Novo simulador gera experiência de dirigir Ferrari e estimula compras, em loja de Milão

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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A montadora italiana Ferrari, ícone do mercado de alto luxo automotivo, agora oferece simuladores de F1 aos clientes de sua loja, em Milão. Com isso, os consumidores têm o privilégio de ficar atrás do volante de uma das quatro “máquinas” de corrida, durante a visita ao histórico Palazzo Ricordi, próximo da Piazza del Duomo. Máquina, aliás, desejada por milhares de apaixonados por carros, velocidade, design e esportividade (sonho, inclusive, de muitos dos pilotos de fórmula 1).

 

Antes encontrados apenas no Museu Ferrari, em Maranello, os primeiros simuladores de F1, em um ponto de vendas da escuderia, possuem telas de alta definição com 180 graus, ao redor do motorista, permitindo a imersão plena na emoção de dirigir uma Ferrari. A intenção da marca foi agregar entretenimento à experiência de compra dos consumidores.

 

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Hoje, no luxo contemporâneo, muito mais do que os produtos em si, o que vale é a experiência.

 

O uso dos simuladores oferece aos clientes, a maioria deles sem nenhuma possibilidade de comprar um modelo da Ferrari, o privilégio de vivenciar as sensações que são proporcionadas às raras pessoas que podem rodar a bordo dos carros da marca.

 

Ao provocar a satisfação desses consumidores, as vendas da loja de Milão são alavancadas. A percepção de estarem andando em alta velocidade com uma Ferrari, os estimula a consumir ainda mais produtos que são desenvolvidos pela escuderia italiana a preços acessíveis, tais como roupas, bonés, chaveiros e outros acessórios.

 

Permite que esses clientes se sintam privilegiados por serem capazes de manter um relacionamento com a marca pela qual são apaixonados.

 


Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung

A realidade dos vôos virtuais

Por Armando Ítalo

Temos a nossa disposição na prateleira das lojas especializadas em softwares uma variedade enorme de games criados para nos proporcionar momentos de distração, abstração e lazer, que  podem se transformar em um hobby saudável ou prejudicial.Muitos jogadores preferem os games agressivos, de guerra, com tiroteios, policiais, aqueles nos quais o jogador atira virtualmente em algum alvo com o propósito de matar, ferir e destruir. Há, também, os games construtivos, que fazem bem a saúde mental e a personalidade do jogador, os que contribuem positivamente na formação, são  produtivos, didáticos e, como não, filosóficos.É sobre este tipo de game que vamos comentar. Em especial os simuladores de vôo.

Conheci a aviação virtual há 15 anos, apresentada pela minha mulher Adine. Passei a usufruir dos dois mundos da aviação, paralelamente, o real e o virtual. Iniciei-me em um velho computador de 32 MB de memória RAM e HD de 1 GB. Um computassauro da espécime Lentium que em lugar de memória tinha uma vaga lembrança.

Os primeiros simuladores de vôo surgiram em 1977 com a assinatura da subLOGIC Corporation. A Microsoft iniciou-se nesta aventura aérea, na década de 80, desenvolvendo e produzindo programas de vôo para computador pessoal, o Flight Simulator. Com o tempo cada vez mais os aficionados em aviação compravam o software. E o simulador foi sendo aperfeiçoado oferecendo ao “piloto” uma boa dose de realismo próxima a aviação real.

Para tanto, add-ons e acessórios foram criados por desenvolvedores no mundo inteiro e distribuídos gratuitamente aos pilotos virtuais em sites especializados como Flifgtsim ou Avsim. Aeronaves, cenários, sons, painéis, instrumentos, condições de clima permitiram que os vôos virtuais oferecessem mais realismo. Só faltam as sensações físicas e a força sentidas numa aeronave real. Em termos de vôo por instrumentos IFR nada  deve a percepção de quando estamos no cockpit de uma aeronave de verdade. Abordo de uma aeronave virtual voa-se em tempo e condições de clima real.

Tente os sites da VATSIM BR e da IVAO. Há possibilidade de voar on line em redes desenvolvidas para proporcionar mais prazer, satisfação e realismo ao piloto. Oportunidade para treinar, estudar, aprimorar-se, divertir-se, relaxar com o auxílio de profissionais da aviação real como pilotos, ex-pilotos e controladores de vôo. Tudo isso de graça e de maneira voluntária.

Assim. meus caros leitores, na aviação virtual, tive a felicidade de contribuir, ao lado de muitos outros pilotos que formam a turma dos Velhinhos.com, para que jovens prodígios – equivocadamente chamados de Nerds – ingressassem na sonhada e concorrida aviação real. Garotos que estão trabalhando em companhias aéreas mundo afora, pilotando aeronaves de verdade, atuando como engenheiros, formados em Ciências Aeronáuticas no ITA, na função de mecânicos, técnicos entre tantos outras atividades relacionadas ao setor. Recentemente soube de dois jovens que foram aprovados no concurso para controlador de vôo da ANAC.

Aproveite o que os games tem de melhor. E até o próximo vôo.

Armando Ítalo Nardi é ouvinte-internauta da CBN, piloto e apaixonado por aviação.