A incrível História de Adaline: a angústia da eterna juventude

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“A incrível História de Adaline”
Um filme de Lee Toland Krieger
Gênero: Romance/Drama
País:EUA

 

Na virada do século 20, Adaline, uma jovem moça, de 29 anos, sofre um acidente de carro, morre e é ressuscitada por uma descarga elétrica. Misteriosamente algo se modifica em sua química corporal e ela não envelhece mais. Como ela se tornou uma pessoa curiosa, evita se envolver com as pessoas com medo que as mesmas saibam deste seu segredo, até que conhece outro jovem e se apaixona, trazendo consequências interessantes em sua vida.

 

Por que ver: Apesar de parecer um tema batido, não se engane, pois não é. A história é bem amarrada e interessante. O filme me cativou logo no começo. Vale a pena. Atores/direção e roteiro coesos…É um filme fluido e com certeza eu o assistiria novamente.

 

Como ver: Da maneira tradicional. Com pipoca, no final da tarde de domingo.

 

Quando não ver: As vezes não sei o que escrever nesta parte, e este filme é destes que me deixam na dúvida… Me diga você quando não ver, ok?

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos e agora está te desafiando, vai amarelar?

Pais idosos

 

Por Julio Tannus

 

Cada vez mais a idade média da população aumenta. E surgem várias questões. Entre elas: os filhos tem obrigação de cuidar dos pais idosos?

 

Para responder a esta pergunta nada melhor do que o Estatuto do Idoso, em alguns artigos específicos:

 

Art. 1º. É instituído o Estatuto do Idoso, destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.
Art. 3º. É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.
Art. 37º. O idoso tem direito a moradia digna, no seio da família natural ou substituta, ou desacompanhado de seus familiares, quando assim o desejar, ou, ainda, em instituição pública ou privada.
Art. 43º. As medidas de proteção ao idoso são aplicáveis sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados:
I – por ação ou omissão da sociedade ou do Estado;
II – por falta, omissão ou abuso da família, curador ou entidade de atendimento;
III – em razão de sua condição pessoal.
Art. 45º. Verificada qualquer das hipóteses previstas no art. 43, o Ministério Público ou o Poder Judiciário, a requerimento daquele, poderá determinar, dentre outras, as seguintes medidas:
I – encaminhamento à família ou curador, mediante termo de responsabilidade;
II – orientação, apoio e acompanhamento temporários;
III – requisição para tratamento de sua saúde, em regime ambulatorial, hospitalar ou domiciliar;
IV – inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, orientação e tratamento a usuários dependentes de drogas lícitas ou ilícitas, ao próprio idoso ou à pessoa de sua convivência que lhe cause perturbação;
V – abrigo em entidade;
VI – abrigo temporário.

 

À medida que crescemos e que os nossos pais envelhecem, os papéis dentro da família acabam por se inverterem: os mais velhos tornam-se cada vez mais dependentes dos mais novos. Ainda assim, estima-se que 85% da população idosa quer continuar a viver na sua própria casa.

 


Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Às terças-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung

Velhos e elegantes

 

Por Dora Estevam

Homens velhos e com estilo

Homens velhos e com estilo

É tão bom quando você anda pelas ruas ou passeia pelos corredores dos shoppings e encontra homens maduros bem vestidos. Não é por que envelheceram que vão vestir roupas ultrapassadas, surradas, chinelos com meias esgarçadas e blusas cheias de manchas do tempo, que se confundem com as rugas da face.

A elegância do homem mais velho ao se vestir está acima do calor ou do frio. Ele tem obrigação em mostrar todo brilho da idade. Mesmo porque as senhoras mais velhas tendem a andar elegantes, bem vestidas e maquiadas. Não é tipo “mocinha” que me refeiro. É elegância, mesmo. Sobriedade.

Eu, particularmente, não gosto de ver mulheres mais velhas e fora do peso vestindo roupa de homem, ficam masculinizadas. Outro dia assisti à cena na qual a atriz Aracy Balabanian, na novela Passione, da TV Globo, vestia camisão, calça comprida e sapato sola grossa.

Gente! Ela já faz papel de dona nervosa, com aquele conjunto então… Corra!

Bem, voltando aos homens: ser um velho elegante é como aproveitar a vida sem cair em contradições. Conforto e simplicidade se bem aproveitados só levam alegria e divertimento para amigos e parentes.

Lyndall e Ginna, maturidade na elegância

Lyndall e Ginna, maturidade na elegância

Gitta Lee é uma senhora londrina que foi modelo há 50 anos e agora está voltando para a publicidade. Ela foi fotografada pela Time Out Magazine. No encontro entre Gitta e o repórter, a modelo se referiu à campanha como uma inspiração ao envelhecimento: ”Uma foto de uma senhora elegante e velha em uma campanha publicitária acrescenta qualidade e elementos atemporais na história”.

Outro destaque da moda avançada é Lyn Dell, proprietária de uma loja na Broadway. De acordo com o site Advanced Style, ela é uma fashionista tão querida e glamourosa que até a Vogue Itália fez editorial com a velhinha.

Realmente, não estamos acostumados a ver idosos em campanhas de publicidade de uma maneira mais elegante. É sempre aquela imagem de velhinho e tal.

Também por aqui são muito comuns homens mais velhos se vestirem como se fossem menininhos de 15 anos (ok, as mulheres também não fogem disso). É deselegante e desnecessária esta exposição. O mundo não precisa ver isso.

Basta ter estilo pessoal e roupas que se adaptem perfeitamente ao clima e ocasião. Não precisa sair gastando toda a aposentadoria nas marcas de cada estação, apenas que ter alguns modelos práticos. Os acessórios são complementos que podem ser trocados de acordo com a estação.

O retrato de um homem velho e elegante resulta da combinação de belos acessórios e cores, além da sutileza de saber envelhecer positivamente se adequando aos tempos.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo no Blog do Mílton Jung

O tempo passa diferente para algumas pessoas

Por Abigail Costa

Você já se pegou olhando para alguém que não via há algum tempo; olhando e pensando com aquele ponto de exclamação:

– Nossa,  como está envelhecida !

As rugas acentuadas, a pele que já não tem mais aquela rigidez, os fios grisalhos sem disfarce.  “Coisas” dessa tal lei da gravidade.  Isso é o que  os olhos podem enxergar.

Me disse um amigo outro dia:

– O tempo passa diferente para algumas pessoas.

Concordo:  por dentro e por fora.

Uns envelhecem mais rápido; uma dose a menos de vaidade, cá entre nós, também contribui para acelerar o processo,

Um processo absolutamente  compreensível. Nascemos, crescemos, envelhecemos e por fim…. deixa pra lá.

O que a visão não alcança só os mais observadores percebem. Os amigos. E como tem gente que insiste em envelhecer por dentro, quando a insistência deveria ser ao contrário.

É difícil, mas com um pouco de boa vontade dá para mudar aos pouquinhos, como dose de remédio. Se tomar de acordo com a prescrição a tendência é melhorar.

Deixe para trás certas manias. Lá dentro não se permita ser chamada de menina ou de tia.

Onde poucos conseguem chegar,  permita-se ser jovem todos os dias.  O jovem arrisca, erra, perdoa, começa tudo de novo.

Enquanto o controle das rugas para o rejuvenecimento interior não chega, vamos ajudar.

O tempo pode ser um aliado, ou não.  E para andar de braços dados com ele, a escolha é nossa.

Dá para começar hoje.

Abigail Costa é jornalista e as quintas-feiras, aqui no blog,  mostra que sabe como poucas controlar o seu tempo, no corpo e na alma.