Avalanche Tricolor: só o Grêmio para fazer minha Porto Alegre!

Grêmio 3×2 Caxias

Gaúcho – Arena do Grêmio, Porto Alegre/RS

Foto: Lucas Uebel/GrêmioFBPA

Se haveria uma noite para voltar à minha Porto Alegre a noite seria a de hoje. Que maravilha de noite seria esta ao lado dos amigos que lá deixei. 

Inspirado na poesia de Mário Quintana, poeta querido da minha cidade, andaria pelas ruas encantadas que nem em sonhos sonhei. E pelas ruas que passaria, cantaria em voz alta a alegria de amar o time que sempre amei!

Na festa de 252 anos da minha cidade, comemoraria com todos os torcedores a vitória do nosso Grêmio, que mesmo tendo conquistado o mundo, jamais esquecerá que nasceu porto-alegrense.

Orgulhoso de sua origem, nossa camisa tricolor ostentou, na partida de hoje, lugares que já visitei: a Catedral onde pelo Grêmio rezei, a Goethe em que títulos comemorei e o Olímpico, que jamais esquecerei. 

Aproveitaria-me da luz de uma lua minguante que nesta noite de festa se espraia pelas esquinas esquisitas a destacar tanta nuança de paredes — e lá vem os Quintanares a me animar. Olharia “o mapa da cidade como  quem examinasse a anatomia de um corpo …” e sairia a procura de outros gremistas para comemorar. 

Encontraria Diego, Franco, Mathias, Walter e o guri Gustavo e com um abraço forte compartilharia meu orgulho de ser gremista, de torcer por este time, o único time desta cidade capaz de fazer de Porto um lugar realmente Alegre, nesta noite de aniversário.

Mundo Corporativo: Paula Bellizia, do Ebanx, fala da próxima revolução dos pagamentos digitais

Paula Bellizia em entrevista do Mundo Corporativo Foto de Priscila Gubiotti

“O pagamento digital é a espinha dorsal do comércio digital global.”

Paula Bellizia, EBANX 

No atual cenário, onde a inovação tecnológica se destaca como força motriz na transformação dos mercados globais, o setor de pagamentos se revela como um terreno promissor para mudanças impactantes. No Brasil, o Pix se apresenta como o exemplo mais expressivo dessa transformação, democratizando o acesso aos meios de pagamentos digitais. Paula Bellizia, presidente de pagamentos globais do Ebanx, com base em pesquisa realizada pela empresa, previu que o Pix vai virar o método de pagamento preferido na economia digital brasileira em 2026, empatando com o cartão de crédito.

Durante entrevista o Mundo Corporativo, da CBN, Paula, que também lidera a força-tarefa “Mulheres, Diversidade e Inclusão em Negócios” do B20 (fórum empresarial cujo objetivo é propor políticas públicas para o G20), compartilhou perspectivas sobre o avanço dos pagamentos digitais e a influência vital da liderança feminina nessas mudanças.

Fundado no Brasil há 12 anos com uma visão global, o Ebanx atua hoje em 29 países, conectando empresas internacionais a consumidores locais por meio de soluções de pagamento inovadoras. Paula enfatizou que ao integrar os métodos de pagamento preferenciais dos consumidores, o Ebanx facilita a entrada de empresas estrangeiras em mercados emergentes, promovendo um impacto positivo tanto no comércio digital quanto na vida das pessoas ao tornar o acesso a bens e serviços mais democrático e inclusivo:

“Nós estamos gerando a inovação necessária para transformar o ecossistema de pagamentos no mundo. Então, a partir do Brasil, a gente está mostrando como realmente mudar e com toda a experiência para o consumidor e para pequena empresa, também”. 

Dados do Ebanx indicam que 95% dos novos clientes de empresas optam pelo Pix em sua primeira compra, demonstrando a importância dessa modalidade no crescimento empresarial no país, o que justifica a recente incorporação do Pix por gigantes como Amazon e Google. Essa inovação, segundo Paula Bellizia, é um reflexo da capacidade do país de liderar mudanças significativas no cenário global de pagamentos.

Curiosamente, se as transações de pessoa para pessoa ou do cliente com a empresa ganharam essa agilidade, ainda existem muitos entraves nos pagamentos de empresa para empresa. Paula disse que cerca de 70% das transações B2B ainda são manuais e levam até 14 dias para serem concluídas, uma realidade que se transforma em oportunidade e tende a ser a próxima revolução dos pagamentos digitais:

“Tem muita inovação para acontecer ainda. Eu acho que a gente está no começo. Tem ainda a parte do comércio entre empresas. Tudo que a gente viu acontecer com os consumidores finais vai acontecer no mercado B2B. Aqui tem muita disrupção para acontecer, porque por curioso que seja esse é um mercado que parece ainda na era analógica”. 

Liderança Feminina e Inclusão

Paula Bellizia refletiu sobre sua experiência em posições de destaque em grandes empresas tecnológicas e como isso moldou sua visão sobre inovação, diversidade e inclusão. Ela acredita que o sucesso feminino inspira novas gerações.

“Acho que histórias femininas que mostrem que é possível e é possível com todas as escolhas. É possível se você quer ter uma família. É possível se você não quer ter uma família. É possível se você quer morar no Brasil. É possível se você quer morar fora do Brasil. É possível em tech. É possível em negócios. É possível!”

Sua liderança no Ebanx e na força-tarefa do B20 destaca-se não apenas pelos resultados empresariais mas também pelo compromisso com a construção de um ambiente corporativo mais inclusivo e representativo. Paula  consideraa diversidade uma alavanca para a inovação, argumentando que a pluralidade de ideias é essencial para criar soluções verdadeiramente disruptivas.

“Para mim como líder, a inovação só é possível a partir de perspectivas diferentes sendo trazidas pra mesa, a partir de uma cultura que incentive o diálogo e o desafio construtivo de ideias para que a gente tenha a ideia vencedora para companhia e não a ideia de pessoas individuais. Então, para mim, inovação e diversidade caminham lado a lado. Arrisco dizer que é impossível ter inovação sem diversidade”.

Assista  ao Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, domingo, às 10 da noite, em horário alternativo, e também fica disponível em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves, Priscila Gubiotti e Letícia Valente.

A entrevista de Paula Bellizia ao Mundo Corporativo traz à tona reflexões essenciais sobre o papel da inovação e da liderança feminina nos negócios globais. Suas palavras não apenas iluminam o caminho para futuras disrupções no setor de pagamentos digitais mas também reforçam a importância da inclusão e da diversidade como pilares fundamentais para o sucesso empresarial no século XXI: 

Fernando Nobre lança o livro “Homem Médico” que une coração, ciência e conhecimento.

Dr. Fernando Nobre, cardiologista e mestre na arte da comunicação, é a personificação do médico que todos almejamos ter. Convicto de que o conhecimento quando compartilhado pode salvar vidas, ele excede o papel tradicional do médico ao esclarecer e educar, fazendo da linguagem um instrumento de cura. Seu talento para transmitir informações de saúde de maneira compreensível tem o poder de prevenir doenças e de transformar o cenário médico como um todo. É o que chamo de médico comunicador!

No consultório, Nobre transforma complexidades médicas em diálogos claros, fortalecendo o vínculo entre médico e paciente e aumentando significativamente a eficácia do tratamento. Na CBN Ribeirão Preto, onde apresenta o quadro CBN Saúde, sua voz ganha novas dimensões e se espraia pelos diversos rincões alcançados pelas ondas do rádio. Nos livros, usa de sua escrita qualificada para traduzir a complexidade da medicina em palavras que encantam e informam. Foi um dos editores do “Tratado de Cardiologia SOCESP”, que ganhou o mais prestigiado prêmio de literatura do Brasil: o Jabuti, na categoria “melhor livro de ciências da saúde”, em 2006.

Agora, com “Homem Médico” (Novo Século), Dr. Nobre se aventura ainda mais profundo no tecido da existência humana. Mais do que um relato, o livro é uma odisseia que celebra a resiliência, a empatia e os valores éticos que formam a espinha dorsal da medicina. Acompanhamos a jornada de Dr. Reinaldo, um médico cuja vida e prática são um espelho da própria alma da medicina – cheia de desafios, mas também repleta de triunfos silenciosos.

A escolha de Dr. Reinaldo de tratar pessoas e não doenças ressoa com um apelo por uma medicina mais compassiva, que vê cada paciente como um universo único de necessidades e histórias. Através da narrativa de Fernando Nobre, somos convidados a entender que a medicina é tanto uma arte quanto uma ciência – um equilíbrio delicado que poucos conseguem sustentar com tanta graça.

Dr Fernando Nobre, seu personagem Dr Reinaldo e o livro esperam você na Livraria da Vila, do Shopping Eldorado, nesta quinta-feira (dia 21 de março), a partir das 18h30.

Avalanche Tricolor: gols que confirmam talentos

Caxias 1×2 Grêmio

Gaúcho – Centenário, Caxias do Sul/RS

Cristaldo comemora mais um em foto de Lucas Uebel/GrêmioFBPA

Diego Costa e Franco Cristaldo fizeram os gols que aproximam o Grêmio de mais uma final de Campeonato Gaúcho. Não foram os gols suficientes para garantir passagem antecipadamente, mas deixam a classificação bem encaminhada, considerando que a próxima partida é na Arena, de preferência sem chuva, com gramado melhor e um futebol mais competitivo — ao menos mais do que aquele do primeiro tempo quando, curiosamente, conseguimos sair de campo com vantagem no placar.

Os dois gols que marcamos tem significados que vão além da abertura de caminho para a final. O de Cristaldo reforça o que já havíamos conversado nesta Avalanche: o argentino é um dos jogadores mais efetivos do Grêmio, desde a temporada passada. Marcando gols (15 até agora) ou servindo os colegas, sempre deixa seu registro apesar de nem sempre aparecer como o destaque da partida. É um camisa 10 discreto e produtivo. 

Na jogada do gol que teve a tabela de Diego Costa e o cruzamento de Villasanti, Cristaldo fez um cabeceio perfeito, com o movimento coordenado do corpo no ar, o que provocou o rebote do goleiro. Na sequência e sem perder a passada, concluiu nas redes e mais uma vez foi responsável por abrir o placar. Isso já havia acontecido na semana passada. 

O gol de Diego Costa foi o prêmio que o atacante recebeu pelo futebol que apresentou, especialmente no segundo tempo, quando o time passou a competir mais, dominar o jogo e impor perigo ao adversário — e se jogamos assim na etapa derradeira, Diego Costa teve tudo a ver com isso. Ele saiu mais da área, teve a proximidade dos companheiros, e foi responsável pelas principais tabelas que nos aproximaram do gol. Impôs perigo nos marcadores e foi o responsável pelo pênalti que nos permitiu ampliar a vantagem.

O atacante bateu o pênalti com a segurança que se espera de alguém que tem o talento e a experiência dele. Ao marcar o seu terceiro gol em três partidas e ter tido a melhor atuação desde que chegou, Diego Costa sinaliza ao torcedor que podemos confiar nele para a temporada que vai muito além do Gaúcho. 

Na Semana do Sono, um convite para repensar a forma como dormimos, inspirado em Cristiano Ronaldo

Photo by Miriam Alonso on Pexels.com

Acordar às 4h15 da manhã para trabalhar faz parte da minha rotina. Nada a reclamar! Considero-me um privilegiado. Levanto-me ainda na madrugada, de bem com a vida, para fazer o melhor que poderia desejar no trabalho que escolhi. Ao longo da carreira profissional, enfrentei horários ainda mais estranhos. Quando cheguei em São Paulo, em 1991, meu expediente começava à meia-noite. Mesmo que isso tenha acarretado alguns desgastes físicos e emocionais – e até um acidente de carro -, sobrevivi.

Apesar do horário em que acordo, vou para a cama mais tarde do que o recomendável, causando preocupação na família e espanto nos amigos. À medida que os anos passam – e já se foram 60 – presto cada vez mais atenção à necessidade de melhorar a qualidade do meu sono, um dos pilares de uma vida saudável, ao lado da alimentação, da atividade física e da saúde mental.

Minha curiosidade se intensificou ao saber que Cristiano Ronaldo, figura que dispensa apresentações, adota uma estratégia de sono que inclui dormir cinco vezes ao dia, por uma hora e meia — ao menos é o que li na manchete de um site. A imprecisão das notícias a respeito dos méritos do futebolista português sugeriu que, além das oito horas de sono noturno – consideradas ideais pela maioria dos especialistas – ele também fazia estas sestas durante o dia. Essa informação pareceu desencontrada, a conta não fechava, especialmente ao considerar os compromissos profissionais do craque.

Na realidade, Cristiano Ronaldo segue a “dieta do sono” de Nick Littlehales, um ex-jogador de golfe britânico que dedicou seus estudos a entender como podemos dormir com mais qualidade. Como principal “treinador do sono” de figuras notáveis do esporte, desde o ciclismo até o futebol, da NBA à NFL, Littlehales aplicou seus estudos em equipes como Manchester e Liverpool, bem como no British Cycling e no Team Sky. Ele é enfático ao desmentir o mito de que “dormir oito horas por noite” é essencial, uma ideia que tem tirado o sono de muitas pessoas, inclusive eu.

Interessante notar que o treinador não nega a necessidade de descansarmos cerca de um terço do dia. Contudo, está ciente de que manter um sono contínuo de oito horas é praticamente impossível. Obrigado, Nick!

Nesta semana, concluí a leitura de “Sono, mude seu modo de dormir em 90 minutos”, de Nick Littlehales, lançado no Brasil pela editora Rocco. O livro se mostrou providencial, não só pela minha crescente preocupação com o tema, mas também por coincidir com a Semana do Sono, que se celebra até o dia 17 de março, domingo. A obra esclareceu as notícias desencontradas sobre o hábito de sono de Cristiano Ronaldo e me fez repensar minha própria rotina de descanso.

Alerto, no entanto, que antes de você se arriscar por qualquer fórmula que possa lhe fazer dormir melhor, é fundamental que procure um médico de confiança e especialista no assunto e discuta a melhor estratégia, considerando sua rotina e necessidades.

Littlehales enfatiza a importância de respeitarmos o ciclo natural de 90 minutos do sono, crucial para não interrompermos as distintas fases pelas quais passamos enquanto dormimos. Ele sugere que, em 24 horas, devemos completar de quatro a cinco desses ciclos, sejam eles contínuos ou fragmentados, tal como Cristiano Ronaldo aparentemente pratica.

Contrariando a opinião da maioria dos especialistas, Littlehales vê a possibilidade de recuperarmos o sono perdido. Ele propõe que, se não conseguirmos completar os cinco ciclos de sono em um dia, tentemos alcançar 35 ciclos em uma semana. Porém, destaca: se dormimos mal durante a semana, não basta simplesmente prolongar o sono nos fins de semana.

O autor aconselha que definamos um horário para acordar e o sigamos religiosamente. Com base nisso, calculamos o total de sono necessário. Se planejamos acordar às 6h30, o momento de dormir deve ser escolhido para não interromper um ciclo de sono de 90 minutos, podendo ser às 21h30, 23h, 0h30, 2h, 3h30 ou 5h.

Na visão do ‘coach do sono’, descansar vai além de dormir. Integrar períodos de recuperação controlada (CRP), que durem 30 minutos, pode ser extremamente benéfico. Práticas como meditação, relaxamento e música são algumas das formas de CRP sugeridas por Littlehales.

A posição ao dormir também é crucial. Preferencialmente, devemos dormir de lado, com o braço predominante para baixo e os joelhos levemente dobrados, numa posição que remeta à fetal. Isso porque o cérebro se sente mais protegido e propenso ao relaxamento.

Antes de ir para a cama, é importante ‘descarregar’ o dia e se desconectar do celular, evitando distrações que possam impedir o sono. Dormir em um ambiente totalmente escuro, sem as luzes stand-by de eletrônicos, e manter o quarto em uma temperatura mais baixa do que o resto da casa são práticas recomendadas. Trocar as roupas de cama com frequência e considerar dormir sozinho para evitar perturbações mútuas também fazem parte das sugestões de Littlehales.

Refletindo sobre as orientações de Littlehales e aplicando-as à minha experiência, percebo que buscar um sono de qualidade transcende o âmbito pessoal, tocando numa necessidade coletiva. Nosso mundo valoriza a ocupação constante, muitas vezes em detrimento do descanso necessário. Porém, ao adotarmos uma abordagem mais consciente e adaptada ao sono, não beneficiamos apenas a nós mesmos, mas também fomentamos uma mudança cultural que reconhece e valoriza o descanso como um pilar fundamental para uma vida saudável e produtiva. Ao compartilhar nossas descobertas e práticas, podemos inspirar outros a repensar suas rotinas de sono, contribuindo para uma sociedade mais descansada, saudável e eficiente. Pensamento que se conecta com o tema central da Semana do Sono, promovida pela Sociedade Brasileira do Sono e entidades parceiras: “oportunidade de sono a todos para saúde global”.

Mundo Corporativo: a jornada de resiliência e autodescoberta de Leonardo Simão

Nos bastidores do Mundo Corporativo em foto de Priscila Gubiotti

“A gente não precisa controlar nada externo, basta a gente controlar a nossa reação” 

Leonardo Simão, empreendedor

No universo do empreendedorismo, a jornada de Leonardo Simão se destaca s pelo seu sucesso como empreendedor em série, mentor, investidor e autor, e também pela sua profunda compreensão da importância da resiliência mental e do autoconhecimento. Em entrevista ao programa Mundo Corporativo, Simão compartilha ideias valiosas sobre os desafios e estratégias para prosperar em um cenário de negócios altamente competitivo.

O autor do livro “Do zero ao Exit, um manual completo do mundo da criação e captação de recursos para startups” argumenta que o cerne do sucesso empresarial não reside na ideia ou na execução, mas na capacidade do empreendedor de lidar com adversidades.

“O maior fator do sucesso de qualquer empreendedor, de qualquer empresário, não está na execução apenas, não está na ideia, não está no negócio, está na sua resiliência mental, está na sua saúde mental para lidar com todos os desafios”.

A filosofia do estoicismo, que Simão adotou após um período de intensa reflexão e busca pessoal, tornou-se uma pedra angular em sua vida e negócios. Ao abraçar conceitos como a dicotomia do controle e a importância do julgamento individual na percepção de eventos, Simão encontrou um equilíbrio que lhe permitiu enfrentar as incertezas do mundo dos negócios com uma mente mais tranquila e focada.

“Quando a gente entende o mindset positivo, a gente vê que não tem nada bom nem ruim na nossa vida. As coisas simplesmente são. E o que torna elas boas ou ruins é o nosso julgamento. Então, a partir do momento que você começa a controlar o seu julgamento, controlar a forma como você, age, como você reage, tudo muda”.

Simão compartilha sua trajetória de altos e baixos, desde o apogeu com a Bebê Store, uma líder em e-commerce, até momentos de introspecção profunda que o levaram a questionar o verdadeiro significado da felicidade e do sucesso. Esta jornada o inspirou a desenvolver o método “Calma da Mente”, visando ajudar outros empreendedores a encontrar paz e clareza em meio às pressões do ambiente de negócios.

Ao discutir a aplicação prática da filosofia estoica no empreendedorismo, Simão destaca a importância de focar no que se pode controlar e adotar uma mentalidade positiva. Ele enfatiza que, ao mudar nossa reação às circunstâncias, podemos transformar desafios em oportunidades de crescimento e aprendizado.

“Foque sempre em você, nunca foque no que está tá fora de você”.

Além disso, Simão toca em um tema de crescente relevância: o impacto da saúde mental no desempenho e sustentabilidade dos negócios. Ele argumenta que a produtividade e o bem-estar da equipe estão intrinsecamente ligados à saúde mental dos líderes e colaboradores, fazendo um apelo por uma maior atenção a este aspecto essencial do ambiente de trabalho.

Assista à entrevista com Leonardo Simão

A entrevista com Leonardo Simão serve como um lembrete oportuno da complexidade do empreendedorismo e da importância de cultivar uma mente saudável e resiliente. Suas experiências e ideias oferecem valiosas lições para empreendedores que buscam não apenas o sucesso nos negócios, mas também uma vida mais equilibrada e significativa.

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN; aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo; e está disponível no podcast do Mundo Corporativo. Colaboram com o programa Carlos Grecco, Letícia Valente, Débora Gonçalves, Priscila Gubiotti e Rafael Furugen.

Conte Sua História de São Paulo: no centro que era referência dos paulistanos

Alvaro Gullo

Ouvinte da CBN

Do alto da Catedral da Sé Foto: Mílton Jung

Se minha memória não estiver falhando, aos 85 anos, era um prazer muito agradável andar pelo centro de São Paulo. 

O passeio começava na catedral da Praça da Sé com uma caminhada em direção a rua Direita. Passava na confeitaria Vienense e chegava a Praça do Patriarca onde está a igreja de Santo Antonio.

A caminhada seguia pelo Viaduto do Chá para encontrar a loja Mappin, com seu famoso chá da tarde, no topo do prédio, bem em frente ao Teatro Municipal, onde assistíamos o que havia de melhor em espetáculos teatrais.

O percurso costumava seguir pela Barão de Itapetininga tendo como destino a Praça da República com seus lagos e chafarizes. Ficava ali o Instituto de Educação Caetano de Campos, onde estudei desde o jardim da infância, passando pelo primário e o  ginásio.

Do outro lado começavam os inúmeros cinemas. Era a Cinelândia que se estendia pela São João e arredores: Cine República, Marabá, Ipiranga, Ritz, Ópera, Marrocos, Windsor, Metrópole … por eles passamos nossa juventude no cotidiano de um centro da cidade que era referência para todos os paulistanos.

Ouça o Conte Sua História de São Paulo

Álvaro Gullo é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva o seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, visite o meu blog miltonjung.com.br ou o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

IA na mídia: inovação e desafios no limiar do digital

Foto de ThisIsEngineering

O Sora escandalizou com suas imagens que extrapolam o limiar entre o real e o digital. A nova ferramenta de inteligência artificial, para criação de vídeos com até um minuto, da OpenAI, nem foi aberta ao público e tem causado alvoroço entre entusiasmados e céticos digitais. Independentemente de qual “torcida” você faça parte, o certo é que a velocidade com que os avanços da IA estão ocorrendo são de tirar o fôlego e prejudicam nossa capacidade de interpretação dos fatos. Sequer conseguimos perceber, menos ainda explorar, as potencialidades do ChatGPT, criado há menos de um ano e meio. 

Na edição desta semana do Cartograma, newsletter criada por dois ex-colegas de redação, Leonardo Stamillo e Leandro Mota, ambos com passagem pelo Twitter, encontrei referência a artigo que discute a necessidade de os grupos de mídia – leia-se, aqui, nós jornalistas – trabalharem juntos para explorar a IA de maneira produtiva e criativa. Ainda que mal comparando: como se reproduzissemos o consórcio de veículos de mídia, criado, no Brasil, para a divulgação diária de número de mortes e casos de covid-19, mas agora para estudar e entender o avanço da IA . “A IA é uma grande oportunidade para a mídia noticiosa. Não vamos estragar tudo” (em tradução livre) foi escrito por Vivian Schiller e Trei Brindrett  e publicado na Columbia Journalism Review.

Os autores demonstram a preocupação de os grupos de comunicação desperdiçarem as oportunidades oferecidas pela IA generativa com discussões tão improdutivas quanto já perdidas que visem barrar o desenvolvimento dessa tecnologia por temerem o fim do que ainda resta das mídias.  

“Desta vez, a indústria noticiosa não tem tanto tempo para resistir à revolução da IA e ignorar a mudança nas expectativas dos consumidores. A  tremenda velocidade das mudanças desde que o ChatGPT desencadeou uma corrida armamentista generativa de IA exige que avancemos agora. Não fazer isso pode significar ceder o futuro da descoberta e criação de notícias a novos players tecnológicos.”

Vivian Schiller e Trei Brindrett 

Sete áreas em que as mídias devem discutir o uso da IA

Diante do fato que startups e grandes empresas da tecnologia já experimentam  ferramentas que ‘mineram’ o noticiário, mixam reportagens e transformam em novos artigos, Vivian e Trei questionam se os grupos de mídia estão dispostos a se unirem em busca de soluções que preservem seu ecossistema – leia-se, aqui, os nossos empregos. Têm dúvidas se o nível de concorrência entre as organizações permitiria essa inédita união para a sobrevivência do negócio. 

Intrigados com seus próprios questionamentos, os autores conversaram com editores e executivos de redações, elencaram sete áreas em que as empresas de comunicação devem pensar em agir, e apresentaram questões que precisam ser respondidas por quem busca uma saída honrosa da mídia em meio ao caos que as IAs provocam. 

  1. IA na redação: discute como a IA generativa pode mudar operações, funções e a criação de conteúdo nas redações.
  2. Propriedade intelectual e grandes modelos de linguagem:  reúne questões de direitos autorais e compensação pelo uso de conteúdo jornalístico no treinamento de modelos de IA.
  3. Transformação do modelo de negócios: avalia o impacto da IA generativa nos modelos de negócios existentes e novas oportunidades de receita.
  4. Protegendo contra preconceitos: enfatiza a importância de mitigar preconceitos nos resultados gerados por IA para garantir a equidade e precisão.
  5. Tecnologia e produtos para o consumidor: considera novos produtos e serviços que as redações podem oferecer, aproveitando a IA para atender às expectativas dos consumidores.
  6. Diretrizes editoriais para construir confiança: destaca a necessidade de diretrizes claras sobre o uso de IA para manter a confiança do público.
  7. Políticas públicas: aborda a necessidade de envolvimento em discussões políticas sobre a regulação da IA generativa no jornalismo.

Vou ater meus palpites a apenas duas das sete áreas.

IA na redação 

A integração da IA generativa nas redações pode transformar profundamente os métodos de trabalho, introduzindo eficiência na coleta e redação de notícias, além de criar possibilidades para a geração de imagens e conteúdo personalizado. 

As funções atuais podem evoluir para incluir a curadoria e supervisão de conteúdo gerado por IA, enquanto novas funções podem surgir para gerenciar a interação entre IA e processos jornalísticos. 

Os repórteres já têm à disposição ferramentas para automatizar tarefas rotineiras, permitindo mais tempo para o jornalismo investigativo e a análise profunda. Claro que aqui sempre cabe a pergunta: se usamos ferramentas que otimizam nosso tempo, saberemos como tornar produtivo o tempo conquistado?

Algumas tarefas que podem ser automatizadas por IA nas redações incluem a coleta e compilação de dados para reportagens, a geração de rascunhos de artigos sobre eventos rotineiros, a análise de tendências em grandes volumes de dados, a transcrição de entrevistas, a identificação do humor do seu público, a partir da avaliação dos comentários, e a criação de conteúdo visual básico.

Uma atividade a ser explorada é a criação de infográficos utilizando IA. Essas ferramentas podem analisar grandes volumes de dados para identificar tendências, padrões e ideias significativos, que depois podem ser transformados em infográficos visualmente atraentes. Além de automatizar a análise de dados, a IA também pode ajudar no design de infográficos, sugerindo layouts, cores e tipos de gráficos baseados em melhores práticas de design e na natureza dos dados. Isso permite aos repórteres e designers focar na narrativa e na precisão da informação, ao mesmo tempo em que aproveitam a eficiência e a criatividade impulsionada pela IA.

Tecnologia e produtos para o consumidor 

As empresas de notícias podem explorar produtos inovadores baseados em IA, como newsletters personalizadas, assistentes virtuais para fornecer notícias e análises sob demanda, plataformas interativas para exploração de dados jornalísticos, e aplicativos que utilizam IA para adaptar conteúdo ao comportamento e preferências do usuário.  Estas são áreas onde a IA  já tem mostrado potencial significativo. 

Referências como o “Digital News Report” do Reuters Institute fornecem ideias sobre tendências de consumo de notícias digitais e a aceitação de tecnologias baseadas em IA, transformando-se em excepcionais guias para a elaboração desses novos produtos.  

Além disso, há casos como o The Washington Post que criou o AI Hub, uma equipe operacional que coleta ideias relacionadas à IA de toda a organização e cria provas de conceito para as ideias mais promissora. O tradicional jornal ilustra como a inteligência artificial pode ser empregada na produção de notícias automatizadas e personalizadas, demonstrando o equilíbrio entre inovação, proteção de dados e manutenção da confiança do usuário. 

Estes exemplos sublinham a importância de complementar o trabalho humano com a IA, focando em nichos de mercado e na qualidade do jornalismo para competir efetivamente com empresas de tecnologia. Complementar e não substituir o trabalho humano – leia-se, aqui, o meu trabalho. 

Vivian e Trei estão comprometidos em levar as questões emergentes da IA generativa para uma discussão ampla com acadêmicos, líderes de mídia e jornalistas, buscando soluções profundas e inovadoras.  Eles, assim como toda a sociedade interessada no debate plural e público, que os meios de comunicação proporcionam, enfrentam o desafio urgente de encontrar respostas eficazes antes que as rápidas inovações em IA transformem ainda mais o cenário da mídia, levando-o para o que poderíamos chamar de ponto de não retorno.

Avalanche Tricolor: a esperança entrou em campo!

Grêmio 6×2 Santa Cruz

Gaúcho – Arena do Grêmio, Porto Alegre/RS

Du Queiroz e Pavón comemoram em foto de Lucas Uebel/GrêmioFBPA

Veio do banco o ânimo que o torcedor do Grêmio buscava para ter esperanças de uma boa temporada em 2024. Faltando três rodadas para o final da fase de classificação, mesmo sem ter corrido nenhum risco e estar disputando a ponta da competição desde o início, havia um burburinho que expressava a desconfiança com o elenco. 

Mal acostumados com a excepcional contratação de Luis Suarez, no ano passado, os gremistas sinalizávamos decepção com os poucos reforços que haviam chegado; sem contar a frustração com a lesão de Soteldo, que despontava como o grande destaque no início da temporada.

Antes de fechar a janela de contratação, porém, a direção trouxe Diego Costa, Du Queiroz e Cristian Pavón – os três com status para serem titulares. Se o primeiro ficou no camarote, enquanto recupera a forma física, os dois últimos já estavam à disposição do time e assistiram do banco o primeiro tempo instável da equipe. 

Após dois gols marcados rapidamente, pelos pés de Gustavo Nunes (que baita guri, hein!) e Cristaldo, o time cedeu o empate e revelou a fragilidade no esquema defensivo. O muxoxo do torcedor aumentou assim que os jogadores deixaram o gramado no intervalo. 

Na volta do vestiário, Pavón e Du Queiroz estavam escalados. E, em campo, demonstraram um entusiasmo que contagiou os colegas e a torcida. 

O atacante argentino infernizou o jogo pelo lado direito com dribles, velocidade, passes qualificados e disposição na marcação. Enquanto isso, o meio campista recém-chegado da Rússia se aproximou de Pavón, tabelou, distribuiu bem a bola de um lado e de outro, apareceu dentro da área, criou chances de gol e desarmou quando foi exigido.

Pavón saiu de campo aplaudido por todos após marcar o gol que colocou o Grêmio à frente do placar e dar duas assistências para consolidar a goleada, que nos eleva à liderança parcial do campeonato, com melhor ataque e melhor saldo de gols. 

Na entrevista, ao fim da partida, o argentino disse estar feliz com a estreia. Felicidade esta compartilhada por todos nós torcedores que estávamos apenas a espera de algum sinal para voltar a acreditar no potencial do Grêmio. Os sinais foram vistos hoje à tarde na Arena! 

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: como fica o cliente diante da fusão que remodela o mercado da moda brasileira

Foto de cottonbro studio

“A ambição que está por trás (dessa fusão) é garantir no fundo perenidade e geração sustentável de valor do negócio”

Cecília Russo

Em um movimento sem precedentes no mercado da moda brasileira, a fusão entre os grupos Arezzo Co. e Soma promete redefinir o panorama nacional, unindo mais de 30 marcas sob um único “guarda-chuva”. Este evento foi o centro das atenções no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, apresentado por Jaime Troiano e Cecília Russo, no Jornal da CBN. A união destas gigantes não apenas sinaliza um novo capítulo para o setor, mas também levanta questões importantes sobre o futuro do branding, da perenidade dos negócios e, mais crucialmente, do impacto sobre o consumidor.

Cecília Russo destaca a magnitude deste acordo, citando a expectativa de que as receitas brutas da fusão vão ultrapassar ou chegar perto de 12 bilhões de reais: 

“Uma das falas dos líderes, o Alexandre Birmann, diz o seguinte: “nós tivemos diversas marcas e sempre crescemos, com a soma não será diferente”. As possibilidades de crescimento são ainda maiores”

A discussão levantada pelos comentaristas não se limita ao crescimento e às sinergias operacionais esperadas dessa fusão. Ela se aprofunda nas implicações para o consumidor, seja em termos de diversidade de escolha, qualidade dos produtos ou mesmo identidade das marcas envolvidas. 

Jaime Troiano expressou a preocupação pela ausência de falas sobre como ficará o cliente diante desta fusão. E foi buscar nas redes sociais a reação do público que variou desde o otimismo com a capacidade da união em “levar a moda brasileira para o mundo”, até preocupações sobre a perda de identidade das marcas e os possíveis impactos negativos de um mercado menos competitivo: 

“No fundo, fala-se muito de marcas serem ‘consumer centric’, que o consumidor tem de estar no centro dos planos de uma empresa; ou seja, guiadas por ele. Mas na hora de falar de um mega negócio que tem esse valor a partir da relação construída, fala-se muito pouco do consumidor”

Cecília Russo, por sua vez, enfatiza a importância de manter o consumidor no centro dessas transformações, argumentando que “só constrói marca forte quem entende de gente”. O que nos remete a ideia de que há a necessidade de uma abordagem mais humana e centrada no cliente em meio às estratégias corporativas.

A marca do Sua Marca

A essência desse comentário reside na importância de colocar o consumidor no centro das decisões empresariais, especialmente em meio a fusões e aquisições que têm o potencial de alterar drasticamente o mercado. A transparência, a comunicação eficaz e a manutenção da essência de cada marca sob a nova estrutura corporativa são cruciais para mitigar as preocupações e especulações dos consumidores.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo, que trazem análises profundas e debates sobre os mais recentes fatos no mundo do branding e do marketing. A sonorização é do Paschoal Júnior: