De Transmutação Mental ou Fisicultura do Pensamento

 

Por Maria Lucia Solla

 

“A Mente, tão bem quanto os metais e os elementos, pode ser transmutada de estado em estado, de grau em grau, de condição em condição, de polo em polo, de vibração em vibração.

 

A verdadeira transmutação hermética é uma Arte Mental”

O CAIBALION – Estudo da Filosofia Hermética do Antigo Egito e da Grécia.

 

Olá,

 

tem pensamento que nos envenena, amarga a boca e faz o plexo solar vibrar em sinal de alerta, não tem? E tem outro que infla a nossa alma como balão de gás. O bom é malhar esse e reformatar aquele, mudando o foco da atenção, até que se dê a Alquimia Verdadeira. Acreditamos literalmente que alquimia seja a arte de transformar qualquer metal em ouro, mas não nos damos conta da metáfora porque ouro tem sido o supremo poder nesta dimensão. Alquimia Verdadeira não é a arte de transformar metal em ouro, é a arte de controlar as forças mentais, não os elementos materiais, para evitar que elas nos controlem, e para quebrar a resistência de vícios mentais que nos subjugam através da certeza, do medo, do eu-primeiro, da birra, da soberba, da manipulação, da ganância, da agressividade, da reatividade…

 

Garanto que, assim como a Meditação Transcendental, o exercício de burilar os pensamentos gera coerência, se é que ainda nos lembramos do que seja. É só mu-dar o primeiro pensamento. Depois, um pensamento depois do outro, e seguir aliviando peso de dor, de desilusão, preconceito, incompreensão, radicalismo e falta de flexibilidade que aciona artrite e artrose também no corpo físico.

 

Este mundo é mental; não material, e não sou eu quem afirma. É um dos Preceitos Herméticos que datam de pelo menos 2700 AC, ofertados a seus discípulos pelo Mestre egípcio Hermes Trismegisto. Dizem que Abraão também bebeu de sua fonte filosófica, e que Hermes Trismegisto foi considerado Mestre dos Mestres, Três vezes Mestre, reconhecido pelos egípcios como Thoth, o Mensageiro de Deus, pelos gregos antigos como Hermes, deus da Sabedoria, e pelos romanos como Mercúrio.

 

O exercício é fácil: Está sol? Não reclamar. Chove? Não reclamar. O marido não se comportou direitinho? Não infernizar. Você adoeceu? Não desesperar. Mudar o que pode ser mudado e aceitar e contornar o que não pode ser, em vez de querer mudar o curso da vida e daqueles que nos rodeiam.

 

Bora exercitar? Ou não, e até a semana que vem.

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung