piso cedesse durante a madrugada. Há outro motivo bastante claro: a rede de água de São Paulo é antiga e carece de manutenção. Em alguns pontos são feitas “gambiarras” em lugar de a troca total do equipamento, pois seria necessário colocar São Paulo de cabeça pra baixo para esta reforma.

A cidade está afundando.

Buracos da Cidade: Scrapbook

 

Bueiro da Sabes

Argentino e paulistano, Matias Vazquez cansou de apenas assistir aos buracos que surgem nas ruas de São Paulo. Decidiu montar um álbum de fotografias sobre o tema no Flickr e começou a coleção com os da rua João Moura com Atlântica, no Jardim Paulistano, em São Paulo, onde, recentemente, perdeu o para-choque do carro. Enquanto fotografava, conversou com um agente da CET que contou a ele que todo dia a subprefeitura de Pinheiros é informada da buraqueira e nada é feito. A situação teria piorado com a intervenção da Sabesp que após resolver um vazamento tapou o buraco com a cara do …. Sem ofensas.

A história dos vazamentos de Ipanema, a rua

 

Os vazamentos na rua Ipanema, Jardim Copacabana, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, foram motivo de reportagem no início do ano. Estão de volta agora em “carta” escrita pelo ouvinte-internauta Cláudio Fernandes. Ele pediu uma “notinha” no CBN SP, mas com tantos detalhes a serem descritos decidi publicar o texto por inteiro e montei um slideshow com as imagens que ajudam a entencer a história:

Vazamento na Rua Ipanema

Clique aqui e assista ao slideshow com a história dos vazamentos da rua Ipanema

 

“Mais uma vez retorno ao auxilio de vocês, dessa vez para denunciar a desorganização do Consórcio Drucker Toltec, empresa terceirizada a serviço da Sabesp.

O Jardim Copacabana, localizado em São Bernardo do Campo, sofre a mais de 10 anos com o rompimento crônico da rede de distribuição de água.

Para se ter uma idéia da situação desse local, existe um trecho na Rua Ipanema, local do mais recente rompimento, que se pode contar exatamente 12 remendos de asfalto num trecho de 15 metros de rua.

A maioria dos rompimentos ocorre por vezes em menos de um mês. Alguns não duram sequer quinze dias. Cada vez que ocorre um desses eventos, centenas de milhares de litros são perdidos rua abaixo. Não se trata, portanto apenas de um desleixo, descaso com o desperdício d’água que ela, a própria
Sabesp tenta diminuir através de campanhas educativas de conscientização. O que vem ocorrendo é mais que isso: é um crime ambiental, um crime contra economia popular, um desrespeito a todo cidadão de São Paulo.

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Sabesp vai pagar prejuízo de carro que caiu no buraco

 

Carro engolino por buraco Gabriel

A Sabesp avisou, em nota, que vai ressarcir os prejuízos materiais da motorista do carro que caiu em um buraco na alameda Gabriel Monteiro da Silva, próximo da avenida Rebouças, na noite de segunda-feira, conforme denunciado no Blog do Milton Jung.

Marcela Ayala da Fonseca passava pelo local às 6h40 da tarde quando ficou presa em um congestionamento no acesso da Gabriel para a Rebouças. O piso cedeu e o carro dela foi “sugado” para o buraco. A Sabesp havia prometido fazer contato ainda nesta terça-feira com a ouvinte-internauta.

Leia a nota enviada pela empresa:

A Sabesp lamenta o ocorrido. No local foi realizado o conserto de um coletor de esgoto. As obras haviam sido concluídas há alguns dias, quando foi fechada a vala e feita a base de concreto, restando apenas a capa asfáltica. Com as fortes chuvas, porém, a base de concreto cedeu cerca de 30 cm. Uma equipe da Sabesp trabalha, neste momento, no local.

A Sabesp entrará em contato com a proprietária do automóvel e irá ressarci-la de eventuais danos que tenham ocorrido com o veículo.