Pauta do #cbnsp 08.04.2010

 

Uma comissão com presença de todos os partidos foi criada na Câmara Municipal de São Paulo para fechar o texto do Plano Diretor Estratégico. A medida é inovadora no processo de discussão, pois amplia a influência dos vereadores nas regras de ocupação e desenvolvimento da capital. Antes, o Plano estava sob responsabilidade da Comissão de Planejamento Urbano que conta com apenas sete parlamentares. O vereador José Police Neto (PSDB), líder do Governo, defendeu a formação desta comissão especial decidida em reunião fechada com participação de 38 vereadores.

Metrô e confusão – O excesso de passageiros no sistema de metrô de São Paulo tem provocado situações inusitadas. A repórter Luciana Marinho que usou a linha entre a Praça da Sé e a estação Corinthians-Itaquera disse que encontrou pessoas dormindo nas plataformas a espera de trens com lotação menor. Ela descreve na reportagem a situação que enfrentou para entrar em um dos vagões.

Táxi e tarifa – A viagem tem a mesma distância, o ponto de chegada e saída são os mesmos, o tipo de transporte, também, mas o preço pago pelo passageiro é diferente. Sair do aeroporto de Guarulhos para o aeroporto de Congonhas, na capital, fica cerca de R$ 25 mais caro do que sair de Congonhas para Guarulhos. A repórter Cátia Toffoleto foi conferir os motivos que levam a esta situação e conversou com motoristas e passageiros

Guarapiranga e poluição – A vegetação que tomou a superfície da Represa de Guarapiranga, na zona sul da cidade, é resultado do excesso de esgoto despejado na área que abastece a capital paulista de água. A explicação é do engenheiro da Empresa Metropolitana de Águas e Energia Paulo Sérgio Silva em uma entrevista ao CBN SP na qual a falta de responsabilidade da Emae em relação a poluição na represa me chamou atenção. Veja a foto em post aqui no Blog do Mílton Jung.

Táxi ! Por favor, com elegância

 

Por Dora Estevam

Taxi, na galeria de Stephen Geyer

Esta semana, observei alguns pontos de táxis.  O que me chamou a atenção foi a roupa dos motoristas. Notei que, atualmente, eles estão mais sociais na maneira de se vestir, e isso me causou uma boa impressão.

Quando estão em grupo, é fácil identificar o que estão vestindo, parece uniforme mesmo: calça bege ou preta, camisa branca e sapato social. Barba bem feita e carro limpo … Para combinar, é claro.

“Esta é uma das nossas preocupações, além da ética no atendimento com o cliente”, diz Natalício Bezerra Silva, presidente do Sindicato dos Taxistas de SP. “Nosso compromisso com o passageiro vai  desde o relacionamento até o bem estar dele em toda a viagem. Imagine se um passageiro entra no carro e da de cara com um motorista todo sujo e mal cheiroso”.

Eu jamais pegaria um táxi se o motorista estivesse cabeludo, barbado e de óculos escuros, isso depõe contra o profissional. “E se eu fosse um cliente me manteria longe deste tipo”, ensina Edson Lamonica, motorista com ponto no Real Park, em SP.

“Aqui no ponto, nós trabalhamos durante a semana com roupas sociais, somente no sábado partimos para o casual, mas sempre bem arrumado. Procuramos estar com o rosto sempre a mostra, o carro limpo e organizado e, em todos os pedidos, descemos do carro para abrir a porta para o passageiro, seja ele uma empregada doméstica ou um grande executivo” – conta.

Edson trouxe na bagagem a experiência de 12 anos como motorista de empresa particular. Assim, foi mais fácil a adaptação. Ele até passa dicas para os amigos.

Estar barbeado e asseado faz parte do compromisso com o passageiro, a regra é fiscalizada e cobrada pelos coordenadores das praças.

“Assim como a roupa, o motorista tem de ser discreto: Não podemos falar mal da cidade de São Paulo nem tampouco dos passageiros, seja ele turista ou morador.” Discrição, também, em relação ao cliente, explica Natalício: “não podemos sair por ai contanto tudo o que ouvimos ou vimos dentro do táxi”.

O carro é como se fosse uma empresa. O motorista precisa se vestir adequadamente, falar bem e ter educação. O perfil dele indica a maneira com que conduz o carro. Um motorista bem arrumado causa boa impressão.

Ao pegar um táxi, espero que o motorista seja discreto, limpo, tenha bom senso, não ouça rádio com som alto e não encha minha viagem com histórias tristes, sobre a vida dos outros ou reclamando da própria. Espero que ele saiba me ouvir e me compreenda, além de chegar ao destino pelo melhor caminho.

Assim, certamente, ele fará parte da minha agenda, tão discreta e elegante.

Dora Estevam é jornalista, escreve aos sábados no Blog do Milton Jung e anda de táxi na cidade de São Paulo