Os consumidores são os novos vendedores

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Moda feminina foi um dos destaques na pesquisa Foto: PIXABAY

 

Oportunamente, tendo em vista o Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, comemorado no domingo, a Hi Platform, empresa especializada no mercado de e-commerce, fez uma pesquisa de satisfação com os consumidores nos 69 segmentos em que atuam os 760 e-commerces que atende.

 

Com o nome de “Estudo de Satisfação do E-consumidor 2019”, o levantamento considerou o período de janeiro a dezembro, e  usou a metodologia do NPS Net Promoter Score.

 

O NPS mede a satisfação do cliente a partir da pergunta “ de uma escala de 0 a 10 quanto você indicaria a empresa, o serviço ou o produto a outra pessoa? ”.

De 0 a 6 ficam os Detratores.

 

De 7 a 8 os Neutros

 

De 9 a 10 os Promotores.

O escore é estabelecido diante do cálculo do percentual de Promotores (P) e Detratores (D) da marca que é aplicado na fórmula P – D/Número de respondentes.

As empresas são classificadas em escalas, de maneira que na escala entre -100 a 0 fica a zona Crítica, entre 1 e 50 a zona de Aperfeiçoamento, entre 51 e 75 a zona de Qualidade, e entre 76 e 100 a zona de excelência.

O destaque positivo ficou com o setor de Moda Feminina, seguido por Calçados e Cosméticos, enquanto que Viagens, Seguros, Moda Masculina e Artigos para festa estão na zona de Aperfeiçoamento.

 

Foram também computados pelo levantamento os reviews, ou seja, as avaliações efetivadas pelos consumidores para produtos adquiridos, atendimento, entrega e processo de compra desde a escolha do produto até a efetivação da compra.

 

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Cosméticos também aparecem com boa performance Foto: PIXABAY

 

Para quem há 20 anos ouviu muito a contragosto que jamais se compraria Moda pela internet, é no mínimo satisfatório identificar que a Moda está na zona de Excelência em termos de satisfação do consumidor de e-commerce. Ao mesmo tempo é importante ao pessoal da Moda masculina observar a diferença entre as notas obtidas com a Moda feminina, porque em princípio as roupas masculinas têm menos variáveis.

 

Foram 2,7 milhões de avaliações. Cosméticos, Calçados e Moda feminina ficaram com o destaque.

 

Outro item mensurado foi relativo a elogios e críticas, quando surpreendentemente houve predominância quase absoluta de elogios.

 

A pesquisa incluiu a medição das interações com perguntas e respostas entre consumidores e marcas, somando 820 mil comunicações, onde Cosméticos, Móveis e Colchões, e Moda Feminina lideraram.

 

Para Fernando Shine especialista em experiência do consumidor em e-commerce da HiPlatform e responsável pelo levantamento ressaltou que:

“Os consumidores são os novos vendedores. E a troca de informações não só soluciona dúvidas para um ou para outro, como cria feedbacks que, na maioria das vezes, esclarece dúvidas de outros consumidores. Isso gera credibilidade e cumplicidade dentro do ambiente digital”

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Mercado de carros de luxo no Brasil cresce apesar da crise no setor automotivo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Mundos opostos: o mercado automotivo no Brasil vive um momento difícil com a crise econômica no país. O aperto no financiamento, principalmente para consumidores de carros populares, diminuiu ainda mais a fatia das principais gigantes do setor – General Motors, Fiat, Volkswagen e Ford. O resultado é que fabricantes estão parando sua produção e demitindo funcionários como se percebe no noticiário. Por outro lado, o mercado de carros de luxo está em pleno crescimento, alheio à crise.

 

De acordo com dados do jornal O Estado de São Paulo, BMW, Audi e Mercedes-Benz, que juntas dominam 70% do mercado automotivo de alto padrão no Brasil, venderam cerca de 14 mil unidades de janeiro a abril, o que representa um crescimento de 18% somente nesse período. São veículos com preços que variam de R$ 96 mil a R$ 960 mil reais.

 

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Com tantas incertezas que vive o país, muitos devem se questionar: quem são esses consumidores?

 

O mercado de luxo lida com um público de altíssimo poder aquisitivo, a princípio não atingido por crises econômicas ou, certamente, em menor escala.

 

É essencial ressaltar que há um questão comportamental muito importante que comanda boa parte desse consumo. Quem vive a experiência do luxo há algum tempo tende a ter um comportamento mais sutil na busca por novos produtos, principalmente em tempos de crise.

 

Ao mesmo tempo, cresce cada vez mais o número de milionários no Brasil, criando uma demanda de compradores ávidos por novidades, pelo consumo, por usufruir de seu poder aquisitivo relativamente recém conquistado. E automóvel é uma paixão nacional. Sonho de consumo de muitos brasileiros. E símbolo de status.

 

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Uma vez que parcela desses consumidores adquire condição privilegiada pode por prática esse sonho e comprar automóveis de marcas prestigiosas como BMW, Audi, Mercedes-benz, Volvo, Land Rover, Porsche ….

 

E você, com qual carro você sonha ainda possuir?

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP, MBA em Marketing pela PUC-SP e MBA em Gestão do Luxo na FAAP. É autor do Blog Infinite Luxury e escreve, às sextas-feiras, no Blog do Mílton Jung.