Um não. Dois caminhões. Foi o que o ouvinte-internauta Márcio Cresmaschi encontrou no caminho dele para casa, na rua Batista da Mata, no bairro de Santana, na zona norte de São Paulo. Ambos estacionados de maneira irregular enquanto descarregam a carga de vinho. Segundo ele, o fato se repete durante a semana, no fim da tarde, sem que nunca a loja que recebe a carga e os funcionários da transportadora sejam incomodados pela CET. Já os pedestres e motoristas que circulam no local tem de aguentar o transtorno provocado pelos caminhões.
São Paulo
Reforma meia-boca incomoda comunidade escolar
POR FORA BELA VIOLA,
POR DENTRO PÃO BOLORENTO
Velho ditado que quase se aplica as condições da Escola Estadual Doutor João Ernesto Faggin, na Vila Clara, na zona sul de São Paulo, segundo o ouvinte-internauta Everaldo Gaspar. Digo quase, porque as imagens só puderam ser feitas da fachada do prédio e das demais paredes nas partes lateral e de trás. Por dentro, não havia como fotografar já que a escola está fechada. A reforma foi feita no segundo semestre para que a escola estivesse pronta na volta às aulas, neste mês. Foram gastos pouco mais de R$ 198 mil no local.
De acordo com Everaldo, já houve pedido à Fundação Para o Desenvolvimento da Educação – FDE para que explicasse porque “ os serviços foram executados de qualquer modo”, mas até agora não recebeu nenhuma informação.
Agora o outro lado
A Secretaria Estadual de Educação, de São Paulo, enviou a seguinte resposta:
“Sobre a reclamação enviada ao Jornal da CBN desta segunda-feira pelo ouvinte Everaldo Gaspar, sobre a escola Doutor João Ernesto Faggin, a Secretaria de Estado da Educação esclarece que no segundo semestre de 2008 a unidade passou por ampla reforma no valor de R$ 198 mil (lista abaixo). A unidade está em perfeito estado para que os estudantes sejam recebidos em 11 de fevereiro. Nesta semana a escola iniciará pintura, com mais R$ 7 mil de investimentos. A unidade foi totalmente reestruturada e está à disposição da equipe da CBN e do ouvinte. Este mesmo ouvinte já tem reunião agendada com a direção da escola para a próxima sexta-feira, na qual receberá informações sobre as obras. A escola não está fechada – seus funcionários estão trabalhando, mas sem movimentação de alunos, que estão em férias.
O que foi reformado na escola
Instalações elétricas, substituição de telhas, desentupimento da rede de esgoto, troca de piso e portas dos banheiros, substituição de vidros, reforma da quadra com substituição de equipamentos esportivos (travas e tabelas), reconstituição parcial de muro de fechamento, instalação de alambrado no pátio, entre outros.”
Notas do jornalista:
Três imagens foram enviadas anexas a mensagem, nenhuma delas desmente o que foi registrado pelo ouvinte-internauta Everaldo Gaspar;
Causa estranheza saber que a escola dará início a pintura com gastos de mais R$ 7 mil, pois aparentemente já foi pintada em algumas paredes, inclusive naquelas em que há pedaços de ferro à mostra;
A expressão a “escola estava fechada” foi usada por este escrivinhador e não pelo reclamante. Este disse, em mensagem, que ele não tinha tido acesso ao interior da escola;
Que este ouvinte e todos os demais pais e estudantes sejam sempre atendidos como promete a Secretaria Estadual de Educação.
São Paulo 455: Ônibus que fizeram a história da maior cidade do Brasil
Toda terça-feira, você acompanha neste espaço, a história do transporte de passageiros contada pelo colega da CBN Ádamo Bazani. Nesta semana, para comemorar os 455 anos de São Paulo, nosso busólogo e colaborador buscou no seu baú de fotografias imagens que representam oito importantes capítulos dos ônibus na capital paulista.
1911 – Inicia-se o serviço de auto-ônibus na capital paulista pela empresa Companhia Transportes Auto Paulista. Foi utilizado um veículo Saurer, com capacidade para 25 passageiros. O serviço não tinha horários nem itinerários fixos
1936 – Várias empresas começam a desbravar bairros em São Paulo, como a autoviação Jabaquara. Inaugurada por Artur Brandi e pelos Havelange, foi uma das maiores empresas de então, e se transformou na Cometa, em 1949. A imagem mostra um dos ônibus de sua frota , um GMC diesel de 39 lugares
1947 – Em 12 de março, a prefeitura de São Paulo transfere o patrimônio da São Paulo Tramway Light and Power Company Limited, referente a transportes coletivos para a CMTC – Companhia Municipal de Transportes Coletivos. Em 18 de junho, a CMTC é autorizada a funcionar pelo Decreto-Lei 987 do prefeito Christiano Stokler das Neves. Em 1o. de julho, o patrimônio da São Paulo Tramway Light and Power Company Limited é oficialmente transferido para a CMTC que inicia as operações. Em 1949, a CMTC implanta o sistema de troleibus com 30 veículos importados dos EUA e Inglaterra, colocando em funcionamento a linha Largo São Bento-Aclimação
1958 – A CMTC, Villares e Massari fabricam os primeiros troleibus brasileiros. Alguns destes veículos operaram até meados dos anos 80, como na foto.
1977 – Através de um decreto municipal, a cidade de São Paulo é dividida em 23 áreas de operação atendidas por empresas particulares de ônibus contratadas pela CMTC. As linhas circulares e diametrais passam a ser exclusividade da CMTC. Na foto um Caio Gabriela da Viação Bola Branca
1989 – Jânio Quadros coloca em São Paulo os primeiros ônibus de dois andares, fabricados pela extinta carroceria Thamco e motorizados pela Scania que ficaram pouco tempo por causa do tamanho e da falta da estrutura da cidade
1994/1995 – A CMTC deixa de ser operadora para ser gerenciadora e surge a SPtrans. O sistema passa a ser operado por 47 empresas municipais
Anos 2.000 – O sistema é reorganizado e passa a operar por consórcios, de empresas e cooperativas. Aumenta o número de ônibus articulados e a cor da frente de cada veículo, indica a região que ele serve, como este Caio Mondego articulado, parado no ponto quase em frente à Rádio CBN na Rua das Palmeiras.
Foto-ouvinte: Contrastes de São Paulo
CET só multou um motorista por desrespeito a ciclista, em São Paulo
Foi uma das perguntas ao superintendente de planejamento da CET Ricardo Laíza, quantos motoristas foram multados por desrespeito ao ciclista. Durante a entrevista que foi ao ar nesta sexta-feira, no CBN São Paulo, ele disse que não tinha a informação naquele momento.
A pergunta tinha como objetivo apenas chamar atenção para a prioridade da fiscalização de trânsito na capital paulista, pois na conversa Laíza se esforçou para mostrar que a CET está agindo para reduzir a violência que resultou na morte de uma ciclista, nessa quarta. Citou a participação em discussões de grupo, estudos para implantação de ciclovias e palestras para motoristas de ônibus, como exemplos das medidas adotadas (?). Na realidade, reproduziu em parte o que dizia a nota da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente que está publicada um pouco mais abaixo aqui no
Na opinião dele, a morte de Márcia foi um caso isolado. O número de mortes de ciclistas está diminuindo, apesar de ainda ser alto (veja quadro da violência do trânsito aqui mesmo no blog). Para andar com segurança, o ciclista tem de ter noção de “direção defensiva”.
Pelo menos não aproveitou a situação para por a culpa na administração anterior, como fez o prefeito Gilberto Kassab (DEM) em entrevista na quinta-feira, ao repórter Fernando Andrade, da CBN.
Pelas mensagens que recebi desde que a entrevista foi ao ar – e, infelizmente, restrições técnicas no blog me impedem de reproduzi-la, assim como as demais feitas no programa -, as justificativas de Ricardo Laíza não covenceram os ciclistas da cidade que esperam muito mais da prefeitura.
André Pasqualini, um dos organizadores da Bicicletada, escreveu que também havia feito à CET a mesma pergunta sobre o número de multas por desrespeito a lei de trânsito que exige que os motoristas mantenham distância de até 1,5 m das bicicletas.
Leiam a resposta que recebeu:
Informamos que em pesquisa realizada foi encontrada 01 (uma) autuação no
enquadramento Código 589-4 (Deixar de guardar a distância lateral de 1,50m ao passar/ultrapassar bicicleta no período de dez/2007 a nov/2008. )
No CBN SP, Ricardo Laíza, apesar de não se lembrar do número de autuações, deu uma “resposta defensiva”: “há dificuldades técnicas para os fiscais da CET multarem este tipo de infração”.
Escolha pelo carro, matou a ciclista na Paulista, diz Osvaldo Stella
Ciclista, ambientalista e comentarista, Osvaldo Stella participa do quadro Ambiente Urbano no CBN SP, toda segunda-feira. E apresenta aqui seu olhar sobre o acidente que matou a ciclista Márcia Regina de Andrade Prado, na avenida Paulista:
“Esta semana a trânsito na cidade de São Paulo deixou mais um corpo estendido no chão. A morte da ciclista Márcia Regina de Andrade Prado no início da manhã da última quarta feira na AV. Paulista além da comoção, reacende a questão da carnificina em curso na cidade de São Paulo.
Anualmente mais de 1.500 pessoas perdem a vida no transito na cidade de São Paulo, uma parte das mais de 20.000 vítimas que escapam da morte carregando para sempre diversos tipos de sequelas.
A grande maioria das vítimas é pedestre, mais da metade, seguida dos motociclistas. Em média 4 pessoas perdem a vida diariamente em acidentes de trânsito na cidade de São Paulo ou seja a cada seis horas alguém morre lá fora em decorrência do caos no trânsito de São Paulo. Um número bem menor que o de soldados americanos mortos no Iraque.
A reação natural ao trágico acidente é culpar o condutor do ônibus que atropelou e matou a ciclista de 40 anos. Infelizmente, o condutor é apenas uma parte de um enorme problema decorrente da opção pelo transporte indivudual, a opção em construir uma cidade voltada para o automóvel. E quando este se espalha e ocupa o seu espaço na paisagem urbana acaba passando por cima de alguns obstáculos, alguns deles não saem vivos deste encontro”.
Prefeitura explica ações para diminuir violência contra ciclista
Em mensagem, a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente esclarece medidas que são adotadas pela prefeitura de São Paulo que mostrariam sua preocupação com o uso da bicicleta. Foi uma resposta às críticas após o assassinato da ciclista Márcia Regina de Andrade Prado, atropelada na quarta pela manhã, na avenida Paulista, por um ônibus:
“Em 2006, foi criado o Pró-Ciclista, grupo intersecretarial responsável por pensar o uso da bicicleta como meio de transporte e transformar isso em política pública. Como primeiros frutos deste movimento, a cidade colheu: possibilidade de transportar a bicicleta em vagões e horários específicos nos trens da CPTM e nos vagões do Metrô; novos 14,8 km de ciclovias em ruas; possibilidade de deixar a bicicleta em segurança em estações do metrô onde funciona também o empréstimo de bicicleta, a partir de uma parceria entro o Instituto Parada Vital, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente e o Metrô, com patrocínio da Porto Seguro; implantação de mil paraciclos em 2007 (escolas, bibliotecas, parques e órgãos públicos) e outros mil implantados em 2008. Também foram confeccionadas cartilhas educativas para desenvolver trabalho junto aos motoristas de ônibus da capital , trabalho que deverá ser desenvolvido a partir de fevereiro.Além disso, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, em parceria com o IEMA, está elaborando um Plano Cicloviário para a cidade de São Paulo que prevê a implantação de mil quilômetros de ciclovia num prazo de dez anos, o que mudará completamente a estrutura para uso da bicicleta na cidade. Os 100 primeiros quilômetros deverão ser implantados nos próximos anos. Vários trechos, previstos nos Planos Diretores Regionais, ao longo de Parques Lineares, por órgãos estaduais e sociedade civil, estão já em implantação.Hoje a cidade conta com:
– 19 km de ciclovia em parques municipais (5,5 no Ibirapuera; 2,7 no Anhanguera; 8,2 no Carmo; 2,6 no CEMUCAM)
– 14,8 km em ruas (1,8 na Estrada de Colônia; 6 na Radial Leste; 7 na Inajar de Souza (embora o projeto não esteja totalmente concluído, faltando a sinalização, a população já utiliza esta ciclovia)
– 13,2 km em obras (6,2 na Radial Leste – continuidade dos 6 km já implantados; 7 na Adutora Rio Claro – obra do governo do Estado)
– 51,7 km em projeto, em diferentes etapas (2,2 km em Engenheiro Marsilac; 11,5 km em Ermelino Matarazzo; 3 km em Itaim Paulista, ao longo do Parque Linear do Itaim; 15 km no Butantã – com conclusão prevista para 2010 ; cerca de 5 km em Pinheiros; cerca de 5 km no Jabaquara; cerca de 10 km em Capela do Socorro)
Além disso, a Secretaria está participando ativamente, com o Governo do Estado, do Grupo de Trabalho para implantação da ciclovia ao longo do Rio Pinheiros (40 km) e estuda a implantação de ciclofaixa na Av. Paulista e na Domingos de Moraes”.
Foto-ouvinte: E dizem que tá legal
Esta calçada está de acordo com a lei. Você acredita nesta informação ? Foi o que o autor desta foto ouviu quando foi reclamar na subprefeitura da impossibilidade de uma mãe passar com o carrinho de bebê, por exemplo. Nosso colaborador enviou esta mensagem após ouvir entrevista, nesta semana, com representante da prefeitura que falou sobre o esforço da administração municipal para que o passeio público esteja livre. Esta calçada fica na rua Japão, no bairro do Itaim-Bibi, em São Paulo.
E você termina de ler este post e pergunta: Quem é o autor da foto, Milton ? Inicialmente havia publicado que era o ouvinte-internauta João Arnaldo Jordon que, prontamente, me escreveu para chamar atenção para a confusão que eu havia feito. Ele nos mandou outra imagem que será divulgada, neste sábado, aqui no blog. Vou ficar devendo o nome do cidadão que tem reclamado pela falta de acessibilidade na calçada da rua Japão.
(São 23:26 de sexta, estou sentando diante do meu computador, pensando nas pautas do programa deste sábado e não é que surge o arquivo com o nome do autor da foto. Antes tarde do que nunca, João Montani Netto)
Aqui começa a violência
A violência no trânsito – revelada nos números da CET que você lê logo abaixo – se propaga a partir de atos muitas vezes inocentes como este registrado pelo colega da CBN Fernando Gallo, na rua Desembargador do Vale. Os motoristas que estacionaram seus carros diante do ponto de ônibus desta via do bairro Pompéia nunca pensaram na possibilidade de que o passageiro precisará ficar no meio da rua. E lá, o risco dele ser atingido por um carro, moto ou ônibus é muito maior. Gallo avisa que a prática é comum naquele local.
Paulista manchada de vermelho
Márcia Regina de Andrade Prado morreu na avenida Paulista atropelada por um ônibus enquanto pedalava para o trabalho. Ativistas fizeram homenagem para ela durante à noite no local do acidente. (Imagem do CMI)














