Tempo, o luxo inacessível da sociedade contemporânea

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Falta de tempo. Essa talvez seja uma das expressões mais usadas no mundo contemporâneo. Expressão ou, muitas vezes, uma desculpa ou justificativa para aceitar o que não fizemos, o que não conquistamos e, até mesmo obrigações, que não cumprimos. Gerir o próprio tempo não é uma tarefa fácil e poucos a realizam com êxito. Durante a vida, muitas pessoas torcem para o tempo passar rápido. Muitos esperam ansiosamente às 18 horas ou que chegue logo a sexta-feira ou ainda para que algo melhor aconteça em sua vida.

 

Obviamente é muito bom ter momentos de lazer, de descanso e aproveitar o fim de semana com quem gostamos e amamos. Porém, acredito que a maior parte dos que buscam com tanto ansiedade para que esse tempo passe rápido não têm noção da importância do seu próprio tempo e de como está em suas mãos as escolhas do que fazer com ele.

 

Tempo não volta, não se devolve. O tempo passado já foi. É como um rio. Você nunca poderá tocar a mesma água duas vezes. Será que pra serem felizes as pessoas precisam sempre esperar a sexta-feira? Será que muitas delas passam cinco dias infelizes fazendo o que não gostam no trabalho para ter dois dias felizes?

 

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A verdade é que quando não estamos satisfeitos com algo, seja um trabalho que não gostamos ou qualquer outra atividade que cause desconforto, a primeira reação é torcer para que aquilo acabe logo. Mas não refletimos o quanto isso faz mal e está em nossas mãos o poder de mudar, inovar, de “tirar o gesso” que nos prende. Já para “tirar o gesso”, é necessário olhar para si próprio, investir em seu autoconhecimento através de ferramentas como terapia ou coaching, por exemplo.

 

Somente conhecendo a si próprio é que você poderá descobrir seus verdadeiros talentos para, então, correr atrás de seus sonhos e torná-los metas realizadas. Assim, certamente seu tempo – precioso – será otimizado e não lamentado. Com a realização pessoal e profissional, você estará pleno e passará a dar importância de verdade para o seu tempo, fazendo bom uso dele e encontrando o verdadeiro sentido da sua vida.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

 

As fotos deste post são dos álbuns de Artistania e Fraublucher no Flickr

Frozen: princesas da Disney fizeram terapia

 

Por Biba Mello

 

FILME DA SEMANA:
“Frozen – Uma aventura Congelante”
Um filme Disney.
Gênero: Animação
País:USA

 

 

Duas lindas princesinhas, Elsa e Anna vivem em um reino chamado Arendelle. Anna, adorável, atrapalhada e amorosa, idolatra a irmã mais velha, que, por sua vez, a priva de seu convívio, mas por um motivo surpreendente. Elsa nasceu com um poder de congelar as coisas e não consegue controlá-lo muito bem, o que a leva a isolar-se das pessoas. Em uma passsagem de tempo Elsa é coroada rainha e finalmente sai de seus aposentos.Anna e Elsa discutem na coroação o que faz Elsa se descontrolar e liberar seu poder congelando toda Arendelle.

 

Por que ver: a Disney vem mudando o perfil de suas princesas. Neste filme, existe desilusão amorosa com príncipe, empoderamento das princesas, as fazendo ter escolhas próprias e autonomia! Girl power trip!Não são aquelas bobocas inocentes de outrora…Acho que fizeram terapia…

 

Como ver: quando você estiver borocoxô…Duvido que você não se anime na música “Livre Estou”…

 

Quando não ver: se tiver problemas de “chiclete de orelha”… sabe aquela música que cola em seu ouvido, cabeça e entranhas…? Então, é a tal “Livre estou”. Se isto acontecer, ao menos aprenda a letra toda, porque no meu caso fico apenas com o refrão na cabeça.

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos.

Mundo Corporativo: os empresários no divã

 

Empresários e donos de negócios vivem um cenário de pressão e cobrança por decisões e podem pagar muito caro por isso, desde problemas nas relações familiares até a falência da empresa. O terapeuta Luiz Fernando Garcia, entrevistado no Mundo Corporativo da rádio CBN, aponta alguns dos problemas mais comuns no atendimento a executivos: impulsividade por aquisições, dificuldade em lidar com dinheiro e alto nível de ansiedade. Especialista em psicodinâmica em gestão e negócio, Luiz Fernando lançou o livro “Empresários no Divã – como Freud, Jung e Lacan podem ajudar sua empresa a deslanchar”, pela editora Gente. Na entrevista, o terapeuta sugere como soluções para parte dos dramas vividos no comando dos negócios melhorar o nível de comunicação com os demais profissionais, ser amigo do dinheiro, pois há uma tendência de se negar problemas financeiros, e, finalmente, entender que “descanso é descanso”. Para saber mais, assista ao vídeo com a entrevista completa de Luiz Fernando Garcia.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo Twitter @jornaldacbn e pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Avalanche Tricolor: No divã com o Grêmio

 

Grêmio 1 x 3 Figueirense
Brasileiro – Olímpico Monumental

Foram alguns anos de análise e em todos fui um fracasso no desafio de lembrar o sonho sonhado. Apesar da insistência da terapeuta junguiana (que outra linha seria?), raras foram as vezes que consegui descrever para ela trechos do que minha imaginação havia desenhado na noite anterior. Ontem foi diferente. Sem precisar trabalhar no feriado de Nossa Senhora Aparecida, dormi após a virada do Brasil sobre o México, satisfeito muito mais com o resultado do que com o futebol jogado. Acabara de ver Jonas em campo, atacante que fez história com a camisa do Grêmio e deixou saudades. Anda meio perdido na Europa e parecia sem rumo com a camisa amarela da seleção, que o deixou desfigurado. Confesso que ao vê-lo na beira do gramado não o reconheci. Mas tive boas lembranças.

Sei lá se foi a falta que tenho sentido dele no comando do ataque gremista ou qualquer outro fenômeno que a mente misteriosamente nos impõe. A verdade é que no meio da madrugada tive um sobressalto na cama, após ver o Grêmio ser goleado por um adversário imaginário. Foi um sucessão de gols tomados somente interrompida quando eu acordei. E, se não me falha a memória, o placar estava cinco a zero para sei-lá-quem Fiquei envergonhado com o pesadelo, mais ainda de ter lembrado dele no dia seguinte. Minha terapeuta teria ficado orgulhosa.

Não acredito em premonições, mesmo assim assisti ao jogo da tarde desta quarta com os dois pés atrás. Havia algo que me incomodava a cada tentativa de ataque gremista assim como nas investidas do adversário contra nossa defesa. Uma fragilidade inexplicável tomava conta de mim. E do meu Grêmio, também. Nada, porém, tinha a ver com o meu sonho/pesadelo mas com a falta de imaginação de quem dirige este clube e não foi capaz de dar a Celso Roth e a qualquer outro treinador um elenco com competência para encarar uma competição tão longa, difícil e equilibrada como o Campeonato Brasileiro. Sem falar na falta de habilidade para manter talentos como o de Jonas.

Seja como for, seguirei sonhando, desta vez com os olhos bem abertos. Porque torço por um time que não aceita ser coadjuvante por onde passa; e está sempre disposto a aprontar alguma para cima daqueles que se atrevam a cruzar no caminho dele. Pode ser no próximo domingo, na Vila Belmiro, como pode ser na última rodada, no Beira Rio. Tenho a convicção de que algo muito bom ainda vai acontecer conosco neste campeonato, apesar dos pesares. Ou estará na hora de mandar o Grêmio para o divã?