Sua Marca: cinco tendências para o varejo pós-pandemia

Foto de Artem Beliaikin no Pexels

“Muitas coisas foram aprendidas neste período de pandemia, e as marcas de varejo precisam absorver aquelas que fazem sentido para o seu negócio, e transportar para o futuro, aproveitando essas tendências” — Cecília Russo

Vai passar! É o que costumamos dizer quase como um grito de consolo e esperança diante de tudo que enfrentamos no último ano e meio de pandemia (ou quase isso). Longe de ser apenas uma ilusão. O avanço da vacinação e as descobertas em relação à Covid-19 sinalizam que, em breve, teremos uma saída para essas crises que se acumulam: sanitária, econômica e social. Então, se vai passar mesmo, é preciso estar preparado para o que virá em seguida. Que mundo teremos? Quais comportamentos prevalecerão? Das mudanças que fomos obrigados a fazer, muitas se manterão? Ou as esqueceremos ali na esquina, assim que a pandemia acabar? 

Jaime Troiano e Cecília Russo trouxeram cinco tendências que devem ser consideradas para se traçar estratégias no pós-pandemia. Usaram como base, um levantamento da BCG – Boston Consulting Group, uma consultoria americana, que estudou como o comportamento do consumidor foi afetado durante a pandemia para entender quais das transformações ocorridas permanecerão com esse consumidor pelos próximos cinco anos, no setor de varejo.

“É tão errado falar que nada vai mudar quanto falar que tudo vai mudar. O que eu vejo é que alguns hábitos que adquirimos durante a pandemia vão permanecer conosco: aqueles relacionados a higiene, como lavar mais as mãos ou usar álcool em gel. E, com certeza, a forma de comprar, que mudou bastante nesse período,  também vai deixar alguns rastros para o futuro”. 

Mesmo que o estudo tenha se baseado em comportamentos nos Estados Unidos, para Jaime Troiano é bastante razoável imaginar que esse conhecimento seja útil para os gestores de marcas dispostos a refletirem sobre o que acontecerá aqui no Brasil.

Vamos às cinco tendências:

  1. O contato com o lar —- mesmo depois de a abertura do comércio e escritórios, a prestação de serviço em sistema híbrido permanecerá, totalmente ou parcialmente. Os consumidores, assim, seguirão investindo em melhorias da casa ou em varejos mais próximos de onde moram. 
  2. A recuperação econômica —- com a retomada da economia, as pessoas terão a tendência de gastar mais, compensando o tempo perdido. Coisas não pareciam essenciais durante a pandemia, se tornarão objeto de desejo.
  3. A aceleração do e-commerce —- a área que mais ganhou fôlego nesse período foi a das compras pela internet. Quem ainda tinha receio de fazê-las online antes da pandemia, se viu obrigado a perder o medo.

“Aliás, vale uma menção honrosa ao Mercado Livre que como marca ocupou de forma bastante interessante esse espaço, ajudando as pessoas e fortalecendo sua marca. Podem observar como os carros amarelos circulam sempre limpíssimos pela cidade, promovendo e construindo a marca”.

  • 4.  O foco na saúde mental e bem-estar — o consumidor espera ter mais opções nessa área que tende manter seu crescimento exponencial, que ocorreu durante esta pandemia. Aumentaram as iniciativas relacionadas a alimentação saudável, meditação, yoga e ginástica pela internet. 
  • 5. A mudança para áreas menos urbanas —-  trabalhando à distância ou evitando áreas aglomeradas, as pessoas tendem a morar fora dos grandes centros urbanos. Isso deve fazer com que empresas de varejo reavaliem suas estratégias para que estejam presentes nesses locais.

Ouça e compartilhe o comentário completo de Jaime Troiano e Cecília Russo, em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso:

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso é apresentado aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN

Sua Marca: as mais amadas e valiosas criam e não copiam

 

“É raro uma empresa que não coloque na sua pauta o tema da inovação, mas muitas vezes costumam se inspirar no que outros fazem e no que o consumidor algumas vezes pede, elas acabam muito parecidas”. Cecília Russo

O mercado de criação e as marcas têm vivido um paradoxo que é o de serem pressionados pela necessidade de inovar e acabar ficando cada vez mais parecidos com o seu concorrente. Um dos motivos que levam a esse cenário é o fato de as empresas sempre buscarem inspiração naquilo que está dando certo no seu mercado e o outro, é que muitos gestores acreditam que ao ouvir o consumidor encontrarão a resposta para esse dilema.

 

Jaime Troiano e Cecília Russo conversaram com Mílton Jung sobre esse tema no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, que vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN. E Troiano lembrou-se de ensinamento que aprendeu com um CEO de multinacional:

“Um pensador da área de comunicação disse um dia que se você der para o seu consumidor só aquilo que ele está pedindo, um dia vai aparecer um concorrente que vai dar a ele algo diferente pelo qual vai se apaixonar”.

Russo entende a importância de se ouvir o consumidor e o considera ótima fonte para julgar a novidade que a marca apresentar ao mercado. Ressalta porém que ele não é o melhor porta-voz da inovação, porque tende a falar de coisas que já foram feitas. Quanto a estratégia de as empresas se inspirarem umas nas outras, ela ensina:

“As marcas mais amadas e valiosas criam e não copiam”.

Sua Marca: a responsabilidade social das marcas ao criar tendências de comportamento

 

 

São as marcas que impõem comportamentos à sociedade ou o comportamento surge na sociedade e influencia as marcas? Para Cecília Russo e Jaime Troiano, comentaristas do quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, da CBN, existe um efeito de retroalimentação quase que reproduzindo o dilema que ficou famoso na publicidade: Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?

 

Apesar disso, também é inegável que, por exemplo, os padrões estéticos com os quais as marcas trabalham costumam surgir nas classes mais altas da sociedade e são impostos as demais camadas da pirâmide social — um movimento que se identifica quando se estuda a influência que as marcas têm no comportamento das pessoas, diz Jaime Troiano.

 

Diante dessa realidade, alerta Cecília Russo, as marcas precisam desenvolver uma responsabilidade social respeitando as características e desejos dos diversos públicos, sem perder o seu caráter aspiracional. No passado, tinha-se o sabonete Lux que usava como bordão “o sabonete das estrelas”, com a intenção de tornar acessível a todas as mulheres a sensação de beleza e luxo das artistas de televisão e cinema.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN, e tem a apresentação de Mílton Jung.

Mundo Corporativo: LinkedIn identifica quatro tendências no ambiente de trabalho

 

 

“Essa inteligência emocional se mostra cada vez maior, é normal as pessoas serem contratadas pelas suas habilidades técnicas e serem demitidas por falta de habilidade interpessoais” — Milton Beck, LinkedIn

As principais tendências no ambiente de trabalho foram identificadas pelo LinkedIn através de pesquisas com 5 mil profissionais de RH e analisando o comportamento dos usuários da rede. E esse foi o assunto da entrevista com Milton Beck, CEO do LinkedIn na América Latina, no programa Mundo Corporativo, da CBN. O executivo também apresentou algumas dicas para quem pretende aproveitar melhor a rede de relacionamento profissional.

 

Quatro tendências apareceram em destaque no estudo apresentado pelo LinkedIn:

 

  1. Competências interpessoais
  2. Flexibilidade no trabalho
  3. Políticas antiassédio
  4. Transparência salarial

 

Acesse a pesquisa 2019 Global Talent Trends report

 

Em relação a profissionais que gostariam de ter maior destaque e aproveitar as interações possíveis no LinkedIn, Milton Beck apresentou as seguintes sugestões:

 

  1. Use uma foto profissional
  2. Mais do que dizer onde trabalho, diga o que conquistou
  3. Seja avaliado pelos colegas por suas competências
  4. Publique o seu conteúdo
  5. Leia o conteúdo dos outros
  6. Participe de grupos de discussão
  7. Identifique as empresas que estão alinhadas com você

 

“Lembre-se que o LinkedIn não é um depositário de currículo, mas para construir networking”, diz Beck.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, na página da CBN no Facebook e no perfil @CBNOficial no Twitter. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN; aos domingos, às 22 horas, em horário alternativo; ou em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Guilherme Dogo, Ricardo Gouveia, Izabela Ares e Débora Gonçalves.

 

O desafio do novo mundo que os brasileiros encontrarão na NRF 2019

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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As delegações brasileiras sempre foram destaque no maior evento mundial de varejo — a NRF Retail’s Big Show. A National Retail Federation Big Show 2019, que ocorrerá de 13 a 15 deste mês, em Nova York, vai propiciar, além das costumeiras novidades para o setor, tendências que poderão chocar o momento desses empresários e agentes do varejo nacional.

 

De acordo com os insights demonstrados nas prévias dos temas a serem apresentados, tópicos de cunho ambientalista, inclusivo, colaborativo, globalizante e de diversidade, que estavam nos esforços periféricos das empresas, passam agora ao centro das atenções.

 

É a questão de GENTE, que fica como parte principal da força transformadora que estará por vir.

 

Como sabemos, o momento em que o Brasil vive espelha uma outra conotação, em que a globalização, o ambientalismo, a diversidade não são pautas prioritárias.

 

Ao mesmo tempo, o grupo brasileiro composto por empresários, executivos e demais agentes de primeira linha do setor de varejo, em sua maioria, pertence aos que apoiaram e votaram no pessoal que ocupa o poder hoje — as reações do mercado financeiro ao crescimento da candidatura de Bolsonaro retrataram a preferência da classe dominante. E esse grupo pertence a ela.

 

Tal cenário merece ser acompanhado para verificar se efetivamente a ênfase nos aspectos propostos será confirmada e qual será a absorção pelo contingente brasileiro.

 

Hoje, ninguém desconsidera o fato de as empresas serem organismos vivos, que necessitam manter relação de troca de energia com o meio ambiente. Dessa forma, será que teremos empresários com suas lojas apoiando a diversidade, a inclusão e o ambientalismo apenas comercialmente — e pessoalmente serem contra? Ou vão encarar a concorrência em benefício da ideologia própria?

 

O fenômeno Trump pode ter gerado para o varejo americano a pauta acentuada na globalização, diversidade, etc. Mas, e o Fenômeno Bolsonaro?

 

Aguardemos.

 

Carlos Magno Gibrail, consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Sua Marca: esteja um passo à frente, jamais dois

 

 

 

 

As marcas que não inovam perdem o frescor, mas cuidado para não ficar tentado a seguir toda e qualquer tendência —- isso pode comprometer o seu negócio. O alerta é de Jaime Troiano e Cecília Russo em conversa com o jornalista Mílton Jung, no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, da CBN. “Em branding, você tem de estar um passa à frente da sociedade, da massa, não estar junto dela porque você vai repetir o que ela já sabe; agora, não pode estar dois passos, se não você se desconecta dela”, diz Troiano.

 

Cecília Russo dá como exemplo uma loja de doces que se caracteriza por produtos indulgentes em que seu dono pensa em seguir a tendência atual de oferecer alimentos sem açúcar, sem gordura, sem glúten ou ligths: “quando for pensar em coisas que estão surgindo a pergunta que o dono da doceira tem de fazer é se essa tendência combina comigo, se vai ajudar a dar continuidade a minha história ou vai contrariá-la”.

 

Faça como os surfistas, sugere Troiano, “escolha a onda certa, não embarque em qualquer onda”

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN.

Usar a moda ou ser usado pela moda

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

 

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Reprodução de documentário Desacelerando a Moda, no GNT

 

Desde que há mais de um ano, os estilistas Raf Simons da DIOR, e Alber Elbaz da LANVIN deixaram seus cargos de Direção de Criação, alegando falta de tempo para apresentar produtos inovadores e de categoria devido a pressão exercida pela indústria do Fast Fashion, o tema ganhou importância no mundo da moda. Acompanhado, então, por olhares críticos da economia e da ecologia, devido ao alto volume de produtos de baixo preço e qualidade, envolvendo a preocupação do descartável, não-reciclável.

 

Ao mesmo tempo, grandes marcas lançadoras de tendências, pressionadas pela internet começaram a adotar o sistema “veja agora, compre agora”, permitindo que os consumidores ao assistir aos desfiles, antes restritos a seletos espectadores, pudessem comprar de imediato o que estavam vendo.

 

Embora controvertido, o sistema “veja agora, compre agora” já é adotado há mais de um ano por marcas como DIANE VON FURSTENBERG, TOM FORD, BURBERRY e TOMMY HILFIGER.

 

A verdade é que a ameaça do “veja agora, compre agora” é no sentido de reduzir o tempo de criação e empobrecer eventualmente os lançamentos. Enquanto o fast fashion efetivamente pode gerar uma poluição estética e real.

 

É o que o músico Alex James alerta em recente documentário no programa GNT Doc:

 

“Roupas baratas e não sustentáveis fazem parte de uma epidemia. Fazem-nos crer que pagar mais é exploração. Essa epidemia se chama fast fashion”.

 

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Reprodução de documentário Desacelerando a Moda, no GNT

 

Alex propõe, então, que se faça um esclarecimento geral para o perigo do consumismo exacerbado e prejudicial à estética e ao conforto da roupa, e benéfico à poluição geral. E acredita que se possa enveredar por um rumo melhor ao demonstrar as vantagens do bom produto.

 

Não acredito, pois se analisarmos o que ocorre em outras áreas, como a música brasileira, os recentes estilos populares predominam em detrimento da verdadeira MPB.

 

Afinal, o próprio Alex James dá o veredicto: vai valer o estilo de vida de cada um.

 

“Adoro roupa, adoro moda, o que vestimos diz muito sobre quem somos e quem queremos ser”.

 

E só de olhar, poderemos identificar se a preferência será usar a moda ou ser usado pela moda.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

 

Quem somos, para onde vamos? O que será?

 

Por Julio Tannus

 

 

Nos anos 1980 participei de um estudo, coordenado pela França e com tecnologia desenvolvida pelos franceses, sobre tendências socioculturais. A Europa e alguns países da América do Norte e do Sul foram objeto deste estudo, para responder a seguinte questão: quem somos e para onde vamos? Na França, François Mitterrand, e na Argentina, Raul Alfonsín, ambos candidatos à presidência de seus respectivos países, utilizaram dos resultados para planejar a comunicação de campanha.

 

No Brasil, várias empresas multinacionais pautaram suas estratégias de comunicação seguindo as linhas sugeridas pelo estudo. A partir da questão proposta, o cerne de nossa personalidade foi caracterizado como “individualista expressivo”. E assim explicado porque nossas instituições não davam conta de nossas realidades.

 

Conforme já citei aqui, para o autor João Cruz Costa, em seu livro “Uma Contribuição à História das Ideias no Brasil”, nossa questão institucional remonta aos anos 1.500. Em seu pensamento, o Brasil desde sempre se vê envolto nessa mesmice: “as instituições brasileiras não dão cabo de sua realidade”. Em seu esforço de compreensão dessas dificuldades conjectura se elas não seriam consequência das razões de nossa origem brasileira, ou seja, pelo fato de a fundação de nossa nacionalidade ter sido cunhada sob a égide de fatores puramente mercadológicos – o nome Brasil vem da exploração de pau-brasil.

 

A única instituição que razoavelmente dava conta de nós, nessa ocasião, era o emprego. Os tempos se passaram, e o mundo mudou. Hoje, como nos diz o sociólogo Zygmunt Bauman, experiência e maturidade que eram garantias no emprego, não tem mais vez. O que vale é “o aqui e agora”. Assim, qualquer um, a qualquer momento, pode estar sendo descartado de seu emprego.

 

E aí eu pergunto: o que será esse movimento nacional de protestos? Será que finalmente acordamos? Será que iniciamos um movimento para reivindicar instituições que abarquem nossa coletividade? Instituições que efetivamente reflitam o que somos e o que reivindicamos?

 


Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Escreve no Blog do Mílton Jung às terças-feiras.

Roupa íntima, sem medo de aparecer

 

Por Dora Estevam

 

 

É senso comum que as mulheres adoram comprar roupas, sapatos, acessórios, makes e muito mais coisas – e a maioria não esconde isso – mas ninguém sai por ai falando que comprou calcinhas e sutiãs, mesmo porque é algo bem pessoal. Nem por isso, nem por ficar escondida que não vamos nos preocupar com estas peças, certo.  Como diz a autora de “É tudo tão simples”, Danuza Leão, vai que você seja confundida com uma espiã no aeroporto internacional e tenha que tirar toda a roupa, como vai fazer se tiver com uma calcinha fio dental ou feia e rasgada ? Pensando nisso, separei algumas marcas de moda íntima, nacionais e conhecidas, fáceis de se encontrar, e anotei o que elas trazem de  mais novo para as estações de verão e já antecipando a próxima.

 

Vamos começar pela tradicional Darling que  colocou no mercado toda a coleção nova com peças lindas. Tem aquele estilo básico muito bom para trabalhar e tem os modelos mais atraentes para os momentos mais íntimos. Tudo na maior sofisticação que uma mulher merece. Pensando no alto verão brasileiro, as estilistas da marca fizeram uma coleção mais leve e vaporosa, fácil de perceber nos tecidos usados e nos materiais de acabamento, aliás, impecáveis.

 

A novidade desta estação também fica por conta das coleções Lace que traz peças mais amplas para atender todos os biótipos, e, a Lace Power que é uma linha exclusiva de sustentação. Ou seja, tem para todos os gostos. As cores são as mais comerciais possíveis, as que não denunciam uma mulher, as que deixam você tranqüila sem ter a preocupação de ficar se insinuando na hora errada. Vamos lá: branco, preto, avelã, maquiato, marine e mescla. Para ter um gostinho do que estou falando veja as fotos que separei para você, lá no alto e cá embaixo.

 

 

Outra opção de lingerie é a marca Puket, muito conhecida pelas suas peças irreverentes e confortáveis. Agora, também apresenta para o mercado a primeira linha Boutique, inspirada nas tendências de moda, para a coleção de inverno 2012. As estilistas criaram dois temas: Sunshine e Ballet. A Sunshine vem com um conceito sensual e ao mesmo descontraído, desenvolvida no tule estampado. As cores jovens como tons de rosa, verde água e marinho, nas estampas de poás e florais. Já para a linha Ballet a proposta foi baseada nos tons nude para dar fluidez nas peças.

 

Mas as novidades não param por ai, a primeira coleção do tema da Puket traz uma linha de coleção de lingerie moleton desenvolvida com elastano, com detalhes em tule e pespontos em rosa bebê, que adornam as peças. Imagina que graça! E para finalizar, mais para frente a marca vai distribuir nas lojas as calcinhas divertidas, criação que faz da grife a marca registrada. Modernidade e conforto unidos numa mesma peça. É  tudo o que você precisa.

 

 

Para quem gosta de ousar um pouco mais nas peças íntimas a dica é a coleção da loja Any Any, super referencia de moda lingerie no mercado nacional. A marca propõe para esta temporada coleções com peças únicas e exuberantes, se preparem! Toda a pesquisa entre tendência de moda e de tecidos gerou em uma coleção com três temas: Minimalismo; Boudoir e Retro.

 

A volta do minimalismo está presente nas peças com tecidos nobres, aliás muito importante a qualidade dos tecidos, com recortes ousados que se harmonizam com as cores neutras dos pijamas, camisolas e a linha de lingeries. Para o Boudoir a coleção foi pensada no conforto da mulher, a modelagem privilegia as formas femininas e não apertam o corpo. Tem coisa pior que roupa apertada? Aqui os tecidos leves como chifon, seda e mousseline permitem uma peça com franzidos e babados, e ainda com aplicações de renda, mais romântico impossível.  Nesta mesma linha romântica também foram trabalhados os algodões com estampas, sempre com aquele ar de inocente. Tudo muito urbano, para dia e noite. Você sabe que uma das tendências é usar calça de pijama misturada com camisetas e jaquetas e sair livremente por aí, com as peças da Any você vai arrasar no figurino.

 

Como a moda também está relembrando os anos 40 e 50 a linha Retro aparece com conjuntos clássicos revisitados pela marca. Ao mesmo tempo em que eles relembram a década também passam um ar de sedutor e ao mesmo tempo divertido, pois as cores verde bandeira, índigo, pink e azul estão presentes  nas peças que foram elaboradas nos tecidos nobres da coleção.

 

 

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida aos sábados, no Blog do Mílton Jung

O império do nude

 

Por Dora Estevam

 

Nude é quase uma ausência de cor, que se consagra na moda e leva milhares de mulheres às lojas e aos salões de beleza em busca do tom certo, aquele que deixa a pele com aspecto sofisticado. Surgiu com impacto há um e meio e terá sua vida prolongada graças a seu uso por vários estilistas nas últimas coleções que assistimos.

 

Foi a cor predileta de celebridades que passaram pelo tapete vermelho em busca do Globo de Ouro, nesta semana. O festival deu um show de beleza, sofisticação e tendências de moda em todos os ítens: maquiagem, jóia, vestido de festa, sapatos e bolsas. Se elas usam é porque é bonito – quase sempre. Vamos ver algumas fotos de celebridades que optaram pelo nude?

 

Na maquiagem, a pele clarinha combinada com o batom de mesma cor, deixa a mulher com uma aparência bem saudável. O nude cai bem nas peles morena e branca. Sem restrições, o ousado pode ficar por sua conta já que o nude é totalmente neutro.

 

Nas ruas é que se vê o resultado de tanto trabalho. E é nas ruas que vemos, também, como as pessoas são criativas ao captarem o fashion das passarelas e editoriais de revistas e levarem para seu cotidiano. O nude conquistou definitivamente os corações de todos, além dele ser uma ótima opção para misturar com outras cores.

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung