A hora em que o jornalismo profissional se diferencia da rede social

 

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Esta quinta-feira transformou-se em mais um daqueles dias que devem servir de referência para nossas conversas com estudantes de jornalismo —- especialmente estudantes de jornalismo, apesar de que não custa nada estender o tema a todos que confundem mensagens publicadas em rede social com notícia. E não é pouca gente que faz isso.

 

Aliás, tem gente graúda que mistura essas coisas.

 

Alain de Botton, filósofo pop, nascido na Suíça e erradicado na Inglaterra, autor do livro “Notícia: um guia de sobrevivência” (Intrínseca), é um deles —- e que isso não seja visto como forma de desmerecer seu trabalho. Longe de mim ter essa pretensão. Respeito muito o que escreveu e tenho sua publicação não apenas guardada em lugar especial em minha biblioteca como cito o autor em todas as minhas palestras sobre comunicação.

 

Botton ao descrever um fenômeno típico da sociedade contemporânea que é a busca incessante por informação, provocada principalmente pela facilidade proporcionada pelas redes sociais, diagnosticou que somos viciados em notícia — o que justificaria, segundo ele, o engajamento do público diante de fatos que podem estar relacionados tanto a um desastre humanitário quanto ao relacionamento amoroso de celebridades.

 

Discordo do diagnóstico feito pelo filósofo.

 

Primeiro, porque se é verdade que o público é viciado em notícia e quem fornece essa “droga” é o jornalista, deixo de sê-lo para me transformar em traficante. Minha mãezinha querida que está lá no céu mas ainda conseguiu me aplaudir recebendo o diploma de graduação na faculdade de comunicação social da PUC, em Porto Alegre, certamente ficaria muito incomodada com o resultado do investimento que fez em minha carreira …. profissional.

 

Segundo, porque nem tudo que as pessoas consomem como se notícia fosse é notícia. Precisamos entender que informação não é sinônimo de notícia. O recado que seu filho mandou por WhatsApp para dizer que vai chegar mais tarde em casa é uma informação, mas não é notícia. A mensagem do amigo que está feliz com a promoção que recebeu no trabalho é informação mas não é notícia. O desaforo da namorada publicado em vídeo no Twitter porque você a desrespeitou é informação mas não é notícia.

 

Para ser notícia alguns requisitos são necessários, a começar por ser de interesse púbico ou afetar o público, direta ou indiretamente, ter relevância no meio em que circula, estar relacionado a um acontecimento novo ou esclarecimento de fatos, ter acontecido recentemente ou estar por acontecer.

 

Existem outros atributos fundamentais para que uma informação possa ser caracterizada como notícia. Tem de ter sua veracidade comprovada, estar baseada em fatos reais e ser devidamente apurada antes de ser apresentada ao público. Notícia é produto do jornalismo que precisa respeitar a hierarquia do saber, como me ensinou Zuenir Ventura, em entrevista que me concedeu, no Jornal da CBN, há alguns anos.

 

O jornalismo é a busca constante da verdade possível e isto exige apuração, construção de uma rede confiável de fontes, curiosidade para descobrir os fatos que estão encobertos e a precisão em seu relato.

 

O que mais recebemos ao longo do dia não é notícia, é apenas informação —- na maior parte das vezes de interesse privado e não publico. E essa diferença é fundamental para entendermos a doença que a sociedade contemporânea vem sofrendo. Por isso, em lugar de dizer que somos viciados por notícia prefiro dizer que sofremos de ansiedade informacional —- esse é nosso grande mal, que se expressa na pressa que temos em receber uma resposta a um WhatsApp enviado, assim como a enxergamos o “like” dos amigos na foto publicada no Instagram.

 

Essa ansiedade que é minha, é sua, é de todos nós jamais pode impactar a qualidade do serviço realizado por jornalistas profissionais. Se assim formos influenciados, deixaremos de cumprir a função para a qual nos dedicamos e desvalorizaremos o papel que exercemos na sociedade.

 

Lembro-me da campanha eleitoral de 2014 quando lamentavelmente o avião do candidato e ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos caiu em Santos, no litoral paulista. A informação do acidente chegou durante evento no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, e fez com que o então governador Geraldo Alckmin se retirasse de forma precoce da solenidade oficial. Os indícios da tragédia passaram a circular em alta velocidade. As redes sociais —- ocupadas por alguns colegas de profissão, inclusive —- já anunciavam a possibilidade da morte do político. Sim, a possibilidade porque a confirmação ainda não existia. As redações eram pressionadas pelo tempo, pelos chefes, pelo público e pela nossa própria ansiedade a transformar o rumor em notícia. Alguns se precipitaram, outros preferiram esperar. Infelizmente, todos acabamos noticiando a morte de Campos, porém em tempos diferentes. O tempo da prudência e da responsabilidade.

 

É isso que diferencia o jornalismo profissional dos protagonistas em rede social — estes não têm compromisso com a verdade, nós jornalistas somos reféns dela. Se entendemos nossa função diante da sociedade, temos de respeitá-la e buscarmos incansavelmente a verdade, com a agilidade que os novos tempos exigem e com a responsabilidade que a profissão demanda. Se ao público interessa a informação em primeira mão, ao jornalista cabe informar a notícia certa em primeira mão.

 

A ansiedade em ser o primeiro a dar as últimas, levou profissionais e outras pessoas a se precipitarem nessa quinta-feira, divulgando informações em rede social e em sites que não tinham sido confirmadas, causando constrangimento àqueles que eram afetados diretamente pelos rumores que circulavam e antecipando uma comoção de maneira irresponsável no público. Pode até ser que esses fatos se confirmem ao longo das próximas horas, mas nenhum jornalista profissional deve se orgulhar de tê-los publicado antes de se certificar da verdade. Principalmente quando esses rumores se referem à vida humana.

 

É nesta hora que o jornalismo profissional se difere — ou deveria — das redes sociais.

Avalanche Tricolor: verdades escancaradas

 

Atlético PR 0x2 Grêmio
Brasileiro – Arena da Baixada/Curitiba-PR

 

GREMIO

 

Funcionei em três versões neste fim de semana, nesta passagem pelo Rio de Janeiro que se estenderá até segunda-feira. Antes de chegar aqui, já tínhamos a cobertura política de um país estarrecido com a verdade escancarada por um grupo de delatores, chefiado por Joesley Batista. Um noticiário com várias nuances, revelações, traições e a realidade pura e crua de como agem poderosos e homens públicos, no Brasil.

 

O Rio foi meu destino na sexta-feira para assistir de perto às finais do MSI2017, o Mundialito de Lol – League of Legends. Apesar da ausência de brasileiros nesta rodada, os times europeus e asiáticos conseguiram trazer bom público à Arena Jeunesse, que teve seus quase 10 mil lugares ocupados, especialmente na batalha final. Desde o início da competição havia uma verdade escrita: a superioridade dos sul-coreanos. Verdade confirmada para delírio dos torcedores que fizeram uma bela festa por aqui com o título da SKT.

 

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E foi do Rio que assisti, neste domingo, ainda de dentro da Arena Jeunesse, e pela tela do meu celular, ao Grêmio, na Arena da Baixada, em Curitiba. Um time que vem jogando futebol de verdade pela maneira como se posiciona em campo, troca passes com precisão e se desloca para desorientar o adversário.

 

Antes mesmo do gol, Luan desfilava no gramado com a elegância que tem caracterizado seu jeito de jogar bola. Conseguia se safar dos marcadores com toques sutis e malabarismos imperceptíveis, suficientes para avançar em direção ao ataque. Foi premiado ao receber a bola dentro da área e marcar o primeiro da vitória gremista.

 

Ramiro também se mostrava superior. Fazia ótima companhia a Luan. Misturava talento e raça, categoria e qualidade técnica. No primeiro gol já havia feito a assistência para Barrios, que não conseguiu manter a bola e deixou para Luan. No segundo, recebeu de Luan e procurou novamente Barrios: desta vez, não escapou e ele matou o jogo.

 

Verdade que a expulsão de Marcelo Grohe tirou a tranquilidade dos gremistas, pois abriu-se espaço para o adversário atacar. Mas também é verdade que o sistema defensivo demonstrou a segurança que precisávamos para conter a pressão. E com isso, o Grêmio marca sua segunda vitória em dois jogos seguidos por dois a zero, no Campeonato Brasileiro.

 

Nas três versões em que funcionei neste fim de semana havia verdades escancaradas: no Lol e no futebol, principalmente; já na política, apesar de descobrirmos algumas verdades, ainda tem muita mentira para ser desmascarada.

Com equilíbrio, independente e em busca da verdade, sempre!

 

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O Brasil está em ebulição. Tem gente na rua contra o Governo. Tem gente na rua a favor do Governo. Tem gente em casa, contra e a favor. Todos falam em defesa da democracia, mesmo quando suas atitudes não condizem com esta defesa. Todos reivindicam o direito ao contraditório, nem todos, porém, o toleram. Ouvir o contraditório tem se tornado um desafio. Pois, o contraditório não quer falar, quer gritar mais alto. E quem é contrário não quer ouvir.

 

Em um clima como esse, o Brasil não precisa de incendiários. Eles já estão soltos por aí, alguns com cargos públicos. Tentam se beneficiar desse cenário para esconder suas mazelas, justificar seus atos. Clamam pela união mas pregam a cizânia. Querem a união, desde que em torno da sua causa. Nem sempre a causa pública.

 

O equilíbrio na análise é fundamental para quem tem como meta a busca da verdade possível diante dos fatos, neste Brasil enredado em casos de corrupção e luta pelo poder. Digo a verdade possível porque esta é construída no cotidiano do nosso trabalho, no levantamento dos fatos, na entrevista dos contrários e no relato objetivo dos acontecimentos.

 

Nem sempre a verdade surge no primeiro momento, depende das peças que são encontradas em declarações oficiais e extra-oficiais, em documentos públicos ou não, anônimos às vezes. Nesse quebra-cabeça, a verdade vai sendo montada na investigação realizada pelos órgãos policiais e pela justiça; no trabalho investigativo do jornalista, também; no interesse das partes que usam a informação e a contra-informação para construir sua própria verdade.

 

Algumas verdades somente o tempo nos permitirá compreender. Mas não podemos perder jamais este desejo de buscá-la de forma independente e equilibrada. O tom certo na transmissão do fato, na crítica e no embate pode fazer o país melhor. Qualquer coisa fora disso soa como paixão e militância. Colabora com a discórdia. E não é este o meu papel.

De seu Antônio

 

Por Maria Lucia Solla

Ouça “De Seu Antônio”, escrito, falado, fotografado e sonorizado pela autora

Céu por Maria Lucia Solla

ah seu Antônio
andei pensando melhor
e cheguei à conclusão

não sou eu que tenho a vida
mas é ela que me tem

viemos aqui para ser
às vezes brincar de ter
olhar e acreditar ver
dizer e acreditar saber

mas na verdade seu Antônio
o que a gente tem
é pura e simples ilusão
e mais nada não

mesmo a dor
aquela que dói de verdade
mesmo o amor
aquele que sacode aprisiona
e te joga de cara na lona
não existe

acredita?

a vida é sonho
que quando pesadelo
dá um medo medonho
um arrepio constante
que parece frio
tem jeito de calafrio
mas que nunca é feio o bastante
pra que a gente dele desista
pra que a gente perca o rumo de vista

uma curva mais fechada aqui
um descampado ali
uma cabana com lenha no fogão
e desenho de fumaça vindo lá do galpão

isso é viver de verdade
não ter de nada e de ninguém saudade
se aninhar na cabana
tendo um anjo de proteção
de campana
e amar
amar
amar

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung pra alegria de todos nós, Antônios


D’aqueles dias

 

Por Maria Lucia Solla
Ouça D’aqueles dias na voz da autora

Ontem foi mais um daqueles dias.

“Aqueles dias” têm enredos diferentes, mas elementos comuns: balbúrdia e tsuname de emoção, sensibilidade à flor da pele, incoerência, derrame lacrimal, incapacidade de realizar tarefa dita normal e dificuldade de concentração. Esse é o sintoma mais grave num mundo onde eficiência é fundamental, e a falta dela, condenação; ponto final.

você pode não ser agradável sociável inteligente
mas se não for eficiente
é considerado socialmente doente

pobre do poeta sonhador
que sofre do mal de amor
pobre de quem tem saudade
e que para tudo por um momento de amizade
que dá o que tem pela fé
e não abre mão da verdade

O fato de não fazer o que deve, sem ter muito claro o que é que deve fazer, é para ser escondido de todos. Dito à boca pequena. Não é falta confessável. É para ser guardada no cofre onde moram a dor de amor, da saudade e a fome de cumplicidade.

quem não tem eficiência de verdade
não anda no ritmo marcado pela sociedade
não ostenta o oficial carimbo
não encaixa a própria vida em planilha do Excel
é condenado a passar seus dias no limbo
Santo Deus do Céu!

Há rótulo e oficina para cada caso, no entanto; pílula mágica vendida na farmácia, legal ou ilegalmente – tanto faz – na drogaria, na academia, na clínica de estética e de dieta frenética. O objetivo é fazer você caber no modelo da hora, e se você atrasa ou adianta, meu filho, é simplesmente largado do lado de fora.

só o poeta sonhador que acolhe e respeita a dor
consegue escapar das teias da eficiência
com arte e com rima
com esperançca e paciência

o homem não tem mais tempo de ser poeta
atrofia o coração e esquece a grandeza do perdão

Mas eu não quero te levar a perder tempo, a deixar as tarefas de lado, a perder a distribuição da senha da eficiência. Nem quero que franza o teu senho pensando na dor que eu tenho, porque amanhã certamente, depois desse expurgar de algo que era preciso deixar, vou sorrir como nunca, vou cantar e desafinar sem medo, sem pudor de mostrar também o avesso da dor.

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Volto a espera da verdade, em 2010

 

A chegada de 2010 não nos deu tempo de remoer 2009, devido as tragédias anunciadas no litoral carioca e na capital e interior paulistas. As autoridades, tenham qual seja o sotaque regional ou político, falaram sem fugir do manual preparado por suas assessorias de marketing. Culparam o passado – que pode ser a gestão anterior ou o trabalho não feito nos últimos 30 anos – e anunciaram decisões para o futuro, sem se importar com o fato de que a população precisa de uma saída agora. Meu medo é que ao dizerem o que dizem o façam com a certeza da verdade.

Depois não entendem a descrença do cidadão com “tudo isso que está aí”. Ficam a justificar a queda da popularidade nos métodos das pesquisas em vez de olharem para os seus próprios modos. Correm em busca de um espaço nobre na mídia para venderem uma imagem que construíram nos gabinetes e se desmanchou no primeiro temporal de verão. Chegam ao absurdo de culpar o clima pela incapacidade de gerenciar crises.

Neste clima, volto nesta quarta ao CBN São Paulo, após sete dias fora do ar, resultado de um sistema de plantão comum nas redações jornalísticas em fim de ano. Período interessante pois dividi a angústia pelos acontecimentos em destaque no noticiário com o prazer de estar mais próximo da parte mais distante da família – aquela que se manteve lá pelo Sul do País, onde a tragédia das enchentes também deixou suas marcas.

Com eles e mais alguns amigos aproveitei o pouco que restou de São Paulo nesta virada de ano, além de chuva e engarrafamento (da capital a Guarulhos foram quase três horas no carro). Menos mal que o que me motivava era a companhia de todos.

Para ficar no campo das notícias, a melhor veio de Porto Alegre ao ouvir novamente – nessa segunda – a voz de Milton Pai na Rádio Guaíba, depois de seis meses de estaleiro. Que ele seja portador de boas novas neste ano.

A todos, um 2010 de verdades (é o que queremos ouvir, senhores e senhoras candidatos) !

A fala dos homens

Por Carlos Magno Gibrail

Lugo, Maradona, ACM Neto e a força da palavra

“Em nada lembra o tal carro inglês”… Dirigente da montadora chinesa ao apresentar semana passada no Salão de Xangai o Geely, idêntico ao Rolls Royce.

“Fué La mano de Dios”… Diego Maradona ao marcar visivelmente com a mão o gol que deu a vitória para a Argentina contra a Inglaterra nas quartas de final da Copa do Mundo de 1986.

Estas falas, todos sabem que não devem ser levadas a sério. A não ser o próprio Maradona que aproveitou e lançou música, livro e filme.

Com humor, uma das melhores falas de Vicente Matheus: “O Sócrates é inegociável, invendável e imprestável”.
Outra, famosa, pode ter autor camuflado: “O povo gosta de luxo; quem gosta de miséria é intelectual”, Joãozinho Trinta ou Elio Gaspari?

A natureza que nos envolve e as comunicações nas relações sociais exigem percepção e conhecimento. A olho nu mal conseguimos perceber que a terra é redonda. No âmbito das Humanas a busca da verdade exige redobrada atenção.

“Domingo é o dia da ressurreição e o dia da nossa eleição.  Deus abençoe o Paraguai”. Lugo, candidato, ex-bispo católico, celibato obrigatório.

“Quero pedir perdão por estas circunstâncias e quero ratificar que minha versão será sempre a verdade”. Lugo, Presidente do Paraguai, após a denúncia de 3 filhos ainda quando bispo.

“Não apoiarei ninguém no segundo turno”. Soninha Francine, vereadora candidata a Prefeita SP.

“O DEM tem uma posição política da qual eu discordo. Eu quero o poder. O poder de fazer o possível. Por isso aceitei esse cargo executivo”. Soninha Francine, após ter sido oferecida pelo partido.

“A Casa toda fez… Acho que estão querendo fechar o Congresso”. ACM Neto que recém foi a Paris com a esposa.

“Até ontem era tudo lícito. O que mudou? É um bando de babaca”. Ciro Gomes ao responder sobre passagens para sua família.

No futebol, falas tem gerado confusões, que aliadas aos problemas de torcedores trazem resultados ruins para todos. A partir da fuzarca do último jogo do Brasileirão que redundou na suspensão do presidente da FPF, os clubes paulistas entraram em rota de colisão, a ponto das finais do Paulistão estarem praticamente com torcidas únicas.

“Eles tem é que fazer a conta de quanto vão perder”. Marco Aurélio do SPFC sobre a não utilização do Morumbi.
Dirigentes apaixonados esquecem as regras comerciais. Este final de Paulistão evidencia o que há de pior neste sistema de radicalização, clareando apenas que não há exceção, todos agem amadoristicamente.

Melhor a fala dos jogadores, que José Geraldo Couto bem definiu. Dramática de Maradona, malandra de Romário e épica de Ronaldo. Pelé deve ter lido o texto de J. G. Couto e disse que no domingo passado Ronaldo foi o Rei da Vila Belmiro.

* “A fala dos Homens” é o titulo do livro da Profa. Maria de Lourdes M. Covre, minha orientadora no Mestrado. Analisa a fala de Delfim Neto, Simonsen, Passarinho, etc. quando estavam no Governo Figueiredo.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e, toda quarta, fala às claras no Blog do Milton Jung