A Moda veste a sustentabilidade

Foto: Pixabay

 

Em março, presenciamos no MIS SP –  Museu da Imagem e do Som, a Rede Brasil do Pacto Global lançar uma nova estratégia de atuação, no ano em que comemora seu 20º aniversário e a ONU, 75 anos. O Plano com métricas e estratégias para as 900 empresas signatárias do Pacto Global estará sendo realizado em parceria com a Consultoria Falconi.

Viviane Martins, Presidente da Falconi Consultoria de Resultados, ressaltou que as empresas brasileiras têm enfrentado duas questões fundamentais em relação aos ODS.  

ODS Objetivos de desenvolvimento sustentável é um conjunto de metas socioambientais definidas pela ONU, composto de 17 objetivos e 169 metas. Os ODS são aplicados por países e empresas para políticas e projetos ambientais e de sustentabilidade. 

As duas questões apontadas por Viviane referem-se a Governança e Gestão.

A Governança por não entenderem que os ODS não são uma questão de Marketing, mas de perenidade da empresa.

A Gestão ao precisar compreender que os ODS não são coisas de um departamento, precisam estar penetrados em toda a companhia.  

Aqui, observação nossa, podemos evocar o alerta de Kotler quando diz que o Marketing não deve se restringir ao departamento, mas se estender a toda a empresa.

Em reportagem de Rodrigo Caetano da revista Exame, vemos que o Brasil apresenta mau resultado em 10 objetivos inclusive “acabar com a fome e a pobreza”. Carlo Pereira, Diretor da Rede Brasil Pacto Global, sinaliza que em 30% dos ODS estamos abaixo da América Latina.

Como participantes do Pacto Global no Grupo de Excelência do CRA SP, temos efetivado ações  para divulgar os ODS , e  quinta-feira, 29 de outubro, das 15hs ás 17hs teremos um evento focando a Sustentabilidade.

Para assistir ao encontro “A MODA vestindo a SUSTENTABILIDADE” acesse o link

O objetivo do evento é demonstrar como significativas empresas da MODA estão desenvolvendo ações para diminuir os desperdícios e as poluições geradas pelo setor. A MODA é o segundo maior poluidor do planeta, ultrapassando aviões e navios. É também importante segmento econômico e social, por ser um setor intensivo de mão de obra cuja cadeia produtiva mundial gera 2,4 trilhões de dólares anuais. 

Uma equação que pode ser resolvida com consciência e engajamento.

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.     

Mundo Corporativo: sustentabilidade é estar conectado com as tendências do consumidor, diz Rafael Viñas, da Fundação Espaço ECO

“Investir em sustentabilidade é você garantir que os canais que você captura essas tendências estejam equilibrados, então que a forma com que você explora o capital natural, a sua matéria prima por exemplo, garanta esse atendimento de demanda de mercado” Rafael Viñas, Fundação Espaço ECO

O diálogo sobre sustentabilidade tem amadurecido ao longo das últimas duas décadas e se no início fazia parte apenas de acordos globais e debates internacionais hoje está bem mais próximo das empresas. A opinião é de Rafael Viñas, gerente da Fundação Espaço ECO, entrevistado pelo programa Mundo Corporativo, da CBN. Apesar de os riscos que a crise atual impõem, Viñas entende que os projetos empresarias com foco na sustentabilidade tendem a se fortalecer:

“…sem dúvida, é um risco. A gente traz muito a leitura da sustentabilidade como conexão de tendências. A gente hoje vive esse contexto econômico, social e de saúde; a gente tem de reconhecer que é uma tendência de consumo que vai mudar; a gente vai ter uma leitura nova como o consumidor e os negócios vão ter de se conectar nisso …  quais que são os temas mais relevantes? Se tem uma nova forma de consumo, como as empresas vão oferecer isso?”

A Fundação foi criada pela BASF e atua como uma consultoria para estratégias de sustentabilidade, com a intenção de traduzir a ciência para o contexto corporativo e desenvolvendo projetos para outras empresas e organizações. Um desses programas é o Mata Viva que se iniciou em área do Complexo Químico as margens do rio Paraíba do Sul, em Guaratinguetá, no interior de São Paulo:

“… é um programa de conservação que trabalha com biodiversidade, e o principal recurso financeiro para mantê-lo a tem a ver com a compensação financeira da pegada de carbono que as empresas têm …”

Viñas acrescenta que para as empresas se sustentarem também haverá a necessidade de entenderem que os produtos para os consumidores são cada vez mais diversos e será preciso respeitar essa diversidade e oferecer informações que sejam sólidas a este consumidor:

“Traduzir sustentabilidade é você identificar além dos termos, as práticas: como você faz a gestão da cadeia sustentável para, por exemplo, oferecer um cosmético vegano, sendo que a 10 anos atrás a gente mal falava sobre o contexto vegano e muito menos sobre cosmético vegano. Essa tendência de consumo é uma das práticas que a gente tem na fundação: metodologias para capturar isso e desenhar estratégia para os negócios”.

O Mundo Corporativo é apresentado por Mílton Jung às quartas-feiras, 11 horas, ao vivo, pela internet e pode ser assistido no canal da CBN no Youtube e no Facebook, e no site da CBN. O programa vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN, e também está disponível em podcast. Colaboraram com este Mundo Corporativo: Juliana Prado, Érica Paixão, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Priscilia Gubiotti.

A Moda no pós-pandemia pode melhorar a economia e a sustentabilidade

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Foto: Pixabay

 

O cenário vivenciado pela ação do Covid-19 está acelerando mudanças que viriam em ritmo mais lento, como a digitalização, hoje obrigatória. Ao lado de inúmeras projeções e sugestões para enfrentar os desafios por vir, destacamos a preocupação em criar empregos.

 

A empregabilidade nacional que já vinha com taxas desconcertantes teve acentuada queda; e a priorização na criação de empregos é absolutamente essencial para a volta à normalidade econômica e social no país.

 

Nesse contexto, há uma combinação de fatores que levam necessariamente ao setor de vestuário como um dos segmentos mais estratégicos para o processo de melhoria da taxa de emprego, da sustentabilidade e de novas oportunidades de negócio. Ou seja, o setor é intensivo de mão de obra, é um dos mais poluidores, é gigantesco em valor e é altamente potencial para inovações.

 

A indústria da Moda só perde para a indústria da construção civil na absorção de mão de obra. É intensiva de mão de obra, ao mesmo tempo que é de baixo capital de investimento. É o posto de trabalho criado com o menor investimento entre todas as indústrias — além do aspecto social nas camadas carentes da população.  

 

A indústria brasileira de confecção de roupas perdeu competitividade para a Ásia. Sofremos eliminações em todos os parques industriais de produção de roupas — das costureiras externas individuais, das costureiras externas de grupos, dos grandes confeccionistas até as grandes corporações industriais.

 

O cenário negativo para a indústria nacional ainda se acentuou devido a moda ter enveredado para o fast fashion, tão propício ao produto descartável — com prejuízo da qualidade de mão de obra e com o estrago feito no meio ambiente, pelas características da execução e do uso. Entretanto, no cenário de hoje, o fast fashion perdeu o protagonismo, assim como a Ásia começou a gerar incerteza para o negócio da moda brasileira, pela convulsão política, sanitária e econômica — afinal, o dólar com instabilidade de picos de até 50% é inadministrável.

 

Em relação à sustentabilidade estamos diante de um negócio de 2,4 trilhões de dólares anuais, que emprega 75 milhões de pessoas, e vão ao lixo 500 bilhões de dólares. 1/3 das pessoas usam as roupas apenas no primeiro ano da compra. É bom lembrar que a maior parte dos países do mundo tem um PIB bem inferior aos 2,4 trilhões da Moda, e o PIB do Brasil é em torno desse valor. Stanley Jones da ONU Meio Ambiente, fonte destes dados, lembra que os impactos do uso de agrotóxicos nas colheitas de algodão não podem ser esquecidos. 

 

Daniela Chiaretti, do Valor, em março, já reportava que a indústria da Moda polui mais que navios e aviões, respondendo por 8% e 10% das emissões globais de gases-estufa, sendo o segundo setor da economia que mais consome água, e produz cerca de 20% das águas residuais do mundo. Os oceanos recebem 500 mil toneladas de microfibras sintéticas por ano, e as pessoas consomem 60% a mais de peças do que há 15 anos.

 

Por isso, a Moda começou a agir, embora ainda reduzidamente.

 

A H&M comercializa 95% de itens com algodão orgânico ou reciclado. A Ikea criou uma cortina cuja tecnologia ajuda a limpar a poluição de ambientes internos. A Prada lançou com sucesso mochilas feitas de plásticos recolhidos dos oceanos. A Adidas prevê renda de 1 bilhão de dólares em tênis desenvolvido com material natural.  A Osklen lançou bolsas com o couro  do Pirarucu.

 

A Carteira 2019 do ISE Índice de Sustentabilidade Empresarial BOVESPA já conta com expressivas empresas do varejo como a Renner, C&A e Lojas Americanas. A Malwee está inserida totalmente em projeto de sustentabilidade, assim como a Marisol no setor infantil já trocou o “consumidor” por “usuário”.

 

Na última NRF Retail’s Big Show, em janeiro deste ano, significativo evento do varejo norte americano, ficou evidenciado um conjunto de novos modelos de comercialização para o vestuário.

 

Lojas que abrem espaço para a venda de roupas usadas: second hand — onde se destacam inclusive as grandes marcas centenárias do mercado do luxo. Sistemas de locação de roupas, com alternativas de clubes em que há uma rotação permanente de suprimentos para clientes que recebem em casa periodicamente novos produtos. Sistemas de reciclagem onde são recolhidas roupas usadas para reaproveitamento do todo ou de parte das peças. 

 

Essas inovações já estão colocadas à disposição do mercado por consultorias especializadas, internas e externas a algumas empresas pioneiras. Na verdade, parte dessas ações o mercado de automóveis já disponibiliza. Compre seu carro novo e dê o usado de entrada. Ou alugue um carro para o fim de semana. Ou faça um leasing.

A Manancial, especializada em sustentabilidade criou o projeto Linha Certa, que objetiva criar soluções de mão de obra feminina para a indústria de confecção nos presídios femininos, cumprindo vários dos Princípios e Objetivos da ONU. A meta da Manancial é entregar para as confecções uma alternativa para exercer uma relação de ganha-ganha com todos os envolvidos no processo. Resolverá a produção das peças, dará uma profissão e uma remuneração para as presidiárias, além da redução das penas.

 

No rol das especulações sobre as resultantes do vírus, há uma tendência a esperar o aumento da humanização nas relações sociais, e talvez uma empatia mais presente. O projeto Linha Certa acolhe perfeitamente a melhora nas relações humanas, além de contribuir inegavelmente para a empregabilidade. 

 

NE: Para aprender um pouco mais sobre este tema, inscreva-se, de graça, e assista à palestra do autor deste post, Carlos Magno Gibrail com Angela Garcia, hoje, no encerramento do ENCOAD 2020

 

 

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Direitos Humanos, Trabalho, Meio Ambiente e Anticorrupção são as armas para a Covid-19

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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No momento em que alguns especialistas em motivação e autoajuda focam a crise como se fosse algo em que alguns mais competentes estão indo bem enquanto outros estão fechando seus negócios, é conveniente não se precipitar no julgamento.

 

É preciso entender que há segmentos da economia com real problema. Por exemplo, os serviços de cuidados pessoais foram paralisados totalmente, e o renascimento independe de vontade própria.

 

Evidentemente que o varejo que vende produtos semiduráveis e duráveis e não se digitalizou está pagando o preço da miopia de marketing.

 

Entretanto, vale agora, agir racionalmente.

 

Dentro deste prisma vemos um caminho a seguir através dos elementos que compõem o Pacto Global da ONU, que propõe atuação nas áreas de Direitos Humanos, Trabalho, Meio Ambiente e Anticorrupção — o que equivale dizer que as corporações precisam assimilar o Homem e dar a ele a centralidade.

 

São 10 Princípios Universais:

  • Princípio 1 e 2, RESPEITAR e ASSEGURAR os Direitos Humanos
  • Princípio 3, APOIAR a Liberdade de Associação e o Direito a Negociação Coletiva
  • Princípio 4 e 5, ELIMINAR e ERRADICAR todas as formas de Trabalho Forçado e Infantil
  • Princípio 6, ESTIMULAR práticas que eliminem discriminação no emprego
  • Princípio 7, 8 e 9, ASSUMIR, DESENVOLVER e INCENTIVAR práticas proativas para os desafios ambientais
  • Princípio 10, COMBATER a Corrupção em todas as suas formas

São Princípios criados em 2.000 por Kofi Annan e hoje presentes em 160 países, incluindo o Brasil, mas, como se constata, a sua aplicação ainda é restrita a uma pequena parcela de empresas. O que se destaca é que essas corporações têm colhido os frutos da observância do Pacto Global. Não pela preferência dos consumidores, pois ainda não há conscientização universal suficiente, mas pela efetividade dos resultados operacionais. Afinal, a aplicação dos Princípios gera a sustentabilidade ampla, além da flora, da fauna e de todos os recursos naturais, centraliza o ser humano onde sempre deveria estar.

 

O cenário agora vivenciado pela ação do corona vírus está acelerando mudanças que viriam em ritmo mais lento, como a digitalização, hoje obrigatória para o varejo.

 

No âmbito das relações humanas e ambientais a aplicação do Pacto Global é indubitavelmente uma oportunidade para o significado das empresas e suas marcas. O ritmo lento imprimido até então para a inclusão das corporações na ação sustentável deverá se modificar, ganhando impulso. Embora poucos, já temos bons exemplos, além dos primeiros ícones como Natura, e dentro de setor dos mais problemáticos, que é o segmento do vestuário.

 

A Malwee através de seu CEO Guilherme Weege informa que a sua empresa está entre as 20 melhores do mundo em Sustentabilidade, possuindo até linha de montagem em presídios. A Marisol, segundo Fernando Lucena, Diretor, mudou o tratamento “consumidor” para “usuário” tendo em vista a economia circular.

O tema tende a se alastrar positivamente. Por isso estaremos em LIVE a convite da bióloga Angela Garcia da Manancial Sustentabilidade, hoje às 21 hs no @angelapegarcia

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Mundo Corporativo: é hora de refletir nosso conceito de sucesso, diz Dario Neto do Capitalismo Consciente

 

“A gente está vivendo um momento da história onde é importante ser mais, fazer melhor e ter menos” — Dario Neto

A Covid-19 é a pior crise já vivida neste século e levou empresas a acelerarem transformações que estavam em curso, não apenas da digitalização dos canais de venda, mas também das agendas de consciência dos negócios. A opinião é de Dario Neto, diretor geral do Instituto Capitalismo Consciente Brasil, que falou sobre os impactos que as crises humanitária, sanitária e econômica, vividas a partir do aparecimento do novo coronavírus, terão na forma de se liderar organizações e se pensar as empresas.

“A melhor maneira de fazer o bem é fazendo o bem. Então, nesse momento, compaixão e empatia, por mais que pareçam um contraponto às necessidades e à escassez que nos ronda, é aquilo que vai diferenciar os negócios, que vai prosperar mais ou menos depois desse momento”

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN, Dario Neto explicou que o conceito do capitalismo consciente surge a partir da indignação do professor indiano Raj Sisodia que assistia a empresas americanas investirem mais em publicidade e marketing do que o PIB da Índia.

 

Sisodia se juntou a Jaf Shereth e David Wolf — e mais tarde recebeu o apoio de John Mackey, CEO da Whole Foods —- em estudo acadêmico que identificou que era possível manter alta reputação e fidelidade dos clientes investindo menos em marketing e lucrando a partir de quatro pilares: propósito maior, cultura consciente, liderança consciente e orientação para stakeholders.

 

O Instituto faz o mapeamento de boas práticas que estão sendo desenvolvidas pelas empresas e analisa projetos para a retomada das atividades e a recuperação econômica após a pandemia. Há organizações, por exemplo, que decidiram proteger seus fornecedores e toda a cadeia produtiva estendendo os prazos de pagamento. Com o mesmo objetivo, manter empresas e empregos, o próprio Instituto tem procurado investidores e empresários para ajudarem na sustentabilidade de uma linha de crédito — CoVida-20 — que facilita o financiamento de empresas, especialmente àquelas que não têm as garantias exigidas pelo sistema bancário, com juros de até 0,5% ao mês.

“Criamos um fundo de socorro, já ligado aos pilares do capitalismo consciente e a demanda foi de quase R$ 30 milhões … O desafio é muito grande … O protagonismo através da economia solidária pode ajudar muita gente”

A despeito da sensação de medo e escassez que impera, Dario Neto lembra que estudos mostram que empresas que revelavam “amor e cuidado em toda sua cadeia de valor, decolaram”, após a crise de 2008. Segundo ele, das 500 maiores empresas, listadas pela Fortune, 57% nasceram em períodos de exceção.

“É um processo que vai levar anos. É uma oportunidade muito especial que nós estamos tendo para refletir o que é sucesso para a gente e para a sociedade. Com um PIB projetado que vai retrair talvez 5, 7 pontos, a gente tem um caminho que é talvez pensar de como é que a gente volta a como é que as coisas eram antes o mais rápido possível — e isso vai deixar a gente angustiado — ou a gente tem um caminho que é o de ter a clareza de que o jeito que a gente viveu e consumia, estava levando o planeta para o fim … se sucesso para a gente continuar sendo consumir então a gente não vai mudar esse jogo, né”

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados no Jornal da CBN e tem a colaboração de Juliana Prado, Guilherme Dogo, Natacha Mazzaro, Priscila Gubioti e Débora Gonçalves.

A “linha certa” para o setor do vestuário pós-Covid-19

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Imagem Pixabay

Ao lado de inúmeras projeções e sugestões para enfrentar os desafios pós-Covid-19, destacamos a preocupação em criar empregos.

 

A empregabilidade nacional que já vinha com taxas desconcertantes teve acentuada queda; e a priorização na criação de empregos é absolutamente essencial para a volta à normalidade econômica e social do país.

 

Nesse contexto, há uma combinação de fatores que levam necessariamente ao setor de vestuário como um dos segmentos mais estratégicos para o processo de melhoria da taxa de emprego.

 

Primeiramente, é obrigatório registrar que a indústria do vestuário é intensiva de mão de obra. Depois da indústria da construção civil é a que mais absorve trabalhadores. E, mais importante, é a primeira no capital investido para cada posto de trabalho. Ou seja, o capital empregado para criar um emprego no vestuário é o menor entre todos os outros.

 

A indústria brasileira de confecção de roupas perdeu competitividade para a Ásia. Sofremos eliminações em todos os parques industriais de produção de roupas. Das costureiras externas individuais, das costureiras externas de grupos, dos grandes confeccionistas até as grandes corporações industriais.

 

O cenário negativo para a indústria nacional ainda se acentuou pela moda ter enveredado para o fast fashion, tão propício ao produto descartável — com prejuízo da qualidade de mão de obra e com o estrago feito no meio ambiente, pelas características da execução e do uso.

 

Entretanto, no cenário de hoje, o fast fashion perdeu o protagonismo, assim como a Ásia começou a gerar incerteza para o negócio da moda brasileira, pela convulsão política, sanitária e econômica — afinal, o dólar com instabilidade de picos de até 50% é inadministrável.

 

Coincidentemente, a Manancial Sustentabilidade Ambiental, que tinha nos procurado em dezembro para apresentar trabalhos na área de habilitação de empresas aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Social da ONU, através da CEO, bióloga Angela Garcia, veio agora demonstrar um Projeto denominado de “Projeto Linha Certa”.

 

O “Linha Certa” objetiva criar soluções de mão de obra feminina para a indústria de confecção nos presídios femininos, cumprindo vários dos Princípios e Objetivos da ONU.

 

A meta da Manancial é entregar para as confecções uma alternativa para exercer uma relação de ganha-ganha com todos os envolvidos no processo.

 

Resolverá a produção das peças, dará uma profissão e uma remuneração para as presidiárias, além da redução das penas.

 

No rol das especulações sobre as resultantes do vírus, há uma tendência a esperar o aumento da humanização nas relações sociais, e talvez uma empatia mais presente.

 

Esse é um Projeto que acolhe perfeitamente esta melhora nas relações humanas.

 

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Soluções de sustentabilidade que devem servir de inspiração ao varejo no Brasil

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Compra online tem sido opção sustentável para o consumidor (Foto: Pixabay)

 

A sustentabilidade, convenhamos, ainda não é um tema majoritário em termos de mercado. Embora nas áreas política e econômica seja tema obrigatório, a ponto da reunião do Fórum Econômico de Davos ter sido centrada na discussão sobre o meio ambiente. Por isso, para as corporações que atuam em contato com o mercado e são inovadoras, é conveniente prestar atenção em seus desdobramentos.

 

Foi o que se identificou na NRF 2020, em Nova York, que como se sabe é um significativo evento do varejo. Várias marcas de diversos segmentos testemunharam o sucesso de sistemas de comercialização, que objetivando melhorias e acessibilidade aos consumidores tem trazido resultados excepcionais — para os clientes, para a empresa e para o meio ambiente.

 

Em recentes abordagens, tivemos a oportunidade de relatar o papel da sustentabilidade em geral e particularmente no evento de Nova York. Vamos agora especificar alguns casos que podem servir de inspiração para o mercado brasileiro.

 

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thredUP é a maior vendedora online de produtos usados do mundo (Foto: @emilywonderee)

 

Exemplo, a “thredUP” ilustra a aceitação do modelo dos antigos brechós, mas é absolutamente contemporânea, pois atende aos requisitos da sustentabilidade dentro do mercado do vestuário, onde 33% dos produtos novos são descartados no primeiro ano de uso. Um mercado de 2,4 trilhões de dólares, que ocupa 70 milhões de pessoas, e leva ao lixo 500 bilhões de dólares.

 

A “thredUP” é o maior vendedor online de produtos usados do mundo, inserindo 15 mil novos artigos de moda feminina e infantil diariamente. Os descontos podem chegar a 90% sobre o preço original. E estamos falando de marcas como Armani, Chanel, Gap, The Limited, Guess, Calvin Klein, Ann Taylor, Marc Jacobs, Banana Republic, etc.

A “Rent the Runway” começou com aluguel de vestidos de festa e hoje atende as seguintes ocasiões: casamento, noivado, gala, dia dos namorados, noite, trabalho, fim de semana, e férias. Com toda a linha de produtos de moda, inclusive uma específica de produtos sustentáveis, utiliza 400 estilistas para a criação. Tem três sistemas de pagamento: por US$ 30, loca uma peça; por US$ 69, quatro peças com troca mensal; e US$ 80, quatro peças com troca a qualquer momento, sem custo de frete. Possui 100 mil clientes. Recentemente, de acordo com a informação de Jennifer Hyman, CEO, foi fechado acordo com o W Hotel para que o hóspede ao fazer reserva possa utilizar a locação de roupas, que estarão no closet quando chegar, por US$69 o look com quatro peças.

A parceria entre diferentes operações foi evidenciada no evento, como uma ação de sucesso. A “Kohl’s”, loja que está a pelo menos 20km da maioria das casas dos americanos tem acordado com a Amazon para o serviço de entregas, efetivando uma sinergia entre as duas empresas, e aumentando o fluxo nas suas lojas. Michelle Gass, CEO, entende que estamos em uma época em que você tem que pensar de maneira diferente: “as regras mudaram, mas quais são as regras?” Daí a parceria com a Amazon vai sinalizar uma cultura amigável para a sua organização — que tem 1.200 lojas e produtos de moda, joalheria e artigos para o lar –, além da melhoria do resultado.

 

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Produtos oferecidos no site da Rebag (foto: divulgação)

 

O consumidor que busca artigos de luxo e novidades no setor de bolsas e acessórios encontra na “Rebag” uma possibilidade. O sistema consiste em permitir após a primeira compra, decorrido seis meses, efetuar a compra seguinte com um crédito de 70% do valor da compra anterior. Os produtos estão em impecável aparência e abrangem uma extensa relação de marcas de luxo. A saber: Hermès, Burberry, Prada, Louis Vuitton, Christian Dior, Louboutin, Gucci, Marc Jacobs, Givenchy, Fendi, Chanel, Bottega Veneta, etc.

A “IKEA”, indústria e comércio de móveis, é um dos casos mais completos de foco na sustentabilidade. A marca que está oferecendo locação de móveis por assinatura e obtendo bons resultados, tem a preocupação ambiental em todas as etapas e em todos os segmentos em que atua. Como a inovação das lojas “pocket” na cidade de New York, apresentando seus produtos em pequenos locais específicos, onde podem ser adquiridos.

Enfim, enquanto aguardamos a nova geração aumentar a sua presença no mercado consumidor, torcemos para que se acelere o processo de amadurecimento da população, que ainda se mantem indiferente à sustentabilidade.

 

Quem sabe as recentes chuvas que castigaram várias cidades brasileiras e inundaram São Paulo, nesta segunda-feira, não consigam transmitir a noção de que impermeabilizar cidades não é sustentável, e o que não é sustentável não vale a pena?

 

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Pacto Global da ONU pode melhorar suas vendas e sua saúde

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

 

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imagem Pixabay

 

No momento, a Sustentabilidade recebe no mundo inteiro avaliações mais agressivas, a favor ou contra, e o Brasil passa a ocupar uma incomoda posição pela corrupção, pela Amazônia, pelos indígenas e por uma desatenção geral com o meio ambiente.

 

Oportunamente, o CRA-SP, entidade que representa os Administradores profissionais, e desde 2017 é comprometido com o Pacto Global da ONU, chama seus membros para uma ação efetiva de apoio para este movimento criado por Kofi Annan em 2000, designado como Pacto Global.

 

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O Pacto Global está em 160 países e é composto de 10 Princípios Universais, que devem ser observados nas estratégias e operações de empresas nas áreas de Direitos Humanos, Trabalho, Meio Ambiente e Anticorrupção. E no desenvolvimento de ações que contribuirão para o avanço dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS, que reúnem os principais desafios da sociedade mundial.

 

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No CRA-SP está inserido no Centro de Excelência do Pacto Global, com a coordenação de Armando Dal Colletto, ex-professor da FGV, IBMEC e BSP, com estudos pelo MIT, Harvard, USP e FGV, sendo atualmente diretor do IPL – Institute of Performance & Leadership

 

O Prof. Dal Colletto nos informa que “as empresas podem atuar dentro dos princípios do Pacto independentemente de serem signatárias. As que desejarem assumir o compromisso, essas se afiliam pelo site do Pacto através de uma carta assinada pelo CEO e respondendo a uma série de questões”. A adesão implicará em um acompanhamento através da Rede Brasil do Pacto Global.

 

Cabe ressaltar que as contribuições para a sustentabilidade não se restringem, por exemplo, às ações genéricas de eliminar embalagens, copos e canudos de plásticos. Trata-se de medidas na cadeia produtiva, em materiais e processos, na busca constante do equilíbrio ecológico.

A indústria da moda, por exemplo, segundo Stanley Jones da ONU-Meio Ambiente, produz impactos que vão desde o uso de agrotóxicos nas colheitas do algodão ao consumo excessivo de itens e acessórios. São descartadas 1/3 das roupas no primeiro ano de uso. Números espantosos, se considerarmos que a Moda como negócio está avaliada em 2,4 trilhões de dólares, e emprega mais de 75 milhões de pessoas, mas descarta 500 bilhões de dólares ao ano com roupas que vão direto para aterros e lixões sem passar por reciclagem.

Daniela Chiaretti, do Valor, em março, já reportava que a indústria da Moda polui mais que navios e aviões, respondendo por 8% e 10% das emissões globais de gases-estufa, sendo o segundo setor da economia que mais consome água, e produz cerca de 20% das águas residuais do mundo. Os oceanos recebem 500 mil toneladas de microfibras sintéticas por ano, e as pessoas consomem 60% a mais de peças do que há 15 anos.

 

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Mochila da linha sustentável de bolsas Prada (foto: divulgação)

 

Por isso, a Moda começa a agir, embora ainda reduzidamente. A H&M comercializa 95% de itens com algodão orgânico ou reciclado. A Ikea criou uma cortina cuja tecnologia ajuda a limpar a poluição de ambientes internos. A Prada lançou com sucesso mochilas feitas de plásticos recolhidos dos oceanos. A Adidas prevê renda de 1 bilhão de dólares em tênis desenvolvido com material natural. A Osklen lançou bolsas com escama do Pirarucu. A Carteira 2019 do ISE Índice de Sustentabilidade Empresarial BOVESPA já conta com expressivas empresas do varejo como a Renner, C&A, e Americanas.

 

As melhorias obtidas ao aderir ao Pacto podem vir dos processos como também da gradativa aceitação do mercado. Para obter os resultados a contratação de pessoal especializado pode ser um caminho mais rápido.

 

Recentemente fomos procurados pela Manancial Sustentabilidade Ambiental, através da fundadora e CEO, bióloga Angela Garcia, cuja plataforma está calcada em habilitar as empresas privadas e públicas nos 10 Princípios Universais e nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Social. A carteira de clientes de Angela contempla dentre outras a Komatsu, Seara, JBS, Panco, Prefeitura de Indiaporã e Consórcio Intermunicipal do Extremo Noroeste de São Paulo.

 

Em todos os eventos do mundo corporativo que participamos este ano, ficou evidenciada a preocupação ambiental das empresas. Entretanto, nem todas estão atreladas ao Pacto Global, que atribui uma vantagem competitiva às marcas, na medida que sua divulgação agrega valor em um mercado consumidor cada vez mais atento ao status da Sustentabilidade.

 

É hora de melhorar as vendas adotando o Pacto e usufruir os resultados com saúde.

 

Feliz 2020!

 

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Mundo Corporativo: Nelmara Arbex fala de sustentabilidade e reputação

 

 

 

 

“Uma forma muito boa de você simplificar este conceito é imaginar que sustentabilidade pode ser resumido como a busca de qualidade de vida para muitos, por muito tempo. Sustentabilidade tem dentro dela, da palavra, o conceito de tempo. É uma coisa que se mantém com o tempo” — Nelmara Arbex, Boston College

Há algum tempo, sustentabilidade foi conceito relacionado apenas a questões ambientais, porém desde os anos 1940, quando a ONU proclamou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, já havia a ideia de as empresas também deveriam assumir a responsabilidade na manutenção da qualidade de vida das pessoas. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo da CBN, Nelmara Arbex, CEO da Arbex & Cia e professora do Boston College, falou de como a reputação das empresas está relacionada a forma como as corporações têm atuado na agenda da sustentabilidade:

“Como que a empresa ajuda a encarar os problemas que a sociedade tem como críticas? Esse comprometimento — não só falar, mas agir — para resolver problemas que a sociedade tem faz parte da construção da reputação”

Arbex também alertou que os líderes são fundamentais na construção do capital reputacional de uma organização”

“Se você estiver em uma posição para tomar uma decisão de negócios e você precisa de um parâmetro para saber quão sustentável sua decisão está sendo, você deveria pensar se esta decisão busca a melhoria de qualidade de vida de muitos e por muito tempo”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido, às quartas-feiras, 11 horas, no Twitter (@CBNoficial) e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao. ar aos sábados, no Jornal da CBN; aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo; ou a qualquer momento no canal da CBN no You Tube ou em podcast. Colaboraram com o Mundo Corporativo: Guilherme Dogo, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

A Moda e o desapego da nova geração

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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foto: Pixabay

 

Acredito que as chuvas que se apresentam em todo o país em tons mais fortes do que os habituais possam abrir um espaço maior para a questão da sustentabilidade.

 

Nesse aspecto o setor de Moda, conceitualmente e operacionalmente dentro das tendências comportamentais e mercadológicas, vem sinalizando novidades. Parece que voltamos ao passado, com um toque promissor.

 

A reutilização das roupas é uma prática antiga. Antes do consumismo, surgido na segunda metade do século passado, premidos pela escassez, o reuso e o reparo das roupas eram comuns. As roupas usadas eram até mesmo penhoradas ou serviam como moeda de troca. Na obra “O casaco de Marx: roupas, memória, dor”, Marx penhorava seu casaco e o retirava no inverno — ou quando tinha que ir à Biblioteca do Museu Britânico.

 

No século XVIII, surgiram as primeiras lojas do mercado de roupas usadas, que se estenderam à periferia das cidades no século XIX, quando até 1860, aproximadamente, ocorreram resistências ao usado, em virtude da falta de higiene. Fazendo com que se distinguisse o novo do usado, embora essa divisão não impedisse a expansão desse mercado, que só veio a perder com o surgimento da industrialização.

 

Hoje, esse mercado aluga roupas de festas e roupas de luxo.

 

De acordo com pesquisa acadêmica em Juiz de Fora* com lojas de locação de roupas de festa:

 

A motivação para o aluguel de roupas envolve a questão do preço, da exclusividade, da moda e da deterioração dos artigos novos com o tempo e que, apesar de ainda haver restrições ao aluguel, relacionadas à questão da falta de higiene e da energia negativa, trata-se de um tipo de comércio em expansão.

 

A pesquisa cita a contribuição da RIO 92 para a reutilização das roupas, quando lançou a política dos 3Rs, Reciclagem, Reutilização e Redução. Entretanto, a Moda, como a maioria, não reagiu a contento. Porém, depois de massificada, segmentada, restrita a nichos, customizada e, provavelmente, massivamente customizada, encontrará uma nova geração que tem muito a dizer e mudar — como opção de vida e como estilo de viver. Usufruir o presente e respeitar o futuro, ao preservar os recursos.  Estudos já demonstram que esses jovens preferem o Uber a ter um carro, alugar Bike a possuir uma, comprar cartões de jogos virtuais a ter os jogos. E optam por “ficar” a “namorar”.

 

A McKinsey, de acordo com artigo do Mercado & Consumo, de Luiz Alberto Marinho, prevê que o negócio de venda e aluguel de vestuário usado, baseado no Fenômeno da Posse Transitória, poderá ultrapassar o Fast Fashion.

 

É provável.

 

A Rent the Runway, de aluguel de roupas on-line, inaugurada em 2009, possui mais de 9 milhões de associados e fatura US$ 100 milhões anuais.

 

A esse cenário podemos acrescentar o sistema de prestações para adquirir o uso de roupas novas, sem a posse. Ou trocar roupas usadas por usadas, ou por novas — como a BROWNS está se preparando.

 

É bom lembrar que as mídias sociais expõem os jovens com mais frequência e aceleram o obsoletismo das roupas.

 

Para quem é da Moda que tal pegar o desapego da nova geração?

 

Boa sorte!

 

A Prática do Aluguel de Roupas – Ciro Vale IFSMG, Tania Maciel UFRJ, Claudio Cavas UFRJ

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung