Mundo Corporativo: estratégias em gestão ambiental

 

“O gestor ambiental é um profissional que precisa de uma visão integrada da realidade e ter conexão e facilidade para interpretar os especialistas do tema: o geólogo, o biólogo, o sociólogo, o antropólogo. Esse gestor terá de saber dialogar com todos esses profissionais e tirar o melhor de cada um para gerenciar o que é mais complexo: a realidade do seu entorno”. A afirmação é do doutor em engenharia pela UFRJ Marcelo Motta de Freitas, entrevistado do programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Nesta conversa, Marcelo, que também coordena o curso de pós-graduação em gestão ambiental da PUC do Rio e dirige a Ecobrand Gestão Ambiental, descreve estratégias que devem ser usadas pelos profissionais que pretendem atuar neste setor, além de comentar sobre as ações de sustentabilidade desenvolvidas pelas empresas brasileiras.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN

Rosana Jatobá: “a Terra sobreviverá, mas nós estaremos vivos?”

 

Por Dora Estevam

 

A elegância não está apenas na roupa que veste ou nos gestos que marcam sua fala. Rosana Jatobá é refinada no conteúdo, também, que vai muito além daquele que a maior parte do Brasil ainda se lembra, e com saudade, quando apresentava a previsão do tempo no Jornal Nacional, na TV Globo, onde trabalhou por 12 anos. Dedica-se agora ao tema da sustentabilidade, sem dúvida resultado do mestrado em Gestão e Tecnologias Ambientais feito na USP, mas que também pode ser explicado pelo destino que o nome de família lhe proporcionou. Jatobá é a árvore que mais sequestra carbono do ar, espécie de faxineira do ar. E Rosana busca ajudar o planeta com o recurso que desenvolveu no jornalismo: a comunicação. Atualmente, apresenta o programa “Tempo Bom, Mundo Melhor” na Rádio Globo, está escrevendo as últimas páginas de um livro e se preparando para lançar o site “Universo Jatobá”. A unir todos os projetos, o desejo de viver em uma sociedade mais justa e sustentável, o que já revelava em crônicas escritas no Blog do Mílton Jung, em 2010 (leia os artigos aqui). E a certeza de que o exemplo começa em casa, como demonstra nesta entrevista que fiz com a ela:

 

Quais as ações de sustentabilidade que você pratica, atualmente?

 

– Coleta seletiva do lixo e destinação correta, levando os resíduos ao posto de coleta do Pão de Açucar; economia de água e de energia; aparelhos eletrônicos com selo de efeciência energética e desligados (fora da tomada) quando não utilizados; uso de bicicleta para pequenos percursos; uso de ecobags; horta doméstica e ioga.

 

Onde você busca inspiração para os seus projetos? Quais são as suas referências?

 

– Minha maior referência é a literatura. Procuro me inspirar em grandes escritores sobre o tema, como Tim Flannery, James Lovelock, Nicolas Stern, José Goldembreg, Washington Novaes, Leonardo Boff, Echart Tolle, etc… Gosto também de ressaltar atitudes sustentáveis de pessoas famosas, pois é um chamariz eficiente de convencimento. Os exemplos mais factuais eu pesquiso em sites como EcoD, Planeta Sustentável, Treehugger e os cadernos de Sustentabilidade do Valor Econômico e do Estadão. Fico de olho tambem em documentarios e podcasts.

 

O consumo, de maneira geral, é um vilão da economia de sustentabilidade?

 

– O consumo é benéfico. Traz conforto e é a mola propulsora da economia. O erro é o consumismo, a prática exagerada do consumo, que resulta em exploração demasiada dos recursos naturais e no descarte inadequado. Temos que migrar de uma sociedade descartável para uma sociedade de bens duráveis. E temos que aprender a nos contentar com uma vida mais frugal, ligada a natureza, a qualidade dos relacionamentos e a espiritualidade, evitando buscar recompensas psicológicas por meio do materialismo. A economia da consciência vai predominar neste século e as inovações da tecnologia vão nos permitir uso mais racional da energia e da matéria-prima.

 

Quais as maiores dúvidas das pessoas com relação as questões ambientais?

 

A duvida conceitual: o mito de que o planeta vai acabar em água ou em fogo! Mas a verdade é que a Terra, por mais explorada e aviltada, sobrevivera, como ocorreu em outras eras. O que temos que atentar é para a sobrevivência da espécie humana e de muitas outras que, como sabemos, estão interligadas neste equilibrio ambiental. A duvida prática: como posso ser sustentável sem abrir mão do conforto material?

 

Já podemos dizer que o Brasil tem um forte apego a sustentabilidade?

 

Podemos dizer que o Brasil tem uma forte vocação e um potencial magnífico para ser sustentável. Temos a matriz energética quase toda limpa, uma das maiores e mais ricas florestas do mundo em biodiversidade, água em abundância, embora com problemas de escassez e distribuição; e um povo que gosta de natureza e é receptivo às mudanças necessárias. Quando a educação for prioridade, daremos as ferramentas para nosso povo fazer as escolhas corretas e lutar por uma sociedade mais justa e ambientalmente correta.

 

Quem você gostaria de ver falando sobre este assunto com você?

 

A minha maior conquista profissional é poder dividir o palco com a nossa Ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira em diversos eventos relacionados ao tema. Os últimos foram o lançamento da “Rede de mulheres líderes pela sustentabilidade” e a premiação do ” Champions of the Earth, da ONU”. Sou parceira do Ministério. Um dos projetos é engajar pessoas famosas como atores e jornalistas, a fim de formar opinião voltada para a preservação ambinetal e a responsabilidade social. Agora, se juntar o Brad Pitt, o Leonardo de Caprio e o Al Gore….não reclamo, não! rsrsrsrs

 

Como convencer o consumidor a ter percepção forte sobre o consumo alternativo?

 

Acho que dar bronca, censurando atitudes, não dá certo. Ao contrário. Você passa a ser encarado como ecochato. Tem que tentar engajar pela emoção, mostrando que o futuro dos nossos filhos está comprometido. E evitar um discurso catastrófico. Mostrar o lado bom de mudar.

 

Quando anda nas ruas da cidade o que mais chama sua atenção e você gostaria de mudar?

 

O que me comove e constrange é a desigualdade social, embora o Brasil seja, pela primeira vez na história, um país de classe média. Mas o fato é que há muita disparidade e uma sociedade desigual gera muitos conflitos. Como convencer um cidadão a fazer separar o lixo, se na porta dele passa o esgoto e a família não tem acesso à água potável?

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: não basta ser, tem de parecer Verde

 

As montadoras de carros, os fabricantes de eletrônicos e a indústria da área de consumo aparecem em destaque no ranking global das 50 melhores marcas verdes, desenvolvido pela Interbrand, consultoria internacional de marcas. O estudo teve como base as 100 maiores marcas do mundo e identificou qual o comportamento dessas empresas na questão ambiental e como as pessoas percebem estas ações. O diretor-geral da Interbrand no Brasil Alejandro Pinedo, entrevistado no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, disse que “acreditamos que as marcas verdes mais fortes existem onde a percepção e o desempenho se encontra – uma diferença positiva ou negativa representa um risco para a marca ou um recurso subutilizado”. Os riscos que enfrentam as empresas que falam mais do que fazem e as estratégias para que as marcas que desenvolvem ações ambientais sejam mais bem percebidas também foram temas do programa. A classificação com as principais marcas você encontra aqui.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br ou pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

As 50 melhores marcas verdes do Planeta

 

No Mundo Corporativo que foi ao ar nesta quarta-feira, apenas no site da rádio CBN, apresentamos e analisamos o resultado do 2º relatório global das Melhores Marcas Verdes, segundo estudo desenvolvido pela Interbrand. Conforme prometi durante o programa, reproduzo o ranking com as 50 marcas que mais se destacaram neste estudo que abrange a percepção pública de desempenho com sustentabilidade ambiental e a demonstração desse desempenho para as marcas mais importantes do mundo. O relatório completo você acessa aqui, mas se quiser entender porque os fabricantes de automóveis aparecem tão bem colocados nesta classificação internacional, acompanhe a entrevista com o diretor-geral da instituição no Brasil, Alejandro Pinedo, que estará à sua disposição em vídeo na sexta-feira, no Blog, e em áudio, no sábado, no Jornal da CBN.

 

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Cidades roubam a cena na Rio+20

 

 

O documento mais importante da Rio+20 até aqui não foi aquele sobre o qual os chefes de Estado se esforçam para aprovar o máximo possível de frases sem efeito, mas o apresentado pelas 59 cidades que integram o C-40, organismo do qual São Paulo faz parte, inclusive tendo recebido seus integrantes no ano passado. Assumiu-se publicamente o compromisso de reduzir a emissão dos gases de efeito estufa em 248 milhões de toneladas até 2020 e de 1,3 bilhões de toneladas até 2030. Para que se tenha ideia da dimensão destas metas, seria como eliminar por um ano todas as emissões de México e Canadá juntos. Estas cidades terão um enorme desafio pela frente para não frustrar as expectativas proporcionadas pelo acordo, haja vista que abrigam em torno de 544 milhões de pessoas e são responsáveis, hoje, por 14% das emissões dos gases causadores do efeito estufa.

 

Apesar de receber com otimismo a boa intenção dos prefeitos, procuro não me iludir com os discursos e fotos entusiasmadas que se revelam neste momento. A cidade de São Paulo que havia se disposto a reduzir em 30% as emissões até o fim deste ano, chegou a 10% de acordo com informação do próprio prefeito Gilberto Kassab (PSD) em entrevista à rádio CBN. Bem verdade que avançamos muito em algumas áreas e temos iniciativas interessantes como a instalação de usinas de biogás nos aterros sanitários Bandeirantes e São João, onde durante anos depositamos o lixo que produzimos. A inspeção veicular, criticada por muitos, deve ser colocada nesta conta, também, pelo impacto que o controle sobre a emissão de gases dos automóveis têm no meio ambiente, mesmo com o crescimento da frota.

 

Se alguém ainda tem dúvidas sobre a urgência da implementação de medidas de combate a poluição, termino esta conversa lembrando entrevista desta semana, na qual conversei com o pesquisador do Laboratório de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da USP, Paulo Afonso de André. Ele calcula que teríamos evitado 14 mil mortes se o Brasil tivesse cumprido no prazo as etapas do Proconve – Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores que prevê a produção de diesel mais limpo.

A solução está na própria cidade e no seu comportamento

 

A boa gestão nas cidades é fundamental para a qualidade de vida das pessoas e para o desenvolvimento sustentável como se percebe em duas reportagens publicadas neste início de semana. Em O Globo, em interessante entrevista, o economista Ladislau Dowbor, professor da PUC-RJ, se mostra otimista em relação as cidades com até 50 mil habitantes, o que inclui 4,7 mil dos cerca de 5 mil municípios brasileiros. Para ele, é uma realidade administrável para assegurar melhores condições ao cidadão, tratar esgoto e não poluir ambiente. O desafio está nos maiores aglomerados urbanos como São Paulo, onde perde-se pelo menos duas horas por dia devido ao tráfego e R$ 20 milhões a cada hora de atraso no trânsito. “Mas há mais pressão por investimentos em carros do que em transporte de massa”, lamenta. Dowbor conclui que estamos muito mal em planejamento urbano e este é vital para o desenvolvimento sustentável.

 

Na Folha, o presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil/SP José Armênio de Brito Cruz chama atenção para a necessidade de se usar o ambiente urbano para integrar as pessoas. Ele explica que a segregação que aparece tanto com os ricos nos condomínios fechados como com os pobres nas favelas aumenta a insegurança: “temos que começar a entender o nosso território como nacional. Ainda que dentro da cidade, ele é de toda a população”. Na entrevista, Armênio destaca a importância de as regras sobre a ocupação do solo serem claras porque a construção da democracia na cidade demanda transparência na informação. A ideia é que o cidadão tem o direito de saber e opinar sobre o que será construído ao lado da casa dele e as compensações que foram impostas pela administração municipal.

 

Apenas mais um ponto que me chamou atenção. O presidente do IAB/SP entende que a população tem de compreender que a cidade é fruto dela própria, a população não é vítima da cidade.

 

Duas entrevistas que deveriam pautar as propostas dos candidatos a prefeitos de todas as cidades brasileiras. E nos fazer repensar nosso papel no ambiente urbano.

Mundo Corporativo: Gestão ambiental é o negócio

 

Parte da frota de caminhões que entregam cerveja e refrigerantes da Ambev usará combustível a base de óleo de cozinha, a partir de material que será coletado em restaurantes, bares e armazéns que fazem parte da sua rede de revendedores. Com esta ação, será possível reduzir o impacto que a circulação de caminhões gera no meio ambiente, além de se impedir que boa quantidade de óleo seja despejada, indevidamente, na rede de esgoto. Esta é uma das iniciativas da quarta maior cervejaria do mundo na tentativa de construir uma marca relacionada a questão da sustentabilidade. Além de contribuir para um melhor relacionamento com as diferentes comunidades, a gestão ambiental também gera lucros para o negócio da Ambev, disse Ricardo Rolim, entrevistado do Mundo Corporativo da CBN, neste sábado.

Rolim, diretor de relações sócio ambiental e imagem corporativa da Ambev, explicou a estratégia da empresa para envolver todos seus colaboradores nas iniciativas ligadas a gestão ambiental.

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, no site da CBN, às quartas-feiras, a partir das 11 horas, com participação dos ouvintes-internautas pelo Twitter @jornaldacbn e pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br. Você pode ouvir o programa, também, aos sábados, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: A economia do cedro

 

O cedro é a árvore que pauta os ensinamentos corporativos transmitidos pelo empresário Carlos Alberto Júlio. Foi escolhido pela forma sustentável e equilibrada do seu crescimento, metáfora para empreendedores brasileiros que devem ter consciência do tempo de amadurecimento do seu negócio e do tamanho de cada passo que devem dar.

Na entrevista o autor do livro “A Economia do Cedro, lançado pela Livros de Safra, usa como exemplo os problemas enfrentados pela B2W, fusão da Americanas.com e Submarino, que apesar de ter se tornado potente e enorme no mercado de vendas on line sofreu incrível revés pelas dificuldades de infraestrutura.

Carlos Alberto Júlio mostra, também, iniciativas de sucesso no mercado corporativod e empresas que souberam construir uma gestão com sustentabilidade:



Conheça mais sobre o entrevistado Carlos Alberto Júlio
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O Mundo Corporativo é apresentado ao vivo, às quartas-feiras, às 11 horas, apenas no site da CBN, e conta com a participação de ouvintes-internautas que enviam perguntas pelo Twitter (@jornaldacbn) e pelo e-mail (mundocorporativo@cbn.com.br). Aos sábados, no Jornal da CBN, você ouve os principais momentos desta entrevista.

A sustentabilidade na moda

 

Por Dora Estevam

bolsinhas de palha
Cresce cada vez mais o interesse de pessoas pela Moda Sustentável.  São estilistas, fashionistas, colunistas e criadores todos em volta de um tema que parece tão estranho à primeira vista.

Estranho, pois quando se fala em moda a primeira ideia que vem a mente é gastar, consumir, comprar compulsivamente – em alguns casos, é claro. Ao incluir o sustentável à moda, faz-se o caminho inverso: economizar, usar o que tem em casa, reformar tudo o que foi possível ou comprar de segunda mão.

Para difundir esta questão no Brasil a consultora de moda e stylist Chiara Gadaleta Klajmic preparou curso para estudantes de moda, jornalistas e profissionais interessados na moda sustentável, que se realizará na Escola São Paulo, de 21 a 30 de setembro.

A intenção é abrir discussão sobre o mercado da moda, traçando um paralelo com o desenvolvimento sustentável. Da forma mais criativa e lúdica possível. Questões mais técnicas serão abordadas, também: relações internacionais –   com a China, mais especificamente; fast fashion; renovação de tecidos e relações humanas.

Chiara abraçou a ideia da moda sustentável e defende a causa através de ações divulgadas no blog Ser Sustentável com Estilo. Passeando por lá. pude ler temas incríveis, uma mistura de poder aquisitivo com economia e criatividade para não esbanjar dinheiro e conservar o meio ambiente.

Produção de Chiara Gadaleta

Produção de Chiara Gadaleta

Há quem pense que moda sustentável é fazer colcha de retalhos coloridos, bem caipira, ou colar com casca de árvore. Engana-se. Saiba que os trabalhos são muito mais requintados do que se imagina.

A estilista Serpui Marie, por exemplo, está no mercado de sapatos e acessórios há 20 anos. Destes, há 18 exporta suas criações e convive com as exigências do mercado internacional.

Serpui sempre trabalhou com produtos naturais, mesmo muito, mas muito antes do assunto virar interesse público. A estilista desenvolve modelos como chapéus e bolsas de palha, e é ai que entram os materiais naturais como palha de banana e de milho, e também tábua e buriti. Para tingir as palhas a tinta também é natural. Toda a produção está concentrada no Sul de Minas Gerais.

Outro estilista que ficou muito conhecido através da técnica do reaproveitamento é Geová Rodrigues. Foi tentar a carreira de artista plástico fora do Brasil (desde 1989) e descobriu o lixo das grifes instaladas na 7ª Avenida em Nova York, de marcas como Calvin Klein, Donna Karan e Anna Sui. Deste lixo de retalhos luxuosos, o estilista fez peças incríveis e exclusivas. Logo chamaram a atenção de revistas e celebridades famosas.

Outro site muito interessante para quem quer tornar a relação da sustentabilidade mais próxima é o da Fundação Ecotece. Lá tem tudo o que precisamos saber e entender para deixar o guarda-roupa mais eco-fashion.

Segundo a consultora Chiara, medidas como economizar energia, conter o desperdício de água e controlar o consumo vão fazer bem ao seu corpo, a sua mente e ao nosso planeta.

Pesquisando descobri muitos outros sites incríveis sobre o consumo de moda sustentável. Eu ficaria aqui rolando posts e posts de tanta coisa boa. Vale muito a pena dar uma olhada, tenha certeza que você vai se identificar com alguma ideia sobre o tema.

Agora, eu adoraria saber qual a sua dica sobre o assunto.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo no Blog do Mílton Jung

Obrigado, Rosana Jatobá

 

O leitor atento do blog não demorou muito para sentir sua falta. Logo cedo havia quem perguntasse “onde está a Rosana ?”. Pelo Twitter, alguém anunciou a ansiedade a espera da publicação do texto dela. A sexta se foi, o vazio ficou e cabe a este admirador (e administrador) explicar a ausência dela.

Há dois meses, Rosana Jatobá se juntou a nós e agregou conhecimento e inteligência na abordagem do tema sustentabilidade. Os diálogos que trouxe até aqui provocaram debate e foram enriquecidos com os comentários publicados pelos leitores. Nem todos concordavam com as ideias que ela defendeu – nem era o que esperávamos – mas todos nos ajudaram a aprender um pouco mais sobre responsabilidade ambiental, mudança de comportamento e revisão nos hábitos de consumo.

Rosana tinha compromissos assumidos anteriormente. Na TV Globo, onde nos foi apresentada, na vida acadêmica, onde forja sua capacidade, e em diferentes projetos, nos quais desfila talento. Aceitou participar do Blog do Mílton Jung durante o tempo que lhe fosse conveniente. Isto nos possibilitou conhecer uma versão diferente daquela que admirávamos na televisão, seja com a apresentação das informações da meteorologia seja na ancoragem dos telejornais.

Nos apresentou ideais instigantes e nos ajudou a refletir um pouco mais sobre nossas vidas nestes dois meses e nove textos em que escreveu no Blog. Como informou durante o Programa do Jô – e agradeço pelo elogio público que recebi – a presença dela por aqui seria por prazo limitado; e muito bem cumprido, digo eu.

A experiência nesta mídia se reproduzirá em novos projetos para Rosana Jatobá, certeza que tenho sem nenhuma pretensão. Enquanto estes estão em processo de gestação, nos cabe apenas esperar e aproveitar os artigos que permanecem em nossos arquivos. Mas assim que as novidades surgirem eu me comprometo a contar para você aqui no Blog.

Que seja breve, Rosana ! Você merece, e nós, seus leitores, também.

Recado de Rosana Jotobá (publicado em 10.04.10, 21h18)


Queridos Milton e leitores do blog:

Nesta nova etapa da minha vida profissional carrego uma enorme gratidão por ter sido tão bem acolhida e respeitada aqui. Os novos projetos vão, sem dúvida, refletir esta experiência. Este espaço é nobre, habitado por pessoas sensíveis, antenadas e inteligentes, comandado por um dos maiores jornalistas deste país. Ao Jô Soares, que também me honrou com um convite pra falar sobre Sustentabilidade, depois de ter lido os textos, eu disse que estava imensamente grata ao Milton pela oportunidade de expor minhas idéias, sem qualquer restrição. Ele sabe o valor do livre exercício do intelecto. Deixo meu carinho e a promessa de avisá-los sobre os próximos passos nesta área tão valiosa. E continuo participando como leitora do blog, que aprendi a admirar pelo imporatnte conteúdo.

Beijo grande a todos, Rosana.