Aniversário de São Paulo

Por Maria Aparecida Correia Barros Machado (Cidinha)

São Paulo minha grande metrópole,
que cresce e que se renova a cada dia.
Hoje esta data é notável nos calendários.
Parabéns São Paulo! Hoje é teu aniversário!

São Paulo de gigantes edifícios.
São Paulo da Av. Paulista.
Recebendo os cariocas,
os gaúchos e santistas.

Os estrangeiros, nem se fala!
Os nordestinos de montão.
Teu amor é amor de mãe.
Cabem todos no coração.

Oh! São Paulo mui querido!
Tu és tão hospitaleiro!
Que se possível abrigaria
o povo do mundo inteiro.

São Paulo de poetas e cantores.
São Paulo de idôneos jornalistas.
São Paulo das últimas manchetes.
São Paulo está sempre em revistas.

São Paulo famoso e belo.
Serei sempre sua fã.
São Paulo do Ibirapuera.
São Paulo do Butantã.

São Paulo de grandes shoppings.
E todo mundo tem acesso!
Para cada população,
sempre tem um por perto.

São Paulo, minha cidade querida!
Com você estou envolvida
num compromisso de fé.
Oro a Deus por seus habitantes.
Para que a paz seja constante
e que você continue de pé.

Ouça o clamor de tanta gente,
Sem paz e sem segurança.
Em meio a tantos confitos;
Cristo é a única esperança!

Neste teu aniversário,
esqueça cor, raça, língua e crença.
Faça de Jesus o teu Senhor.
Porque só Ele faz a diferença!

Cidinha é ouvinte-internauta da CBN e enviou este poema em homenagem a cidade de São Paulo.

Novos bares para conhecer no fim de semana

Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN

 

Rabo de Peixe

 

Após uma década de badalação, o Rabo de Peixe fechou as portas, subiu um quarteirão e reabriu em um espaço maior – dessa vez, sem os típicos encontros de motoqueiros que rolavam no antigo espaço. Com a sofisticação dos botecos chiques, o novo ambiente ganhou uma atrativa estação de caipirinhas que fica entrada do bar. As frutas naturais expostas no balcão e o vasto menu de drinques são uma competição acirrada para o chopinho. A Ivanoff (vodca, jabuticaba, uva rubi e limão siciliano) é uma boa combinação. Mas a Paixão, de frutas vermelhas, estava ótima: boas frutas, vodca e açúcar na medida certa. Embora o nome da casa remeta a frutos do mar, a chapa de picanha fatiada é a queridinha dos clientes – boa para comer na arejada varanda. Os pastéis também são deliciosos e sequinhos: dos quatro sabores (carne, queijo, carne seca com queijo coalho e palmito) escolha dois e parta para a comilança. O achado fica na parte das sobremesas: os churros de doce de leite, pra comer sem dó, igual criança!
R. Quatá, 426, Vila Olímpia

 

Saravah

 

Nem é preciso procurar o Saravah com muita atenção. A frente do bar, inteira pintada de fitinhas do Senhor do Bonfim, destaca-se entre as discretas casas da rua João Moura. O forte do bar são as animadas noites de MPB, jazz e rodas de samba com artistas conhecidos pelos boêmios como: Tião Preto, Dona Inah e Seu Lineu. O clima do lugar é bem amigável, afinal, todos os clientes são recebidos pela dona do Saravah e até o garçom pára de vez em quando para conversar com a galera – por isso, tente não se incomodar com uma certa demora no serviço. Para petiscar com as cervejas de garrafa, a mortadela ao molho de limão é agradável ao paladar e o frango a passarinho chegou sequinho à mesa. Se você preferir as mesas da calçada, o couvert artístico fica pela metade.
R. João Moura, s/n – esquina com a R. Cardeal Arcoverde, pinheiros

 

Si Senõr

 

Nada de mariachis nem música típica: o clima é moderno e o som, ambiente. Mas quem quiser sentir gostinho de México, vai encontrar um cardápio farto. O Nachos con Machaca (nacho chips cobertos com carne desfiada, pasta de feijão, feijão preto, cebola caramelizada, tomates picados, cebolinha, queijo cotija, salsa picante, pimenta jalapeño e guacamole) é um aperitivo de raspar o prato. Na linha mais tradicional, os Tacos a La Lupita (tortillas de milho grelhadas recheadas com queijo, guacamole, salsa e tomate picado) podem vir no sabor carne ou frango. Crocantes e bem temperados, tem acompanhamento de mini-quesadilla. A carta de drinques também não deixa a desejar: a frozen marguerita é bem preparada mas o bar derrapou feio no mojito excessivamente doce. De segunda a sexta-feira rola bufê na hora do almoço.
R. dos Pinheiros, 661, Pinheiros

Duas ótimas novidades em São Paulo

Por Ailin Aleixo
No Época São Paulo na CBN

Acrópoles jardins

O mais tradicional restaurante grego de São Paulo completa 50 anos inaugurando sua primeira filial. A nova unidade, de portas abertas desde meado de dezembro, fica em endereço nobre, em plenos Jardins, mas no resto se parece bastante com a matriz do Bom Retiro. O salão branco e azul, no alto das escadas, é decorado com simplicidade. E a clientela continua se levantando para escolher os pratos direto na cozinha. São cerca de sete ou oito receitas e a maioria se repete todo santo dia. O carneiro assado, servido em lascas suculentas, é um dos mais pedidos e vem acompanhado de arroz (branco ou à grega) e batatinhas. Outro hit da casa é o mussaká, torta de berinjela com batata e carne. Para os amantes de frutos do mar, a recomendação é o trio lula recheada + polvo ao vinho + risoto, tudo junto no prato. As sobremesas lembram os doces árabes – o folhado de nozes tem mais recheio e fica um pouco mais pesado.
R. Haddock Lobo, 885 – Jardim Paulistano – São Paulo – SP 3063-3991

Limmon

Mais um restaurante moderninho abriu as portas na Manuel Guedes, um corredor concorrido onde já estão o Cantaloup, o Nam Thai, o Due Cuochi e o Fornaio d’Italia. Quem toca o negócio são os irmãos Carlos e Christian Burjakian – este último, à frente da cozinha, já passou pelas equipes de Alex Atala, Erick Jacquin e Salvatore Loi. Embora tenha praticamente iniciado a carreira em Salerno, na Itália, Christian optou por um cardápio de influência francesa, com alguns clássicos de bistrô, como filé rossini, magret de canard ao molho rôti e medalhões ao poivre com batatas gratinadas, mais algumas receitas italianas, sobretudo risotos e massas. Durante a semana, um gostoso menu executivo entra em cartaz no almoço. Por R$ 38, dá direito a couvert (ótimo por sinal, com pãezinhos caseiros e um delicioso patê de gorgonzola), entrada, principal e sobremesa. No dia da visita, o mix de folhas com presunto cru e palmito ao vinagrete de mostarda tinha sabores equilibrados e ingredientes fresquíssimos. O linguado a meunière com batatas cozidas, macio e suculento, foi seguido pelo waffle com musse de chocolate e morangos – esse, sim, uma overdose de açúcar, melhor ficaria se a musse fosse menos doce. A carta de vinhos, sob os cuidados do sommelier Humberto da Rocha, ex-Antiquarius, tem poucos rótulos abaixo dos R$ 60 – a grande maioria fica na casa dos três dígitos. Há ainda um bar, no centro do salão, onde são servidos coquetéis clássicos e drinques à base de limão.
R. Manuel Guedes, 545, Itaim-bibi, tel.:2533-7710

Parlapatões fazem homenagem à PRK-30, no CBN SP

Hugo Possolo, Raul Barreto e Henrique Troiter. Os três Parlapatões estiveram no palco do teatro Eva Herz para comemorar os 455 anos da cidade de São Paulo a convite do CBN SP, nesse sábado. Além de uma conversa divertida sobre o teatro de rua e a vida na capital paulista, eles apresentaram alguns números levando o público a gargalhar.

Em uma das apresentações, os Parpatões fizeram homenagem a PRK-30, considerado o maior programa de humor do rádio brasileiro, que ficou no ar de 1944 a 1964, sob o comando de Lauro Borges e Castro Barbosa.

Ouça os Parlapatões no CBN SP

Saiba como ficará a cobrança do IPVA após mudança do calendário de pagamento, em São Paulo

Problemas no sistema de dados do Governo do Estado de São Paulo causaram transtornos ao contribuinte e impediram o pagamento do IPVA dentro do prazo previsto inicialmente. Foram tantas as reclamações, que no fim da semana passada foi anunciada mudança no calendário de pagamento. Os donos de automóveis que pagaram o IPVA com atraso e não se beneficiaram do desconto oferecido pelo Governo poderão rever o dinheiro, a partir de fevereiro.

A Fabíola Cidral, entrevistou no CBN SP, o diretor de arrecadação Marcos Marcheti que falou sobre as novas datas para pagamento com desconto e como recuperar o dinheiro pago a mais: 

Ouça a entrevista sobre o IPVA

Foto-ouvinte: Um caminhão de desrespeito

Caminhão irregular

Um não. Dois caminhões. Foi o que o ouvinte-internauta Márcio Cresmaschi encontrou no caminho dele para casa, na rua Batista da Mata, no bairro de Santana, na zona norte de São Paulo. Ambos estacionados de maneira irregular enquanto descarregam a carga de vinho. Segundo ele, o fato se repete durante a semana, no fim da tarde, sem que nunca a loja que recebe a carga e os funcionários da transportadora sejam incomodados pela CET. Já os pedestres e motoristas que circulam no local tem de aguentar o transtorno provocado pelos caminhões.

Reforma meia-boca incomoda comunidade escolar

POR FORA BELA VIOLA,

Escola meia-boca

POR DENTRO PÃO BOLORENTO

Escola meia-boca

Velho ditado que quase se aplica as condições da Escola Estadual Doutor João Ernesto Faggin, na Vila Clara, na zona sul de São Paulo, segundo o ouvinte-internauta Everaldo Gaspar. Digo quase, porque as imagens só puderam ser feitas da fachada do prédio e das demais paredes nas partes lateral e de trás. Por dentro, não havia como fotografar já que a escola está fechada. A reforma foi feita no segundo semestre para que a escola estivesse pronta na volta às aulas, neste mês. Foram gastos pouco mais de R$ 198 mil no local.

De acordo com Everaldo, já houve pedido à Fundação Para o Desenvolvimento da Educação – FDE para que explicasse porque “ os serviços foram executados de qualquer modo”, mas até agora não recebeu nenhuma informação.

Agora o outro lado

A Secretaria Estadual de Educação, de São Paulo, enviou a seguinte resposta:

“Sobre a reclamação enviada ao Jornal da CBN desta segunda-feira pelo ouvinte Everaldo Gaspar, sobre a escola Doutor João Ernesto Faggin, a Secretaria de Estado da Educação esclarece que no segundo semestre de 2008 a unidade passou por ampla reforma no valor de R$ 198 mil (lista abaixo). A unidade está em perfeito estado para que os estudantes sejam recebidos em 11 de fevereiro. Nesta semana a escola iniciará pintura, com mais R$ 7 mil de investimentos. A unidade foi totalmente reestruturada e está à disposição da equipe da CBN e do ouvinte. Este mesmo ouvinte já tem reunião agendada com a direção da escola para a próxima sexta-feira, na qual receberá informações sobre as obras. A escola não está fechada – seus funcionários estão trabalhando, mas sem movimentação de alunos, que estão em férias.

O que foi reformado na escola

 Instalações elétricas, substituição de telhas, desentupimento da rede de esgoto, troca de piso e portas dos banheiros, substituição de vidros, reforma da quadra com substituição de equipamentos esportivos (travas e tabelas), reconstituição parcial de muro de fechamento, instalação de alambrado no pátio, entre outros.”

Notas do jornalista:

Três imagens foram enviadas anexas a mensagem, nenhuma delas desmente o que foi registrado pelo ouvinte-internauta Everaldo Gaspar;

Causa estranheza saber que a escola dará início a pintura com gastos de mais R$ 7 mil, pois aparentemente já foi pintada em algumas paredes, inclusive naquelas em que há pedaços de ferro à mostra;

A expressão a “escola estava fechada” foi usada por este escrivinhador e não pelo reclamante. Este disse, em mensagem, que ele não tinha tido acesso ao interior da escola;

Que este ouvinte e todos os demais pais e estudantes sejam sempre atendidos como promete a Secretaria Estadual de Educação.

    São Paulo 455: Ônibus que fizeram a história da maior cidade do Brasil

    Toda terça-feira, você acompanha neste espaço, a história do transporte de passageiros contada pelo colega da CBN Ádamo Bazani. Nesta semana, para comemorar os 455 anos de São Paulo, nosso busólogo e colaborador buscou no seu baú de fotografias imagens que representam oito importantes capítulos dos ônibus na capital paulista.

    1911

    1911 – Inicia-se o serviço de auto-ônibus na capital paulista pela empresa Companhia Transportes Auto Paulista. Foi utilizado um veículo Saurer, com capacidade para 25 passageiros. O serviço não tinha horários nem itinerários fixos

    1936

    1936 – Várias empresas começam a desbravar bairros em São Paulo, como a autoviação Jabaquara. Inaugurada por Artur Brandi e pelos Havelange, foi uma das maiores empresas de então, e se transformou na Cometa, em 1949. A imagem mostra um dos ônibus de sua frota , um GMC diesel de 39 lugares

    1947

    1947 – Em 12 de março, a prefeitura de São Paulo transfere o patrimônio da São Paulo Tramway Light and Power Company Limited, referente a transportes coletivos para a CMTC – Companhia Municipal de Transportes Coletivos. Em 18 de junho, a CMTC é autorizada a funcionar pelo Decreto-Lei 987 do prefeito Christiano Stokler das Neves. Em 1o. de julho, o patrimônio da São Paulo Tramway Light and Power Company Limited é oficialmente transferido para a CMTC que inicia as operações. Em 1949, a CMTC implanta o sistema de troleibus com 30 veículos importados dos EUA e Inglaterra, colocando em funcionamento a linha Largo São Bento-Aclimação

    1958

    1958 – A CMTC, Villares e Massari fabricam os primeiros troleibus brasileiros. Alguns destes veículos operaram até meados dos anos 80, como na foto.

    1977

    1977 – Através de um decreto municipal, a cidade de São Paulo é dividida em 23 áreas de operação atendidas por empresas particulares de ônibus contratadas pela CMTC. As linhas circulares e diametrais passam a ser exclusividade da CMTC. Na foto um Caio Gabriela da Viação Bola Branca

    1989

    1989 – Jânio Quadros coloca em São Paulo os primeiros ônibus de dois andares, fabricados pela extinta carroceria Thamco e motorizados pela Scania que ficaram pouco tempo por causa do tamanho e da falta da estrutura da cidade

    1994/1995

    1994/1995 – A CMTC deixa de ser operadora para ser gerenciadora e surge a SPtrans. O sistema passa a ser operado por 47 empresas municipais

    2000

    Anos 2.000 – O sistema é reorganizado e passa a operar por consórcios, de empresas e cooperativas. Aumenta o número de ônibus articulados e a cor da frente de cada veículo, indica a região que ele serve, como este Caio Mondego articulado, parado no ponto quase em frente à Rádio CBN na Rua das Palmeiras.